Preçário 2026 · Portugal

Montagem de peitoril interior

O peitoril interior é a placa colocada por baixo da janela, do lado da divisão. Remata a parte inferior do vão, protege a parede contra pancadas e humidade e dá à janela um aspeto acabado. A montagem costuma fazer-se quando se trocam as janelas, quando se remodela um apartamento ou quando o peitoril antigo está inchado

Atualizado 09/2026·12 min read·3 price list items
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Janelas e peitoris
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Instalar janela de PVC ou madeiraunid.-
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Como se faz a montagem de um peitoril interior

A montagem é medida ao metro linear, ou seja, pelo comprimento do peitoril colocado. Numa janela normal de apartamento, colocar um peitoril leva habitualmente menos de uma hora. Demora mais em paredes antigas e tortas ou quando é preciso retirar primeiro o peitoril existente.

Medição e preparação da placa

O montador mede a largura do vão, a profundidade desde o aro da janela até à face da parede e verifica se as ombreiras estão em esquadria. Em prédios mais antigos, a largura do vão à frente e atrás pode diferir um ou dois centímetros, por isso mede-se em vários pontos. A placa é depois cortada à medida em comprimento e profundidade. Normalmente conta-se com uma saliência à frente da parede de cerca de 2 a 4 cm e com umas "orelhas" laterais, que passam para lá da aresta da ombreira e encostam à parede.

Os cortes fazem-se com um disco afiado próprio para laminado ou plástico, de preferência numa serra de incisão com calha-guia. Assim a aresta não lasca. No aglomerado, a aresta cortada que fica escondida deve ser selada com mástique ou verniz para não absorver humidade.

Preparação da base

A base sob o peitoril deve estar firme, seca e razoavelmente plana. Retira-se o reboco solto, os restos de argamassa antiga e o pó. As irregularidades maiores corrigem-se com argamassa ou calços. Com o nível, o montador define a altura para que o peitoril fique justo por baixo do aro da janela ou encaixe na ranhura ou no perfil de apoio da caixilharia, se este existir.

Assentamento e colagem

Primeiro, a placa é assente "a seco" sobre calços de plástico ou cunhas e verificada com o nível. O peitoril interior fica na horizontal ou com uma inclinação muito ligeira para dentro da divisão, nunca para o lado da janela. Depois cola-se. O mais habitual é usar espuma de poliuretano de baixa expansão ou cola de montagem, por exemplo à base de polímero MS.

A espuma aplica-se em cordões, não em toda a superfície. Enquanto endurece, o peitoril deve ficar carregado, por exemplo com sacos de areia, baldes de água ou um escoramento contra a padieira. Sem peso, a espuma levanta a placa e o peitoril fica a abanar ou desnivelado. Segundo os fabricantes de espuma, a carga deve manter-se em regra várias horas, idealmente até ao dia seguinte.

Acabamento

No fim colocam-se as tampas laterais, se o sistema as tiver, e vedam-se as juntas. A junta entre o peitoril e o aro da janela leva um vedante elástico, normalmente silicone ou acrílico na cor da caixilharia. A junta com o reboco faz-se em regra com acrílico pintável, para poder ser pintada juntamente com a parede. A película de proteção do tampo só se retira quando todos os trabalhos na divisão estiverem terminados.

Materiais e variantes: o que escolher

A decisão mais importante é o material. Influencia o aspeto, a resistência e a própria forma de montar.

Aglomerado revestido a laminado

É o tipo mais divulgado. Tem um núcleo de aglomerado ou MDF revestido por uma camada de laminado resistente. A aresta da frente vem normalmente arredondada pelo processo chamado postforming. Existe uma grande variedade de acabamentos: branco, imitações de madeira e de pedra. Aguenta bem o uso normal. O ponto fraco é a água. Se entrar pela aresta cortada ou por um risco na superfície, o núcleo incha e o dano já não tem reparação. Por isso as tampas laterais e as juntas bem vedadas são indispensáveis.

Peitoril de PVC alveolar

É um perfil oco de PVC com nervuras interiores. É leve e não se importa com a humidade, por isso serve bem para casas de banho, cozinhas ou janelas com vasos. Ao toque parece mais barato. Em tons escuros e ao sol direto pode dilatar mais, e risca-se com mais facilidade com objetos afiados. As tampas de topo devem ser do próprio sistema, caso contrário ficam à vista os alvéolos.

Madeira maciça

Um peitoril de carvalho, faia ou pinho em madeira maciça lamelada combina com casas de madeira, casas de campo e interiores com caixilharia de madeira. É bonito e pode ser lixado e renovado. Mas a madeira trabalha: muda de dimensões com a humidade. Precisa por isso de uma folga de dilatação junto às ombreiras, de um bom acabamento em todas as faces (óleo ou verniz) e de manutenção regular.

