Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Escadas e corrimãos | ||||
| Instalar degraus de escada | unid. | 81,25 € | - | |
| Instalar degraus de escada com espelhos | unid. | - | ||
| Lixar degraus de escada + 3 demãos de verniz | unid. | - | ||
| Instalar corrimão de madeira | ml | 18,75 € | - | |
Degraus sem espelho ou com espelho: quando escolher cada item
Parece um pormenor, mas entre estes dois itens muda o aspeto da escada, o método de trabalho e a exigência com a base. Convém decidir antes de encomendar os degraus, porque é com base nisso que o carpinteiro define o balanço e o perfil do bordo da frente.
- Montagem de degraus de escada (este item) é a escolha certa numa escada aberta sobre viga metálica ou banzos, onde fica um vão livre entre degraus. Serve também numa escada de betão em que a face vertical leva outro acabamento: reboco e pintura, revestimento cerâmico ou barramento.
- Montagem de degraus de escada com espelho faz sentido quando se quer a escada toda em madeira, incluindo as faces verticais. Nesse caso o carpinteiro tem de resolver a ligação entre cobertor e espelho, a ordem de montagem e uma preparação mais rigorosa do betão nas faces.
- O balanço do degrau pesa mais na versão sem espelho. O bordo da frente cobre a aresta superior da face de betão ou, numa escada aberta, é a única linha visível. Por isso tem de ser igual em toda a escada.
- As faces de betão ficam à vista neste item. Se estiverem tortas ou partidas, devem ser reparadas antes da montagem, porque mais tarde, com o degrau já colado, a reparação é difícil.
- O tempo em obra é menor, porque não há espelhos para medir, cortar e colar. Numa escada aberta, porém, acresce o acerto rigoroso de cada degrau sobre a viga.
Na prática: se a escada é de betão e já se sabe que as faces vão ser em madeira, convém encomendar logo a versão com espelho. Acrescentar espelhos por baixo de degraus já colados dá muito trabalho e o resultado raramente fica tão limpo.
Sobre que tipo de escada se montam os degraus
O método depende daquilo em que o degrau assenta. Na visita prévia, o carpinteiro pergunta primeiro pela base e só depois pela madeira.
Escada de betão
É o caso mais comum nas moradias portuguesas, onde as escadas interiores costumam sair da obra em betão armado. A escada é autoportante e o degrau de madeira é apenas um revestimento. Cola-se em toda a superfície com cola elástica e, em alguns casos, reforça-se com buchas. A vantagem é que o degrau não ressoa nem range e transmite firmeza. A desvantagem é que o betão nunca é exato: os degraus têm alturas e profundidades diferentes e raramente estão perfeitamente nivelados.
Viga metálica
Pode ser uma viga central, a chamada espinha de peixe, ou dois banzos laterais em aço. Aqui o degrau é um elemento estrutural, por isso precisa de uma espessura adequada ao vão, segundo o fabricante da estrutura. Fixa-se com parafusos por baixo, através de chapas metálicas, muitas vezes com uma junta elástica que amortece o ruído dos passos e evita rangidos. Os furos das chapas e da madeira têm de coincidir com precisão, caso contrário o degrau fica torto.
Banzos de madeira
Os degraus encaixam em rasgos nos banzos ou assentam sobre a aresta superior. Este tipo de escada costuma ser fabricado completo em oficina e a montagem dos degraus faz parte da sua montagem geral. A montagem isolada dos degraus justifica-se, por exemplo, quando se substituem degraus gastos numa escada de madeira antiga.
Degraus em consola fixados à parede
Os degraus parecem "flutuar" a partir da parede. Aqui há uma função estrutural: fixações ocultas, parede resistente e cálculo. Não é um trabalho corrente de revestimento e deve ser feito por uma empresa com projeto de estabilidade para essa solução. Se a parede não for resistente ou for de alvenaria leve, esta solução pode simplesmente não ser possível.
O que deve estar pronto antes de o carpinteiro chegar
A maior parte dos problemas com degraus nasce antes da montagem, numa má coordenação com as outras especialidades. Antes da medição e da montagem, deve estar garantido o seguinte:
- O betão está seco. Uma escada de betão acabada de fazer precisa de tempo. O betão vai libertando humidade durante semanas e a madeira colada sobre uma base húmida incha, empena e a cola pode não agarrar. O carpinteiro costuma medir a humidade. O valor aceitável é definido pelo fabricante da cola.
