Pela montagem de uma cozinha linear com 3,6 m num apartamento paga, segundo a tabela de preços atual, 280,00 € - 872,00 € de mão de obra. O valor mais baixo corresponde apenas aos móveis com lava-loiça, o mais alto a uma cozinha chave na mão com eletrodomésticos de encastrar, revestimento entre móveis, iluminação e novas ligações. Móveis, eletrodomésticos e materiais pagam-se à parte, e a desmontagem da cozinha antiga é cobrada separadamente.
Tipos de trabalho e respetivos preços
Montagem dos corpos, nivelamento dos pés, fixação dos móveis superiores com buchas e afinação das portas. O preço é calculado por metro linear.
A abertura para o lava-loiça e para a placa é cortada com molde e as arestas são seladas contra a humidade.
Numa cozinha em L, as bancadas unem-se com uma junta fresada e ferragens de aperto, para que a união fique invisível e não deixe entrar água.
A faixa entre os móveis inferiores e superiores. Numa área pequena há muitos cortes à volta das tomadas e do exaustor.
Nova saída de água e esgoto quando o lava-loiça muda de sítio ou as canalizações existentes estão em mau estado.
Uma placa de indução precisa de um circuito próprio adequado à sua potência. A ligação é feita por um eletricista qualificado.
Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Móveis e bancadas | ||||
| Montar móveis de cozinha (por ml) | ml | 52,70 € | - | |
| Corte para lavatório/placa em bancada | unid. | 29,94 € | - | |
| Ligações | ||||
| Instalar torneira misturadora e sifão | unid. | 29,94 € | - | |
| Fazer ligações de água e esgoto para lava-louças | unid. | 53,88 € | - | |
| Preparar pontos elétricos para eletrodomésticos | ml | 14,37 € | - | |
| Eletrodomésticos | ||||
| Instalar eletrodomésticos encastrados nos móveis | unid. | 52,70 € | - | |
| Ligação profissional de placa e forno | unid. | 47,90 € | - | |
| Ligar máquina de lavar loiça encastrada | unid. | 35,92 € | - | |
| Instalar e ligar exaustor à conduta | unid. | 53,88 € | - | |
| Instalar iluminação LED para bancada | ml | 17,96 € | - | |
| Assentamento de azulejos e revestimentos | ||||
| Revestir parede da cozinha com azulejos | m² | 45,50 € | - | |
Quanto custa consoante a dimensão
| Móveis com lava-loiça Montagem de 3,6 m lineares de móveis, dois recortes na bancada, torneira e sifão | 279,50 € |
| Móveis com eletrodomésticos Aos móveis junta-se a instalação e ligação da placa, do forno, da máquina de lavar loiça e do exaustor | 575,27 € |
| Cozinha chave na mão Tudo o que está acima, 2,5 m² de revestimento entre móveis, iluminação LED, nova ligação do lava-loiça e 6 m lineares de instalação elétrica para os eletrodomésticos | 872,23 € |
Como decorre a montagem
Antes de encomendar a cozinha, o montador mede o espaço e verifica onde ficam a água, o esgoto e as tomadas. As novas ligações fazem-se antes da montagem.
Os móveis inferiores ficam nivelados e os superiores são fixados com buchas adequadas ao tipo de parede.
A bancada é assente, as aberturas são recortadas e as arestas de corte seladas, para que o aglomerado não absorva água.
Os eletrodomésticos de encastrar são instalados e o lava-loiça e a máquina de lavar loiça ficam ligados. A placa e o forno são ligados pelo eletricista.
Processo de execução
- 01Medir o espaço, desenhar a cozinha e verificar as ligações.
- 02Desmontar a cozinha antiga e preparar as canalizações e a instalação elétrica.
- 03Montar e nivelar os móveis inferiores e superiores.
- 04Assentar a bancada, fazer os recortes e as uniões.
- 05Revestir a zona entre móveis e aplicar silicone na junta com a bancada.
- 06Instalar os eletrodomésticos e ligar o lava-loiça, a máquina de lavar loiça e o exaustor.
- 07Afinar portas e gavetas, verificar a estanquidade e o funcionamento de tudo.
5 erros comuns
Junto ao lava-loiça, o aglomerado à vista absorve água e a bancada incha. As arestas de cada recorte devem ser sempre seladas.
O pladur e o betão celular exigem buchas próprias para esse material. Caso contrário, os móveis cheios arrancam parte da parede.
Uma placa com 7 kW de potência não deve ser ligada a uma tomada comum. Precisa de um circuito próprio com proteção dedicada.
