Orçamente o trabalho pelo preçário
Enter quantities and the price recalculates instantly. You can adjust these rates in your price list.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Assentamento de tijolos e blocos | ||||
| Construção de parede exterior até 30 cm de espessura | m² | 28,30 € | - | |
| Construção de parede exterior portante | m³ | 76,60 € | - | |
| Construção de parede exterior não portante | m² | 21,20 € | - | |
O que inclui este trabalho e o que convém confirmar antes
Em Portugal, grande parte das casas tem estrutura de betão armado, com pilares e vigas, e as paredes exteriores funcionam como alvenaria de enchimento. Noutros casos, sobretudo em construções mais antigas ou em sistemas próprios para isso, a parede é resistente e suporta lajes e cobertura. Em qualquer dos casos, a parede exterior protege a casa do frio, do calor, da humidade e do ruído. Por isso não se faz "a olho": segue o projeto. O projeto define o material, a espessura, a posição dos vãos, das vergas e das cintas. Quando a parede é resistente, o engenheiro de estruturas confirma se aguenta as cargas, tendo também em conta a ação sísmica, que em várias zonas do país não é desprezável.
Há um ponto que convém saber desde o início: uma parede até 30 cm, sozinha, raramente cumpre as exigências térmicas atuais. Na prática conta-se quase sempre com isolamento térmico pelo exterior (ETICS, o chamado capoto) ou com uma parede dupla com isolamento na caixa de ar. Uma parede simples sem isolamento adicional só funciona com blocos térmicos mais espessos. Em obras de reabilitação, soluções de isolamento da envolvente podem enquadrar-se nos apoios à eficiência energética que vão sendo abertos, e convém consultar as condições em vigor antes de decidir.
Tijolo, bloco cerâmico ou betão celular: qual a diferença
Este trabalho abrange três variantes. O processo é parecido. Mudam o material, a argamassa de assentamento e a rapidez da obra.
Tijolo maciço tradicional
Formato pequeno, assente com argamassa tradicional nas juntas horizontais e verticais. O trabalho é mais lento, porque cada metro quadrado leva muitas peças. Hoje usa-se sobretudo em reabilitação, para completar alvenarias antigas, em chaminés e pequenos elementos, e menos em paredes exteriores inteiras de construção nova.
Blocos cerâmicos de grande formato
Em Portugal, a solução mais corrente em paredes de enchimento é o tijolo cerâmico furado, muitas vezes em parede dupla. Para parede simples existem blocos cerâmicos térmicos de grande formato, com alvéolos e encaixe macho-fêmea, em que as juntas verticais não levam argamassa. Há dois grupos:
- blocos não retificados, assentes com argamassa tradicional ou argamassa térmica, com junta de cerca de um centímetro,
- blocos retificados, com a altura acertada com precisão, assentes com argamassa de junta fina ou com espuma de assentamento do próprio sistema, segundo as indicações do fabricante.
A cerâmica acumula bem o calor, é resistente e segura bem as buchas e fixações.
Betão celular autoclavado
Blocos leves e com medidas muito exatas, colados com cola de junta fina. Cortam-se e lixam-se com facilidade, por isso cantos e vãos fazem-se depressa. Nas paredes exteriores usam-se blocos com a resistência indicada no projeto, e não os blocos finos de divisórias. O betão celular absorve água, por isso a parede deve ficar protegida da chuva prolongada, e as fixações pesadas pedem buchas próprias para este material.
A escolha do material depende sobretudo do projeto: cargas, desempenho térmico, acústica e ligação a outros elementos. Misturar sistemas diferentes na mesma parede sem acordo do projetista não é boa ideia.
Como se faz, passo a passo
- Verificação da base. A laje deve estar firme, limpa e aproximadamente nivelada. O pedreiro mede as diferenças de nível e marca o contorno das paredes segundo o projeto.
- Impermeabilização. Sob as paredes exteriores coloca-se uma barreira horizontal contra a humidade, para que a água do terreno não suba pela alvenaria.
- Primeira fiada. Assenta-se em argamassa de cimento, que corrige as irregularidades da base. Nos sistemas de junta fina usa-se argamassa de regularização e um nivelador próprio. Aqui cada milímetro conta, porque um erro na primeira fiada já não se corrige mais acima.
- Fiadas seguintes. Os blocos assentam-se desencontrados, ou seja, com as juntas verticais desfasadas em relação à fiada de baixo. Cantos e encontros de paredes fazem-se com o travamento previsto. O pedreiro controla continuamente o prumo, a planeza e a altura das fiadas.
- Vãos e vergas. Os vãos de janelas e portas deixam-se exatamente como no projeto, e por cima colocam-se vergas com apoio suficiente na alvenaria. Abrir mais tarde um vão numa parede resistente mexe com a estrutura e exige estudo técnico.
