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Montagem de móveis de cozinha

A montagem de móveis de cozinha consiste em montar e assentar todo o conjunto: módulos inferiores e superiores, tampo, rodapés, remates e painéis laterais. Os eletrodomésticos, o lava-loiça e a torneira não se ligam nesta fase, porque esse trabalho cabe ao eletricista e ao canalizador. Este serviço é necessário quando a cozinha nova chega

Atualizado 09/2026·6 min read·5 price list items
Preço do trabalho padrão
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Carpintaria5 itens

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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Cozinhas
Instalar móveis de cozinhaml-
Junção invisível fresada de bancadaunid.-
Integrar eletrodomésticos em móveis de cozinhaunid.52,37 €-
Montagem e ligação da conduta do exaustorunid.52,37 €-
Ajustar e cortar bancadaml17,85 €-
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O que a montagem inclui e o que fica de fora

O montador trata da parte de carpintaria. O objetivo é que a cozinha fique direita e firme, e que tudo abra e feche como deve. Normalmente, o trabalho inclui:

  • montar as caixas dos módulos segundo o plano de montagem do fabricante,
  • assentar e nivelar os módulos inferiores sobre os pés reguláveis,
  • pendurar e fixar os módulos superiores na parede,
  • unir os módulos entre si para formarem um conjunto único,
  • medir, cortar e assentar o tampo, incluindo os recortes para o lava-loiça e a placa,
  • montar rodapés, remates, painéis laterais e o perfil junto à parede,
  • afinar dobradiças, portas e gavetas.

Fica de fora a ligação do forno, da placa, da máquina de lavar loiça e do exaustor, a instalação do lava-loiça e da torneira, as ligações de água e esgoto, a mudança de tomadas, os novos circuitos elétricos e a iluminação sob os armários. A parte elétrica deve ser feita por um eletricista qualificado. Se a cozinha tiver gás, a ligação ou desligação do fogão só pode ser feita por um técnico de gás credenciado. Ao sentir cheiro a gás, convém fechar a válvula, abrir as janelas, não tocar em interruptores e ligar para a linha de emergência do distribuidor ou para o 112.

Como decorre a montagem, passo a passo

Um montador experiente começa por verificar o espaço. Mede a divisão, confirma se as paredes e o chão estão direitos e compara tudo com o projeto da cozinha. Procura o ponto mais alto do pavimento, porque é a partir dele que se define a altura de toda a cozinha. Só depois traça na parede uma linha horizontal para os módulos inferiores e outra para a calha de suspensão dos superiores.

Porque se começa pelos módulos de baixo? Porque são a base onde mais tarde assenta o tampo, e é por eles que se controla todo o alinhamento. Os módulos são colocados, nivelados com o nível de bolha nos dois sentidos e aparafusados uns aos outros. Seguem-se os módulos superiores. A altura escolhe-se em função do exaustor e de quem vai cozinhar. Entre o tampo e os armários de cima costuma deixar-se um espaço de cerca de 50 a 60 cm.

Depois vem o tampo. O corte tem de ser rigoroso, porque as paredes raramente fazem um ângulo reto perfeito. Os recortes para o lava-loiça e a placa seguem o molde ou as medidas do fabricante do equipamento. Nos tampos de melhor qualidade, as uniões de canto fazem-se com uma junta fresada e ferragens de aperto, quase invisível e mais resistente à humidade. Por fim, colocam-se os rodapés, os remates e os painéis, e afinam-se todas as portas e gavetas.

Preparar o espaço antes da montagem

A cozinha monta-se numa das últimas fases da obra. Antes de o montador chegar, devem estar concluídos:

  • o pavimento final, para que a cozinha não tenha de ser levantada ou desmontada mais tarde,
  • o reboco e a pintura, e o revestimento cerâmico se este for também por trás dos móveis,
  • as saídas de água, esgoto, eletricidade e conduta do exaustor nos pontos previstos no projeto.

As instalações não precisam de estar ligadas, mas a sua posição tem de estar definida. Caso contrário, acontece a tomada ficar atrás de uma lateral ou o esgoto sair mesmo debaixo de uma divisória do módulo. Convém esvaziar a divisão e libertar o caminho desde a entrada. Um tampo comprido precisa de espaço para ser manobrado, e os módulos devem ser desembalados e verificados antes da montagem, para detetar danos de transporte a tempo.

