Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Assentamento de azulejos e mosaicos | ||||
| Abertura de furos circulares em cerâmica e grés porcelânico | unid. | 15,65 € | - | |
O que é exatamente um furo circular e quando é necessário
Trata-se de abrir um furo redondo de diâmetro maior em toda a espessura do ladrilho. Ao contrário do furo pequeno para uma bucha, aqui não se usa uma broca comum, mas uma coroa, ou seja, um cilindro oco com o gume na periferia. A coroa corta um círculo e, no seu interior, fica uma pequena rodela de material, que depois se retira.
O trabalho conta-se à unidade, ou seja, cada furo à parte. Situações típicas em que é preciso:
- saídas de água fria e quente para a misturadora de parede no duche ou sobre a banheira,
- válvulas de corte e esgoto debaixo do lavatório,
- ligações de radiador ou de toalheiro, vindas da parede ou do chão,
- tubo de esgoto da sanita, do bidé ou de um ralo de pavimento com corpo redondo,
- caixas de aparelhagem para tomadas e interruptores numa parede revestida,
- passagens para prumadas, chumbadouros de guarda-corpos ou prumos numa varanda ou terraço em grés.
Porque não se pode simplesmente desbastar o furo com a rebarbadora? Pode, mas um círculo feito a partir de cortes retos nunca fica limpo. O espelho de uma torneira ou de uma válvula de radiador tem, regra geral, pouca sobreposição, e uma aresta dentada ficaria à vista por baixo dele. A coroa faz um círculo preciso, que o espelho tapa sem problema.
Porque é que o grés é mais exigente do que o azulejo comum
O azulejo cerâmico clássico de parede, de pasta porosa, é mais macio. Pode ser furado com coroas mais simples de metal duro ou com um cortador de círculos regulável. O grés porcelânico é outra coisa. É cozido a temperaturas muito altas, muito denso e duro, e a absorção de água, segundo os fabricantes, fica normalmente abaixo de meio por cento. É essa densidade que o torna excelente para pavimentos, interiores e exteriores, mas na furação oferece uma resistência que uma ferramenta comum não vence.
Por isso, o grés fura-se exclusivamente com coroa diamantada. A furação gera muito calor e, se a coroa não for arrefecida, os diamantes "vidram", deixam de cortar e o ladrilho aquece em excesso. Um ladrilho sobreaquecido pode ganhar uma fissura capilar que não se vê logo, mas que aparece depois da colocação ou com as primeiras variações de temperatura.
Outra particularidade do grés atual são os grandes formatos e as placas finas. Peças de 60 × 120 cm ou maiores são sensíveis à flexão e às tensões durante o manuseamento. Um furo perto do bordo de uma placa destas é um ponto fraco, de onde uma fissura pode arrancar. No grés polido existe ainda o risco de riscar a superfície à volta do furo se a coroa escorregar ao ser encostada.
Como se faz o furo, passo a passo
Marcar a posição
A parte mais trabalhosa não é furar, é medir com precisão. O ladrilhador parte de um ponto fixo, por exemplo um canto ou a última peça assente, e mede a posição do centro do tubo na horizontal e na vertical. Tem de somar a largura da junta que vai deixar entre as peças. É aqui que se fazem mais erros: um milímetro esquecido em cada junta, ao longo de três ou quatro peças, acumula um desvio que o espelho já não esconde. Os profissionais com experiência costumam encostar o ladrilho ao sítio onde vai ficar e transferir a posição da saída diretamente para ele.
Escolher o diâmetro
Em regra, o furo faz-se alguns milímetros maior do que o tubo. Há várias razões: o tubo pode não estar perfeitamente perpendicular, é preciso alguma folga na montagem e, nos tubos de aquecimento, o tubo mexe-se ligeiramente ao aquecer. O diâmetro, no entanto, não pode ultrapassar o que o espelho ou a manga de vedação conseguem tapar. Por isso convém ter à mão, na altura da medição, a torneira ou a válvula concreta, e não "um espelho qualquer".
Furar
O ladrilho coloca-se com a face para cima sobre uma base plana e firme, por exemplo um pedaço de placa ou outro ladrilho, para não fletir. Uma coroa sem broca-guia central tende a fugir sobre o vidrado liso, por isso usa-se uma guia com ventosa ou encosta-se primeiro a coroa inclinada, abre-se um pequeno sulco e só depois se endireita. Fura-se sem percussão, com pressão moderada e arrefecimento a água, ou, nas coroas a seco com cera, com um ligeiro movimento circular. No final reduz-se ainda mais a pressão, para que a face de trás do ladrilho não lasque quando a coroa atravessa.
