Segundo a tabela de preços atual, a montagem das varas custa 9,40 € por metro linear de mão de obra. O frechal, os tirantes, as madres, o ripado e o forro de madeira são cobrados à parte. Se o telhado tiver vários rincões e laróis, a montagem demora mais e o preço sobe.
Tipos de trabalho e respetivos preços
Elemento estrutural de base, fixado à parede exterior. O seu posicionamento e fixação exatos definem a geometria de todo o telhado.
Parte principal da estrutura de suporte da cobertura. O espaçamento e a secção das varas são definidos pelo engenheiro de estruturas, de acordo com o vão e as cargas do telhado.
Ligam as varas opostas e impedem que estas se deformem para fora. São colocados à altura indicada no projeto de estruturas.
Em telhados de maior vão, apoiam as varas a meio e transmitem a carga para prumos ou paredes resistentes.
Prepara a base para o revestimento e cria, ao mesmo tempo, uma caixa de ar que ventila a zona sob as telhas.
Entabuamento contínuo em tábuas ou painéis, usado sob coberturas metálicas ou como base para outras camadas do telhado.
Preços de estruturas de madeira 2026
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Estrutura do telhado | ||||
| Montagem de varas/caibros | ml | 9,40 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Montagem de níveis / linhas altas | ml | 6,90 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Montagem de madres/pilares | ml | 9,90 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Montagem de estrutura de cobertura de duas águas | m² | m² | - | |
| Montagem de asnas para telhado de quatro águas / em pavilhão | m² | m² | - | |
| Desmontagem | ||||
| Desmontar asna de telhado antiga | m² | m² | - | |
| Desmontar revestimento de telhado | m² | 2,00 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Desmontar ripado de telhado inclinado | m² | 3,40 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Desmontar estruturas de telhado em armação | ml | 2,40 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Isolamento | ||||
| Aplicação de barreira de vapor | m² | 2,50 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Aplicação de subtelha (membrana sob a cobertura) | m² | m² | - | |
| Tratamento | ||||
| Tingimento/velatura de madeira + limpeza | m² | 3,15 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Impregnação de madeira (revestimento / pulverização) | m² | 4,40 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Estrutura de telhado | ||||
| Instalar tetos com vigas de madeira | ml | ml | - | |
| Instalar estruturas de telhado inclinado tradicionais | ml | ml | - | |
| Instalar asnas com ligação metálica (placas de conectores) | m² | m² | - | |
| Instalar frechal | ml | 12,50 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Forro de madeira e ripado | ||||
| Instalação de membrana transpirável | m² | 3,65 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Ripado de telhado | m² | 6,90 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Ripado e contrarripado de telhado | m² | 3,25 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Contrarripado | m² | 4,90 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Forro de telhado com OSB / tábuas aparelhadas | m² | 11,90 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Instalação de forro de madeira | m² | 7,40 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Outros trabalhos | ||||
| Outros trabalhos de carpintaria não especificados | h | h | - | |
Quanto custa consoante a dimensão
| Apenas estrutura resistente Frechal 20 m lineares, varas 60 m lineares e tirantes 20 m lineares | 952,00 € |
| Estrutura com madres e ripado Estrutura como acima, com 10 m lineares de madres e ripado com contra-ripado em toda a área | 1376,00 € |
| Estrutura completa com membrana de subtelha e tratamento da madeira Estrutura como acima, mais aplicação de membrana respirável em toda a área e tratamento de todos os elementos de madeira | 2533,00 € |
Preparação antes da montagem da estrutura de cobertura
O carpinteiro verifica se a parede exterior sob o frechal está nivelada e se as medidas batem certo. Antes da montagem, corrige as irregularidades com calços ou argamassa de enchimento.
Antes da montagem, a madeira estrutural recebe um produto preservador. Este protege-a contra bolores, fungos e insetos xilófagos.
