Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Pavimentos | ||||
| Corte de pavê de betão, 8-10 cm de espessura | ml | 6,90 € | - | |
| Assentamento de pavê de betão, 4-6 cm de espessura | m² | 13,75 € | - | |
| Assentamento de pavê de betão, 8-10 cm de espessura | m² | - | ||
| Assentamento de pavê de betão decorativo | m² | - | ||
| Acréscimo para pavê de pequeno formato até 10×10 cm | m² | 6,90 € | - | |
| Corte de pavê de betão, 4-6 cm de espessura | ml | 4,40 € | - | |
| Preenchimento de juntas com areia siliciosa | m² | 2,40 € | - | |
| Areamento final e varrimento para as juntas | m² | 1,25 € | - | |
Quando se corta pavê de 8 a 10 cm e porque é um trabalho diferente
A espessura do pavê escolhe-se em função da carga. O bloco de 8 cm usa-se normalmente em acessos e estacionamento de ligeiros. O de 10 cm aplica-se onde se espera tráfego mais pesado ou onde as rodas rodam muitas vezes no mesmo sítio, por exemplo numa manobra apertada à entrada da garagem. Quem encomenda corte nesta espessura tem quase sempre uma superfície onde passam veículos. Isso muda a forma de olhar para o corte: não está em causa só o aspeto da orla, mas sim se o pedaço cortado aguenta a pressão de uma roda.
Um bloco grosso tem mais área de corte. Num bloco de 10 cm, o disco atravessa quase o dobro do betão de um bloco de 5 cm. O corte demora mais, o disco aquece e gasta-se mais depressa, e forma-se mais lama e pó. Uma rebarbadora comum com disco de 230 mm corta, em regra, até cerca de 6 a 7 cm de profundidade, por isso não atravessa um bloco de 8 cm de uma só passagem. Nesta espessura usa-se outro equipamento ou outro método.
Como se mede este trabalho
Na tabela de preços, o corte aparece em metros lineares. Normalmente mede-se o comprimento da linha ao longo da qual o pavê é cortado, por exemplo o comprimento do lancil junto ao qual os blocos foram acertados. Em cortes oblíquos, curvas e recortes à volta de sumidouros ou pilaretes há mais cortes por metro e cada um dá mais trabalho. Convém combinar antes com a empresa como se medem esses pontos, para evitar discussões na hora de fazer contas.
Como decorre o corte em obra
O corte não é um trabalho isolado que se faz no fim. Acontece ao mesmo tempo que o assentamento ou logo a seguir, antes de se encher as juntas com areia e de passar a placa vibratória.
Marcação do corte
O calceteiro assenta os blocos inteiros até à orla, isto é, até ao lancil, à parede ou ao sumidouro, deixando-os passar por cima do limite. Depois marca a linha de corte em cada bloco com lápis de carpinteiro, giz ou com a ajuda de uma linha esticada. Na marcação desconta-se a junta que fica entre o pedaço cortado e o lancil, normalmente cerca de 3 a 5 mm. O bloco não pode ficar apertado contra o lancil, senão a vibração empurra-o ou lasca-lhe a aresta.
Corte em mesa ou diretamente no pavimento
Há dois métodos habituais e, em obras maiores, costumam combinar-se.
- corte em máquina de mesa: cada bloco é retirado, cortado numa máquina com arrefecimento a água e recolocado. O corte fica preciso e esquadrado e o pavimento mantém-se limpo, mas o ritmo é mais lento, porque cada peça é manuseada duas vezes,
- corte no pavimento: os blocos inteiros ficam a passar da orla, estica-se uma linha e a fiada inteira é cortada de seguida com uma máquina de corte portátil a gasolina. A linha fica direita e o trabalho avança depressa, mas a lama escorre sobre o pavê já assente e tem de ser lavada de imediato. Além disso, é preciso ter cuidado para não cortar o lancil com o disco.
Com pavê de 8 a 10 cm, o corte no pavimento faz-se muitas vezes em duas fases: primeiro corta-se de cima até à profundidade que a máquina aguenta com segurança, depois retira-se a peça e acaba-se o corte. A alternativa é usar uma máquina com disco maior, capaz de atravessar toda a espessura.
Colocação das peças cortadas e limpeza
As peças cortadas voltam ao lugar, são batidas com maço de borracha até ficarem ao nível dos blocos vizinhos e confere-se a largura das juntas. A lama e o pó lavam-se com água enquanto ainda estão húmidos. Só depois se enchem as juntas com areia e se compacta com placa vibratória equipada com tapete de borracha.
