Preçário 2026 · Portugal

Montagem de porta de correr embutida

A porta de correr embutida, ao abrir, desliza para dentro da parede e desaparece por completo. Não ocupa espaço à frente nem atrás da parede, não colide com os móveis e, numa casa de banho pequena, num closet ou num corredor, liberta o espaço que de outra forma seria ocupado pela abertura da folha.

Atualizado 09/2026·11 min read·4 price list items
Preço do trabalho padrão
187,50 €/ unid.
Intervalo indicativo
93,75 € - 187,50 €
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Preçário de trabalhos de construção: Montagem de porta de correr embutida

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Carpintaria4 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Portas e aros
Instalar estrutura de porta de correr de encastrar (Eclisse)unid.187,50 € / unid.unid.introduzir quantidade-
Instalar porta de correr em estrutura de encastrarunid.93,75 € / unid.unid.introduzir quantidade-
Instalar portas interioresunid.81,25 € / unid.unid.introduzir quantidade-
Instalar aro de porta e pendurar portaunid.93,75 € / unid.unid.introduzir quantidade-
Total de mão de obra
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O que inclui o trabalho

Montagem da caixa de embutir

O item é contabilizado à unidade, ou seja, por uma caixa para uma folha. Normalmente inclui:

  • a verificação do vão, da padieira e da cota do pavimento acabado,
  • a montagem da caixa segundo as instruções do fabricante, se for fornecida em peças,
  • a colocação da caixa no vão, o seu nivelamento e aprumo e a fixação à parede, ao pavimento e ao teto ou à padieira,
  • a verificação de que a caixa metálica não está empenada e de que a calha está nivelada,
  • no pladur, a ligação aos perfis da divisória, na alvenaria, a preparação para o reboco.

Colocação da porta na caixa

O segundo item faz-se apenas depois dos rebocos, da pintura e do pavimento. Inclui a montagem dos carrinhos na folha, a suspensão da folha na calha, a afinação da altura e dos batentes, a montagem da guia inferior e, se necessário, das guarnições e do puxador embutido. No fim, testa-se o deslizamento da porta em todo o percurso.

Nenhum dos itens inclui a caixa em si, a folha da porta, as ferragens, as guarnições, a alvenaria ou o fecho da divisória com placas, o reboco, a pintura e o pavimento. Estes tratam-se à parte. Se a caixa for colocada numa parede existente, a abertura do vão e a nova padieira são também trabalhos separados.

Porta de correr embutida ou à face da parede

Quando se fala de portas de correr, pensa-se em duas soluções diferentes. A diferença está sobretudo no momento em que é preciso decidir.

Porta embutida

A folha desliza para dentro de uma caixa na parede. Aberta, só se vê o topo da porta. É uma solução limpa que não ocupa a parede, mas tem de ser planeada antes dos rebocos. O troço de parede com a caixa tem cerca do dobro da largura da porta e nessa superfície não se pode pendurar nada pesado nem passar instalação elétrica.

Porta à face da parede

A calha é fixada por cima do vão e a folha desliza à frente da parede. Pode ser instalada numa casa já acabada, sem obras. A desvantagem é que a parede junto ao vão tem de ficar livre, a folha fica à vista e o ruído e a luz passam mais pelo contorno do que na solução embutida. Esta variante adapta-se melhor a divisões onde uma vedação inferior não incomoda, como um closet ou um escritório.

Se a divisória ainda não existe ou vai ser demolida de qualquer forma, a caixa de embutir faz mais sentido. Se a casa está acabada e não quer mexer nas paredes, a porta à face da parede é mais simples.

Quando se faz o trabalho e o que deve estar preparado

A caixa é instalada durante a fase de toscos, quando se levantam as divisórias. Numa divisória de pladur, coloca-se entre os perfis antes do fecho com placas. Na alvenaria, assenta no vão preparado e a parede é completada à sua volta ou rebocada diretamente. A folha só chega no fim, depois da pintura e do assentamento do pavimento.

Antes da chegada do montador, deve estar claro e preparado o seguinte:

  • Medida da porta e tipo de caixa. Os fabricantes fornecem caixas para uma largura e altura de folha concretas e para um tipo de parede concreto. Uma caixa para pladur não serve para alvenaria e vice-versa.
  • Espessura da parede acabada. As caixas mais comuns são pensadas para uma parede acabada de cerca de 100 ou 125 mm, incluindo reboco ou placas. Para paredes mais grossas existem versões próprias.
  • Vão. Corresponde a cerca do dobro da largura da porta mais alguns centímetros e, em altura, à altura da folha mais uma folga para a calha. A medida exata deve ser sempre retirada da tabela do fabricante da caixa escolhida.
  • Padieira sobre o vão. A caixa não é estrutural e não pode suportar a alvenaria por cima. Os fabricantes sublinham isso nas instruções.
  • Cota do pavimento acabado. O montador tem de saber onde vai ficar o pavimento acabado, normalmente a partir da linha de nível marcada a um metro na parede. É dela que se tira a altura da caixa.
  • Instalação elétrica fora da caixa. Interruptores, tomadas e cabos têm de ser planeados fora da zona onde a folha desliza.