O carpinteiro fixa o frechal à parede com buchas químicas ou mecânicas, conforme o projeto de estruturas, e garante que fica perfeitamente nivelado.
As varas são colocadas com espaçamento e inclinação iguais, de acordo com o projeto. Ao frechal, ficam presas com esquadros metálicos ou ensambladuras de carpintaria.
Os tirantes ficam exatamente à altura definida no cálculo estrutural. Travam toda a estrutura e impedem que as varas se deformem.
Processo de execução
- 01Visitar a obra, verificar as paredes e receber o projeto da estrutura de cobertura.
- 02Tratar a madeira contra bolores e insetos xilófagos.
- 03Assentar e fixar o frechal em todo o perímetro do edifício.
- 04Montar as varas e os tirantes segundo o projeto de estruturas.
- 05Em telhados de maior vão, acrescentar madres e prumos de apoio.
- 06Aplicar a membrana respirável de subtelha e fixar o ripado e o contra-ripado.
- 07Forrar a cobertura com madeira onde a estrutura o exigir.
- 08Antes de passar ao revestimento, verificar a geometria, as pendentes e as fixações.
5 erros comuns
Se o frechal ficar desnivelado ou mal fixado, o erro passa para toda a estrutura. O resultado são varas tortas e problemas na colocação do revestimento.
Uma estrutura subdimensionada pode fletir em excesso com neve e vento. Por isso, a secção e o espaçamento das varas têm de vir do projeto de estruturas.
A madeira não tratada é facilmente atacada por bolores e insetos xilófagos, sobretudo quando a estrutura apanha muita humidade antes de ser coberta.
É o contra-ripado que cria a caixa de ar entre a membrana e o ripado. Sem ela, a humidade condensa sob o revestimento e degrada aos poucos a madeira da estrutura.
Quando as varas de rincão e de larós não ficam bem acertadas, as linhas do telhado saem tortas e o revestimento torna-se difícil de colocar.
Como a estrutura de madeira sustenta o telhado
A estrutura de madeira é o esqueleto do telhado. Suporta a telha e todas as camadas por baixo dela, a chuva acumulada, o vento e, nas zonas mais altas, a neve. Todo esse peso passa para as paredes exteriores e para as paredes interiores resistentes. Um bom dimensionamento não serve só para evitar que as vigas partam. O telhado não pode ceder, as varas não podem abrir para os lados e o conjunto tem de aguentar um vento que não só empurra o telhado para baixo, como também o tenta levantar. Este efeito chama-se sucção do vento. Em Portugal, sobretudo junto à costa e em zonas expostas, é dos fatores que mais estragos causam. Muita gente esquece-o quando troca a telha cerâmica por chapa ou painel sandwich. A telha pesada segura o telhado com o próprio peso, a chapa leve não.
Porque aparecem às vezes fissuras logo abaixo do telhado? As varas inclinadas tendem a empurrar os apoios para fora. Essa força tem de ser travada por alguma peça: linhas, tirantes, a laje de esteira ou uma viga de coroamento em betão armado. Numa obra de remodelação, sobretudo quando se abre o sótão para o tornar habitável, pode acontecer que alguém retire precisamente a peça que fazia esse trabalho. A parede por baixo do frechal começa então a ser empurrada para fora. Normalmente denunciam-no fissuras inclinadas nos cantos, mesmo debaixo do telhado.
Estrutura de varas com tirante, estrutura com madres e asnas pré-fabricadas
Na estrutura de varas com tirante, duas varas ligadas por uma linha alta formam um quadro rígido em forma de A, sem prumos a meio. Adapta-se a telhados de duas águas mais inclinados e com vãos menores, em regra até oito ou nove metros, conforme a inclinação e as cargas. O sótão fica livre e o teto falso é muitas vezes fixado às próprias linhas.