O que facilita e o que complica o trabalho

O estado da divisão é o fator que mais pesa. Numa construção nova, com paredes direitas e chão novo, a montagem corre sem sobressaltos. Em apartamentos mais antigos ou em casas com paredes tortas, há desníveis maiores para compensar, remates para ajustar e tampos para recortar à medida da parede irregular. Tudo isso leva mais tempo.

Também contam o tamanho e a forma da cozinha. Uma cozinha linear é mais simples do que uma em L ou em U, com módulos de canto, colunas altas ou ilha. O material do tampo tem igualmente grande influência:

  • o tampo laminado é o mais comum, corta-se no local e as arestas de corte têm de ser seladas,
  • a madeira maciça precisa de folga para o movimento natural da madeira e de tratamento com óleo,
  • a pedra e o compósito costumam ser medidos já com os módulos assentes, e os recortes são feitos pelo fornecedor do tampo.

A parede também faz diferença. Em tijolo e betão usam-se buchas comuns, o betão celular pede buchas próprias e, no pladur, são necessárias buchas para paredes ocas ou, de preferência, um reforço dentro da estrutura da divisória.

Erros típicos que só se notam mais tarde

Na prática, acontece muitas vezes a cozinha parecer impecável no dia da montagem e os problemas surgirem passados alguns meses. As causas mais habituais são estas:

  • módulos mal nivelados, com portas que se abrem sozinhas e gavetas que roçam,
  • módulos superiores pendurados em buchas inadequadas, que vão cedendo aos poucos,
  • arestas de corte do tampo laminado junto ao lava-loiça sem selagem, o que faz o tampo inchar,
  • tampo encostado à parede sem folga, que empena ou racha com as variações de humidade,
  • cozinha assente antes de terminar o pavimento ou o revestimento, que depois tem de ser desmontada.

Respeitar a ordem dos trabalhos e não poupar nas fixações evita a maior parte destes problemas.

Guia de bricolage: montar uma cozinha linear

Montar e assentar uma cozinha linear simples está ao alcance de quem tenha jeito, um nível de bolha, um berbequim e uma segunda pessoa para ajudar. A eletricidade, a água e o gás devem ficar a cargo de profissionais. Os módulos superiores nunca se penduram por uma pessoa sozinha, sempre a dois.

  1. Conferir a encomenda pela lista e desembalar os módulos.
  2. Encontrar o ponto mais alto do pavimento e traçar a partir dele a linha horizontal dos módulos inferiores.
  3. Verificar com um detetor por onde passam cabos e tubos na parede.
  4. Montar as caixas segundo as instruções do fabricante, ainda sem portas.
  5. Colocar os módulos inferiores, nivelá-los pelos pés e uni-los com parafusos.
  6. Fixar a calha de suspensão com buchas adequadas ao tipo de parede.
  7. Pendurar os módulos superiores a dois e apertar as ferragens de suspensão.
  8. Medir e cortar o tampo e selar as arestas de corte.
  9. Fixar o tampo por baixo aos módulos e colocar o perfil junto à parede.
  10. Montar portas, gavetas e rodapés e afinar tudo.

Como verificar a montagem concluída

Na receção, convém percorrer a cozinha com calma e com um nível de bolha na mão. Deve confirmar-se que:

  • o tampo está nivelado em comprimento e em profundidade,
  • as folgas entre portas são iguais e as portas estão alinhadas,
  • as portas ficam paradas em qualquer posição e não se abrem sozinhas,
  • as gavetas deslizam com facilidade e fecham por completo,
  • os módulos superiores não se mexem quando puxados,
  • as uniões do tampo estão lisas e as arestas de corte seladas,
  • os recortes para o lava-loiça e a placa correspondem às medidas dos equipamentos,
  • as saídas de água e eletricidade estão acessíveis pelas aberturas nos módulos,
  • os rodapés e remates estão bem encaixados e nada está riscado.

Perguntas frequentes

Uma cozinha linear comum num apartamento costuma ficar montada num dia de trabalho. Cozinhas em L ou em U, com ilha ou com tampo feito à medida, podem demorar mais. Com tampo de pedra, conta-se com uma segunda visita, porque o tampo só é assente depois de medido sobre os módulos.

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