Montagem passo a passo

Verificação do vão e da cota do pavimento

O montador mede a largura e a altura do vão, verifica a padieira e o aprumo das ombreiras. Marca na parede a cota do pavimento acabado. Em casas mais antigas verifica-se muitas vezes que o pavimento da divisão não está nivelado. Nesse caso, a altura da caixa é acertada pelo pavimento futuro e não pela betonilha em que se pisa naquele momento.

Montagem e colocação da caixa

A caixa é desembalada, verificada e montada segundo as instruções. No interior vem de fábrica um espaçador ou reforço que mantém a forma durante o reboco. A caixa é colocada no vão, calçada com cunhas e alinhada. A calha tem de estar nivelada, caso contrário a folha vai abrir ou fechar sozinha. Os montantes têm de estar a prumo nas duas direções.

Fixação

Na alvenaria, a caixa é fixada à ombreira e ao pavimento com as grampas ou chapas que fazem parte do kit. No pladur, liga-se aos perfis da divisória e, por cima do vão, é reforçada segundo o sistema do fabricante das placas. A fixação não pode deformar a caixa. Depois de cada passo, o montador volta a verificar com o nível.

Reboco ou fecho com placas

A caixa para alvenaria tem nas laterais uma rede onde o reboco agarra. A junta entre a caixa e a alvenaria é reforçada com rede de fibra, para que o reboco não fissure nesse ponto. No pladur, as placas são aparafusadas apenas nos pontos que o fabricante da caixa indica e só com parafusos do comprimento prescrito. Um parafuso mais comprido entra na caixa e depois risca a folha.

Colocação da folha

Depois da pintura e do pavimento, montam-se os carrinhos na folha, suspende-se a folha na calha e afina-se a altura. Em baixo, monta-se a guia que mantém a folha no eixo. Afinam-se os batentes, para que a folha não desapareça toda na parede ao abrir e encoste ao aro ao fechar. Se o sistema tiver amortecedor de fecho, regula-se a sua força. Por fim, colocam-se as guarnições e o puxador no topo da folha.

Guia para quem faz em casa: pendurar a folha numa caixa já acabada

A colocação da caixa na parede é trabalho para uma equipa experiente, porque os erros só aparecem depois do reboco. Já pendurar a folha numa caixa acabada está ao alcance de uma pessoa habilidosa, desde que tenha as instruções do fabricante. Procedimento:

  1. Verificar se a caixa está limpa e se na calha não há restos de reboco ou pó.
  2. Marcar no topo superior da folha os furos para os carrinhos e pré-furar segundo o gabarito do fabricante.
  3. Aparafusar os suportes dos carrinhos e confirmar que estão virados no sentido certo.
  4. Introduzir os carrinhos na calha e pendurar neles a folha.
  5. Afinar a altura da folha de modo que fique uma folga uniforme acima do pavimento.
  6. Montar a guia inferior e testar o deslizamento da folha em todo o percurso.
  7. Afinar os batentes e, se existir, o amortecedor de fecho.
  8. Colocar as guarnições e os puxadores, que não podem tocar na parede quando a folha entra.

Se a folha roçar na lateral da caixa durante o movimento, não adianta empurrá-la com força. É preciso encontrar a causa, na maioria das vezes um parafuso da parede ou um carrinho mal afinado.

Materiais e variantes de caixa

Caixa para alvenaria

Tem uma estrutura metálica com rede para reboco. Adequa-se a divisórias de tijolo furado ou de blocos e a remodelações em que se demole parte da parede e a caixa é aí embutida. O reboco aplica-se diretamente sobre a caixa.

Caixa para pladur

Está preparada para a ligação aos perfis e para o fecho com placas. Os fabricantes fornecem réguas laterais ou zonas de aparafusamento próprias. Numa casa de estrutura de madeira, escolhe-se uma caixa compatível com a composição das paredes.

Uma folha, duas folhas e telescópica

O mais comum é uma folha numa caixa. Em vãos largos para a sala instalam-se duas caixas frente a frente para duas folhas. Se de um dos lados não houver espaço suficiente, existem caixas em que duas folhas entram lado a lado no mesmo sentido.

Com guarnição ou à face

A caixa clássica é acabada com guarnições que tapam a aresta do reboco. As caixas sem guarnição têm um perfil de alumínio que é rebocado à face da parede, e a porta parece um recorte na parede. Esta variante exige mais rigor, porque nada esconde um reboco desnivelado.

Folhas

Na caixa pode ser suspensa uma folha de madeira, folheada, lacada ou de vidro. Os fabricantes indicam o intervalo de espessura da folha, por exemplo de 40 a 50 mm, e o peso máximo que os carrinhos suportam. Para folhas maciças pesadas ou alturas acima do padrão, escolhe-se uma caixa com calha reforçada.

