Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Janelas e peitoris | ||||
| Instalar janela de PVC ou madeira | unid. | 81,25 € | - | |
| Instalar peitoril de janela exterior | ml | 15,00 € | - | |
| Instalar peitoril de janela interior | ml | 13,75 € | - | |
O que inclui exatamente a montagem da janela
Por montagem entende-se a colocação da janela no vão. Os trabalhos relacionados têm normalmente itens próprios na tabela, e convém acertá-los com a empresa antes de começar, para evitar mal-entendidos:
- desmontagem e remoção da janela antiga,
- peitoril interior e peitoril exterior,
- regularização e reboco das ombreiras,
- montagem de estores, caixa de estore, portadas ou redes mosquiteiras,
- montagem avançada sobre consolas em fachadas com ETICS/capoto.
Ao pedir orçamento, vale a pena perguntar se a montagem inclui as fitas de vedação. Algumas empresas aplicam-nas por defeito, outras só a pedido. Sem fitas a janela fica colocada mais depressa, mas a junta entre o aro e a parede fica desprotegida.
Quem pretende recorrer a apoios à eficiência energética deve informar-se antes da encomenda sobre a documentação técnica normalmente pedida para a caixilharia, para a ter disponível quando for necessária.
Como decorre a montagem, passo a passo
Um montador experiente tem o método bem rotinado, mas cada vão é um pouco diferente. Em casas mais antigas acontece com frequência o vão não estar em esquadria ou ter larguras diferentes em cima e em baixo.
Verificação do vão e preparação da janela
Primeiro o montador mede o vão e compara-o com as dimensões da janela. À volta do aro deve ficar uma folga, regra geral de cerca de 10 a 20 mm, para que possa ser bem cheia com espuma. Se a folga for demasiado estreita a espuma não entra, se for demasiado larga é preciso regularizá-la primeiro. Nas janelas maiores retiram-se as folhas e os vidros do aro, para facilitar o manuseamento e evitar danos durante a colocação.
Antes de colocar o aro aplicam-se nele as fitas de vedação: pelo interior uma fita estanque ao vapor, pelo exterior uma fita permeável ao vapor. Faz-se antes porque, depois de colocada a janela, já não há acesso confortável ao aro.
Colocação, alinhamento e fixação
O aro assenta no vão sobre calços, geralmente de plástico ou de madeira dura. Os calços transmitem o peso da janela à alvenaria e por isso ficam no lugar depois da montagem. O aro é alinhado com nível na horizontal e na vertical, e verificam-se as diagonais. Se as diagonais diferirem mais do que o fabricante admite, as folhas não vão fechar bem.
A fixação garante que a janela fica firme no vão. Usam-se sobretudo:
- buchas de caixilho ou parafusos para caixilho através do aro, comuns em betão e tijolo maciço,
- grampos ou patilhas metálicas presas ao aro e à alvenaria, adequadas ao tijolo furado, tão frequente nas casas portuguesas, e ao betão celular, ou onde não se quer furar o aro,
- consolas de montagem na montagem avançada dentro da camada de isolamento.
Os pontos de fixação ficam normalmente a cerca de 15 cm dos cantos e depois a intervalos de cerca de 70 cm, sendo os valores exatos definidos pelo fabricante do perfil. Nos parafusos através do aro é importante não apertar demais, caso contrário o aro empena e a folha passa a roçar.
Em algumas obras existe um pré-aro já fixado à parede. Nesse caso a janela é fixada ao pré-aro, mas continua a ser necessário alinhá-la, calçá-la e vedar bem a junta.
Enchimento da junta e vedação
A junta é cheia com espuma de poliuretano para montagem. Enche-se até cerca de dois terços, porque a espuma ainda expande. Se houver excesso, a espuma pode empurrar o aro para dentro e deformar a janela, o que se nota sobretudo em portas de varanda largas. Depois de curada, corta-se a espuma em excesso e as fitas são coladas às ombreiras. A fita interior impede que a humidade da divisão chegue à espuma, a exterior protege a espuma da chuva e dos raios UV, mas deixa sair a humidade que esteja na espuma.
