Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Preparação | ||||
| Instalação de placas OSB no pavimento | m² | - | ||
| Demolição e remoção de pavimento flutuante antigo | m² | 3,37 € | - | |
| Desmontagem de rodapés | m | 1,45 € | - | |
| Remoção de linóleo colado | m² | 5,42 € | - | |
| Desbaste de betonilha de cimento | m² | 7,23 € | - | |
| Lixagem de betonilha antes de nivelar (remoção de adesivo/alcatrão) | m² | 2,90 € | - | |
| Aplicação de primário para betonilha + calafetagem de cantos | m² | 2,05 € | - | |
| Aplicação de primário para betonilha | m² | 1,57 € | - | |
| Massa autonivelante | m² | 7,83 € | - | |
| Fita de dilatação perimetral | ml | 1,33 € | - | |
| Betonilha de nivelamento com argila expandida (Liapor) | m² | 7,23 € | - | |
| Placa de subpavimento em fibra de madeira 20 mm (isolamento térmico e acústico de impacto) | m² | - | ||
| Tela asfáltica aplicada a maçarico (1 camada) | m² | - | ||
| Costura e selagem de juntas com resina e grampos | un | 21,70 € | - | |
Quando compensa um pavimento em OSB
A placa OSB é leve, resistente e monta-se a seco. Por isso adapta-se bem a situações em que uma betonilha húmida sobrecarregaria a estrutura ou atrasaria a obra. As situações típicas são estas:
- sótão ou casa antiga com vigamento de madeira, onde é preciso criar um novo pavimento resistente,
- remodelação em que se arranca o soalho ou o parquet antigo e a base por baixo está irregular,
- casa de campo, oficina na garagem ou arrecadação, onde o pavimento deve ficar pronto depressa,
- solução de pavimento seco, com enchimento e isolamento, num apartamento ou numa casa de madeira.
Quando um pavimento antigo tem várias camadas, por exemplo tacos colados com betume ou mosaico vinílico antigo, estas camadas costumam ser removidas antes da montagem. Se houver suspeita de amianto em revestimentos ou colas antigas, não se deve partir nem arrancar nada. Este material só deve ser removido por uma empresa especializada em amianto.
Preparação da base conforme o suporte
É a base que decide se o pavimento continua plano e silencioso daqui a alguns anos. Deve estar limpa, seca e firme. Desníveis superiores a cerca de 2 mm, medidos com uma régua de dois metros, devem ser corrigidos antes da montagem.
Vigamento de madeira
As vigas devem estar sãs, sem podridão nem ataque de caruncho ou térmitas, e alinhadas em altura. Se uma viga sobressai, desbasta-se, ou calçam-se as restantes. A distância entre vigas determina a espessura da placa. Em vigamentos antigos que fletem ou têm as entregas nas paredes danificadas, convém pedir a um engenheiro que avalie a capacidade de carga. Substituir ou reforçar vigas estruturais já não é trabalho de assentamento de pavimentos e deve ficar a cargo de profissionais de estruturas.
Pavimento antigo firme
Sobre betão, aglomerado estável ou soalho antigo que não cede ao pisar, a OSB pode ser assente diretamente. Sobre betão no rés-do-chão ou por cima de uma cave coloca-se primeiro uma barreira de vapor em filme de polietileno, normalmente com pelo menos 0,2 mm de espessura, para que a humidade do suporte não passe para a madeira.
Enchimento seco e isolamento
Para compensar diferenças de altura maiores usa-se um enchimento seco de nivelamento, que se espalha, compacta e nivela com régua. Por cima colocam-se placas de isolamento rígidas, por exemplo lã mineral de alta densidade para pavimentos ou placas de fibra de madeira, e só depois a OSB. Num condomínio, o isolamento a ruído de percussão é importante para quem vive no andar de baixo.
Que espessura e que tipo de placa escolher
A espessura depende de a placa trabalhar sozinha entre apoios ou de estar apenas pousada numa base contínua. Como orientação:
- 15 mm apenas como camada de regularização sobre base firme e contínua, nunca sobre vigas,
- 18 mm para vigas ou ripas pouco afastadas, normalmente até cerca de 40 a 50 cm,
- 22 mm ou mais para vigas mais afastadas ou cargas maiores, por exemplo numa oficina.
Os vãos exatos constam das indicações do fabricante da placa e devem ser respeitados. Para cargas maiores é possível montar duas camadas, com a segunda a cobrir as juntas da primeira.
Em pavimentos interiores usa-se normalmente OSB/3, que tolera alguma humidade. A OSB/4 é mais resistente e destina-se a condições mais exigentes. A OSB/2 serve apenas para ambientes secos e não é adequada para pavimentos. As placas com macho e fêmea dão juntas mais rígidas entre vigas, por isso são mais usadas em pavimentos do que as de bordo reto. A placa lixada tem uma superfície mais lisa, o que ajuda quando o acabamento é fino, como o vinil.
