Preçário de trabalhos de construção: Reparação de fissuras com fita de reforço
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Preparação | ||||
| Reparação de fissuras largas com fita/rede de reforço | ml | 3,75 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Remoção de tinta antiga (base óleo) | m² | 6,75 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Vedação de juntas com acrílico | ml | 2,40 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Aplicação de primário em paredes e tetos | m² | 1,25 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Remoção de tinta antiga (base água) | m² | 4,35 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Reparação e remendos de fissuras localizadas | unid. | 4,40 € / unid. | unid. | introduzir quantidade- |
| Barramento de paredes | m² | 8,15 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Barramento de tetos | m² | 9,40 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Estuque veneziano - acabamento polido | m² | m² | - | |
| Aplicação de perfis de canto | ml | ml | - | |
| Remoção de papel de parede antigo | m² | 4,40 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
Porque aparecem fissuras e quando basta tratá-las com fita
A maioria das fissuras no interior de uma casa não é um problema estrutural. Um edifício novo assenta nos primeiros anos, e as pequenas fissuras surgem sobretudo onde se encontram materiais diferentes. Em Portugal isto vê-se muito na ligação entre a alvenaria de tijolo e a estrutura de betão, por exemplo junto a vigas, pilares e lajes. O reboco retrai ao secar, e as paredes reagem às variações de temperatura e de humidade. Em prédios antigos, a camada superficial é frágil e basta abrir roços para uma nova instalação elétrica para aparecerem fissuras. No pladur, as juntas que não foram bem reforçadas acabam por abrir.
Pelo tamanho, as fissuras dividem-se mais ou menos assim:
- fissuras capilares à superfície, muitas vezes depois da secagem do reboco ou da tinta: se não aumentarem, às vezes chega uma camada fina de massa sem fita;
- fissuras visíveis até cerca de 2 mm, típicas nos cantos, nas juntas de pladur e na ligação entre materiais: aqui são precisas fita e massa;
- fissuras profundas ou com movimento, que voltam a abrir ou alargam com o tempo: pedem uma rede de reforço mais larga e mais camadas de massa.
Se a fissura volta a aparecer depois de reparada, sai na diagonal a partir do canto de uma janela, alarga ou atravessa toda a espessura da parede, já não é trabalho de pintor. Nesse caso convém pedir a avaliação de um engenheiro civil. Num condomínio, o primeiro passo é avisar a administração do condomínio, porque pode estar em causa a estrutura de todo o prédio.
Como se faz, passo a passo
O processo é parecido em reboco e em pladur. A diferença está sobretudo na escolha da fita e da massa.
Preparação
Retira-se o reboco solto e a tinta que esteja a descascar à volta da fissura. A própria fissura é aberta em forma de V com um x-ato ou com a aresta da espátula, para a massa ter onde entrar e onde agarrar. O pó é varrido ou aspirado. Superfícies antigas, que largam pó ou absorvem muito, levam primário, para a massa não secar depressa demais e aderir bem.
Colocação da fita
A fita autoadesiva de malha de fibra de vidro cola-se diretamente sobre o suporte seco. A fita de papel assenta numa camada fina de massa fresca, e com a espátula empurra-se para fora o ar e a massa em excesso. A fita tem de ficar direita, sem bolhas nem pregas, caso contrário qualquer irregularidade fica à vista depois de pintar.
Barramento e lixagem
A primeira camada de massa cobre totalmente a fita e é puxada para os lados. Depois de seca, lixa-se ligeiramente e aplica-se uma segunda camada, mais fina e mais larga, que nivela a transição com a parede. O tempo de secagem depende da massa, da temperatura e da espessura da camada, por isso deve seguir-se a indicação do fabricante. No fim, a zona é lixada com lixa fina, normalmente com grão aproximado de 120 a 180, e leva primário antes da pintura.
Fitas e massas: o que escolher em cada caso
- fita de papel: é a solução habitual nas juntas de pladur, resistente e estável, mas exige uma colocação cuidada dentro da massa;
- fita autoadesiva de fibra de vidro: aplica-se com facilidade, por isso é comum em pequenas reparações e para quem tem pouca prática;
- rede de reforço em fibra de vidro: mais larga, adequada para fissuras profundas, cantos e transições entre materiais;
- cantoneiras de reforço: protegem e reforçam as esquinas salientes do pladur.
