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Acréscimo por pavimento em cubos até 10×10 cm

O acréscimo por pavimento miúdo soma-se ao assentamento normal quando se aplicam cubos ou peças com dimensão até 10×10 cm. Em Portugal trata-se quase sempre de cubos de granito, de calçada portuguesa em calcário ou basalto, de mosaico de pedra natural ou de pequenos cubos de betão. Na mesma área há muito mais peças, e cada uma tem de ser

Atualizado 09/2026·5 min read·8 price list items
Preço do trabalho padrão
6,60 €/ m²
Intervalo indicativo
5,20 € - 8,60 €
Apartamento de 60 m²
989,00 €
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Pavimentação e calçada8 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Pavimentos
Acréscimo para pavê de pequeno formato até 10×10 cmm²6,60 €-
Assentamento de pavê de betão, 4-6 cm de espessuram²9,58 €-
Assentamento de pavê de betão, 8-10 cm de espessuram²-
Assentamento de pavê de betão decorativom²-
Corte de pavê de betão, 4-6 cm de espessuraml4,07 €-
Corte de pavê de betão, 8-10 cm de espessuraml6,60 €-
Preenchimento de juntas com areia siliciosam²1,80 €-
Areamento final e varrimento para as juntasm²1,20 €-
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Porque se paga mais pelo formato pequeno

No pavê de grande formato, cada peça cobre uma área razoável. No pavimento miúdo é diferente: num metro quadrado cabem dezenas ou mesmo centenas de cubos. Cada um tem de ser pegado, colocado, acertado e verificado. O trabalho é muito mais lento, mesmo quando a área parece pequena.

O segundo motivo é a precisão. Uma peça grande disfarça um pequeno desvio, os cubos pequenos não. Se a primeira fiada sai ligeiramente torta, o erro cresce ao longo de alguns metros e o desenho fica deformado. Por isso o calceteiro verifica o nível, as juntas e o alinhamento das fiadas durante todo o trabalho, e não só no fim.

Na pedra natural há ainda outro fator: as peças não têm todas a mesma altura nem a mesma forma. Cada uma tem de ser batida na cama até a face de cima ficar à altura das vizinhas. É por isso que, no pavimento miúdo, o trabalho manual é a regra.

Como decorre o assentamento

O processo é parecido com o de um pavimento comum. A diferença está sobretudo no ritmo e no controlo:

  • remover a terra, regularizar e compactar o terreno de fundação,
  • espalhar e compactar uma camada de base em tout-venant ou brita, com espessura de acordo com a carga que o pavimento vai receber,
  • assentar os lancis, que seguram as bordas e definem a forma da área,
  • preparar a cama de areia ou pó de pedra, ou uma mistura seca de areia e cimento quando a base é rígida,
  • colocar os cubos à mão, seguindo o fio e o desenho, e bater cada um com maço de borracha ou martelo de calceteiro,
  • preencher as juntas com areia, pó de pedra ou argamassa de juntas,
  • compactar a superfície com placa vibratória ou maço, completar as juntas e limpar.

Em caminhos pedonais, a camada de base tem normalmente algo como 15 a 30 cm e a cama cerca de 3 a 5 cm. A composição exata depende do terreno e de quem vai passar por cima: só pessoas, ou também carros. Quando o assentamento é feito sobre betão ou com argamassa, convém seguir as indicações do fabricante e respeitar o tempo de cura antes de pôr carga no pavimento.

Num prédio, qualquer trabalho no pátio ou na entrada comum deve ser combinado antes com a administração do condomínio.

O que facilita e o que complica o trabalho

O acréscimo não é igual em todas as obras. Há fatores que tornam o trabalho mais demorado e, por isso, mais caro:

  • pedra natural irregular em vez de cubos de betão uniformes,
  • desenhos complexos, como arcos, leques, escamas ou combinação de cores, à semelhança da calçada portuguesa decorada,
  • áreas pequenas e recortadas, com cantos, degraus, caixas de visita e muitos cortes,
  • base fraca ou por terminar, que tem de ser corrigida primeiro,
  • acesso difícil, quando o material não pode ser descarregado junto ao local.

Pelo contrário, fiadas em linha reta, uma área contínua maior, uma base bem preparada e acesso livre ajudam bastante.

Onde o pavimento miúdo faz sentido e onde convém cuidado

Os cubos pequenos acompanham bem curvas, rampas suaves e formas irregulares. Por isso são tão usados em centros históricos, na recuperação de casas antigas e onde se quer um acabamento delicado e artesanal. Com uma boa base, a carga reparte-se por muitas peças e o pavimento dura muitos anos.

Há, no entanto, muitas juntas. Se não estiverem bem cheias, a chuva lava-as, acumula-se sujidade e nascem ervas. No pavimento miúdo, qualquer defeito de nivelamento salta logo à vista. E como acontece com quase todos os pavimentos, a maior parte dos problemas posteriores vem de uma base mal feita, não dos cubos em si.

Erros típicos

  • base mal compactada, que com o tempo forma covas e rodeiras,
  • falta de pendente, com água parada à superfície ou a escorrer para a casa (costuma fazer-se uma pendente de cerca de 2 % para fora do edifício),
  • desenho não planeado com antecedência, o que deixa recortes estreitos junto às bordas,
  • juntas irregulares, que prejudicam o aspeto e a estabilidade,
  • juntas mal preenchidas, que deixam os cubos soltar-se e mexer,
  • lancis em falta ou mal assentes, com o pavimento a abrir nas bordas.

Guia de bricolage: pequena bordadura ou caminho em cubos

Um caminho curto de jardim ou a bordadura de um canteiro estão ao alcance de quem tiver paciência. Num acesso para carros ou numa área grande, convém chamar um profissional, porque a base tem de aguentar o peso de um automóvel.

  1. Marcar a área com estacas e fio, indicando a cota e a pendente.
  2. Escavar a terra até à profundidade necessária e compactar o fundo.
  3. Espalhar o tout-venant ou a brita em camadas e compactar cada uma.
  4. Assentar os lancis em betão e deixar endurecer.
  5. Espalhar a cama de pó de pedra e regularizá-la com uma régua.
  6. Colocar os cubos a partir de uma borda firme, seguindo o fio, e bater cada um com o maço de borracha.
  7. Verificar o nível com a régua e o nível de bolha no fim de cada fiada.
  8. Espalhar areia ou pó de pedra nas juntas, varrer e compactar a superfície.
  9. Passados alguns dias, verificar as juntas e completá-las.

Como verificar o trabalho terminado

  • a superfície está plana e, sob uma régua comprida, não se veem covas nem cubos salientes,
  • ao caminhar, nenhum cubo se mexe nem faz barulho,
  • as juntas são regulares e estão bem cheias,
  • as fiadas e o desenho estão direitos e as curvas são contínuas,
  • depois da chuva a água escoa e não forma poças,
  • os lancis estão firmes e o pavimento encosta bem a eles,
  • a zona à volta está limpa e o material sobrante foi retirado.

Perguntas frequentes

O acréscimo está ligado ao formato pequeno, por isso aplica-se normalmente tanto a cubos de betão como de pedra. Na pedra natural o trabalho costuma ser ainda mais lento, porque as peças têm alturas diferentes e precisam de mais acerto.

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