Pedra e aglomerado de quartzo

Em Portugal, o peitoril interior de pedra é muito comum, sobretudo em mármore, lioz ou granito. Também se usa aglomerado de quartzo compacto. São materiais muito resistentes, mas pesados, e quem os coloca é normalmente o marmorista, não o carpinteiro. Este artigo trata dos peitoris que o carpinteiro coloca: aglomerado laminado, PVC e madeira maciça. Quando se substitui um peitoril de pedra antigo por um destes, convém confirmar a profundidade real do vão depois da remoção, porque a pedra costuma estar embutida na parede.

Profundidade e espessura

Os peitoris laminados e de PVC fabricam-se normalmente com cerca de 2 cm de espessura, em profundidades que vão das estreitas às muito largas. Um peitoril fundo, que sai bastante da parede, precisa de apoio mais firme, senão acaba por empenar com o tempo. Acima das medidas habituais, convém perguntar ao montador por apoios ou consolas por baixo.

Radiador sob a janela e humidade

Porque é que o radiador está quase sempre debaixo da janela? O ar quente sobe junto ao vidro e forma uma "cortina" que trava a corrente de ar frio vinda da janela e reduz a condensação. O peitoril não pode bloquear essa cortina.

  • O peitoril não deve tapar o radiador por completo. Em regra recomenda-se deixar espaço livre entre a aresta da frente e o radiador para o ar circular.
  • Se for necessário um peitoril fundo sobre o radiador, existem versões com ranhuras de ventilação fresadas ou com grelha.
  • Um peitoril demasiado fundo por cima do radiador provoca condensação na parte de baixo da janela, bolor nos cantos e pior aquecimento da divisão.

Muitas casas portuguesas não têm radiadores e são aquecidas por ar condicionado, bomba de calor ou aquecedores portáteis. Mesmo assim, a humidade continua a ser um tema central. A condensação nas janelas no inverno é frequente e escorre precisamente para o peitoril. Por isso o material e a vedação das juntas contam tanto como o aspeto.

Outro ponto é a humidade da própria obra. O reboco novo ou a argamassa de regularização por baixo do peitoril têm de secar. Se um peitoril de aglomerado for colocado sobre uma base molhada, a humidade sobe para o núcleo por baixo.

O que deve estar pronto antes da montagem

O peitoril é um dos últimos trabalhos à volta da janela. O que ficar esquecido antes dele é difícil de corrigir depois.

  • Janela colocada e fixada. O aro deve estar bem fixo e a junta de ligação à parede preenchida com espuma e protegida.
  • Fita de estanquidade do lado interior. Numa boa montagem de janela, a junta de ligação é coberta pelo interior com uma fita para-vapor. Essa fita tem de continuar sem interrupções por baixo do peitoril. Se quem monta o peitoril a cortar ou arrancar, o vapor da divisão entra na espuma e, com o tempo, pode surgir humidade e bolor à volta da janela.
  • Ombreiras preparadas. O mais comum é colocar o peitoril depois do reboco das ombreiras, mas antes do barramento final e da pintura. Assim a junta com a parede fica bem rematada. Se as ombreiras já estiverem pintadas, a montagem continua possível, mas convém contar com pequenos retoques do pintor.
  • Radiador e eletricidade resolvidos. Se o radiador vai ser trocado ou se uma tomada sob a janela vai mudar de sítio, o canalizador e o eletricista devem terminar antes. Tomadas e instalação elétrica ficam sempre a cargo de um eletricista qualificado.
  • Acesso livre à janela. Cortinas, vasos e móveis retirados e espaço livre para cortar.

Num condomínio, a troca do peitoril interior é um trabalho dentro da fração. Se for feita ao mesmo tempo que a substituição das janelas e esta beneficiar de apoios à eficiência energética, convém guardar faturas e fotografias da obra, porque estes programas costumam pedir comprovativos.

O que facilita e o que complica o trabalho

Embora seja medida ao metro linear, a dificuldade de cada montagem pode variar bastante.

Situações mais simples

  • construção nova ou reboco novo, com ombreiras direitas e em esquadria,
  • profundidades de peitoril padrão, sem adaptações,
  • janela com perfil de apoio onde o peitoril encaixa com precisão,
  • várias janelas iguais seguidas, em que as placas se cortam de uma vez.

Situações mais trabalhosas

  • remoção do peitoril antigo, sobretudo de pedra, betão ou marmorite embutidos em prédios mais antigos,
  • ombreiras tortas, inclinadas ou com larguras diferentes, que obrigam a cortes rigorosos com molde,
  • paredes grossas e peitoris muito fundos, que é preciso emendar ou apoiar,
  • janelas de canto, marquises e vãos curvos, onde o peitoril liga em ângulo,
  • recortes à volta de tubos de aquecimento ou outros obstáculos,
  • base irregular ou a esfarelar, que tem de ser reparada primeiro.

Em edifícios antigos, mástiques ou placas velhas podem conter materiais perigosos, incluindo amianto. Havendo suspeita, convém mandar analisar o material. A remoção de amianto só deve ser feita por uma empresa especializada.

Erros comuns e como se revelam

A maior parte dos problemas não aparece no dia da montagem, mas sim semanas depois ou no primeiro inverno.