- Os rebocos e a betonilha estão concluídos e secos. Os trabalhos húmidos aumentam a humidade do ar no interior e a madeira absorve-a. Em zonas costeiras ou casas pouco ventiladas isto nota-se ainda mais. Os degraus montam-se depois dos rebocos e da betonilha.
- Os pavimentos de cima e de baixo estão definidos. Mais concretamente, deve conhecer-se a cota do pavimento acabado nas duas pontas da escada. O primeiro e o último degrau têm de ficar com a mesma altura dos restantes. Se o pavimento ainda vai ser aplicado, o carpinteiro precisa da espessura exata de todas as camadas, não de uma estimativa.
- O eletricista deixou as preparações feitas. Se se quer iluminação LED nos degraus, os cabos e as caixas têm de estar na parede ou no betão antes da montagem. A ligação elétrica é feita por um eletricista qualificado, nunca pelo carpinteiro.
- O corrimão está combinado. O serralheiro ou o carpinteiro do corrimão precisa de saber se vai fixar ao degrau, à face de betão ou à parede. A furação através de um degrau de madeira já acabado tem de ser planeada para se furar no sítio certo.
- As faces de betão estão reparadas. Neste item ficam à vista, por isso o pedreiro ou o ladrilhador deve tratá-las antes. Em alternativa, combina-se que são acabadas depois da montagem, com a madeira protegida.
- Há acesso livre. É preciso eletricidade em obra, espaço para cortes e a escada livre de outras especialidades durante a montagem e a cura da cola.
Como decorre a montagem em obra
Medição e moldes
Numa escada de betão, cada degrau mede-se individualmente. O carpinteiro mede o comprimento junto ao bordo de trás e ao da frente, a profundidade nas duas extremidades e a altura de cada degrau. Nos degraus em leque de uma curva fazem-se moldes em cartão ou contraplacado fino, porque o ângulo da parede e a forma do degrau variam de peça para peça. Os degraus são numerados de baixo para cima para não se trocarem na montagem.
Numa escada aberta sobre viga, verifica-se o afastamento entre chapas, a sua altura e a planeza. Se uma chapa estiver torta, quem a corrige é o serralheiro, e não o carpinteiro com calços.
Acerto das alturas
Porque é que isto é tão importante? O pé habitua-se ao ritmo da escada logo nos primeiros dois degraus. Se um degrau for mais alto ou mais baixo, mesmo que só alguns milímetros, é fácil tropeçar. Por isso o carpinteiro compensa as diferenças do betão: nos degraus baixos usa argamassa de regularização ou uma camada de cola mais espessa, dentro do que a cola permite. Para diferenças maiores recorre a calços reguláveis ou a placas de base. O objetivo é que todos os degraus acabados tenham a mesma altura e a mesma profundidade.
Preparação da base
O betão é limpo de pó, restos de reboco e argamassa e, se necessário, lixado. Depois aplica-se o primário indicado pelo sistema da cola. Sobre uma superfície gordurosa, poeirenta ou a desagregar-se, a cola não agarra.
Assentamento do degrau
O degrau é primeiro testado a seco: confirma-se se o comprimento está certo, se a folga junto à parede está correta e se o balanço é uniforme. Junto à parede deixa-se uma junta de dilatação de aproximadamente 3 a 5 mm para a madeira poder trabalhar. Em seguida aplica-se no betão uma cola elástica, normalmente de poliuretano ou à base de polímero MS, com espátula dentada em toda a superfície ou em faixas apertadas, conforme o fabricante. O degrau é colocado, nivelado e carregado com peso até a cola começar a prender. Numa escada aberta, o degrau assenta nas chapas com a junta elástica, é nivelado e aparafusado por baixo com parafusos de comprimento certo, para que não atravessem até à face de pisar.
Quanto tempo demora
Uma escada reta com degraus já preparados costuma ficar montada em um a dois dias. Degraus em leque, betão irregular e moldes feitos em obra alongam o prazo. Segundo o fabricante, a cola precisa normalmente de cerca de 24 horas até se poder andar com cuidado nos degraus, e a carga total só mais tarde. Se o óleo ou o verniz forem aplicados em obra, acresce o tempo de secagem de cada demão.
