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Montagem de degraus de escada

A montagem de degraus de escada é o trabalho em que o carpinteiro assenta as peças de pisar já fabricadas, os cobertores, sobre a estrutura da escada. Essa estrutura pode ser uma escada de betão em bruto que se quer revestir a madeira, uma viga metálica de uma escada aberta ou banzos de madeira.

Atualizado 09/2026·13 min read·4 price list items
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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Escadas e corrimãos
Instalar degraus de escadaunid.81,25 €-
Instalar degraus de escada com espelhosunid.-
Lixar degraus de escada + 3 demãos de vernizunid.-
Instalar corrimão de madeiraml18,75 €-
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Degraus sem espelho ou com espelho: quando escolher cada item

Parece um pormenor, mas entre estes dois itens muda o aspeto da escada, o método de trabalho e a exigência com a base. Convém decidir antes de encomendar os degraus, porque é com base nisso que o carpinteiro define o balanço e o perfil do bordo da frente.

  • Montagem de degraus de escada (este item) é a escolha certa numa escada aberta sobre viga metálica ou banzos, onde fica um vão livre entre degraus. Serve também numa escada de betão em que a face vertical leva outro acabamento: reboco e pintura, revestimento cerâmico ou barramento.
  • Montagem de degraus de escada com espelho faz sentido quando se quer a escada toda em madeira, incluindo as faces verticais. Nesse caso o carpinteiro tem de resolver a ligação entre cobertor e espelho, a ordem de montagem e uma preparação mais rigorosa do betão nas faces.
  • O balanço do degrau pesa mais na versão sem espelho. O bordo da frente cobre a aresta superior da face de betão ou, numa escada aberta, é a única linha visível. Por isso tem de ser igual em toda a escada.
  • As faces de betão ficam à vista neste item. Se estiverem tortas ou partidas, devem ser reparadas antes da montagem, porque mais tarde, com o degrau já colado, a reparação é difícil.
  • O tempo em obra é menor, porque não há espelhos para medir, cortar e colar. Numa escada aberta, porém, acresce o acerto rigoroso de cada degrau sobre a viga.

Na prática: se a escada é de betão e já se sabe que as faces vão ser em madeira, convém encomendar logo a versão com espelho. Acrescentar espelhos por baixo de degraus já colados dá muito trabalho e o resultado raramente fica tão limpo.

Sobre que tipo de escada se montam os degraus

O método depende daquilo em que o degrau assenta. Na visita prévia, o carpinteiro pergunta primeiro pela base e só depois pela madeira.

Escada de betão

É o caso mais comum nas moradias portuguesas, onde as escadas interiores costumam sair da obra em betão armado. A escada é autoportante e o degrau de madeira é apenas um revestimento. Cola-se em toda a superfície com cola elástica e, em alguns casos, reforça-se com buchas. A vantagem é que o degrau não ressoa nem range e transmite firmeza. A desvantagem é que o betão nunca é exato: os degraus têm alturas e profundidades diferentes e raramente estão perfeitamente nivelados.

Viga metálica

Pode ser uma viga central, a chamada espinha de peixe, ou dois banzos laterais em aço. Aqui o degrau é um elemento estrutural, por isso precisa de uma espessura adequada ao vão, segundo o fabricante da estrutura. Fixa-se com parafusos por baixo, através de chapas metálicas, muitas vezes com uma junta elástica que amortece o ruído dos passos e evita rangidos. Os furos das chapas e da madeira têm de coincidir com precisão, caso contrário o degrau fica torto.

Banzos de madeira

Os degraus encaixam em rasgos nos banzos ou assentam sobre a aresta superior. Este tipo de escada costuma ser fabricado completo em oficina e a montagem dos degraus faz parte da sua montagem geral. A montagem isolada dos degraus justifica-se, por exemplo, quando se substituem degraus gastos numa escada de madeira antiga.

Degraus em consola fixados à parede

Os degraus parecem "flutuar" a partir da parede. Aqui há uma função estrutural: fixações ocultas, parede resistente e cálculo. Não é um trabalho corrente de revestimento e deve ser feito por uma empresa com projeto de estabilidade para essa solução. Se a parede não for resistente ou for de alvenaria leve, esta solução pode simplesmente não ser possível.

