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Assentamento de pavê de 8 a 10 cm

O assentamento de pavê de 8 a 10 cm de espessura é o trabalho indicado para zonas onde circulam e estacionam carros: a entrada da garagem, o acesso à moradia, o lugar de estacionamento junto à casa ou o pátio de uma empresa. Na mesma página encontra-se também o pavê mais fino, de 4 a 6 cm, que se usa sobretudo em passeios e terraços. O mé

Atualizado 09/2026·6 min read·8 price list items
Preço do trabalho padrão
3,20 €/ m²
Intervalo indicativo
1,20 € - 9,58 €
Apartamento de 60 m²
480,00 €
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Pavimentação e calçada8 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Pavimentos
Assentamento de pavê de betão, 8-10 cm de espessuram²-
Assentamento de pavê de betão, 4-6 cm de espessuram²9,58 €-
Assentamento de pavê de betão decorativom²-
Acréscimo para pavê de pequeno formato até 10×10 cmm²6,60 €-
Corte de pavê de betão, 4-6 cm de espessuraml4,07 €-
Corte de pavê de betão, 8-10 cm de espessuraml6,60 €-
Preenchimento de juntas com areia siliciosam²1,80 €-
Areamento final e varrimento para as juntasm²1,20 €-
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Qual é a diferença entre pavê de 4 a 6 cm e de 8 a 10 cm

A espessura decide quanto peso a superfície suporta. Um bloco mais grosso distribui melhor o peso da roda pela base, desloca-se menos quando o carro trava ou vira e mantém-se nivelado durante mais tempo.

  • 4 cm: passeios, caminhos de jardim e terraços, ou seja, só pessoas a pé, um carrinho de mão ou o corta-relva,
  • 6 cm: logradouro e zona à volta da casa, com passagem ocasional de um ligeiro sobre uma boa base,
  • 8 cm: entrada da garagem, acesso à moradia e estacionamento diário de ligeiros,
  • 10 cm: zonas onde também circulam carrinhas ou veículos de serviço, pátios de empresas e áreas de cargas e descargas.

Na prática, é frequente ver pavê de 4 cm assente numa entrada de garagem porque "o carro só lá fica de vez em quando". Ao fim de alguns invernos aparecem rodeiras no sítio das rodas e blocos soltos. Numa área mista, pode combinar-se pavê fino no passeio e pavê grosso na entrada, mas convém resolver antes a ligação de cotas entre as duas partes.

Como se faz o assentamento, passo a passo

  1. Marcar a área com estacas e fio, definir as cotas e a pendente. A água deve escorrer para longe da casa, normalmente com uma inclinação de cerca de 1 a 2 %.
  2. Retirar a terra vegetal e escavar. Num passeio escava-se habitualmente cerca de 20 a 30 cm; numa zona para carros, aproximadamente 30 a 60 cm, conforme o terreno e a carga.
  3. Compactar o fundo da escavação e, em solos argilosos ou moles, colocar geotêxtil.
  4. Espalhar a camada de base em tout-venant por camadas e compactar cada uma com placa vibratória.
  5. Assentar os lancis sobre betão, com um reforço de betão pelo lado de trás.
  6. Espalhar a camada de assentamento em areia ou pó de pedra e regularizá-la com uma régua, normalmente com 3 a 5 cm. Esta camada não se compacta antes de assentar os blocos.
  7. Assentar o pavê segundo o desenho escolhido, cortar as remates e controlar os alinhamentos.
  8. Encher as juntas com areia, compactar a superfície com placa vibratória com tapete de borracha e voltar a encher as juntas.

Em zonas para carros, convém usar aparelhos em que os blocos travam bem entre si, como a espinha de peixe. Fiadas direitas no sentido da circulação tendem a abrir com a passagem das rodas.

A base: é dela que tudo depende

Porque é que um pavimento abate passados uns anos? Quase sempre por causa da base, não do pavê. Um bloco mais grosso não compensa uma base mal feita.

Numa zona para carros, a base costuma ter estas camadas:

  • camada de base em tout-venant ou brita de granulometria maior, em entradas de garagem normalmente entre 25 e 40 cm; nos passeios basta menos,
  • camada de regularização em material mais fino, que fecha a superfície da camada de base,
  • camada de assentamento em areia ou pó de pedra, onde os blocos ficam diretamente apoiados.