Se o esgoto ou a água não coincidem com o móvel do lava-loiça, as canalizações têm de ser alteradas já depois da entrega da cozinha.
O que convém definir antes de encomendar a cozinha
A qualidade da montagem de uma cozinha decide-se, em grande parte, antes de chegar o primeiro módulo. O fabricante ou a loja trabalham com as medidas da divisão, mas a realidade raramente coincide com o desenho. Na prática acontece muitas vezes que as paredes não estão em esquadria, o pavimento sobe para um dos lados e as saídas de água, de esgoto ou de eletricidade estão um pouco desviadas em relação ao projeto. Por isso, no levantamento de medidas não basta anotar o comprimento das paredes. Convém registar também a posição e a altura de todas as saídas, a posição da janela, do radiador, do contador de gás, do esquentador e das grelhas de ventilação, e ainda o desnível do chão e das paredes.
A altura de trabalho da bancada anda normalmente entre os 85 e os 95 cm. Deve servir a quem realmente cozinha naquela casa, e não a uma tabela de valores médios. Esta altura ajusta-se sobretudo pelos pés dos módulos e pela espessura do tampo, por isso deve ficar combinada à partida. No planeamento ajuda dividir a cozinha em zonas: arrumação de alimentos, lavagem, preparação e confeção. Entre o lava-loiça e a placa convém deixar um troço contínuo de bancada livre. Quando falta esse espaço, passa-se o tempo a mudar tachos e loiça de um lado para o outro.
Se for preciso alterar as canalizações ou a instalação elétrica, o momento certo é antes da montagem e antes de revestir a parede. Abrir roços numa parede acabada, já atrás dos móveis novos, dá muito trabalho e quase sempre estraga alguma coisa que estava pronta.
Módulos, pés e fixação dos armários superiores
A maioria dos módulos de cozinha é feita em aglomerado de partículas revestido a melamina, com orlas em ABS ou PVC. O aglomerado mantém bem a forma enquanto estiver seco. O ponto fraco é, por isso, o módulo do lava-loiça e o módulo ao lado da máquina de lavar loiça, onde a humidade chega aos cortes à vista. Qualquer furo aberto depois no módulo, por exemplo para o esgoto ou para uma mangueira, deve ser selado com mastique ou tapado com orla durante a montagem.
Os módulos inferiores assentam em pés reguláveis. Nivelam-se com o nível de bolha, no sentido do comprimento e no sentido da profundidade. Antes de colocar o rodapé, os módulos aparafusam-se uns aos outros, para que as frentes das portas fiquem todas na mesma linha. Junto ao frigorífico e à máquina de lavar loiça, o rodapé leva uma grelha de ventilação ou um recorte, quando o fabricante do eletrodoméstico o exige.
Os armários superiores penduram-se numa calha de suspensão ou em fixações próprias, através de suportes reguláveis. A bucha certa depende do material da parede:
- betão e tijolo maciço: buchas de expansão comuns, com comprimento suficiente,
- tijolo furado e betão celular: buchas compridas próprias para materiais ocos e brandos ou bucha química; o tijolo furado é muito comum nas casas portuguesas e é precisamente aqui que mais fixações cedem,
- pladur: perfil de reforço ou travessa de madeira dentro da divisória, preparada antes de fechar as placas, ou então buchas para parede oca com capacidade de carga comprovada.
Um armário superior cheio de pratos, copos e mantimentos pesa muito mais do que parece na altura da montagem. A fixação não se calcula para o armário vazio, mas para aquilo que lá vai estar no dia a dia.
Bancada: materiais, uniões e recortes
O mais frequente é o tampo laminado sobre base de aglomerado, normalmente com 38 mm de espessura. Além deste, usam-se tampos em madeira maciça, compactos em HPL, tampos cerâmicos e pedra natural ou compósito de quartzo. Cada material comporta-se de maneira diferente:
- laminado: não aguenta água nos cortes nem tachos quentes pousados diretamente na superfície,
- madeira maciça: mexe com a humidade, por isso precisa de ser oleada e de ter folga para dilatar,
- compacto: resiste à água em toda a espessura, mas é duro de trabalhar e exige ferramentas próprias,
- pedra e compósito: medem-se com molde só depois de os módulos estarem montados, e os recortes e a colocação ficam a cargo da marmoraria.
A união de canto de um tampo laminado faz-se com fresagem segundo um gabarito. Por baixo fresam-se rasgos para os parafusos de aperto, que puxam as duas peças com firmeza uma contra a outra. A cola, sozinha, não segurava a junta. Antes do aperto, as faces da união levam mastique vedante, para que a água não chegue ao aglomerado.