O que deve estar pronto antes de o carpinteiro chegar

A maior parte dos problemas com degraus nasce antes da montagem, numa má coordenação com as outras especialidades. Antes da medição e da montagem, deve estar garantido o seguinte:

  • O betão está seco. Uma escada de betão acabada de fazer precisa de tempo. O betão vai libertando humidade durante semanas e a madeira colada sobre uma base húmida incha, empena e a cola pode não agarrar. O carpinteiro costuma medir a humidade. O valor aceitável é definido pelo fabricante da cola.
  • Os rebocos e a betonilha estão concluídos e secos. Os trabalhos húmidos aumentam a humidade do ar no interior e a madeira absorve-a. Em zonas costeiras ou casas pouco ventiladas isto nota-se ainda mais. Os degraus montam-se depois dos rebocos e da betonilha.
  • Os pavimentos de cima e de baixo estão definidos. Mais concretamente, deve conhecer-se a cota do pavimento acabado nas duas pontas da escada. O primeiro e o último degrau têm de ficar com a mesma altura dos restantes. Se o pavimento ainda vai ser aplicado, o carpinteiro precisa da espessura exata de todas as camadas, não de uma estimativa.
  • O eletricista deixou as preparações feitas. Se se quer iluminação LED nos degraus, os cabos e as caixas têm de estar na parede ou no betão antes da montagem. A ligação elétrica é feita por um eletricista qualificado, nunca pelo carpinteiro.
  • O corrimão está combinado. O serralheiro ou o carpinteiro do corrimão precisa de saber se vai fixar ao degrau, à face de betão ou à parede. A furação através de um degrau de madeira já acabado tem de ser planeada para se furar no sítio certo.
  • As faces de betão estão reparadas. Neste item ficam à vista, por isso o pedreiro ou o ladrilhador deve tratá-las antes. Em alternativa, combina-se que são acabadas depois da montagem, com a madeira protegida.
  • Há acesso livre. É preciso eletricidade em obra, espaço para cortes e a escada livre de outras especialidades durante a montagem e a cura da cola.

Como decorre a montagem em obra

Medição e moldes

Numa escada de betão, cada degrau mede-se individualmente. O carpinteiro mede o comprimento junto ao bordo de trás e ao da frente, a profundidade nas duas extremidades e a altura de cada degrau. Nos degraus em leque de uma curva fazem-se moldes em cartão ou contraplacado fino, porque o ângulo da parede e a forma do degrau variam de peça para peça. Os degraus são numerados de baixo para cima para não se trocarem na montagem.

Numa escada aberta sobre viga, verifica-se o afastamento entre chapas, a sua altura e a planeza. Se uma chapa estiver torta, quem a corrige é o serralheiro, e não o carpinteiro com calços.

Acerto das alturas

Porque é que isto é tão importante? O pé habitua-se ao ritmo da escada logo nos primeiros dois degraus. Se um degrau for mais alto ou mais baixo, mesmo que só alguns milímetros, é fácil tropeçar. Por isso o carpinteiro compensa as diferenças do betão: nos degraus baixos usa argamassa de regularização ou uma camada de cola mais espessa, dentro do que a cola permite. Para diferenças maiores recorre a calços reguláveis ou a placas de base. O objetivo é que todos os degraus acabados tenham a mesma altura e a mesma profundidade.

Preparação da base

O betão é limpo de pó, restos de reboco e argamassa e, se necessário, lixado. Depois aplica-se o primário indicado pelo sistema da cola. Sobre uma superfície gordurosa, poeirenta ou a desagregar-se, a cola não agarra.

Assentamento do degrau

O degrau é primeiro testado a seco: confirma-se se o comprimento está certo, se a folga junto à parede está correta e se o balanço é uniforme. Junto à parede deixa-se uma junta de dilatação de aproximadamente 3 a 5 mm para a madeira poder trabalhar. Em seguida aplica-se no betão uma cola elástica, normalmente de poliuretano ou à base de polímero MS, com espátula dentada em toda a superfície ou em faixas apertadas, conforme o fabricante. O degrau é colocado, nivelado e carregado com peso até a cola começar a prender. Numa escada aberta, o degrau assenta nas chapas com a junta elástica, é nivelado e aparafusado por baixo com parafusos de comprimento certo, para que não atravessem até à face de pisar.