Quanto tempo demora
O tempo depende sobretudo do número de cortes por metro linear. Uma linha reta ao longo do lancil, com o pavê assente perpendicular à orla, avança relativamente depressa. O padrão espinha a 45 graus, as curvas e muitos recortes à volta de obstáculos podem multiplicar várias vezes o tempo para o mesmo comprimento. No pavê grosso conta-se ainda com a troca ou o arrefecimento do disco e com limpezas mais frequentes da superfície.
Ferramentas e discos: com que se corta o pavê grosso
Máquina de corte de mesa com água
Para cortes precisos que vão ficar à vista usa-se uma máquina de mesa para pedra e pavimentos, com disco diamantado em regra de 350 mm ou maior. O bloco assenta num carro deslizante, a água arrefece o disco e o corte sai liso e esquadrado. Para blocos de 10 cm é preciso uma máquina com profundidade de corte suficiente; algumas máquinas de obra mais pequenas não a têm e o bloco tem então de ser virado.
Máquina de corte portátil a gasolina ou elétrica
A máquina de corte portátil com disco de 300 a 400 mm é a ferramenta habitual de quem corta diretamente no pavimento. Com disco de 350 mm atravessa normalmente um bloco de 10 cm, desde que se corte devagar e com água. É pesada, ruidosa e exige experiência. Se for mal conduzida, o disco pode prender e a máquina dá um coice para trás.
Rebarbadora
A rebarbadora grande serve para pequenos acertos, para afinar curvas e para recortes à volta de tampas e caixas de visita. Não atravessa, porém, os 8 a 10 cm de uma só passagem. Tem de se cortar dos dois lados e os dois cortes têm de se encontrar com exatidão, senão fica um degrau na face cortada.
Guilhotina de pavê
No pavê fino, a guilhotina resolve depressa. Com 8 a 10 cm é preciso uma guilhotina pesada, hidráulica ou de alavanca, e mesmo assim a fratura costuma sair irregular, com a parte de baixo dentada. Por isso não se usa para os cortes junto aos lancis de pavimentos com tráfego, quando muito para encurtar grosseiramente peças que depois são acertadas com disco.
Discos
Para pavê de betão usa-se disco diamantado segmentado próprio para betão. Em pavê com agregado duro à superfície, por exemplo acabamento lavado ou com granulado de granito, o disco gasta-se mais depressa e deve ser indicado para materiais duros. Um disco gasto corta devagar, aquece em excesso, queima a aresta do bloco e aumenta o risco de um segmento se soltar.
Em que difere do corte de pavê fino de 4 a 6 cm
Na tabela de preços existe também um item separado para o corte de pavê com 4 a 6 cm de espessura. À primeira vista é o mesmo trabalho, mas na prática as duas variantes diferem bastante.
- utilização: o pavê de 4 a 6 cm destina-se a passeios, terraços e zonas pedonais, o de 8 a 10 cm a superfícies onde entram carros. Num acesso à garagem, em regra, o item certo é este,
- ferramenta: o pavê fino corta-se com rebarbadora grande numa só passagem e pode partir-se com guilhotina, o grosso exige máquina com disco maior ou corte dos dois lados,
- tempo por metro: o corte de um bloco de 10 cm demora claramente mais, gasta mais disco e produz mais lama,
- exigência sobre a peça cortada: num passeio, um pedaço pequeno aguenta, debaixo de uma roda uma cunha estreita solta-se, parte ou levanta. No pavê grosso controla-se por isso com mais rigor o tamanho mínimo do corte,
- segurança: máquinas maiores significam mais risco de coice, mais ruído e mais pó, e o trabalho pede um operador mais experiente,
- peso: um bloco de 10 cm é pesado, e tirar e voltar a pôr peças na máquina de mesa repetidamente cansa muito mais.
Quando as duas espessuras se juntam na mesma obra, por exemplo um passeio até à porta e um acesso ao portão, o corte costuma ser contado pela espessura de cada troço. A transição entre ambas deve ficar separada por um lancil, para que o pavê fino não receba a carga dos carros.
O que facilita e o que dificulta o trabalho
O comprimento dos cortes não é a única coisa que pesa. Duas superfícies com os mesmos metros lineares podem dar trabalho muito diferente.