A compactação faz-se por camadas e nunca toda a espessura de uma vez. A placa vibratória só atua até uma certa profundidade, por isso uma camada demasiado grossa fica solta em baixo e acaba por assentar mais tarde. Para pavê de 8 a 10 cm usa-se também uma placa mais pesada do que num passeio. Uma base bem compactada não cede debaixo do pé e não fica marcada depois da passagem da placa.

O que facilita e o que complica o trabalho

O caso simples é uma área retangular, em terreno plano e firme, onde chegam o camião com o inerte e uma pequena retroescavadora. Dá mais trabalho e, por isso, costuma ficar mais caro:

  • uma área recortada, com curvas, degraus e muitos cortes,
  • pavê mais grosso, que pesa mais e corta mais devagar, com máquina de maior potência,
  • solo argiloso ou encharcado, onde é preciso escavar mais fundo e tratar da drenagem,
  • mau acesso, quando o material tem de ser levado à mão ou de carrinho de mão,
  • remoção de betão ou alcatrão antigo e transporte de terras,
  • ligação à garagem, à soleira da porta ou a um passeio existente numa cota exata,
  • caleiras com grelha e sumidouros.

Antes de escavar, deve confirmar-se por onde passam as redes enterradas, sobretudo gás, eletricidade e água. Se a escavação danificar uma conduta de gás, é preciso afastar-se para um local seguro e ligar para a linha de emergência do distribuidor de gás ou para o 112. Trabalhos junto a cabos elétricos ficam a cargo de um eletricista qualificado.

Erros típicos

  • base demasiado fina ou terra em vez de inerte,
  • compactar toda a espessura de uma só vez,
  • lancis em falta ou pouco enterrados, o que faz as bordas abrir,
  • pendente errada, com água parada ou a correr para a casa,
  • camada de assentamento demasiado grossa ou já compactada, onde os blocos não assentam bem,
  • remates muito pequenos nas bordas, que partem com a passagem da roda,
  • pavê fino numa zona onde se estaciona todos os dias.

Guia de bricolage: passeio em pavê de 4 a 6 cm

Um passeio pequeno ou um terraço em pavê fino está ao alcance de quem tem jeito para obras. A placa vibratória e a máquina de corte podem ser alugadas. A entrada de garagem em pavê de 8 a 10 cm convém deixar a uma empresa, porque a escavação, a compactação de camadas grossas e o acerto das cotas pedem equipamento e experiência.

  1. Confirmar a localização das redes enterradas e marcar a área com fio.
  2. Retirar a terra vegetal e escavar até à profundidade necessária, com pendente para longe da casa.
  3. Compactar o fundo da escavação.
  4. Espalhar o inerte por camadas e compactar cada camada com a placa vibratória.
  5. Assentar os lancis sobre betão e deixar endurecer.
  6. Espalhar a areia de assentamento e regularizá-la com uma régua apoiada em tubos-guia, sem a pisar.
  7. Assentar o pavê a partir de uma borda fixa, controlando sempre os alinhamentos e o nivelamento.
  8. Cortar os remates com máquina com refrigeração a água, usando máscara de proteção e óculos.
  9. Encher as juntas com areia, compactar com placa com tapete de borracha e voltar a encher as juntas.

Como verificar o trabalho terminado

  • passando uma régua, não se notam depressões nem ondulações,
  • depois da chuva a água escorre e não fica parada em lado nenhum,
  • a pendente afasta a água da casa, da garagem e das escadas,
  • os lancis estão firmes, direitos e alinhados,
  • os blocos não se mexem nem batem quando se pisam,
  • as juntas estão cheias, regulares e sem aberturas grandes,
  • os remates das bordas não são demasiado pequenos nem estão partidos,
  • a ligação à garagem, ao passeio e às soleiras não tem degrau,
  • a superfície não tem fissuras nem arestas partidas.

Perguntas frequentes

Para a passagem ocasional de um ligeiro sobre uma boa base, sim. Se o carro estaciona todos os dias ou a zona é a entrada principal, o pavê de 8 cm é a escolha mais sensata. Para carrinhas e veículos mais pesados escolhe-se o de 10 cm.

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