Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Pintura | ||||
| Pintura de radiadores (por elemento) | unid. | 2,94 € | - | |
| Pintura a branco (2 demãos) | m² | 3,43 € | - | |
| Pintura de parede - acabamento colorido | m² | - | ||
| Pintura de lambrim a tinta de óleo/esmalte | m² | 9,20 € | - | |
| Pintura de teto | m² | 4,30 € | - | |
| Pintura de tubos de aquecimento verticais | ml | 3,67 € | - | |
| Pintura de radiadores de ferro fundido | unid. | 18,37 € | - | |
| Colocação de papel de parede | m² | - | ||
O que significa pintar por elemento
Um radiador de elementos é formado por várias peças iguais, encaixadas lado a lado. Cada elemento tem relevos, saliências e espaços estreitos dos dois lados, onde a trincha chega com dificuldade. Por isso este trabalho não se mede em metros quadrados, como uma parede, mas à peça: cada elemento conta como uma unidade. Um radiador comum debaixo da janela tem facilmente várias dezenas de elementos, e os modelos altos das casas antigas ainda mais.
A pintura de cada elemento inclui normalmente a limpeza, o desengorduramento, a lixagem e a aplicação da tinta de acabamento. A remoção de ferrugem mais extensa, o primário anticorrosivo ou a desmontagem do radiador tratam-se muitas vezes à parte. Convém combinar antes com o pintor o que fica incluído no trabalho.
Como o pintor trabalha
Primeiro desliga-se o aquecimento e deixa-se o radiador arrefecer por completo. Sobre metal quente, a tinta seca depressa demais, fica com manchas e agarra pior. Depois protege-se o chão, a parede atrás do radiador e o que estiver por perto com plástico ou com uma lona, porque entre os elementos a tinta escorre com facilidade.
Segue-se a limpeza. O pó acumulado nos espaços sai com uma escova estreita, a superfície lava-se com água e detergente e depois desengordura-se. A tinta solta e a ferrugem retiram-se com escova de aço, lixa ou uma escova rotativa no berbequim. Antes de pintar, a superfície deve estar limpa, seca e sem zonas a descascar.
As zonas com ferrugem tratam-se com conversor de ferrugem ou primário anticorrosivo. Em radiadores mais velhos, já pintados muitas vezes, um primário melhora a aderência da camada final. A pintura faz-se em camadas finas: trincha curva de radiador para os espaços entre elementos e um rolo pequeno para as partes lisas. A segunda demão só se aplica quando a primeira estiver seca, conforme indica a embalagem.
Que tinta escolher
A tinta de parede e o verniz para madeira não servem para radiadores. Com o calor amarelecem, estalam e descascam. Para radiadores usam-se tintas que o fabricante indica expressamente como próprias para elementos de aquecimento, e a resistência à temperatura deve ser sempre confirmada no rótulo.
- Esmalte para radiadores de base aquosa (acrílico): seca depressa e quase não cheira, por isso é prático numa casa habitada. Para o aquecimento central comum é suficiente.
- Esmalte sintético (de base solvente): mais duro e mais resistente ao desgaste, mas demora mais a secar e tem um cheiro forte. Exige boa ventilação, por isso é mais escolhido para garagens, arrecadações, oficinas ou casas das máquinas.
- Tintas com componente anticorrosivo: adequadas para radiadores antigos com pequenos pontos de ferrugem. Algumas aplicam-se diretamente sobre o metal limpo.
A cor também conta. O branco continua a ser o clássico, mas hoje o radiador pode ser antracite, preto mate ou da cor da parede, para se misturar com a divisão. Nos tons metalizados convém saber que, segundo alguns fabricantes, podem reduzir ligeiramente a emissão de calor.
O que facilita e o que dificulta o trabalho
O trabalho é rápido quando o radiador tem a pintura inteira, apenas desbotada, está bem acessível e fica no lugar. Basta limpar, lixar e pintar.