Facilita o trabalho
- lancis retos e superfícies com cantos em esquadria,
- padrão de assentamento perpendicular ou paralelo à orla, em que só se corta uma fiada,
- dimensões da superfície pensadas para o módulo do bloco, de modo a sobrarem peças grandes nas orlas,
- acesso livre para a máquina, com água e eletricidade disponíveis no local,
- pavê de betão corrente, sem agregado duro à superfície.
Dificulta o trabalho
- padrão espinha ou assentamento em diagonal, em que cada bloco de orla leva um corte oblíquo,
- curvas, lancis circulares e cantos arredondados,
- muitos obstáculos: sumidouros, caixas de visita, tampas, pilares do portão, caleiras, degraus,
- pavê de acabamento lavado, com granulado de granito ou textura rugosa, que gasta o disco depressa e custa a limpar da lama,
- cortes junto a fachada pronta, ETICS, muro ou caixilharia, que têm de ser protegidos da lama e do pó,
- zonas residenciais onde convém respeitar as horas de descanso dos vizinhos e, em condomínio, as regras definidas pela administração do condomínio para trabalhos ruidosos.
Ligação com os outros trabalhos
O corte fica entre a preparação da base e a compactação final. Se algo que vem antes não estiver pronto, os cortes têm de ser refeitos ou ficam imprecisos.
- os lancis devem estar assentes em betão e endurecidos, senão mexem com a vibração e a junta junto aos cortes alarga,
- sumidouros, caixas de visita e tampas devem estar à cota final. Um recorte à volta de uma tampa que depois é levantada já não encaixa,
- as caleiras de drenagem à frente da garagem devem ser colocadas antes do assentamento, para se poder cortar até à aresta delas,
- se estiverem previstos cabos para o portão, iluminação ou carregador do carro elétrico, os tubos de proteção devem ficar na base antes do pavê. Abrir depois o pavimento pronto para passar um cabo significa mais cortes e blocos trocados, e a ligação elétrica propriamente dita é sempre feita por um eletricista qualificado,
- depois do corte vem o enchimento das juntas e a compactação. A placa vibratória só deve passar quando todas as peças cortadas estiverem no lugar, senão as peças da orla não assentam como o resto.
Em condomínios, quando o trabalho é numa zona comum, como um parque exterior ou um acesso partilhado, convém combinar antes com a administração do condomínio o calendário, o local para a máquina e a forma de proteger os carros estacionados por perto.
Erros típicos e como se manifestam mais tarde
Cunhas estreitas na orla
É o erro mais frequente em pavimentos com tráfego. Um pedaço com poucos centímetros de largura não tem apoio nos blocos vizinhos e, debaixo da roda, levanta, racha ou perde um canto. A regra prática é não deixar peças menores do que, aproximadamente, um terço a metade do bloco inteiro. Se a orla der um corte pequeno, desloca-se a penúltima fiada ou cortam-se duas peças maiores em vez de uma pequena.
Encher uma folga grande com argamassa
Quando o corte fica curto, por vezes a folga junto ao lancil é preenchida com betão ou argamassa. Esse enchimento não acompanha os movimentos do pavimento, racha com a passagem dos carros e as variações de temperatura, a água da chuva infiltra-se e, nas zonas do interior norte onde gela, desagrega-se ainda mais depressa. Ao fim de pouco tempo forma-se uma cova na orla.
Corte torto ou dentado
Quando os dois cortes de lados opostos não se encontram, ou quando se parte o resto de um corte incompleto, fica uma saliência na parte de baixo do bloco. O bloco deixa de assentar em toda a área, abana e faz barulho quando um carro passa.
Lama na superfície
A lama de cimento que seca sobre o pavê deixa manchas e véus cinzentos. Em pavê colorido ou lavado nota-se muito e custa a remover depois, muitas vezes só com produto próprio para resíduos de cimento. A solução é simples: lavar logo, enquanto a lama está molhada.
Peças apertadas sem junta
Uma peça encostada sem folga ao lancil ou ao bloco vizinho não tem margem para trabalhar. Com a vibração ou com a dilatação no verão, lasca a aresta.
Cortar a seco
O betão contém quartzo e o pó fino do corte é prejudicial à saúde. Cortar a seco sem aspiração enche também de pó toda a zona, as janelas e os carros dos vizinhos. A água prende o pó e arrefece o disco.