Materiais dos degraus e escolha do acabamento
Madeira
Os degraus fazem-se habitualmente em carvalho, faia ou freixo, e menos vezes em nogueira ou pinho. O carvalho é duro, resistente e aguenta bem o desgaste do dia a dia. A faia é dura, mas mais sensível às variações de humidade e trabalha mais. Madeiras macias como o pinho marcam com facilidade, por isso servem sobretudo para escadas pouco usadas, por exemplo de acesso ao sótão.
Lamelado ou maciço
A maior parte dos degraus é feita em lamelado colado. As lamelas podem ser inteiras ao longo do degrau ou unidas por finger-joint. O degrau de lamela inteira tem um aspeto mais calmo. O de finger-joint é um pouco mais simples de fabricar e visualmente mais "movimentado". Ambos são resistentes se forem bem fabricados e se a madeira tiver uma humidade de aproximadamente 8 a 10 %.
Espessura
Sobre betão usam-se normalmente degraus com cerca de 30 a 40 mm. Numa escada aberta, o degrau é estrutural e a espessura escolhe-se em função do vão entre apoios, muitas vezes entre aproximadamente 40 e 60 mm. Aqui quem decide é o fabricante da estrutura, não a estética.
Bordo da frente e antiderrapante
No degrau sem espelho, o bordo da frente vê-se mais do que na versão com espelho. Costuma ser arredondado ou chanfrado, porque uma aresta viva lasca com facilidade. Na parte da frente podem fresar-se ranhuras antiderrapantes ou embutir uma fita antiderrapante. Vale a pena sobretudo com acabamento a óleo e em casas com crianças ou pessoas idosas.
Acabamento
O óleo realça o desenho da madeira, dá um aspeto natural e repara-se localmente. Precisa, no entanto, de ser renovado conforme o desgaste. O verniz cria uma película mais resistente e é mais fácil de manter, mas um dano obriga a lixar o degrau inteiro. Convém receber os degraus já acabados de oficina, de forma que em obra só se aplique a última demão ou nada.
O que facilita o trabalho e o que o complica
Como este item se conta à peça, a dificuldade de cada degrau influencia o resultado final. O trabalho é mais rápido e simples quando:
- a escada é reta e todos os degraus têm a mesma forma,
- o betão é rigoroso, seco e sem grandes diferenças de altura,
- os degraus chegam prontos, cortados à medida e com acabamento,
- as cotas dos pavimentos acabados são conhecidas e o primeiro e o último degrau não precisam de soluções improvisadas,
- numa escada aberta, as chapas da viga estão bem posicionadas.
Pelo contrário, o trabalho fica mais demorado e difícil quando há:
- degraus em leque numa curva ou uma escada em caracol, em que cada peça tem forma diferente,
- paredes laterais tortas, cujo contorno tem de ser copiado no degrau,
- betão irregular, que exige acerto degrau a degrau,
- escada livre dos dois lados, com os topos dos degraus à vista e a exigir acabamento perfeito,
- recortes adicionais para prumos do corrimão, iluminação ou ligação ao patamar,
- acesso apertado, por exemplo numa escada estreita de uma casa antiga, onde é difícil manobrar degraus compridos.
Erros típicos e como se manifestam mais tarde
- Colagem sobre betão húmido. A madeira incha, os degraus levantam nas pontas ou racham. Muitas vezes só se nota no primeiro inverno com aquecimento ligado.
- Colagem por pontos em vez de em toda a superfície. Ficam vazios por baixo do degrau, que soa a oco ao pisar e com o tempo começa a ranger.
- Falta de junta de dilatação junto à parede. Com a variação de humidade, a madeira empurra a parede, o reboco fissura ou o degrau abaula.
- Primeiro ou último degrau com altura diferente. É o erro mais frequente na coordenação com o aplicador de pavimentos. As pessoas tropeçam nesse degrau e a correção posterior é muito difícil.
- Balanço irregular. Numa escada sem espelho vê-se de imediato: olhando de baixo, a linha dos bordos da frente "dança".
- Contacto metal com madeira sem junta na viga. A madeira diretamente sobre o aço range ao andar e transmite ruído a toda a casa.
- Parafusos demasiado compridos ou broca mal escolhida. Na face de pisar aparece a ponta do parafuso ou uma fissura junto a ele.
