Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Pavimento | ||||
| Instalação de parquet Chevron | m² | - | ||
| Remoção de parquet de madeira antigo pregado/colado | m² | 2,90 € | - | |
| Desmontagem cuidadosa de parquet antigo segundo o plano de assentamento | m² | 6,15 € | - | |
| Instalação de pavimento flutuante laminado | m² | 9,64 € | - | |
| Instalação de pavimento vinílico de clique | m² | - | ||
| Instalação de pavimento de madeira flutuante de clique/encaixe | m² | 15,07 € | - | |
| Colagem total de pavimento de madeira | m² | 14,46 € | - | |
| Instalação de piso radiante (tapete elétrico) | m² | - | ||
| Instalação de tacos de parquet | m² | - | ||
| Instalação e colagem de tacos de parquet originais (recuperados/reparados) | m² | - | ||
| Lixar e aplicar 3 demãos de verniz em parquet | m² | - | ||
| Lixar, betumar e aplicar 3 demãos de verniz em parquet (completo) | m² | 36,16 € | - | |
| Instalação de rodapés | ml | 4,82 € | - | |
| Calafetagem à volta dos rodapés | ml | 1,33 € | - | |
| Instalação de perfis de transição | unid. | 9,64 € | - | |
Em que difere o Chevron da espinha de peixe
À primeira vista os dois padrões parecem iguais. A diferença está nas pontas das réguas. Na espinha de peixe, as réguas têm as pontas retas e encostam umas às outras em ângulo reto, com um desfasamento, o que cria uma linha em degrau. No Chevron, as pontas são cortadas na diagonal, normalmente a 45° ou 60°, e as réguas encontram-se exatamente num só vértice. O resultado é uma linha em seta limpa, sem degraus.
O parquet Chevron compra-se quase sempre já cortado de fábrica, em duas versões: réguas esquerdas e réguas direitas. O profissional vai alternando umas e outras segundo um plano. Em obra, os cortes limitam-se sobretudo às margens junto às paredes, às transições e aos remates em volta dos aros das portas.
Preparação da base e do material
Neste padrão, a base é ainda mais importante do que numa colocação reta, porque qualquer irregularidade aparece como um vértice desencontrado. A betonilha deve estar plana, firme, sem fissuras e seca.
- Planeza: como referência, costuma indicar-se um desvio máximo de cerca de 2 mm sob uma régua de dois metros. Se a base estiver pior, aplica-se primário e uma argamassa autonivelante.
- Humidade: mede-se com aparelho, muitas vezes pelo método do carboneto (CM). Para betonilha de cimento pede-se normalmente cerca de 2 CM %, para betonilha de anidrite bastante menos, e com piso radiante os valores são ainda mais exigentes. O que conta são as indicações do fabricante da cola e do parquet.
- Resistência e limpeza: se a camada superficial estiver fraca, a betonilha é lixada e depois bem aspirada. O pó por baixo da cola é uma das causas mais frequentes de réguas descoladas.
Em reabilitações, é comum encontrar tacos antigos ou mosaico cerâmico. Antes de colar por cima, convém confirmar que estão bem aderentes e nivelados. Se houver dúvidas, o mais seguro é removê-los.
O parquet deve ficar alguns dias, normalmente pelo menos dois, na divisão onde vai ser colocado, para se adaptar à temperatura e à humidade do espaço. Nessa altura, os trabalhos húmidos, como reboco e betonilha, já devem estar terminados e a casa deve estar a uma temperatura normal de habitação. Em casas junto ao litoral ou pouco ventiladas, um desumidificador ajuda a manter o ar estável.
Como se faz a colocação, passo a passo
- Medir a divisão, verificar o esquadro das paredes e definir o eixo principal do padrão, normalmente no sentido da entrada de luz ou ao longo do eixo mais comprido do espaço.
- Marcar o eixo na base com laser ou fio traçador e preparar a ligação às divisões vizinhas.
- Distribuir a primeira fiada a seco, para que as margens junto às paredes fiquem simétricas e não surjam recortes estreitos.
- Espalhar a cola com talocha dentada numa área pequena, que se consiga cobrir dentro do tempo aberto da cola.
- Assentar as réguas esquerdas e direitas com os vértices exatamente sobre o eixo e pressionar bem cada uma.
- Verificar após cada fiada a direção da seta, o aperto das juntas e a planeza, porque um pequeno desvio aumenta a cada fiada.
- Cortar as margens com serra de esquadria e deixar junto às paredes a junta de dilatação recomendada pelo fabricante.
- Deixar a cola curar, afagar o pavimento se for preciso e acabar com verniz ou óleo, exceto se o parquet já vier com acabamento de fábrica.
- Aplicar os rodapés e os perfis de transição.
Cola, madeira e acabamento
O Chevron é quase sempre colado em toda a superfície. Usam-se colas elásticas sem água, sobretudo silanos (polímeros MS) ou poliuretanos. Uma cola com água pode fazer a madeira inchar e empenar. As colas de silano acompanham bem o movimento natural da madeira e são uma opção comum também sobre piso radiante. Os poliuretanos bicomponentes dão uma ligação muito firme, mas exigem uma mistura rigorosa. O consumo é indicado pelo fabricante, conforme o dente da talocha e a planeza da base.