Os erros mais comuns na prática

  • Caixa colocada pelo pavimento atual. Acontece que, depois de assentar o pavimento, a folha já não cabe ou fica uma folga grande por baixo.
  • Falta de padieira. A alvenaria pressiona a caixa, esta enverga e a folha começa a roçar.
  • Espaçador retirado antes do reboco. A pressão do reboco ou das placas aperta a caixa e a porta deixa de caber.
  • Parafusos compridos no pladur. O parafuso fica saliente dentro da caixa e risca a folha a cada abertura.
  • Instalação elétrica na zona da caixa. O eletricista abriu um roço para um interruptor onde deveria estar a caixa ou a caixa de aparelhagem não pode ser colocada.
  • Caixa na parede errada. Uma caixa para pladur colocada em alvenaria ou o contrário. O reboco não agarra ou as placas não têm onde ser aparafusadas.
  • Objetos pendurados na parede com a caixa. Uma prateleira ou um quadro com bucha comprida danificam a caixa e a folha.
  • Folha colocada antes do fim da obra. O pó das lixagens e a humidade dos rebocos estragam a folha e a calha.
  • Expectativas exageradas quanto ao ruído. As portas de correr não vedam como as portas de batente com aro e vedante. Para um quarto ou escritório onde o silêncio importa, convém ponderar isso antes.

Licenças e habilitações

A colocação de uma caixa numa divisória de um apartamento ou moradia é uma obra corrente. Se, porém, para a caixa se abrir ou alargar um vão numa parede estrutural, é necessária a avaliação de um engenheiro de estruturas, e convém confirmar junto da câmara municipal se a obra exige algum procedimento de licenciamento ou comunicação. Num prédio, a intervenção em paredes estruturais exige também a autorização da assembleia de condóminos. Se junto à caixa forem mudados interruptores ou tomadas, os trabalhos elétricos devem ser feitos por um eletricista certificado.

Como verificar o trabalho concluído

A caixa é verificada duas vezes. A primeira antes do reboco ou do fecho com placas, a segunda depois de pendurada a folha.

Antes do reboco

  • a caixa está nivelada e a prumo, o que pode confirmar com um nível comprido,
  • por cima do vão existe padieira e a caixa não suporta nada,
  • o espaçador ou reforço está dentro da caixa e fica lá até ao fim do reboco,
  • a altura corresponde ao futuro pavimento acabado,
  • na zona da caixa não estão previstas caixas de aparelhagem nem cabos.

Depois da colocação da folha

  • a folha corre leve em todo o percurso e não abre nem fecha sozinha,
  • a folga acima do pavimento é uniforme,
  • ao fechar, a folha encosta ao aro sem frinchas grandes,
  • ao abrir, uma pequena parte da folha fica de fora, para se poder agarrar,
  • não roça em lado nenhum e durante o movimento não se ouvem riscos,
  • o reboco na junta entre a caixa e a alvenaria não está fissurado,
  • recebeu as instruções e os dados da caixa, para que a calha possa ser retirada e afinada no futuro.

A maioria das caixas de qualidade tem a calha removível sem demolição. Isso é importante daqui a dez anos, quando os carrinhos estiverem gastos. Por isso vale a pena saber a marca e o modelo da caixa que está na parede.

Preço e o que o influencia

Na tabela de preços NUMIQ, as duas fases contam-se à unidade, ou seja, por uma caixa e por uma folha. Trata-se do preço da mão de obra, incluindo pequenos consumíveis, sem a caixa, a folha e as ferragens. Os preços atuais dos dois itens encontram-se na tabela, na secção carpintaria e portas. Os preços variam consoante a região e a cidade.

O preço da caixa varia conforme o fabricante, a medida, o tipo de parede e a versão com guarnição ou à face. As caixas à face e as caixas para duas folhas costumam ser mais caras. O valor exato deve ser confirmado junto do vendedor de acordo com a medida da porta.

O preço da mão de obra depende sobretudo de:

  • se se trata de construção nova com vão preparado ou de remodelação com demolição,
  • tipo de parede e de caixa, sendo a caixa à face mais trabalhosa,
  • número de folhas e respetivo peso,
  • altura ou largura fora do padrão,
  • se se monta também amortecedor de fecho e guarnições.

Os trabalhos relacionados podem ser orçamentados à parte, por exemplo a demolição de uma parede divisória de tijolo, uma divisória de pladur ou a clássica montagem de aro com guarnição e colocação da porta.

Perguntas frequentes

É, mas implica demolir um troço da divisória com a largura de cerca de duas portas, colocar padieira e caixa e voltar a rebocar e pintar. Numa parede estrutural é necessário um engenheiro de estruturas. Se não quiser obras, é mais simples uma porta de correr à face da parede.

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