Colocação das folhas e afinação
Por fim penduram-se as folhas, colocam-se os vidros e afinam-se as ferragens. A folha deve fechar com facilidade, sem roçar, e o vedante deve encostar em todo o perímetro. O montador verifica também a posição de microventilação e o bloqueio contra manobras erradas nas janelas oscilo-batentes.
Janela de PVC ou de madeira: diferenças na montagem
O método é semelhante nos dois materiais. As diferenças estão em pormenores que afetam o tempo e o cuidado necessários.
Janela de PVC
O aro de PVC é mais leve e não sofre com a humidade durante a obra. Tem reforços de aço, onde se faz a fixação. Nas cores escuras ou com folhas decorativas imitação madeira, a dilatação térmica é maior, e por isso os fabricantes recomendam respeitar à risca os intervalos de fixação em aros compridos e não prender o aro de forma rígida. A película de proteção dos perfis deve ser retirada logo que possível depois da montagem, normalmente dentro de poucas semanas. Ao sol, a cola da película coze e depois sai com muita dificuldade, o que no verão português acontece depressa.
Janela de madeira
O perfil de madeira é mais pesado e a superfície é mais sensível a riscos, humidade e contacto com cal ou argamassa. Por isso os montadores protegem melhor as janelas de madeira, cobrindo-as com película e fita que não danifique o verniz ou a tinta. A madeira reage à humidade, pelo que não deve ser colocada numa obra nova ainda húmida, onde há pouco tempo se rebocou ou betonou. Se não houver alternativa, a divisão deve ser bem ventilada. Quando se fixa através do aro, os furos são tapados com tampas ou rolhas da cor da madeira.
Onde colocar a janela na espessura da parede
Nos dois materiais é decisiva a posição da janela na espessura da parede. Numa parede sem isolamento exterior, a janela fica normalmente no terço central. Numa fachada com ETICS/capoto convém aproximá-la da face exterior da alvenaria ou mesmo colocá-la na camada de isolamento, para que o isolamento possa cobrir o aro. Caso contrário forma-se uma ponte térmica e a ombreira interior pode ficar fria no inverno. Em paredes duplas com caixa de ar, a posição deve garantir a continuidade do isolamento à volta do aro.
O que deve estar pronto antes da chegada dos montadores
Uma boa preparação encurta a montagem e a limpeza. Antes do dia combinado convém ter tratado de:
- espaço livre de cerca de 1,5 a 2 metros à frente de cada janela, sem vasos, cortinados, varões e móveis,
- pavimento protegido e móveis que não possam sair cobertos,
- acesso a eletricidade para as ferramentas,
- local combinado para pousar as janelas novas e para a remoção das antigas,
- estacionamento para a carrinha perto da entrada,
- nos prédios em condomínio, elevador e zonas comuns livres e protegidos para a passagem dos materiais.
Se as janelas tiverem estores com caixa de estore por cima, convém confirmar antes se a caixa e a fita ou o motor vão ser mantidos ou substituídos, porque isso altera a forma de ligar a janela à padieira.
O que facilita o trabalho e o que o torna mais demorado
Um item por unidade não significa que todas as janelas deem o mesmo trabalho. Influenciam sobretudo:
- as dimensões e o peso da janela, um vidro triplo numa janela grande é pesado e exige mais pessoas,
- o piso e o acesso, uma janela no rés do chão coloca-se mais facilmente do que num quarto andar sem elevador,
- o estado das ombreiras, reboco a desfazer-se ou um vão torto obrigam a regularizar,
- o tipo de alvenaria, a fixação em tijolo furado e betão celular é diferente da fixação em betão,
- formas especiais, arcos e janelas inclinadas, mais difíceis de alinhar,
- portas de varanda e de terraço com soleira baixa, onde é preciso resolver a ligação ao pavimento e a impermeabilização,
- a necessidade de andaime ou plataforma para trabalhos exteriores em altura,
- caixas de estore antigas e degradadas, que muitas vezes precisam de ser reparadas ou isoladas na mesma intervenção.
