Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Desmontagem | ||||
| Desmontar ripado de telhado inclinado | m² | 2,35 € | - | |
| Desmontar asna de telhado antiga | m² | - | ||
| Desmontar revestimento de telhado | m² | 1,40 € | - | |
| Desmontar estruturas de telhado em armação | ml | 1,76 € | - | |
Quando é preciso retirar o ripado
As ripas passam anos expostas à humidade, ao frio e ao calor. Num telhado bem ventilado e com madeira tratada, duram bastante tempo. O que conta é o estado real da madeira, não a idade do telhado. Por isso, sempre que se substitui a telha, convém observar cada ripa e testar a sua firmeza.
Estes sinais indicam que o ripado deve ser substituído:
- madeira escura, mole ou a desfazer-se, sobretudo nos pontos de contacto com a telha e com a subtelha,
- ripas rachadas, partidas ou soltas, que já não seguram a telha com segurança,
- infiltrações no sótão, mesmo sem telhas visivelmente danificadas,
- pequenos furos e serradura fina deixados por caruncho ou térmitas,
- uma telha nova com outro passo ou outras exigências de apoio.
Porque não adiar? Um ripado húmido acaba por danificar também as varas por baixo. Quanto mais tempo passa, maior pode ser depois a reparação da estrutura do telhado.
Como decorre a desmontagem, passo a passo
Uma boa desmontagem não se resume a arrancar ripas velhas. Dela depende o estado das varas e a facilidade com que se monta depois a nova cobertura.
- Montar andaime ou escadas de telhado, instalar linha de vida e arnês, e vedar a zona à volta da casa para que nada caia em cima de ninguém.
- Escolher dias secos e sem vento. A madeira molhada escorrega e o vento aumenta o risco de queda de material e de pessoas.
- Levantar a telha da cumeeira para o beirado, ou seja, pela ordem inversa à da colocação. As peças descem de forma controlada para o andaime ou para o contentor.
- Soltar as ripas também de cima para baixo, com pé de cabra, martelo ou, nos telhados mais recentes, aparafusadora, porque as ripas costumam estar aparafusadas.
- Aliviar cada ripa aos poucos, dos dois lados. Arrancar à força pregos compridos leva muitas vezes um pedaço da vara atrás.
- Proteger a subtelha (membrana impermeável) durante todo o trabalho. Se o telhado ficar aberto, cobri-lo com uma lona provisória.
- Depois de retiradas as ripas, inspecionar varas, asnas e frechais. Só agora se vê o verdadeiro estado da estrutura.
Se a inspeção revelar podridão, fissuras ou insetos, os elementos estruturais devem ser reparados antes de se montar o novo ripado. Quando o dano é maior, convém pedir a opinião de um engenheiro de estruturas.
O que facilita e o que dificulta o trabalho
O esforço da desmontagem, e portanto o tempo e o custo, varia de telhado para telhado. Pesam sobretudo:
- a forma do telhado: um telhado de duas águas tem panos direitos e ripas do mesmo comprimento, um de quatro águas tem rincões com ripas cortadas em viés e mais área,
- a inclinação: num telhado muito inclinado trabalha-se mais devagar e com proteção mais complexa,
- a altura da casa e o acesso: andaimes altos, ruas estreitas ou quintais sem acesso para o contentor tornam o trabalho mais demorado,
- os pormenores: trapeiras, janelas de telhado, chaminés e larós, onde as ripas são curtas e a subtelha se danifica com facilidade,
- telhados à mansarda, com espaçamentos de ripas diferentes na parte de baixo e na de cima,
- o estado da madeira: ripas podres partem-se e demoram mais a manusear,
- se o serviço inclui também o levantamento da telha e a remoção dos resíduos.
Atenção às casas mais antigas. Em Portugal ainda há muitas coberturas e anexos com placas de fibrocimento com amianto. Estas placas só devem ser retiradas por uma empresa especializada em remoção de amianto, com os meios de proteção adequados. Enquanto a cobertura não estiver retirada, não se mexe no ripado.
Resíduos e o que se pode reaproveitar
As ripas velhas são resíduos de construção e devem ser separadas logo na obra. A madeira limpa e sem tratamento pode, em regra, ser entregue num ecocentro ou num operador de resíduos. A madeira tratada com produtos químicos ou pintada com protetores antigos pode ser considerada resíduo perigoso. Convém confirmar junto dos serviços municipais ou do operador que recebe os resíduos como deve ser encaminhada. Não se deve queimar madeira tratada na lareira, na caldeira ou no quintal, porque os fumos são prejudiciais à saúde.
As contra-ripas costumam estar em melhor estado do que as ripas. Depois de verificadas e tratadas de novo, às vezes podem ficar. Ripas com sinais de podridão ou de insetos não devem ser reutilizadas, porque a podridão no interior da madeira muitas vezes não se vê por fora.
Erros que se pagam mais tarde
- trabalhar sem andaime nem proteção contra quedas, ou sem vedar a zona à volta da casa,
- deixar o telhado aberto durante a noite ou antes da chuva sem cobertura provisória,
- rasgar a subtelha com o pé de cabra e deixar o rasgão escondido sob o novo ripado, que só se revela numa chuvada forte,
- arrancar pedaços das varas ao retirar as ripas à força,
- saltar a inspeção da estrutura, de modo que a telha nova tapa elementos danificados,
- não fotografar o estado inicial, o que depois faz falta numa reclamação ou numa participação ao seguro.
Na prática, é frequente poupar-se tempo precisamente na verificação da subtelha e das varas. E é o único momento em que tudo está bem acessível.
Como verificar o trabalho terminado
Antes de começar a montagem do novo ripado, convém rever estes pontos com quem fez o trabalho:
- não ficaram pregos salientes nem restos de ripas nas varas,
- as varas não foram arrancadas nem lascadas durante a desmontagem,
- a subtelha está inteira e eventuais rasgões foram reparados com fita ou remendo segundo o fabricante,
- as varas, asnas e frechais danificados estão marcados e a forma de reparação está combinada,
- os rufos à volta da chaminé, das trapeiras e das janelas de telhado foram verificados e os danos registados,
- o telhado fica bem coberto sempre que o trabalho é interrompido,
- os resíduos foram separados e levados e a zona à volta da casa está limpa,
- o estado antes e depois da desmontagem está fotografado por zonas.
Perguntas frequentes
É trabalho em altura com risco de queda, por isso convém entregá-lo a um carpinteiro de telhados ou a uma empresa de coberturas com equipamento de proteção e seguro de responsabilidade civil. Quem quiser ajudar pode tratar da separação e do transporte dos resíduos no chão.
Num telhado simples de duas águas de uma moradia, uma equipa de duas pessoas com experiência costuma fazê-lo em um a dois dias. Telhados de quatro águas, à mansarda ou com muitos recortes demoram mais. A isto soma-se o tempo para inspecionar e, se for preciso, reparar a estrutura.
A primavera tardia, o verão e o início do outono são as épocas mais indicadas, com tempo seco e dias longos. No inverno não é aconselhável: as superfícies escorregam, os dias são curtos e um telhado aberto fica exposto à chuva e ao vento.
Na desmontagem do ripado retiram-se a telha e as ripas, e as varas e restantes elementos estruturais ficam. A desmontagem da estrutura retira também a parte que suporta o telhado, mexe com a estabilidade da casa e deve ser sempre estudada e acompanhada por um engenheiro de estruturas.
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