Quanto tempo demora

Uma escada reta com degraus já preparados costuma ficar montada em um a dois dias. Degraus em leque, betão irregular e moldes feitos em obra alongam o prazo. Segundo o fabricante, a cola precisa normalmente de cerca de 24 horas até se poder andar com cuidado nos degraus, e a carga total só mais tarde. Se o óleo ou o verniz forem aplicados em obra, acresce o tempo de secagem de cada demão.

Materiais dos degraus e escolha do acabamento

Madeira

Os degraus fazem-se habitualmente em carvalho, faia ou freixo, e menos vezes em nogueira ou pinho. O carvalho é duro, resistente e aguenta bem o desgaste do dia a dia. A faia é dura, mas mais sensível às variações de humidade e trabalha mais. Madeiras macias como o pinho marcam com facilidade, por isso servem sobretudo para escadas pouco usadas, por exemplo de acesso ao sótão.

Lamelado ou maciço

A maior parte dos degraus é feita em lamelado colado. As lamelas podem ser inteiras ao longo do degrau ou unidas por finger-joint. O degrau de lamela inteira tem um aspeto mais calmo. O de finger-joint é um pouco mais simples de fabricar e visualmente mais "movimentado". Ambos são resistentes se forem bem fabricados e se a madeira tiver uma humidade de aproximadamente 8 a 10 %.

Espessura

Sobre betão usam-se normalmente degraus com cerca de 30 a 40 mm. Numa escada aberta, o degrau é estrutural e a espessura escolhe-se em função do vão entre apoios, muitas vezes entre aproximadamente 40 e 60 mm. Aqui quem decide é o fabricante da estrutura, não a estética.

Bordo da frente e antiderrapante

No degrau sem espelho, o bordo da frente vê-se mais do que na versão com espelho. Costuma ser arredondado ou chanfrado, porque uma aresta viva lasca com facilidade. Na parte da frente podem fresar-se ranhuras antiderrapantes ou embutir uma fita antiderrapante. Vale a pena sobretudo com acabamento a óleo e em casas com crianças ou pessoas idosas.

Acabamento

O óleo realça o desenho da madeira, dá um aspeto natural e repara-se localmente. Precisa, no entanto, de ser renovado conforme o desgaste. O verniz cria uma película mais resistente e é mais fácil de manter, mas um dano obriga a lixar o degrau inteiro. Convém receber os degraus já acabados de oficina, de forma que em obra só se aplique a última demão ou nada.

O que facilita o trabalho e o que o complica

Como este item se conta à peça, a dificuldade de cada degrau influencia o resultado final. O trabalho é mais rápido e simples quando:

  • a escada é reta e todos os degraus têm a mesma forma,
  • o betão é rigoroso, seco e sem grandes diferenças de altura,
  • os degraus chegam prontos, cortados à medida e com acabamento,
  • as cotas dos pavimentos acabados são conhecidas e o primeiro e o último degrau não precisam de soluções improvisadas,
  • numa escada aberta, as chapas da viga estão bem posicionadas.

Pelo contrário, o trabalho fica mais demorado e difícil quando há:

  • degraus em leque numa curva ou uma escada em caracol, em que cada peça tem forma diferente,
  • paredes laterais tortas, cujo contorno tem de ser copiado no degrau,
  • betão irregular, que exige acerto degrau a degrau,
  • escada livre dos dois lados, com os topos dos degraus à vista e a exigir acabamento perfeito,
  • recortes adicionais para prumos do corrimão, iluminação ou ligação ao patamar,
  • acesso apertado, por exemplo numa escada estreita de uma casa antiga, onde é difícil manobrar degraus compridos.