Em prédios de betão das décadas de setenta e oitenta a montagem costuma ser bastante previsível, com vãos direitos e medidas repetidas. Já em casas antigas de alvenaria de pedra ou tijolo, depois de retirar a caixilharia velha, verifica-se muitas vezes que as ombreiras estão mais danificadas do que parecia.
Ligação com os outros ofícios
A janela é um ponto de encontro de várias especialidades. Se a ordem não for respeitada, algo terá de ser feito duas vezes.
- a medição deve ser feita por quem fornece e monta as janelas, para que assuma a responsabilidade pelas medidas,
- se estiver prevista a aplicação de ETICS/capoto, a posição da janela deve ser decidida antes da encomenda, porque a montagem avançada é difícil de fazer depois,
- o eletricista deve ser chamado antes da montagem se houver estores elétricos, persianas exteriores motorizadas ou sensores de abertura, e toda a parte elétrica fica a cargo dele,
- o peitoril exterior coloca-se depois da janela e antes de concluir a fachada, o interior depois de a espuma curar,
- o pedreiro faz o reboco das ombreiras só depois de coladas as fitas e curada a espuma,
- o pintor entra no fim, quando as ombreiras estiverem secas.
Na prática acontece com frequência trocar as janelas e só fazer as ombreiras meses depois, ficando a espuma à vista entretanto. Se não houver outra forma, pelo menos o lado exterior deve ficar protegido com fita ou tapado provisoriamente.
Erros típicos e como se manifestam mais tarde
A maior parte dos problemas não aparece no primeiro dia, mas sim no primeiro ou segundo inverno, com as chuvas e a humidade que em muitas zonas do país são persistentes.
Fitas em falta ou mal coladas
O ar quente e húmido da divisão entra na espuma, condensa na parte mais fria da junta e a espuma vai ganhando humidade. O resultado são manchas escuras e bolor nos cantos das ombreiras, muitas vezes só de um lado da janela. Pelo exterior, a espuma desprotegida amarelece ao sol, desfaz-se e deixa de vedar.
Janela presa só com espuma
A espuma não é um elemento resistente. Uma janela segura apenas pela espuma acaba por se mexer, as folhas começam a roçar e as ferragens desgastam-se mais depressa. A fixação mecânica é sempre necessária, mesmo que à primeira vista a janela pareça firme.
Espuma em excesso e aro demasiado apertado
Um aro empenado não se vê a olho nu, mas nota-se porque a folha não encosta ao centro, entra ar ou a janela fecha com esforço. Nas portas de varanda a soleira deforma-se com frequência.
Posição errada na parede
Se a janela ficar demasiado para fora numa parede sem isolamento, ou demasiado para dentro numa fachada com capoto, a ombreira fica fria no inverno e ganha condensação. Porque é que condensa precisamente à volta da janela e não na parede toda? Porque ali a parede é mais fina e o calor escapa mais depressa.
Drenagem entupida
Na parte inferior do aro há furos de drenagem. Se ficarem tapados com espuma, reboco ou pelo peitoril exterior, a água fica dentro do perfil, pode escorrer para o interior com chuva forte e, nas zonas frias, gelar.
Quanto tempo demora e quando se pode continuar
Uma janela comum num apartamento é colocada por dois montadores, regra geral, em uma a três horas, incluindo a desmontagem da antiga. Um apartamento inteiro faz-se normalmente num dia, uma moradia em um ou vários dias, conforme o número de janelas e o acesso.
A espuma de poliuretano pode ser cortada normalmente ao fim de algumas horas e, segundo o fabricante, cura totalmente em geral num dia. Com temperaturas baixas demora mais e convém usar espuma própria para o frio. As ombreiras só se fazem depois de a espuma curar e as fitas estarem coladas. O reboco das ombreiras precisa depois de tempo para secar, conforme a espessura e o material, antes de poder ser pintado.
A montagem no inverno é possível, desde que as janelas sejam trocadas uma a uma, para a casa não arrefecer, e se respeitem as temperaturas de aplicação indicadas pelo fabricante para a espuma e para as colas das fitas.