A estrutura com madres é comum em moradias e em edifícios antigos. As varas apoiam-se em madres horizontais, as madres descansam sobre prumos e peças de travamento duplas ligam varas e prumos num conjunto firme. Vence vãos maiores, mas os prumos ocupam espaço, e isso conta quando se planeiam quartos no sótão. Nos telhados de quatro águas juntam-se os rincões e os larós, onde encaixam varas mais curtas. Aqui tudo depende da medição e do corte rigorosos: são eles que decidem se as águas do telhado ficam planas.
As asnas pré-fabricadas são treliças produzidas em fábrica. São feitas de madeira mais fina e as ligações são seguras por placas metálicas dentadas, prensadas na madeira. São dimensionadas e fabricadas pelo fornecedor de acordo com o projeto e chegam à obra prontas. Há uma regra sem exceções: em obra não se corta, não se fura e não se retira nenhuma diagonal. Cada barra faz parte do cálculo. As asnas correntes ocupam todo o sótão, mas existem modelos próprios para sótãos habitáveis que deixam espaço livre ao centro.
Em muitas casas portuguesas mais recentes o telhado assenta numa laje de betão ou em vigotas pré-esforçadas, com um ripado por cima. Tudo o que se segue aplica-se sobretudo às estruturas em madeira, frequentes em moradias, em reabilitação de edifícios antigos e em construções de madeira.
Madeira: humidade, classe de resistência e madeira KVH
O engenheiro de estruturas calcula as secções para uma classe de resistência concreta, nas estruturas de cobertura normalmente C24 segundo a NP EN 338. A madeira vinda diretamente da serração, sem classificação, pode não atingir essa resistência. Por isso, a madeira estrutural deve vir classificada e marcada segundo a NP EN 14081. Quando a madeira chega à obra, convém olhar para a guia de remessa: deve indicar a classe de resistência e ter marcação CE. Em Portugal usa-se muito pinho bravo, além de espruce e abeto importados. Qualquer que seja a espécie, a classe tem de corresponder à do cálculo.
A madeira acabada de serrar tem muitas vezes mais de 30 por cento de humidade. Se só secar já dentro do telhado, retrai, empena e racha. As ligações ganham folga e as águas do telhado começam a ondular. Para estruturas de cobertura recomenda-se, em regra, madeira com humidade até 20 por cento. As peças KVH são secas em estufa até cerca de 15 por cento, aplainadas e com arestas chanfradas. Empenam menos e os insetos atacam-nas com menos facilidade. A madeira lamelada colada usa-se onde é preciso vencer vãos maiores ou onde as vigas ficam à vista no interior.
Na prática vê-se muitas vezes madeira deixada semanas no estaleiro, pousada no chão e sem proteção. A madeira deve ficar sobre calços acima do terreno, com as camadas separadas por ripas e coberta de forma que o ar circule por baixo do oleado.
Proteger a madeira com produtos e com bom desenho
A NP EN 335 divide a madeira em classes de uso de 1 a 5, conforme a exposição à humidade. Uma estrutura de cobertura num sótão seco fica nas classes mais baixas, uma pérgula à chuva fica nas mais altas. O produto e o método de aplicação escolhem-se pela classe. A pincelagem ou a pulverização protegem só uma camada fina à superfície, a imersão penetra mais e a impregnação em autoclave, feita em fábrica, dura bastante mais. Cada corte ou furo feito em obra deixa à vista madeira sem tratamento. Por isso convém voltar a tratar os topos cortados e os encaixes.
Em Portugal o tratamento contra insetos merece atenção especial. Além do caruncho e do capricórnio das casas, as térmitas subterrâneas atacam com frequência madeiras de edifícios antigos, muitas vezes a partir de zonas húmidas junto às paredes. O tratamento contra fungos e insetos não é o mesmo que proteção contra o fogo. A proteção contra incêndio só é exigida em alguns edifícios, conforme o projeto de segurança contra incêndio, e faz-se com um produto próprio. Nenhum produto químico, porém, salva madeira que está molhada durante muito tempo. A proteção pelo desenho resume-se a três coisas: a madeira não toca no betão nem na terra, a água escorre depressa e o ar circula à volta.