Erros típicos e como se manifestam mais tarde

  • Colagem sobre betão húmido. A madeira incha, os degraus levantam nas pontas ou racham. Muitas vezes só se nota no primeiro inverno com aquecimento ligado.
  • Colagem por pontos em vez de em toda a superfície. Ficam vazios por baixo do degrau, que soa a oco ao pisar e com o tempo começa a ranger.
  • Falta de junta de dilatação junto à parede. Com a variação de humidade, a madeira empurra a parede, o reboco fissura ou o degrau abaula.
  • Primeiro ou último degrau com altura diferente. É o erro mais frequente na coordenação com o aplicador de pavimentos. As pessoas tropeçam nesse degrau e a correção posterior é muito difícil.
  • Balanço irregular. Numa escada sem espelho vê-se de imediato: olhando de baixo, a linha dos bordos da frente "dança".
  • Contacto metal com madeira sem junta na viga. A madeira diretamente sobre o aço range ao andar e transmite ruído a toda a casa.
  • Parafusos demasiado compridos ou broca mal escolhida. Na face de pisar aparece a ponta do parafuso ou uma fissura junto a ele.
  • Vãos grandes entre degraus numa escada aberta. Com crianças pequenas em casa, o espaço livre entre degraus pode ser perigoso. No projeto costuma ter-se o cuidado de não deixar vãos demasiado grandes. A solução passa por uma travessa ou um enchimento, não necessariamente por um espelho.

Guia faça você mesmo: revestir uma escada de betão reta com degraus

Com uma escada de betão reta, degraus já feitos à medida e alguma prática em trabalho de precisão, é possível fazer este revestimento sem profissional. Escadas abertas sobre viga, degraus em consola e escadas com curva devem ficar para o carpinteiro, porque aí estão em causa a resistência e uma precisão difícil de recuperar. A iluminação dos degraus é ligada apenas por um eletricista.

  1. Medir a humidade do betão, ou mandá-la medir, e esperar até corresponder ao exigido pelo fabricante da cola.
  2. Medir a altura e a profundidade de cada degrau e registar as diferenças, incluindo as cotas dos pavimentos acabados em cima e em baixo.
  3. Limpar o betão de pó e restos de argamassa, lixar as saliências e regularizar as zonas baixas com argamassa adequada.
  4. Aplicar o primário indicado pelo sistema da cola e deixar secar.
  5. Testar cada degrau a seco, verificar a folga junto à parede e o balanço do bordo da frente.
  6. Começar pelo degrau de baixo e espalhar a cola com espátula dentada em toda a superfície.
  7. Colocar o degrau, nivelá-lo no sentido longitudinal e transversal e confirmar a altura em relação ao degrau anterior.
  8. Carregar o degrau, por exemplo com sacos ou pesos, e retirar a cola que extravasa antes de secar.
  9. Continuar para cima e não usar a escada durante o tempo de cura indicado pelo fabricante.
  10. Selar as juntas junto à parede com selante elástico na cor da madeira ou da parede e acabar as faces de betão.

Verificação e receção do trabalho

Convém subir e descer a escada várias vezes, primeiro devagar e depois a passo normal. O pé não deve hesitar em nenhum degrau. Na receção deve verificar-se:

  • a altura igual de todos os degraus, incluindo o primeiro e o último em relação ao pavimento acabado,
  • a profundidade igual dos degraus e o balanço uniforme do bordo da frente em toda a escada,
  • o nivelamento dos degraus nos dois sentidos, confirmado com nível,
  • que nenhum degrau se mexe, soa a oco ou range ao passar,
  • as juntas de dilatação junto à parede, bem preenchidas com selante,
  • a limpeza da superfície, sem restos de cola, riscos ou arestas lascadas,
  • numa escada aberta, parafusos apertados, juntas elásticas nas chapas e nenhuma ponta à vista,
  • a preparação dos pontos de fixação do corrimão conforme o combinado,
  • a entrega de informação sobre a cola, a madeira e o acabamento, incluindo as indicações de manutenção.

Perguntas frequentes

É, mas dá mais trabalho. O espelho tem de entrar à justa entre degraus já montados e a junta junto ao bordo da frente é difícil de disfarçar. Se a ideia de pôr espelhos existe, é mais sensato encomendar logo a versão com espelho.

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