Também existe Chevron com encaixe (clique) para colocação flutuante. Neste padrão, porém, é menos estável e em áreas grandes mexe mais, por isso os profissionais preferem colar.
- Espécie de madeira: o carvalho é a escolha mais habitual, por ser duro e relativamente estável. Freixo, nogueira ou madeiras exóticas também são possíveis, mas pedem uma avaliação mais cuidadosa.
- Maciço ou multicamada: o maciço pode ser afagado várias vezes, mas reage mais às variações de humidade. O multicamada é mais estável e mais indicado para piso radiante. O número de renovações depende da espessura da camada nobre.
- Verniz ou óleo: o verniz é mais resistente e mais fácil de limpar. O óleo tem um aspeto mais natural e pode ser reparado por zonas, mas precisa de manutenção regular.
Com piso radiante, a betonilha deve ser aquecida antes da colocação segundo o protocolo preparado pelo técnico de aquecimento, e depois da colocação o aquecimento deve ser ligado de forma gradual.
O que facilita e o que dificulta o trabalho
O estado da base é o que mais pesa. Uma betonilha plana e seca numa divisão retangular é o caso mais simples. Pelo contrário, o trabalho demora mais quando há:
- betonilha irregular, fissurada ou húmida, que precisa de ser nivelada ou de secar mais tempo,
- plantas recortadas, nichos, pilares e muitos aros de portas,
- padrão contínuo por várias divisões, sem interrupção por soleiras,
- paredes fora de esquadro, que obrigam a cortes irregulares nas margens,
- afagamento e acabamento em obra, em vez de acabamento de fábrica.
Os cortes em ângulo geram mais desperdício do que uma colocação reta, e isso deve ser tido em conta na encomenda do material. Num prédio em condomínio, convém avisar a administração do condomínio e os vizinhos e respeitar os horários de ruído previstos no regulamento, bem como eventuais exigências quanto ao isolamento a ruído de percussão.
Não é um trabalho para amadores. Sem serra de esquadria, laser e experiência em colocação em ângulo, o risco de o padrão sair torto é elevado, e corrigir costuma obrigar a levantar parte do pavimento.
Erros típicos na colocação
- Eixo mal marcado: as setas afastam-se aos poucos da parede ou não ficam centradas na divisão.
- Colagem sobre base húmida ou irregular: surgem vazios, as réguas soam a oco e acabam por descolar.
- Cola inadequada: uma cola aquosa ou demasiado rígida não aguenta o movimento da madeira.
- Falta de junta de dilatação: junto às paredes e obstáculos fixos, o pavimento pode levantar.
- Sem aclimatação: depois de colocada, a madeira muda de dimensão e abrem-se frestas nas juntas.
- Tempo aberto ultrapassado: a régua assenta sobre cola já seca e não adere em toda a superfície.
Verificação do pavimento na entrega
Na receção da obra, convém percorrer o pavimento com luz natural e olhá-lo também de longe, por exemplo a partir da porta. Deve verificar-se:
- se as setas seguem direitas na direção combinada e os vértices ficam alinhados,
- se as juntas nos vértices estão fechadas, sem frestas nem desníveis,
- se as réguas não soam a oco quando se bate, o que indicaria um vazio por baixo,
- se as margens junto às paredes estão simétricas e sem recortes estreitos,
- se a junta de dilatação fica tapada pelo rodapé e se este está fixo à parede e não ao pavimento,
- se as transições para outros pavimentos estão direitas e os perfis firmes,
- se o acabamento não tem manchas, pó no verniz nem zonas por tratar,
- se foi entregue o registo da humidade da base, o tipo de cola usado e as instruções de manutenção.
Perguntas frequentes
Sim, desde que se use parquet multicamada, uma cola elástica adequada a aquecimento e a betonilha tenha sido aquecida e seca segundo o protocolo. Depois da colocação, o aquecimento deve subir de forma gradual.
Normalmente já se pode andar com cuidado ao fim de um ou dois dias. Carga total e móveis só depois da cura completa da cola e do acabamento. Os tempos exatos são indicados pelo fabricante da cola e do verniz ou óleo.
O acabamento de fábrica encurta a obra e evita o afagamento dentro de casa. O acabamento em obra permite acertar pequenos desníveis e criar uma camada uniforme de verniz ou óleo em toda a superfície.
Sim, pode ser afagado e novamente envernizado ou oleado. O número de vezes depende da espessura da camada nobre, e o maciço é o que admite mais renovações.
Convém aspirar com escova macia, lavar apenas com esfregona ligeiramente húmida e produto próprio para madeira, e colocar feltros nos pés dos móveis. Ajuda também manter a humidade do ar interior entre cerca de 40 e 60 % e usar tapetes à entrada.
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