- Peças de acerto. Os cortes junto aos vãos e sob as lajes fazem-se com serra, não à martelada. Pequenas reparações e o enchimento de juntas fazem-se logo durante a execução.
- Cinta de coroamento. Sobre a alvenaria resistente executa-se uma cinta em betão armado que liga a parede e distribui as cargas da laje. A face exterior da cinta, tal como vigas e pilares nas paredes de enchimento, deve ficar isolada para evitar pontes térmicas.
- Cura e proteção. A parede deve ficar protegida da chuva, da geada e do sol forte até a argamassa ganhar resistência. O tempo de cura depende da argamassa e do tempo, e convém seguir as indicações do fabricante.
O que facilita e o que complica o trabalho
A dificuldade, e com ela o custo, varia bastante de obra para obra. Facilitam o trabalho:
- uma laje plana e bem executada,
- uma planta simples, com paredes compridas e retas,
- blocos de grande formato e argamassa de junta fina,
- bom acesso para grua ou empilhador e espaço para guardar o material.
Pelo contrário, tornam o trabalho mais demorado:
- muitos cantos, curvas, paredes inclinadas e vãos pequenos,
- uma laje irregular, que obriga a corrigir na primeira fiada,
- paredes altas, que exigem andaime,
- tijolos de pequeno formato, com mais peças e mais argamassa,
- a ligação a alvenarias antigas numa remodelação,
- mau tempo, que obriga a parar e a cobrir a parede.
Não se recomenda executar paredes exteriores por conta própria, sobretudo quando são resistentes. É um elemento estrutural e os erros são difíceis de corrigir.
Erros típicos nas paredes exteriores
- Primeira fiada mal feita. As irregularidades acabam corrigidas com mais argamassa nas fiadas de cima, o que nos sistemas de junta fina anula a vantagem dos blocos precisos.
- Impermeabilização em falta ou danificada. A humidade na base da parede é depois muito difícil de resolver.
- Juntas verticais alinhadas. Enfraquecem a parede e podem originar fissuras.
- Argamassa errada. Argamassa tradicional em blocos retificados, ou cola aplicada só em tiras, reduzem a resistência e o desempenho térmico.
- Vergas com apoio curto. Aparecem fissuras por cima das janelas.
- Cortes à martelada. Ficam vazios grandes cheios de argamassa, ou seja, pontes térmicas.
- Parede deixada sem proteção no inverno. Blocos encharcados e argamassa gelada baixam a qualidade da parede.
O que verificar na receção da alvenaria
Antes de a obra avançar para lajes e cintas, convém percorrer a alvenaria com o pedreiro ou com o técnico que acompanha a obra:
- o contorno das paredes, as espessuras e a posição dos vãos correspondem ao projeto,
- a barreira horizontal contra a humidade está intacta sob as paredes exteriores,
- as paredes estão no prumo e planas, o que se confirma com nível e régua comprida,
- as fiadas estão niveladas e as juntas verticais bem desfasadas,
- cantos e encontros estão travados segundo o sistema,
- as vergas estão bem colocadas e com apoio suficiente,
- não há vazios grandes, blocos partidos nem zonas por preencher,
- a argamassa usada é a do sistema do fabricante e as juntas estão cheias,
- a parede está protegida da chuva e da geada,
- as fichas técnicas dos materiais e sistemas usados foram entregues ao dono de obra.
Perguntas frequentes
Na maior parte dos casos, não. Com esta espessura, o isolamento pelo exterior ou na caixa de ar já é previsto no projeto. Sem ele, a parede só excecionalmente cumpre as exigências térmicas atuais, e quem decide é o cálculo do projetista.
Nenhum é melhor em todas as situações. A cerâmica acumula melhor o calor e segura bem as fixações, o betão celular é mais leve, mais preciso e fácil de trabalhar. Ambos servem para paredes exteriores, e a escolha deve partir do projeto.
Depende da planta, do material, do tempo e do número de pedreiros. Com blocos de grande formato e uma planta simples o trabalho avança depressa. Uma casa recortada, com muitos vãos, ou o uso de tijolo pequeno alonga o prazo. O pedreiro consegue dar um planeamento concreto a partir do projeto.
Com geada não se deve assentar. As argamassas têm uma temperatura mínima de aplicação indicada pelo fabricante, e a alvenaria fresca deve ser protegida do gelo e da chuva. Numa paragem de inverno, o topo das paredes deve ficar coberto.
Sim, é o recomendado. As paredes exteriores são parte essencial da construção e fazem-se segundo o projeto, com acompanhamento técnico. Um leigo pode ajudar na preparação e no transporte de material, mas o assentamento deve ficar a cargo de um pedreiro experiente.
Trabalhos relacionados
Orçamente o projeto completo, não apenas um trabalho
No preçário de trabalhos de construção escolhe artigos de todas as especialidades e o NUMIQ transforma-os num orçamento pronto para o cliente.