Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Sistemas de sombreamento | ||||
| Instalar persianas / estores exteriores | unid. | 81,25 € | - | |
| Instalar varões e calhas de cortinas | unid. | 31,25 € | - | |
| Instalar estores interiores | unid. | 56,25 € | - | |
Estores de rolo, lâminas orientáveis e screens: qual a diferença
Nesta posição da tabela juntam-se três sistemas. A montagem é parecida, mas cada um serve para uma situação diferente.
Estores exteriores de rolo
O estore de rolo tem um painel de lâminas de alumínio que enrolam num eixo dentro da caixa, por cima da janela. As lâminas correntes têm enchimento de espuma, que atenua um pouco o ruído e o calor. As lâminas extrudidas são perfis de alumínio maciço, mais rígidos, e fazem sentido quando também se procura segurança. Em muitas casas portuguesas mais antigas ainda se encontram lâminas de PVC em caixas interiores. Funcionam, mas com sol forte deformam-se com o tempo, por isso numa obra nova o alumínio costuma ser a escolha habitual. O estore de rolo escurece a divisão quase por completo e é por isso o preferido para quartos. A desvantagem é evidente: fechado, tira a vista e quase toda a luz.
Estores de lâminas orientáveis
Aqui as lâminas são independentes e rodam. É possível fazer sombra e, ao mesmo tempo, deixar entrar luz difusa. As lâminas mais comuns têm perfil em C ou em Z, em várias larguras. As lâminas em Z sobrepõem-se melhor quando fechadas e escurecem mais. Este sistema é mais sensível ao vento e deve ser recolhido quando sopra com força. Em zonas costeiras ou expostas, onde a nortada aparece quase todas as tardes de verão, é comum juntar aos modelos motorizados um sensor de vento que os recolhe automaticamente.
Estores screen
O screen é uma tela técnica que enrola numa caixa e corre em guias laterais com fecho tipo zip. O zip segura a tela dentro da guia, por isso não abana com o vento nem deixa passar insetos. Através da tela vê-se o exterior, faz sombra e tem um aspeto atual. Adequa-se bem a grandes envidraçados e portas de varanda ou de terraço. O escurecimento, no entanto, não é total, a não ser que se escolha uma tela opaca própria para esse fim.
Onde se montam a caixa e as guias
Antes de encomendar convém decidir onde ficam a caixa e as guias laterais. Daí dependem o aspeto da fachada, a dificuldade da montagem e o risco de pontes térmicas.
Montagem aplicada na fachada
A caixa fixa-se na fachada por cima da janela e as guias de cada lado do vão, também na fachada. É a solução mais rápida em casas acabadas, quando não se quer mexer no isolamento. A caixa fica à vista, por isso escolhe-se um formato e uma cor que combinem com a caixilharia ou com a fachada. Numa fachada com ETICS a fixação tem de atravessar o isolamento e chegar à parede, com espaçadores ou buchas próprias para sistemas de isolamento. Uma bucha apenas no poliestireno não aguenta.
Montagem no vão
A caixa fica por baixo da padieira e as guias nas ombreiras, ou seja, nas faces laterais do vão. A fachada fica mais limpa, mas a área envidraçada perde a altura da caixa. A ombreira tem de ter profundidade suficiente para a caixa caber e não pode estar demasiado irregular.
Caixa embutida no isolamento
A caixa esconde-se no isolamento ou na padieira e por fora vê-se apenas uma fenda estreita. É uma solução elegante, mas tem de ser planeada antes do ETICS ou antes de colocar a caixilharia. A caixa precisa de isolamento próprio, caso contrário forma-se uma zona fria por cima da janela. Existem também sistemas monobloco, em que a caixa faz parte da janela e é montada com ela. Numa fachada já isolada e acabada a caixa embutida só se faz em casos excecionais, porque implica abrir e reparar a fachada.
Comando: fita, manivela ou motor
O tipo de comando define o conforto de utilização e também o que tem de estar preparado na parede.
- Fita: é simples e quase não exige manutenção. Serve para estores pequenos; em estores grandes e pesados puxar a fita torna-se cansativo. Precisa de um enrolador no lado interior e de uma passagem pelo aro ou pela parede.
- Manivela: usa-se tanto em estores de rolo como em lâminas orientáveis. Atravessa a parede ou o aro em ângulo e no interior tem uma haste articulada. É fiável, mas fica visível dentro de casa.
- Motor: fica escondido no eixo do estore ou no perfil superior das lâminas. Comanda-se por interruptor, telecomando ou sistema de domótica. Permite programar horários, agrupar janelas e ligar sensores de sol ou de vento. Em grandes vãos e em lâminas orientáveis é hoje a escolha mais comum.
O motor precisa de um cabo de alimentação junto à janela. A instalação elétrica e a ligação à rede devem ser feitas apenas por um eletricista qualificado. O montador de estores coloca e afina o motor, mas a ligação ao quadro e à instalação da casa é trabalho do eletricista. Quando os cabos são passados depois, costumam seguir em calha ou num roço que depois tem de ser tapado e pintado.