Leva mais tempo quando há:
- ferrugem, tinta estalada ou camadas grossas acumuladas ao longo de anos,
- elementos grandes ou pouco comuns, com espaços fundos,
- radiador encostado à parede, debaixo do peitoril ou atrás de móveis,
- necessidade de primário e de mais demãos,
- mudança de uma cor escura para uma clara, quando uma demão não cobre.
O resultado mais completo consegue-se com o radiador retirado da parede. Isso obriga a esvaziar a instalação e é trabalho para um canalizador. Na maioria dos casos, o pintor pinta o radiador no próprio lugar.
Erros típicos
- Pintar o radiador ainda quente. A tinta seca de forma irregular e passados poucos dias pode começar a descascar.
- Camada demasiado grossa. A tinta escorre, faz gotas e manchas e acumula-se nos espaços. Duas demãos finas dão sempre melhor resultado do que uma grossa.
- Saltar a limpeza e a lixagem. Sobre pó e gordura a tinta nova não agarra. É a preparação que decide quanto tempo a pintura dura.
- Tinta inadequada. Tinta de parede ou de madeira amarelece e estala sobre o metal quente.
- Ligar o aquecimento cedo demais. O calor sobre tinta ainda mal curada provoca manchas, bolhas ou mudança de tom.
- Válvulas pintadas. A cabeça termostática, o purgador e as uniões não se pintam, caso contrário ficam presos ou deixam de se conseguir desapertar.
Guia de bricolage: renovar a pintura de um radiador de ferro fundido
Pintar o radiador no lugar é um trabalho que se consegue fazer em casa, desde que haja paciência para os espaços entre os elementos. Pinturas muito antigas podem conter chumbo, por isso não convém lixá-las a seco sem máscara de proteção respiratória, e o pó deve ser apanhado no fim com um pano húmido.
- Fechar a válvula termostática e deixar o radiador arrefecer por completo.
- Cobrir o chão e a parede atrás do radiador com plástico e proteger as válvulas e a cabeça termostática com fita.
- Tirar o pó dos espaços com uma escova estreita e lavar a superfície com água e detergente.
- Retirar a tinta solta e a ferrugem com escova de aço ou lixa e lixar levemente a tinta que ficou.
- Limpar o pó, desengordurar a superfície e deixar secar.
- Tratar as zonas com ferrugem com conversor de ferrugem ou primário anticorrosivo.
- Pintar primeiro as partes interiores e os espaços com a trincha curva e depois as faces dos elementos.
- Deixar secar conforme a embalagem e aplicar uma segunda demão fina.
- Retirar a fita, arejar a divisão e só ligar o aquecimento depois do tempo indicado pelo fabricante da tinta.
Verificação do trabalho concluído
- a pintura está uniforme e cobre também os espaços entre os elementos,
- não há gotas, escorridos nem acumulações de tinta,
- não se vê ferrugem nem a cor antiga por baixo da tinta,
- as válvulas, a cabeça termostática e as uniões estão sem tinta e funcionam,
- o chão, a parede e a zona à volta estão limpos e sem salpicos,
- depois do primeiro aquecimento a tinta não amarelece, não faz bolhas e não fica pegajosa.
Perguntas frequentes
Nem sempre. Se a tinta antiga estiver bem agarrada, basta limpar, desengordurar e lixar. Retirar tudo só faz sentido quando a tinta descasca em grandes áreas ou há muita ferrugem por baixo.
Conforme as indicações do fabricante da tinta. Normalmente é preciso esperar pelo menos um dia, e com tintas sintéticas ainda mais. O primeiro aquecimento deve ser gradual e com a janela aberta.
Uma camada fina de tinta própria para radiadores praticamente não tem efeito. O problema são sobretudo as camadas grossas acumuladas ao longo dos anos e algumas tintas metalizadas, que podem reduzir ligeiramente a emissão de calor.
Sim, o processo é parecido. Os radiadores de painel em aço vêm de fábrica com uma pintura em estufa, por isso devem ser bem desengordurados e foscados com lixa para que a tinta nova agarre.
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