Cálculo estrutural, neve e vento
As cargas de neve determinam-se segundo a NP EN 1991-1-3 e o respetivo Anexo Nacional, que divide o país em zonas e tem em conta a altitude. Na maior parte do litoral a neve pesa pouco no cálculo, mas no interior norte e nas serras a mesma casa pode precisar de varas bem mais robustas. Para o vento aplica-se a parte do Eurocódigo dedicada a essa ação, e aí pesam a zona do país, a exposição e a proximidade do mar. O engenheiro considera também o peso da telha, a inclinação do telhado e os pontos abrigados onde a neve se acumula.
A verificação estrutural é feita por um engenheiro de estruturas, não pelo carpinteiro nem pelo dono da casa. Também é necessária quando se altera um telhado existente: ao trocar uma cobertura leve por telha de betão, ao instalar painéis solares, ao construir uma trapeira ou ao querer retirar prumos para aproveitar o sótão. Os painéis fotovoltaicos e os coletores solares não acrescentam só peso. Através das fixações, transmitem também às varas a força do vento.
Ligações, ancoragens e apoio na parede
Numa construção nova, o frechal é normalmente ancorado à viga de coroamento com varões roscados ou buchas definidos pelo engenheiro. Entre o betão e a madeira coloca-se uma tira impermeabilizante, para a madeira não absorver humidade do betão. As varas assentam no frechal com um entalhe e fixam-se com cantoneiras metálicas ou grampos próprios para varas. Estas peças seguram a vara mesmo quando o vento a puxa para cima.
As ligações tradicionais de carpintaria, como espigas, meias-madeiras ou rabo de andorinha, ainda se encontram em estruturas antigas e, bem executadas, duram muitíssimo tempo. Nas obras novas usam-se cada vez mais ligadores metálicos. O importante é que o carpinteiro use exatamente os tipos e as quantidades de parafusos ou pregos previstos no cálculo. Parafusos de construção correntes não substituem ligadores certificados.
O que fica por cima e por baixo da estrutura
Um telhado inclinado só funciona com as camadas pela ordem certa. Sobre as varas fica a membrana de subtelha respirável, sobre ela as contra-ripas no sentido das varas e só por cima das contra-ripas as ripas para a telha. As contra-ripas criam uma caixa de ar ventilada entre a membrana e a telha, por onde a humidade sai do beirado para a cumeeira. Se as ripas forem pregadas diretamente sobre a membrana, a água que entra por baixo da telha para na ripa e infiltra-se na estrutura. A membrana também não deve ficar descoberta mais tempo do que o fabricante permite, porque o sol a degrada.
Um forro contínuo de tábuas ou painéis é necessário debaixo de chapa de junta agrafada, de telhas asfálticas e em algumas inclinações baixas. Se o sótão for habitável, entre as varas vai isolamento térmico e, do lado do quarto, uma barreira de vapor. As juntas e as ligações às paredes têm de ficar coladas de forma estanque ao ar. Porque é que isto importa? O vapor de água da casa que passa por uma falha condensa no inverno dentro do isolamento e sobre a madeira. Quem pensa em isolar a cobertura deve informar-se sobre os apoios à eficiência energética em vigor, que por vezes abrangem este tipo de obra.
Estrutura antiga e atenção ao amianto
Numa casa mais antiga, compensa inspecionar a estrutura peça a peça antes de colocar telha nova. Orifícios ovais de saída, serrim fino e madeira que escurece por baixo da superfície podem indicar capricórnio das casas ou podridão. Galerias de terra seca ao longo da madeira apontam para térmitas. Para testar a madeira, espeta-se uma ferramenta afiada: a madeira mole cede com facilidade. As partes danificadas podem ser substituídas com próteses, ou seja, corta-se o troço estragado e liga-se uma peça nova. A estrutura toda só se substitui quando os danos são extensos.