O que deve estar pronto antes da montagem
Com tudo preparado, a montagem em si é rápida. O tempo perde-se quase sempre quando se descobre no local que falta alguma coisa.
- Medição rigorosa. Os estores são fabricados à medida e não se ajustam depois na oficina. A medição costuma ser feita pelo fornecedor, que assim fica responsável pelas medidas.
- Cabos para o motor. A alimentação deve estar junto à janela antes da montagem, de preferência dentro de tubo, para o cabo poder ser substituído mais tarde.
- Acesso às janelas. No rés-do-chão basta um escadote. Em pisos superiores monta-se a partir da janela, de um andaime ou de uma plataforma elevatória. Em obra nova ou na aplicação de ETICS compensa montar enquanto o andaime está de pé.
- Espaço livre no interior. Retirar cortinados, vasos e móveis junto às janelas, para se poder trabalhar e furar.
- Eletricidade e espaço para o material. A equipa precisa de uma tomada e de um canto para pousar caixas e guias.
Quando a substituição de caixilharia está a ser feita com recurso a apoios à eficiência energética, convém confirmar junto do fornecedor se a proteção solar exterior pode entrar na mesma intervenção e que documentação é pedida. As regras destes programas mudam de edição para edição.
Como decorre a montagem no local
O procedimento varia com o sistema, mas a base é semelhante. O montador começa por confirmar se a medida entregue corresponde ao vão e se as paredes estão como se previa na medição. Depois marca a posição da caixa e das guias. As guias têm de ficar a prumo e paralelas entre si, senão o painel ou a tela vão roçar.
Segue-se a furação e a fixação. A bucha escolhe-se de acordo com a parede: em tijolo maciço ou betão uma bucha corrente resolve. Em Portugal, porém, a parede mais comum é de tijolo furado, onde a bucha normal pode rodar em falso; aí usam-se buchas próprias para alvenaria oca ou bucha química. O mesmo vale para blocos de betão leve. Com ETICS fixa-se através do isolamento até à parede e os furos são selados, para a água não entrar no isolamento. No aro da janela só se fura se o fabricante da caixilharia o permitir, caso contrário arrisca-se danificar o perfil e perder a garantia da janela.
Depois coloca-se a caixa ou o perfil superior e introduz-se nas guias o painel, as lâminas ou a tela. Com manivela ou fita faz-se a passagem pela parede ou pelo aro e monta-se o comando no interior. Com motor liga-se o cabo e afinam-se os fins de curso, isto é, onde o estore deve parar em cima e em baixo. Se ficarem mal afinados, o motor empurra o painel contra o peitoril ou puxa-o demasiado para dentro da caixa.
Por fim selam-se as juntas exteriores, colocam-se as tampas e fazem-se alguns ciclos de teste. Uma janela comum demora em regra uma a duas horas. Uma porta de terraço grande, uma caixa embutida ou um acesso difícil podem levar meio dia. Os mastiques e silicones precisam, conforme o fabricante, de algumas horas a alguns dias para curar por completo, por isso nas primeiras horas não convém lavar as juntas com mangueira.
Junto ao mar há um cuidado adicional: o ar salino ataca parafusos e peças metálicas de menor qualidade. Convém perguntar se as fixações são em inox e se o lacado das caixas e guias é adequado a ambiente marítimo.
O que facilita e o que complica a montagem
A mesma posição da tabela pode, na prática, demorar tempos muito diferentes. Facilitam a montagem:
- rés-do-chão ou andaime já montado,
- parede maciça e resistente, sem vazios,
- ombreiras direitas e vão em esquadria,
- cabo já preparado junto à janela,
- várias janelas iguais seguidas, em que o procedimento se repete.
Complicam a montagem:
- pisos altos sem andaime, com necessidade de plataforma ou trabalho a partir da janela,
- ETICS espesso, que obriga a fixações longas ou consolas espaçadoras,
- tijolo furado e blocos leves, que pedem buchas especiais,
- ombreiras tortas, em que as guias têm de ser calçadas,
- grandes dimensões e painéis pesados, que exigem duas pessoas,
- passagem de cabos depois da obra e reparação de roços,
- desmontagem de estores antigos ou de caixas interiores de PVC.
Erros típicos e como se manifestam
Muitos erros não aparecem logo, mas depois do primeiro inverno chuvoso ou da primeira ventania.
- Medição errada. As guias não encaixam, a caixa fica curta ou o painel não chega ao peitoril. Muitas vezes só se resolve com uma peça nova.
- Guias desalinhadas. O estore roça, as lâminas descem tortas e o motor aquece. Nota-se pelo ruído e pelo desgaste progressivo.
- Fixação só no isolamento. Com o tempo as guias soltam-se e com vento todo o conjunto vibra.
- Furos no ETICS sem selagem. A água entra por trás do reboco, o isolamento ganha humidade e o acabamento pode fissurar ou descolar.
