Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Pavimentos | ||||
| Acréscimo para pavê de pequeno formato até 10×10 cm | m² | 6,60 € | - | |
| Assentamento de pavê de betão, 4-6 cm de espessura | m² | 9,58 € | - | |
| Assentamento de pavê de betão, 8-10 cm de espessura | m² | - | ||
| Assentamento de pavê de betão decorativo | m² | - | ||
| Corte de pavê de betão, 4-6 cm de espessura | ml | 4,07 € | - | |
| Corte de pavê de betão, 8-10 cm de espessura | ml | 6,60 € | - | |
| Preenchimento de juntas com areia siliciosa | m² | 1,80 € | - | |
| Areamento final e varrimento para as juntas | m² | 1,20 € | - | |
Porque se paga mais pelo formato pequeno
No pavê de grande formato, cada peça cobre uma área razoável. No pavimento miúdo é diferente: num metro quadrado cabem dezenas ou mesmo centenas de cubos. Cada um tem de ser pegado, colocado, acertado e verificado. O trabalho é muito mais lento, mesmo quando a área parece pequena.
O segundo motivo é a precisão. Uma peça grande disfarça um pequeno desvio, os cubos pequenos não. Se a primeira fiada sai ligeiramente torta, o erro cresce ao longo de alguns metros e o desenho fica deformado. Por isso o calceteiro verifica o nível, as juntas e o alinhamento das fiadas durante todo o trabalho, e não só no fim.
Na pedra natural há ainda outro fator: as peças não têm todas a mesma altura nem a mesma forma. Cada uma tem de ser batida na cama até a face de cima ficar à altura das vizinhas. É por isso que, no pavimento miúdo, o trabalho manual é a regra.
Como decorre o assentamento
O processo é parecido com o de um pavimento comum. A diferença está sobretudo no ritmo e no controlo:
- remover a terra, regularizar e compactar o terreno de fundação,
- espalhar e compactar uma camada de base em tout-venant ou brita, com espessura de acordo com a carga que o pavimento vai receber,
- assentar os lancis, que seguram as bordas e definem a forma da área,
- preparar a cama de areia ou pó de pedra, ou uma mistura seca de areia e cimento quando a base é rígida,
- colocar os cubos à mão, seguindo o fio e o desenho, e bater cada um com maço de borracha ou martelo de calceteiro,
- preencher as juntas com areia, pó de pedra ou argamassa de juntas,
- compactar a superfície com placa vibratória ou maço, completar as juntas e limpar.
Em caminhos pedonais, a camada de base tem normalmente algo como 15 a 30 cm e a cama cerca de 3 a 5 cm. A composição exata depende do terreno e de quem vai passar por cima: só pessoas, ou também carros. Quando o assentamento é feito sobre betão ou com argamassa, convém seguir as indicações do fabricante e respeitar o tempo de cura antes de pôr carga no pavimento.
Num prédio, qualquer trabalho no pátio ou na entrada comum deve ser combinado antes com a administração do condomínio.
O que facilita e o que complica o trabalho
O acréscimo não é igual em todas as obras. Há fatores que tornam o trabalho mais demorado e, por isso, mais caro:
- pedra natural irregular em vez de cubos de betão uniformes,
- desenhos complexos, como arcos, leques, escamas ou combinação de cores, à semelhança da calçada portuguesa decorada,
- áreas pequenas e recortadas, com cantos, degraus, caixas de visita e muitos cortes,
- base fraca ou por terminar, que tem de ser corrigida primeiro,
- acesso difícil, quando o material não pode ser descarregado junto ao local.
Pelo contrário, fiadas em linha reta, uma área contínua maior, uma base bem preparada e acesso livre ajudam bastante.
Onde o pavimento miúdo faz sentido e onde convém cuidado
Os cubos pequenos acompanham bem curvas, rampas suaves e formas irregulares. Por isso são tão usados em centros históricos, na recuperação de casas antigas e onde se quer um acabamento delicado e artesanal. Com uma boa base, a carga reparte-se por muitas peças e o pavimento dura muitos anos.
Há, no entanto, muitas juntas. Se não estiverem bem cheias, a chuva lava-as, acumula-se sujidade e nascem ervas. No pavimento miúdo, qualquer defeito de nivelamento salta logo à vista. E como acontece com quase todos os pavimentos, a maior parte dos problemas posteriores vem de uma base mal feita, não dos cubos em si.
Erros típicos
- base mal compactada, que com o tempo forma covas e rodeiras,
- falta de pendente, com água parada à superfície ou a escorrer para a casa (costuma fazer-se uma pendente de cerca de 2 % para fora do edifício),
- desenho não planeado com antecedência, o que deixa recortes estreitos junto às bordas,
- juntas irregulares, que prejudicam o aspeto e a estabilidade,
- juntas mal preenchidas, que deixam os cubos soltar-se e mexer,
- lancis em falta ou mal assentes, com o pavimento a abrir nas bordas.
Guia de bricolage: pequena bordadura ou caminho em cubos
Um caminho curto de jardim ou a bordadura de um canteiro estão ao alcance de quem tiver paciência. Num acesso para carros ou numa área grande, convém chamar um profissional, porque a base tem de aguentar o peso de um automóvel.
- Marcar a área com estacas e fio, indicando a cota e a pendente.
- Escavar a terra até à profundidade necessária e compactar o fundo.
- Espalhar o tout-venant ou a brita em camadas e compactar cada uma.
- Assentar os lancis em betão e deixar endurecer.
- Espalhar a cama de pó de pedra e regularizá-la com uma régua.
- Colocar os cubos a partir de uma borda firme, seguindo o fio, e bater cada um com o maço de borracha.
- Verificar o nível com a régua e o nível de bolha no fim de cada fiada.
- Espalhar areia ou pó de pedra nas juntas, varrer e compactar a superfície.
- Passados alguns dias, verificar as juntas e completá-las.
Como verificar o trabalho terminado
- a superfície está plana e, sob uma régua comprida, não se veem covas nem cubos salientes,
- ao caminhar, nenhum cubo se mexe nem faz barulho,
- as juntas são regulares e estão bem cheias,
- as fiadas e o desenho estão direitos e as curvas são contínuas,
- depois da chuva a água escoa e não forma poças,
- os lancis estão firmes e o pavimento encosta bem a eles,
- a zona à volta está limpa e o material sobrante foi retirado.
Perguntas frequentes
O acréscimo está ligado ao formato pequeno, por isso aplica-se normalmente tanto a cubos de betão como de pedra. Na pedra natural o trabalho costuma ser ainda mais lento, porque as peças têm alturas diferentes e precisam de mais acerto.
Ajudam um desenho mais simples, menos cortes, uma área contínua sem cantos desnecessários e uma base bem preparada. Poupar na base ou no preenchimento das juntas não compensa, porque as reparações mais tarde saem mais caras.
Para caminhos e terraços, uma base de brita bem compactada com cama de pó de pedra costuma bastar e deixa a água infiltrar-se. O betão usa-se sobretudo onde há cargas maiores ou quando se pretende juntas rígidas. A escolha depende do terreno e do que vai circular sobre o pavimento.
A areia ou o pó de pedra assentam nas juntas e parte é levada pela chuva. É normal ter de completar as juntas uma ou duas vezes. Se os cubos também se mexerem, a causa costuma ser uma base ou uma cama mal compactadas.
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