Guia de bricolage: placas OSB sobre base firme
Sobre um pavimento antigo estável ou sobre vigas direitas e em bom estado, este trabalho faz-se com uma aparafusadora sem fios, uma serra circular e um nível. Se houver dúvidas sobre a resistência das vigas, convém pedir opinião a um profissional antes de começar.
- Deixar as placas deitadas na divisão onde vão ser montadas durante pelo menos 24 a 48 horas, para se adaptarem à temperatura e à humidade.
- Limpar a base, verificar a planeza com uma régua e corrigir os desníveis.
- Sobre betão, estender a barreira de vapor com sobreposição nas juntas e, se for o caso, a camada de isolamento.
- Deixar em todo o perímetro uma folga de cerca de 10 a 15 mm junto às paredes, por exemplo com cunhas.
- Assentar as placas com o lado maior perpendicular às vigas e com a fêmea virada para a parede.
- Desencontrar as juntas, para que as juntas transversais de fiadas vizinhas não fiquem alinhadas. As juntas curtas sem macho e fêmea ficam sempre sobre uma viga.
- Encaixar as placas de macho e fêmea batendo com um martelo de borracha sobre um taco de madeira, para não danificar o bordo. Nas placas de bordo reto, deixar entre elas uma folga de cerca de 2 a 3 mm.
- Aparafusar no perímetro mais ou menos a cada 15 cm e no meio da placa a cada 30 cm, a cerca de 10 mm do bordo. Usar parafusos para madeira com um comprimento de aproximadamente duas vezes e meia a espessura da placa.
- Embutir as cabeças dos parafusos ligeiramente abaixo da superfície, sem as enterrar demasiado.
- Lixar levemente os pequenos ressaltos entre placas e aspirar toda a superfície.
O que facilita e o que complica o trabalho
O caso mais simples é uma divisão retangular com vigas direitas ou betão firme. Tudo o que acrescenta cortes e preparação torna o trabalho mais demorado e, por isso, mais caro:
- muitos cantos, nichos, pilares e passagens à volta de tubagens,
- vigas desniveladas ou empenadas que é preciso calçar ou desbastar,
- remoção do pavimento antigo e transporte do entulho,
- enchimento, barreira de vapor e isolamento por baixo das placas,
- placas mais grossas, solução em duas camadas ou classe OSB/4,
- transporte do material para andares altos sem elevador.
Erros típicos na montagem
A maior parte dos problemas só aparece passados alguns meses, quando o pavimento começa a ondular ou a ranger. Na prática repetem-se muitas vezes estes erros:
- placa encostada à parede, que incha quando o tempo está mais húmido,
- poucos parafusos ou parafusos fora da viga, o que faz a placa ceder e ranger,
- montagem sobre base irregular, cujas ondulações passam para o pavimento flutuante,
- placa demasiado fina sobre vigas muito afastadas, que flete entre apoios,
- placas montadas logo depois de chegarem de um armazém frio, sem aclimatação,
- juntas curtas soltas entre vigas em placas sem macho e fêmea.
Como verificar o pavimento acabado
Antes de assentar o revestimento final sobre a OSB, convém percorrer a superfície e verificar:
- a planeza com régua em várias direções, sem ondulações marcadas nem degraus nas juntas,
- se o pavimento não cede nem range ao pisar, sobretudo junto às paredes e a meio vão entre vigas,
- a folga de dilatação em todo o perímetro, incluindo soleiras e tubagens,
- o desencontro das juntas e se as juntas transversais não ficam alinhadas,
- a quantidade de parafusos e se estão embutidos ligeiramente abaixo da superfície,
- a limpeza da superfície, sem pó, lascas nem bordos salientes,
- sobre betão, a existência da barreira de vapor por baixo das placas.
Perguntas frequentes
Sim, em oficinas, arrecadações ou interiores de estilo industrial isso é comum. A superfície é lixada e protegida com verniz, óleo ou cera dura, para resistir melhor ao desgaste e à humidade.
Na maioria dos casos basta um aparafusamento bem feito à base. Cola na junta de macho e fêmea, ou entre camadas numa solução dupla, aumenta a rigidez e reduz o risco de rangidos.
É possível, mas a madeira transmite o calor pior do que o betão. Por isso usam-se sistemas de piso radiante seco próprios para soluções em madeira, e convém seguir as recomendações do fabricante do sistema e do revestimento.
Não é recomendável, porque a madeira trabalha e a cerâmica pode fissurar. Normalmente coloca-se entre a OSB e o ladrilho uma placa de cimento-madeira ou outra placa própria para revestimentos cerâmicos, e o ladrilhador usa cimento-cola flexível segundo as indicações do fabricante.
Geralmente porque a placa não assenta bem na base em algum ponto ou tem poucos parafusos. Ajuda acrescentar parafusos para a viga, calçar o ponto onde a placa fica no ar e confirmar que a placa não está a encostar à parede em nenhum sítio.
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