Em telhados antigos encontra-se muitas vezes fibrocimento com amianto, as conhecidas placas onduladas cinzentas. A remoção deve ser feita só por empresa especializada em trabalhos com amianto, e os resíduos têm de seguir o encaminhamento próprio. Quem parte, corta ou atira as placas do telhado por conta própria espalha fibras de amianto à volta.
Pérgulas, caramanchões e telheiros
Nas construções de madeira independentes, a maior parte dos erros acontece onde a madeira encontra o chão. Os pilares não devem ser betonados nem enterrados diretamente no solo. Vão em suportes metálicos ancorados em sapatas de betão, de modo que a base da madeira fique acima do terreno e a água possa escorrer. Os topos superiores das peças devem ser cortados em bisel ou cobertos, porque a madeira de topo absorve água muito mais depressa do que a face lateral.
Quando a pérgula tem cobertura fixa, por exemplo de policarbonato, passa a receber o vento e, em zonas altas, também a neve. Precisa por isso de peças bem dimensionadas e de contraventamentos que a mantenham na vertical. Se for fixada a uma fachada com ETICS (capoto), a ancoragem tem de atravessar o isolamento sem o danificar e sem criar uma ponte térmica. Num prédio em condomínio, qualquer intervenção na cobertura ou na fachada deve ser tratada com a administração do condomínio.
Guia de bricolage: renovar o acabamento protetor de uma pérgula de madeira
Renovar a velatura de uma pérgula ou de um caramanchão é possível sem experiência de carpintaria. Não se deve, porém, mexer nas peças estruturais, e trabalhar em escada só convém a uma altura segura e com alguém por perto.
- Escolher um dia seco, sem sol direto, com temperatura dentro dos limites indicados pelo fabricante do produto e pelo menos um dia depois da última chuva.
- Verificar a madeira espetando uma chave de fendas, sobretudo junto às bases e nos topos superiores, e pedir a um carpinteiro que avalie as zonas moles ou podres.
- Limpar a superfície com escova, retirando pó, teias de aranha, musgo e acabamento a descascar.
- Lixar as zonas acinzentadas e ásperas no sentido do veio e varrer o pó.
- Proteger com plástico o pavimento, as plantas e a fachada vizinha.
- Aplicar à trincha uma camada fina do mesmo tipo de produto que a madeira tinha, no sentido do veio.
- Tratar com mais cuidado os topos das peças, as ligações e as zonas junto às ferragens, onde a água fica retida.
- Aplicar a camada seguinte só depois de seca, conforme as indicações do fabricante, e confirmar que a água escorre livremente das bases.
Como receber a estrutura do telhado
A estrutura deve ser verificada antes da colocação da membrana e da telha, enquanto ainda está tudo à vista. Convém confirmar que:
- as secções, os espaçamentos e as posições das peças correspondem ao projeto e ao cálculo estrutural;
- a madeira tem a classe de resistência declarada e não está visivelmente molhada, empenada nem atacada;
- o frechal está nivelado, ancorado conforme o projeto e separado do betão por uma tira impermeabilizante;
- as varas estão no mesmo plano e a cumeeira fica direita quando se olha ao longo do telhado;
- as cantoneiras, os grampos e as ancoragens têm todos os ligadores previstos;
- os cortes e os encaixes foram tratados com produto de proteção;
- nas asnas pré-fabricadas nenhuma barra foi cortada, furada ou retirada;
- a madeira junto à chaminé respeita a distância de segurança ao fogo indicada no projeto e pelo fabricante da chaminé;
- há guia de remessa da madeira, comprovativo do tratamento e fotografias das ancoragens.
Todas as falhas devem ficar registadas no auto de receção antes de a estrutura ser tapada. Com a telha já colocada, corrigir uma ancoragem ou trocar uma viga obriga a desmontar parte da cobertura.
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