  • Espuma em toda a superfície e sem carga. A espuma levanta a placa, o peitoril arqueia ou afasta-se do aro.
  • Peitoril sem calços. A placa assenta só na espuma e cede quando alguém se apoia. Mais tarde abre a junta junto ao aro ou a placa parte.
  • Inclinação para o lado da janela. A água do vaso ou da condensação escorre para o aro, infiltra-se por baixo do peitoril e entra na parede.
  • Arestas de aglomerado por selar. Nos cantos junto à janela ou à parede, o peitoril incha com o tempo e o laminado descola.
  • Falta de folga na madeira maciça. No verão a madeira dilata, empurra as ombreiras e pode empenar ou rachar o reboco.
  • Vedante rígido em vez de elástico. A junta entre o aro e o peitoril abre logo nas primeiras variações de temperatura.
  • Fita para-vapor danificada. Aparece humidade e bolor na parte de baixo da janela, muitas vezes só anos depois.
  • Radiador tapado. A janela embacia no inverno e a divisão aquece pior.
  • Saliência ou orelhas demasiado curtas. Fica uma fresta visível junto à parede, difícil de disfarçar depois.

Quanto tempo demora e quando se pode usar o peitoril

A colocação de um peitoril leva habitualmente entre algumas dezenas de minutos e cerca de uma hora. Num apartamento com várias janelas, costuma ser trabalho para um dia. Demora mais quando é preciso retirar peitoris antigos ou regularizar a base, porque há que esperar que a argamassa seque.

A espuma de montagem ou a cola endurecem, segundo os fabricantes, em regra em várias horas. A resistência total chega normalmente no dia seguinte. O silicone ou o acrílico nas juntas precisam de cerca de 24 horas antes de se lhes tocar ou de serem pintados. Até lá, não convém pôr vasos nem objetos pesados sobre o peitoril, nem apoiar-se nele.

Guia faça você mesmo: colocação de um peitoril interior

Com uma serra com calha-guia, um nível e alguma paciência, a troca de um peitoril interior é um trabalho ao alcance de um amador cuidadoso. O que leva mais tempo é medir e cortar com rigor, não a colagem. Não convém avançar se for preciso mexer na instalação elétrica ou na tubagem de aquecimento.

  1. Medir a largura do vão à frente e atrás e a profundidade desde o aro até à face da parede, e verificar a esquadria das ombreiras.
  2. Somar a saliência para a frente da parede (cerca de 2 a 4 cm) e as orelhas laterais, e anotar as medidas.
  3. Se as ombreiras forem tortas, fazer um molde em cartão e passar o contorno para a placa.
  4. Cortar a placa com um disco afiado, serrando o laminado pelo lado que o fabricante da serra recomenda para a aresta não lascar.
  5. Selar com mástique ou verniz as arestas cortadas de aglomerado que vão ficar escondidas.
  6. Limpar a base de pó e reboco solto, corrigir as irregularidades maiores e deixar secar.
  7. Verificar se a fita para-vapor por baixo da janela está intacta e não a cortar.
  8. Assentar a placa a seco sobre calços de plástico e acertar o nível.
  9. Retirar a placa, deixar os calços no lugar, humedecer a base conforme as instruções da espuma e aplicar espuma de baixa expansão em cordões.
  10. Voltar a colocar o peitoril, encostá-lo ao aro e confirmar de novo com o nível.
  11. Carregar o peitoril de forma uniforme e deixar endurecer conforme indica o fabricante da espuma, de preferência até ao dia seguinte.
  12. Colocar as tampas laterais, se o sistema as tiver.
  13. Vedar a junta com o aro com vedante elástico e a junta com a parede com acrílico pintável.
  14. Depois de o vedante endurecer, retirar a película de proteção e retocar o reboco à volta do peitoril.

Verificação do trabalho e entrega

A verificação é rápida. Bastam um nível, os olhos e a mão. Deve fazer-se só depois de a espuma e o vedante endurecerem, de preferência com luz do dia.

  • o peitoril está na horizontal ou com ligeira inclinação para a divisão, nunca para a janela,
  • ao carregar na aresta da frente, não cede nem abana,
  • a placa encosta ao aro da janela em todo o comprimento, sem frestas,
  • a junta com o aro está preenchida com vedante elástico, direita e contínua,
  • a junta com a parede está vedada e pode ser pintada,
  • a saliência para a frente da parede é igual em todo o comprimento,
  • as orelhas laterais e as tampas estão bem rematadas, sem alvéolos ou cortes à vista,
  • a superfície não tem riscos, laminado descolado nem restos de espuma,
  • não há espuma a sair por baixo do peitoril e a fita para-vapor não está visivelmente danificada,
  • sobre o radiador ficou espaço para o ar quente circular,
  • a zona ficou limpa e foi indicado quando se pode pôr peso sobre o peitoril.

Perguntas frequentes

Sim. O peitoril antigo é retirado ou cortado com cuidado, a base é reparada e coloca-se o novo. Na remoção é preciso proteger o aro da janela e a fita para-vapor que está por baixo. Se o peitoril antigo estava embutido por baixo do aro, o montador ajusta em regra a profundidade do novo para encostar bem à caixilharia.

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