Nas paredes interiores e no pladur usa-se sobretudo massa de juntas à base de gesso, que se lixa bem. Para o alisamento final existe a massa de acabamento, mais fina. Nos cantos onde se encontram materiais diferentes e a junta se mexe naturalmente, por exemplo entre o teto e uma divisória de pladur, aplica-se muitas vezes massa acrílica elástica, porque uma massa de gesso, mais rígida, acabaria por fissurar.
O que facilita e o que complica o trabalho
O caso mais simples é uma fissura curta numa parede plana, numa divisão vazia que vai ser toda pintada. Levam mais tempo as fissuras no teto, nos cantos e na ligação entre teto e parede, onde se trabalha em cima de um escadote e em posição desconfortável. Também atrasa o trabalho um reboco antigo que se desfaz, porque tem de ser limpo e consolidado primeiro, tal como as fissuras com movimento, que precisam de mais camadas. Numa casa habitada é preciso proteger móveis e pavimentos, o que acrescenta trabalho. Pelo contrário, ajuda muito quando a reparação é feita junto com a pintura ou o barramento de toda a divisão, porque as etapas seguintes ficam encadeadas.
Erros comuns
- massa sem fita: numa fissura que se mexe não chega, e a fissura costuma voltar;
- fita mal assente: bolhas, pregas e bordas mal apertadas criam ondas visíveis debaixo da tinta, ou a fita descola com o tempo;
- pressa: massa aplicada sobre uma camada ainda húmida tende a abater ou a fissurar;
- falta de primário: a massa e a tinta agarram pior, e a zona reparada fica com brilho ou tom diferente depois de pintada;
- barramento demasiado estreito: uma faixa grossa de massa colada à fita forma um alto, e a segunda camada deve ser puxada mais larga;
- lixagem descuidada: marcas da espátula e transições bruscas ficam ainda mais evidentes debaixo da tinta, sobretudo com a luz lateral de uma janela.
Guia de bricolage: reparar uma fissura pequena numa parede
Uma fissura pequena numa parede, ao alcance de um escadote baixo, pode ser reparada sem ajuda profissional. Áreas grandes, tetos de uma ponta à outra da divisão ou estruturas novas em pladur ficam melhor entregues a um pintor ou a um instalador de pladur.
- Proteger o chão e os móveis à volta da zona a reparar.
- Retirar o reboco e a tinta soltos e abrir a fissura em V com um x-ato.
- Varrer ou aspirar o pó da fissura e da zona envolvente.
- Aplicar primário à volta da fissura e deixar secar conforme a embalagem.
- Encher a fissura com massa e colar ou assentar a fita exatamente ao centro.
- Cobrir a fita com a primeira camada de massa e puxá-la para os lados.
- Depois de seca, lixar ligeiramente e aplicar uma segunda camada, mais larga e mais fina.
- Lixar até ficar nivelado com lixa fina, tirar o pó e aplicar primário antes de pintar.
Como verificar o trabalho terminado
- com uma lanterna apontada de lado não se veem as bordas da fita nem marcas de espátula;
- a zona reparada continua a parede sem formar alto;
- a fita não está levantada em lado nenhum e não há bolhas debaixo da massa;
- antes de pintar, a superfície está sem pó e com primário;
- nos cantos com movimento foi usada massa elástica;
- depois da pintura, a zona reparada não se distingue no brilho nem no tom.
Perguntas frequentes
Numa fissura capilar pequena, que não se mexe, às vezes basta. Se a fissura é visível, fica na ligação entre materiais ou já voltou a abrir uma vez, sem fita quase sempre reaparece.
A fita de papel é resistente e é a mais usada nas juntas de pladur. A fita autoadesiva de fibra de vidro aplica-se com mais facilidade, por isso é a escolha habitual em pequenas reparações caseiras. Em fissuras profundas e nos cantos convém uma rede de reforço mais larga.
Depende do tipo de massa, da espessura da camada e da temperatura da divisão. A indicação vem na embalagem. Numa divisão fria e húmida, a secagem demora mais.
Quando alarga, quando volta mesmo depois de bem reparada com fita, quando sai na diagonal a partir dos cantos de portas e janelas ou quando atravessa a parede. Nesse caso convém chamar um engenheiro civil e, num prédio, avisar a administração do condomínio.
Normalmente sim. Mesmo com a mesma cor, uma zona pintada à parte costuma notar-se, por isso pinta-se a parede inteira de canto a canto.
Trabalhos relacionados: Pintura de interiores, Raspagem de tinta velha solúvel em água, Raspagem de tinta de óleo antiga
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