- Ponte térmica na caixa. Forma-se uma zona fria por cima da janela, onde a humidade condensa no interior e pode surgir bolor, problema já frequente em muitas casas portuguesas.
- Cabo sem tubo. Se o motor avariar, o cabo não se troca sem partir parede.
- Fins de curso mal afinados. O painel esmaga-se contra o peitoril ou as lâminas batem na caixa.
Também há erros de utilização. Na prática vê-se com frequência alguém forçar um estore preso, seja por sujidade nas guias, seja por gelo nas zonas do interior norte e centro onde as geadas são comuns, e danificar o motor ou as lâminas. As lâminas orientáveis sofrem quando ficam descidas com vento forte. Vale a pena pedir ao montador que, na entrega, explique o que o sistema aguenta e o que não aguenta.
Guia faça você mesmo: como medir a janela antes de pedir orçamento
A montagem pelo exterior, sobretudo em altura, e a ligação do motor devem ficar a cargo de profissionais. O que se pode fazer sem risco é uma medição preliminar e a preparação do espaço. Assim fica mais claro o que é possível e torna-se mais fácil comparar propostas. A medição final é sempre feita pelo fornecedor, que responde pelas medidas.
- Medir a largura do vão pelo exterior em pelo menos três pontos: em cima, ao meio e em baixo.
- Medir a altura do vão à esquerda, ao centro e à direita e anotar o valor mais pequeno.
- Verificar com nível de bolha se as ombreiras estão a prumo e a padieira nivelada, e anotar os desvios.
- Medir a profundidade da ombreira desde a face da fachada até ao aro, para saber se a caixa cabe no vão.
- Confirmar se a fachada tem ETICS e estimar a espessura do isolamento pela profundidade do vão ou pelo projeto.
- Descobrir de que é feita a parede, pelo projeto ou por furos antigos, e se é tijolo furado, maciço ou betão.
- Desenhar de que lado deve ficar o comando e onde estão a tomada ou a caixa de derivação mais próximas.
- Fotografar cada janela por fora e por dentro e enviar as fotografias ao fornecedor juntamente com as medidas.
- Antes da montagem, libertar o espaço junto às janelas e retirar cortinados e varões que possam estorvar.
Verificação e receção do trabalho
Na receção convém ver janela a janela. Pedir para subir e descer cada estore várias vezes e, nas lâminas orientáveis, rodar as lâminas. Ouvir se o movimento é contínuo e se nada roça. Ver também pelo exterior se as guias estão direitas e as juntas seladas.
- medidas e tipo correspondem à encomenda, incluindo a cor da caixa e das guias,
- guias a prumo, paralelas e bem fixas,
- movimento suave, sem roçar e sem ruído anormal,
- painel ou lâminas assentam direitos em baixo e recolhem por completo na caixa,
- nas lâminas orientáveis, rotação uniforme em toda a largura,
- nos screens, tela presa no zip em toda a altura e sem ondulação,
- motor para nos fins de curso corretos e telecomando ou interruptor funcionam,
- sensor de vento ou de sol, se fizer parte do fornecimento, afinado e testado,
- passagens pela parede e furos no isolamento selados,
- janelas abrem normalmente e o comando não interfere com elas,
- fixações adequadas ao local, em inox junto ao mar,
- zona de trabalho limpa, sem pó nem restos de material,
- manual de utilização, certificado de garantia e, no caso de motor, indicação do eletricista sobre a ligação feita.
Perguntas frequentes
Sim. Na maioria dos casos faz-se uma montagem aplicada na fachada ou no vão, sem mexer na janela. Se a substituição da caixilharia estiver prevista para os próximos anos, compensa tratar dos estores ao mesmo tempo, porque aí também são possíveis caixas embutidas ou sistemas monobloco.
Depende da divisão. Num quarto, onde se quer escuro, o estore de rolo é mais adequado. Numa sala ou num escritório, onde se quer sombra sem perder a luz, as lâminas orientáveis ou o screen são mais práticos. As lâminas são mais sensíveis ao vento; o estore de rolo, fechado, tapa a vista.
A ligação à rede elétrica deve ser feita por um eletricista qualificado. O montador coloca e afina o motor, mas a alimentação e a ligação à instalação da casa são trabalho do eletricista. Convém deixar o cabo preparado antes da montagem.
Numa janela comum com bom acesso, em regra uma a duas horas. Grandes vãos, trabalho em altura, ETICS espesso ou passagem de cabos depois da obra aumentam o tempo. Uma moradia completa resolve-se normalmente em um a dois dias, se tudo estiver preparado.
Não se deve forçar à mão nem insistir com o motor. Convém ver se há sujidade, folhas ou gelo nas guias e esperar que o gelo derreta. Nos estores motorizados ajuda uma programação que limite o funcionamento em dias de geada e, se o sistema o permitir, um sensor adequado. Se o problema se repetir, deve chamar-se o montador para verificar o alinhamento.
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