- Vãos grandes entre degraus numa escada aberta. Com crianças pequenas em casa, o espaço livre entre degraus pode ser perigoso. No projeto costuma ter-se o cuidado de não deixar vãos demasiado grandes. A solução passa por uma travessa ou um enchimento, não necessariamente por um espelho.
Guia faça você mesmo: revestir uma escada de betão reta com degraus
Com uma escada de betão reta, degraus já feitos à medida e alguma prática em trabalho de precisão, é possível fazer este revestimento sem profissional. Escadas abertas sobre viga, degraus em consola e escadas com curva devem ficar para o carpinteiro, porque aí estão em causa a resistência e uma precisão difícil de recuperar. A iluminação dos degraus é ligada apenas por um eletricista.
- Medir a humidade do betão, ou mandá-la medir, e esperar até corresponder ao exigido pelo fabricante da cola.
- Medir a altura e a profundidade de cada degrau e registar as diferenças, incluindo as cotas dos pavimentos acabados em cima e em baixo.
- Limpar o betão de pó e restos de argamassa, lixar as saliências e regularizar as zonas baixas com argamassa adequada.
- Aplicar o primário indicado pelo sistema da cola e deixar secar.
- Testar cada degrau a seco, verificar a folga junto à parede e o balanço do bordo da frente.
- Começar pelo degrau de baixo e espalhar a cola com espátula dentada em toda a superfície.
- Colocar o degrau, nivelá-lo no sentido longitudinal e transversal e confirmar a altura em relação ao degrau anterior.
- Carregar o degrau, por exemplo com sacos ou pesos, e retirar a cola que extravasa antes de secar.
- Continuar para cima e não usar a escada durante o tempo de cura indicado pelo fabricante.
- Selar as juntas junto à parede com selante elástico na cor da madeira ou da parede e acabar as faces de betão.
Verificação e receção do trabalho
Convém subir e descer a escada várias vezes, primeiro devagar e depois a passo normal. O pé não deve hesitar em nenhum degrau. Na receção deve verificar-se:
- a altura igual de todos os degraus, incluindo o primeiro e o último em relação ao pavimento acabado,
- a profundidade igual dos degraus e o balanço uniforme do bordo da frente em toda a escada,
- o nivelamento dos degraus nos dois sentidos, confirmado com nível,
- que nenhum degrau se mexe, soa a oco ou range ao passar,
- as juntas de dilatação junto à parede, bem preenchidas com selante,
- a limpeza da superfície, sem restos de cola, riscos ou arestas lascadas,
- numa escada aberta, parafusos apertados, juntas elásticas nas chapas e nenhuma ponta à vista,
- a preparação dos pontos de fixação do corrimão conforme o combinado,
- a entrega de informação sobre a cola, a madeira e o acabamento, incluindo as indicações de manutenção.
Perguntas frequentes
É, mas dá mais trabalho. O espelho tem de entrar à justa entre degraus já montados e a junta junto ao bordo da frente é difícil de disfarçar. Se a ideia de pôr espelhos existe, é mais sensato encomendar logo a versão com espelho.
Depende da espessura do betão, da época do ano e da ventilação. Normalmente falamos de semanas e não de dias. A resposta segura vem da medição da humidade, comparada com o que o fabricante da cola exige.
Numa escada de betão, quase sempre por vazios debaixo do degrau, quando a cola não cobriu toda a superfície. Numa escada aberta, a causa costuma ser madeira diretamente sobre o aço, sem junta, ou parafusos desapertados. Muitas vezes resolve-se apertando os parafusos ou acrescentando a junta.
Com uma boa cola elástica sobre betão seco e firme, a cola normalmente chega. Alguns carpinteiros reforçam o degrau com buchas, sobretudo em degraus compridos. Numa escada aberta sobre viga, o aparafusamento é sempre obrigatório.
Uma superfície a óleo não é, por si só, mais escorregadia do que uma envernizada, mas de meias pode parecer lisa. Ajudam as ranhuras antiderrapantes na parte da frente do degrau ou as fitas antiderrapantes.
O mais comum é rebocar e pintar na cor da parede, revestir com cerâmica ou barrar. O importante é um acabamento limpo, porque a junta entre a face e o bordo da frente do degrau fica bem à vista numa escada sem espelho.
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