Nos recortes, deve ficar uma faixa de material suficientemente larga entre o recorte e a borda do tampo ou a união. Uma ponte estreita à frente do lava-loiça ou da placa parte com facilidade, sobretudo ao transportar o tampo ou quando alguém se apoia nele. A medida do recorte tira-se sempre das instruções de montagem do lava-loiça e da placa em causa, nunca a olho.
Lava-loiça, torneira e esgoto
O lava-loiça liga ao esgoto através de um sifão. Se a máquina de lavar loiça também vai ligar ali, é preciso um sifão com derivação lateral, de preferência com válvula antirretorno. Os fabricantes recomendam fazer a mangueira da máquina subir num arco alto, para que a água suja do sifão não volte para dentro do aparelho. O esgoto do lava-loiça deve ter pendente contínua até ao tubo de queda. Porque é que isto importa tanto? As gorduras da cozinha depositam-se nos troços planos ou abatidos e, com o tempo, entopem a tubagem.
Nas saídas de água fria e quente devem existir válvulas de corte individuais. Com elas, fecha-se a água só da torneira ou da máquina, sem ter de cortar a água da casa toda. Ao mudar de cozinha, compensa pôr tubos flexíveis novos na torneira misturadora. Os flexíveis entrançados antigos estão entre as causas mais comuns de inundações. Se debaixo do lava-loiça houver um pequeno termoacumulador ou aquecedor instantâneo elétrico, é necessária uma torneira própria de baixa pressão, porque uma torneira comum não serve para esse aparelho.
Eletrodomésticos, eletricidade e gás
Os aparelhos com ficha, como o frigorífico, o micro-ondas ou a máquina de lavar loiça, ligam-se a tomadas. Estas devem ficar num sítio acessível, por exemplo no módulo ao lado, para se poder desligar o aparelho sem o puxar para fora. A placa e a maioria dos fornos encastrados ligam-se de forma fixa. Uma placa de indução de grande potência pode ser ligada a várias fases quando a casa tem instalação trifásica; na maioria das habitações, que são monofásicas, precisa de um circuito próprio. A secção do cabo e a proteção adequadas são decididas pelo eletricista, em função da potência do aparelho e do estado da instalação da casa.
A ligação fixa de eletrodomésticos, os novos circuitos de tomadas e a mudança de tomadas são trabalhos na instalação elétrica. Só devem ser feitos por um eletricista qualificado. Depois de criar ou alterar circuitos, convém que o eletricista faça os ensaios de verificação e entregue um registo escrito do que foi feito e medido.
A placa a gás é ligada exclusivamente por um técnico de gás credenciado, quer a casa tenha gás canalizado, quer use garrafa. No fim, o técnico faz o ensaio de estanquidade e deixa registo disso. Ligar o gás por conta própria não é aceitável. Nas instalações a garrafa, o tubo flexível tem prazo de validade impresso e deve ser trocado quando caduca. Se em algum momento se sentir cheiro a gás, não se deve acender a luz nem ligar aparelhos: arejar a casa, sair e ligar para a linha de emergência do distribuidor de gás ou para o 112.
Também vale a pena olhar para a ventilação dos aparelhos. O forno encastrado, o frigorífico e a máquina de lavar loiça indicam nas instruções as folgas e distâncias de ventilação. Nem os módulos nem o rodapé as podem tapar. Quem aproveita a obra para trocar a placa a gás por indução ou para escolher eletrodomésticos mais eficientes pode, em certos períodos, ter acesso a apoios à eficiência energética; as condições mudam, por isso convém confirmar o que está em vigor antes de comprar.
Exaustor: extração para o exterior ou recirculação
O exaustor funciona de duas formas. Na extração, o ar sai para o exterior por uma conduta. Na recirculação, o ar passa por um filtro de carvão ativado e volta para a cozinha. A extração retira melhor a humidade e os cheiros. A recirculação é mais simples de instalar, mas os filtros têm de ser trocados com regularidade e a humidade fica na divisão.
Na extração, a conduta pesa mais no resultado do que a potência do motor. Deve ser curta, ter o mínimo de curvas e o diâmetro recomendado pelo fabricante, muitas vezes 125 ou 150 mm. Um estrangulamento ou um tubo flexível comprido reduzem o rendimento e tornam o exaustor mais ruidoso. Uma válvula antirretorno impede que o ar frio e os cheiros de fora entrem na cozinha.