Guia faça você mesmo: corte de pavê grosso
Quem assenta o pavê por conta própria também pode fazer os cortes, mas deve contar que, com 8 a 10 cm, se trata de trabalhar com uma máquina pesada. Uma máquina de mesa grande com água pode ser alugada numa loja de aluguer de equipamentos. Na prática, a máquina de corte portátil convém ficar nas mãos de quem tem experiência com ela. Nenhum bloco deve ser cortado sem equipamento de proteção.
- Preparar o equipamento de proteção: óculos ou viseira, protetores auditivos, máscara FFP3, luvas resistentes e calçado com biqueira de aço.
- Colocar a máquina numa superfície plana e firme, fora do pavê assente, ligar a água e confirmar que o disco é para betão e não está danificado.
- Assentar os blocos inteiros até à orla, deixando-os passar por cima do lancil.
- Marcar a linha de corte em cada bloco e descontar uma junta de cerca de 3 a 5 mm.
- Verificar se a peça cortada não fica demasiado estreita e, se necessário, deslocar a penúltima fiada.
- Numerar o bloco, retirá-lo e pousá-lo na mesa da máquina de forma que fique apoiado em toda a área.
- Cortar devagar e de forma regular, sem forçar o disco, deixando a máquina trabalhar.
- Confirmar que o corte está esquadrado e sem saliência por baixo.
- Passar a peça por água para tirar a lama e recolocá-la no seu lugar.
- Bater com maço de borracha até ficar ao nível dos blocos vizinhos.
- Lavar a lama e o pó da superfície enquanto ainda estão húmidos.
- Depois de colocadas todas as peças cortadas, encher as juntas com areia e compactar com placa vibratória com tapete de borracha.
A água com lama não deve ir para a rede de águas pluviais nem para os canteiros. Deve ficar a decantar num recipiente e o depósito ser tratado como resíduo de construção.
Verificação e receção do trabalho
Os cortes devem ser verificados antes e depois da compactação. Depois de as juntas estarem cheias, alguns defeitos são mais difíceis de ver.
- a linha de cortes ao longo do lancil é direita e acompanha a forma dele também nas curvas,
- a junta entre a peça cortada e o lancil é regular e não há nenhum bloco apertado,
- nas orlas não há cunhas estreitas nem pedaços claramente menores do que o combinado,
- as folgas da orla não estão cheias de argamassa em vez de pavê,
- as faces cortadas estão esquadradas, sem parte de baixo dentada e sem arestas lascadas,
- os recortes à volta de sumidouros, caixas de visita e tampas são justos e a água escorre para o sumidouro,
- as peças cortadas não abanam depois da compactação e estão ao nível do resto,
- a superfície não tem manchas secas de lama,
- a zona à volta está limpa e os restos de corte e a lama foram levados,
- está combinado o comprimento dos cortes em metros lineares, incluindo a forma de medir curvas e recortes.
Perguntas frequentes
De uma só passagem, não, porque uma rebarbadora comum com disco de 230 mm corta, em regra, até cerca de 6 a 7 cm. Pode cortar-se dos dois lados, mas os dois cortes têm de se encontrar com exatidão. Para muitos cortes, uma máquina de mesa ou uma máquina de corte portátil com disco maior é mais adequada.
Um pedaço pequeno não tem apoio suficiente nos blocos vizinhos e, debaixo da roda de um carro, levanta ou racha. Num pavimento com tráfego, o assentamento planeia-se para que nas orlas sobrem peças maiores.
Com 8 a 10 cm, a fratura costuma sair irregular e com a parte de baixo dentada, e o bloco assenta mal. Nas orlas de pavimentos com tráfego o pavê corta-se com disco. A guilhotina pode servir para encurtar peças que depois são acertadas.
A lama fresca sai com água e escova. A seca remove-se com produto para resíduos de cimento, seguindo as indicações do fabricante e testando primeiro num canto pouco visível. Os produtos ácidos podem alterar a cor do pavê, por isso o importante é lavar a lama logo durante o corte.
Normalmente antes. Colocam-se todas as peças cortadas, enchem-se as juntas e compacta-se a superfície inteira de uma vez, para que as peças da orla assentem da mesma forma que o resto.
Na maioria dos casos mede-se o comprimento da linha ao longo da qual o pavê foi cortado. Em padrões oblíquos, curvas e recortes à volta de obstáculos, convém combinar antes a forma de medir com a empresa, porque aí cada metro dá mais trabalho.
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