Guia faça você mesmo: preparar a divisão e afinar a janela
A montagem propriamente dita deve ficar a cargo de profissionais, sobretudo em janelas grandes, em altura e em prédios. São peças pesadas e frágeis e uma montagem incorreta faz perder a garantia. O que se pode fazer sem ajuda é preparar a divisão e, com o tempo, verificar e afinar ligeiramente a janela.
- Afastar móveis e objetos até cerca de dois metros da janela.
- Retirar cortinados, varões, estores interiores e vasos do peitoril.
- Cobrir o pavimento com plástico resistente ou cartão e fixá-lo com fita para não deslizar.
- Tapar os móveis e aparelhos eletrónicos que fiquem na divisão, por causa do pó.
- Depois da montagem, retirar a película de proteção dos aros antes que o sol a cole.
- Experimentar todas as posições do puxador: fechado, aberto, basculante e microventilação.
- Com a janela fechada, entalar uma tira de papel entre a folha e o aro e tentar puxá-la em vários pontos do perímetro.
- Se em algum ponto o papel sair com facilidade, comunicar à empresa de montagem ou, seguindo as instruções do fabricante, rodar os excêntricos das ferragens com uma chave sextavada.
- Uma vez por ano, limpar os vedantes e os furos de drenagem e lubrificar as ferragens com óleo próprio para ferragens de janela.
Se a folha roçar no aro, não se deve forçar a afinação. Muitas vezes a causa é um aro empenado ou mal calçado, e isso deve ser resolvido ao abrigo da garantia.
Receção do trabalho concluído
A janela deve ser verificada no momento da entrega, enquanto os montadores ainda estão no local. Na receção convém confirmar:
- o aro está nivelado e a prumo, verificado com nível,
- as folhas abrem e fecham com facilidade em todas as posições,
- o vedante encosta em todo o perímetro e a tira de papel não sai com facilidade,
- vidros e aros não estão riscados nem rachados,
- as fixações ou patilhas estão colocadas e foram vistas antes de tapar as ombreiras,
- as fitas interior e exterior estão coladas de forma contínua, sem pregas nem furos,
- a espuma está cortada e não escorre para o aro,
- os furos de drenagem estão desimpedidos,
- a microventilação e o bloqueio contra manobras erradas funcionam,
- foram entregues o certificado de garantia e as instruções de manutenção e afinação das ferragens,
- o local ficou limpo e as janelas antigas foram removidas conforme combinado.
Perguntas frequentes
Sim, a montagem faz-se durante todo o ano. As janelas são trocadas uma a uma para a divisão não arrefecer, e usa-se espuma e fitas próprias para temperaturas baixas. Em dias de geada forte, comuns em zonas do interior, convém adiar, porque colas e espuma têm uma temperatura mínima de aplicação indicada pelo fabricante.
As fitas protegem a espuma da humidade interior e da chuva e do sol pelo exterior. Sem elas a janela funciona ao início, mas ao fim de alguns anos surgem muitas vezes humidade e bolor nas ombreiras. Em obra nova e com aplicação de capoto são praticamente indispensáveis, numa substituição comum são muito recomendáveis.
Só quando a espuma estiver curada e as fitas coladas às ombreiras, normalmente no dia seguinte à montagem. Não se deve, porém, esperar meses, porque a espuma exposta pelo exterior degrada-se ao sol.
As janelas antigas não vedavam e renovavam o ar sozinhas. As novas vedam, e a humidade de cozinhar, tomar banho e respirar fica dentro de casa e condensa no ponto mais frio. Ajuda arejar de forma intensa durante alguns minutos várias vezes ao dia, usar a microventilação ou grelhas de ventilação. Se a condensação aparecer na ombreira à volta do aro, pode tratar-se de um defeito de montagem e deve ser mostrado à empresa.
O método é o mesmo, mas a janela de madeira é mais pesada e tem uma superfície mais sensível, por isso exige mais cuidado no manuseamento e na proteção durante a obra. Não é adequado colocá-la numa obra ainda húmida, onde se rebocou há pouco tempo.
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