O exaustor nunca se liga a uma chaminé ou conduta por onde saem os gases de combustão de uma caldeira, de um esquentador ou de outro aparelho. Em Portugal, o esquentador a gás fica muitas vezes na própria cozinha, e é aí que é preciso mais cuidado. O mesmo vale para casas com lareira. Uma extração potente cria depressão na divisão e pode puxar os gases de combustão de volta para dentro de casa. A solução passa por uma entrada de ar exterior ou por um interruptor de bloqueio, a definir por um técnico de gás ou por um projetista. A altura do exaustor acima da placa é definida pelo fabricante. Sobre uma placa a gás costuma ser maior do que sobre uma placa elétrica.
A zona entre a bancada e os armários superiores
A frente da bancada, ou seja, a parede entre os módulos inferiores e os superiores, tem de resistir à gordura e à água. Normalmente reveste-se com azulejo, vidro temperado, painel laminado ou compacto, ou com a mesma pedra do tampo. O azulejo pode ser reparado e o material costuma ser mais barato. O vidro e os painéis são lisos e fáceis de limpar, mas os furos para tomadas e interruptores têm de ser recortados com precisão antes da colocação. O vidro não admite ajustes depois de feito.
Este revestimento só se coloca depois de montado o tampo, para encostar diretamente a ele. A junta entre o tampo e a parede fecha-se com silicone sanitário ou com um perfil de remate. Atrás de uma placa a gás, o material tem de aguentar calor. No caso do vidro, a distância aos queimadores deve ser confirmada nas instruções do fabricante da placa e do vidro. Depois de o ladrilhador terminar, os aros das tomadas são prolongados ou acertados, para que as tomadas não fiquem enterradas no revestimento.
Guia para quem faz por si: afinar portas e gavetas
Ao fim de alguns meses de uso, é frequente as portas descaírem um pouco e as folgas entre frentes deixarem de ser iguais. Esta afinação pode ser feita sem ajuda profissional: não se mexe em canalizações nem na eletricidade e basta uma chave de fendas.
- Esvaziar o armário, para que o peso do conteúdo não altere a posição da porta.
- Verificar se estão apertados os parafusos que prendem a dobradiça ao módulo e à porta.
- Acertar a folga lateral com o parafuso da dobradiça mais próximo da porta, até as folgas em relação às frentes vizinhas ficarem iguais.
- Acertar a profundidade com o parafuso traseiro da dobradiça, para que a porta fechada assente por igual no módulo.
- Acertar a altura da porta deslocando as dobradiças na base de montagem ou, em alguns modelos, com o parafuso próprio de altura.
- Abrir a gaveta e, segundo as instruções do fabricante da corrediça, acertar a altura e a inclinação da frente com os reguladores que estão por trás dela.
- Verificar o funcionamento das portas e gavetas e a regularidade das folgas ao longo de toda a cozinha.
Como receber a cozinha terminada
- os módulos estão nivelados e as frentes formam uma linha reta, com folgas iguais,
- portas e gavetas fecham suavemente e os amortecedores completam o fecho,
- os armários superiores estão bem fixos e não se mexem com carga,
- os cortes e recortes do tampo estão selados e a união do tampo está plana e sem fresta,
- nada pinga debaixo do lava-loiça depois de o encher e de pôr a máquina de lavar loiça a trabalhar,
- as válvulas de corte estão acessíveis e fecham,
- os eletrodomésticos funcionam e, nas ligações fixas, existe registo escrito do eletricista,
- na placa a gás, existe registo da ligação e do ensaio de estanquidade,
- o exaustor aspira em todas as velocidades e a conduta não tem curvas nem estrangulamentos desnecessários,
- as folgas de ventilação dos aparelhos e as grelhas do rodapé foram respeitadas,
- o silicone junto à parede está contínuo e limpo,
- foram entregues manuais, certificados de garantia e peças de substituição das ferragens.
Perguntas frequentes
Numa cozinha linear de 3,6 m num apartamento, a mão de obra custa, segundo a tabela de preços atual, 280,00 € - 872,00 €. O valor mais baixo corresponde apenas aos móveis com lava-loiça, o mais alto a uma cozinha chave na mão com eletrodomésticos, revestimento entre móveis, iluminação e ligações. Móveis e eletrodomésticos pagam-se à parte.
A mão de obra da montagem dos móveis custa 52,70 € por metro linear. Recortes, uniões da bancada e ligação dos eletrodomésticos são cobrados à parte.
Uma cozinha linear comum fica montada em um a dois dias. Se forem precisas novas ligações e revestimento entre móveis, conte com três a cinco dias.
A placa e o forno são ligados de forma fixa por um eletricista qualificado. A placa precisa de um circuito próprio adequado à sua potência.
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