Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Portas e aros | ||||
| Instalar aro de porta e pendurar porta | unid. | 52,37 € | - | |
| Instalar portas interiores | unid. | 47,60 € | - | |
| Instalar estrutura de porta de correr de encastrar (Eclisse) | unid. | - | ||
| Instalar porta de correr em estrutura de encastrar | unid. | - | ||
Como se faz a montagem, passo a passo
Um bom resultado decide-se na medição. A largura e a altura do vão medem-se em pelo menos três pontos, e a espessura da parede em cima e em baixo. O ponto decisivo é a cota do pavimento acabado: o aro assenta no pavimento final, não na betonilha. Se o pavimento ainda não estiver colocado, é preciso saber exatamente que espessura vai ter.
A montagem costuma seguir estas fases:
- preparação do vão: limpar o pó, confirmar que as arestas estão firmes, que as paredes estão a prumo e o pavimento nivelado,
- montagem do aro: o aro monta-se sobre uma superfície macia, segundo as instruções do fabricante, com as uniões em esquadria e sem folgas,
- colocação e acerto: o aro entra no vão e acerta-se com cunhas e nível, a prumo e de nível,
- espaçadores e espuma: colocam-se espaçadores dentro do aro para não estreitar e enche-se o espaço entre o aro e a parede com espuma de poliuretano,
- cura e acabamento: depois de a espuma endurecer, retiram-se as cunhas, corta-se o excesso e aplicam-se a segunda guarnição ou os remates.
As cunhas ficam sobretudo junto às dobradiças e à zona da fechadura, porque é aí que se concentra o esforço. A espuma serve para fixar e vedar, não para acertar o aro. Por isso, a posição fica definida mecanicamente antes de se aplicar a espuma.
Pendurar a porta e afinar as dobradiças
Com o aro firme, pendura-se a folha. As dobradiças correntes das portas interiores regulam-se em altura, lateralmente e, em alguns modelos, também em profundidade. A afinação faz-se aos poucos, verificando depois de cada ajuste a folga em todo o contorno. Segundo os fabricantes, essa folga anda normalmente entre 2 e 4 mm e deve ser igual em todo o perímetro.
Depois confirma-se se a porta abre e fecha sem esforço, se a lingueta entra certa na chapa-testa, se o puxador está bem fixo e se o vedante encosta em toda a volta.
Porque é que algumas portas abrem ou fecham sozinhas? Quase sempre é sinal de que o aro não ficou a prumo. As dobradiças disfarçam um pouco, mas o defeito real só desaparece com o aro bem acertado.
O que facilita e o que complica o trabalho
O caso mais simples é uma obra nova com paredes direitas, pavimento acabado e um vão com a medida certa para o aro. Aí a montagem é rápida e sem adaptações.
Exigem mais tempo e trabalho:
- a remoção de aros antigos, sobretudo os embutidos na alvenaria, e a reparação das arestas danificadas,
- paredes tortas ou alvenaria de tijolo que se desfaz em edifícios antigos,
- paredes com espessura fora do intervalo que a guarnição regulável permite,
- pavimento desnivelado ou que só vai ser trocado mais tarde,
- divisórias de pladur sem reforço no vão,
- folhas pesadas, dobradiças ocultas ou medidas fora do padrão.
Se for preciso alargar ou abrir um vão numa parede resistente, deixa de ser trabalho de carpintaria e passa a ser uma intervenção na estrutura do edifício, que deve ser avaliada por um engenheiro de estruturas antes de se tocar na parede.
Erros que se repetem na montagem
Na prática, a maioria dos problemas com portas interiores não vem do produto, mas da montagem. Os mais comuns:
- medição imprecisa: o vão fica largo ou estreito demais, enche-se com espuma em excesso e o aro torce,
- pavimento esquecido: o aro assenta na betonilha e, depois de colocado o mosaico ou o flutuante, a porta roça,
- espuma a mais: ao expandir, a espuma empurra o aro para dentro, por isso usa-se espuma de baixa expansão e espaçadores,
- uso antecipado: a porta é pendurada e usada antes de a espuma curar,
- obra húmida: a madeira e o aglomerado absorvem a humidade do reboco e da betonilha frescos e deformam-se mais tarde.
Convém que os trabalhos húmidos estejam concluídos, que a temperatura interior seja estável e que a humidade relativa do ar ronde os 40 a 60 por cento.
Guia de bricolage: montagem do aro com guarnição
Quem tem jeito pode montar um aro com guarnição sozinho, desde que tenha um nível preciso, uma pistola de espuma e paciência. Uma segunda pessoa para segurar o aro ajuda muito. Na remoção de aros embutidos ou em qualquer alteração de uma parede resistente, convém chamar um profissional.
- Medir o vão em três pontos, em largura e altura, e confirmar a espessura da parede.
- Apurar a cota do pavimento acabado e definir por ela a base do aro.
- Desembalar o aro, verificar as peças e deixá-lo aclimatar alguns dias no compartimento.
- Montar o aro sobre uma manta ou cartão, seguindo as instruções do fabricante.
- Colocar o aro no vão e prendê-lo com cunhas junto às dobradiças, à fechadura e nos cantos.
- Acertar os dois montantes a prumo e a travessa de nível, confirmando também as diagonais.
- Colocar espaçadores no aro, de preferência três na altura e um sob a travessa.
- Proteger a superfície do aro com fita para não sujar com espuma.
- Aplicar a espuma por partes e com moderação, até cerca de um terço da profundidade.
- Deixar a espuma curar conforme indica o fabricante, sem forçar o aro.
- Retirar espaçadores e cunhas e cortar o excesso de espuma.
- Aplicar a segunda guarnição ou os remates.
- Pendurar a folha nas dobradiças e afinar as folgas em todo o contorno.
- Testar a fechadura, o puxador e o movimento da porta e retocar as dobradiças se for preciso.
Como verificar o trabalho acabado
Vale a pena dedicar alguns minutos à verificação enquanto o carpinteiro ainda está no local:
- montantes a prumo e travessa de nível, confirmados com nível,
- folga entre a folha e o aro igual em todo o contorno,
- porta parada em qualquer posição, sem abrir nem fechar sozinha,
- folha sem roçar no pavimento nem no aro,
- lingueta a entrar na chapa-testa sem ser preciso empurrar,
- vedante a encostar em todo o perímetro,
- guarnições e remates bem encostados à parede, sem espuma à vista,
- aro, reboco e pavimento sem danos.
Perguntas frequentes
Com o vão preparado, normalmente algumas horas por porta. A maior parte do tempo vai para o acerto e para a espera da cura da espuma. Com várias portas na mesma casa o trabalho flui melhor, mas os tempos de cura mantêm-se.
Sim, é comum. Primeiro deve confirmar-se que o reboco está agarrado, que as arestas do vão estão firmes e que a parede não tem vazios nem fissuras. Depois de retirar o aro antigo, o vão costuma precisar de reparação antes de receber o novo.
É possível, mas só se a cota do futuro pavimento for conhecida com exatidão. O mais seguro é montar o aro já sobre o pavimento acabado, caso contrário a porta pode roçar ou ficar com uma folga grande por baixo.
Sim. O espaço à volta do aro bem preenchido e uma folha que encosta ao vedante em todo o contorno deixam passar menos som. Ainda assim, a construção da própria folha pesa muito no resultado.
Na maioria dos casos, sim: as dobradiças reguláveis permitem corrigir a altura e a posição lateral da folha. Se a causa for um aro mal acertado, as dobradiças não resolvem e é o aro que tem de ser corrigido.
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