Limpar e verificar
Depois de furar, retira-se a rodela, verifica-se a aresta e, se for preciso, chanfra-se ligeiramente com uma esponja ou lixa diamantada. O ladrilho é passado por água para tirar a lama da furação e, antes de levar cimento-cola, volta a ser encostado ao sítio para confirmar a posição.
Ferramentas e variantes: coroa para berbequim, para rebarbadora ou com suporte
Existem vários tipos de ferramenta e cada um serve para uma coisa. Convém saber o que o profissional usa, porque a qualidade da aresta depende disso.
- Coroa diamantada a seco com cera: monta-se num berbequim comum ou numa aparafusadora, a cera interior derrete com o calor e arrefece os diamantes. Adequada para furos menores e peças isoladas. Exige movimento circular e paciência.
- Coroa diamantada com rosca M14 para rebarbadora: rápida e potente, usada pelos ladrilhadores quando há muitos furos. Trabalha a rotações altas, por isso o arrefecimento e uma guia firme são essenciais, caso contrário a aresta lasca.
- Coroa para furação a água com suporte: muito precisa, indicada para diâmetros grandes, como o esgoto da sanita, e para grés espesso de exterior. Para furos isolados numa casa de banho usa-se menos.
- Coroa de metal duro ou cortador de círculos: apenas para azulejo de parede macio. Não serve para grés, perde o corte depressa e pode partir a peça.
No pavimento em grés porcelânico usa-se, na prática, quase sempre diamante. Na pedra natural e no mosaico de vidro aplicam-se outras regras, e o profissional deve dizer antecipadamente se tem experiência com esse material.
O que deve estar pronto antes de o ladrilhador chegar
Um furo só fica preciso se todos os tubos e caixas estiverem bem colocados. Antes do revestimento, convém ter resolvido o seguinte:
- o canalizador colocou as saídas à altura e com o afastamento corretos, tamponou-as e fez o ensaio de pressão,
- na misturadora de parede, as saídas estão niveladas e com o afastamento indicado pelo fabricante (normalmente 150 mm),
- o eletricista colocou as caixas de forma a ficarem à face do revestimento, e não enterradas muito abaixo dele,
- nas zonas húmidas, a impermeabilização está concluída, incluindo as mangas de vedação à volta das passagens,
- as torneiras, válvulas e espelhos já estão escolhidos, para se poder definir o diâmetro,
- há ladrilho suficiente para uma eventual substituição, porque na furação de grés duro uma peça perde-se de vez em quando.
Num prédio em condomínio, deve confirmar-se se o trabalho mexe em instalações comuns, como prumadas de água ou de aquecimento. Se mexer, convém falar antes com a administração do condomínio.
Se o furo ficar junto a uma tubagem de gás, por exemplo numa passagem para a caldeira ou o esquentador, a tubagem só pode ser manuseada por um técnico de gás credenciado. Se em algum momento cheirar a gás, deve sair-se de imediato, não acionar interruptores e ligar para a linha de emergência do distribuidor ou para o 112.
O que facilita e o que dificulta o trabalho
Embora se fale sempre de "uma unidade", a dificuldade varia muito de furo para furo. Daí dependem o tempo e o risco de estragar a peça.
Situações mais simples
- ladrilho solto, antes de assente, que pode ser furado em bancada,
- diâmetro pequeno e furo a meio da peça, longe do bordo,
- grés mate de espessura corrente, à volta de 8 a 10 mm,
- vários furos iguais seguidos, com a ferramenta já preparada.
Situações mais exigentes
- furo em pavimento já assente, por exemplo ao montar um toalheiro mais tarde; a peça tem de estar totalmente colada por baixo, caso contrário pode rachar, e por trás podem passar tubos ou cabos,
- furo perto do bordo; regra geral deve ficar pelo menos a cerca de 1 a 2 cm da aresta, e mais ainda nas placas finas de grande formato,
- furo sobre a junta, quando metade do círculo cai numa peça e metade na outra; as duas peças têm de ser bem fixadas uma à outra durante a furação,
- diâmetro grande, como o do esgoto da sanita ou de um prumo de guarda-corpos,
- grés de exterior espesso, à volta de 20 mm, superfície polida ou textura antiderrapante,
- placa de grande formato, difícil de manusear e cuja perda dá mais trabalho a repor.
Num pavimento já assente, convém esperar que o cimento-cola endureça por completo. Segundo o fabricante, isso leva normalmente pelo menos 24 horas, e mais com camadas grossas. Furar uma peça recém-colada pode descolá-la.
Furo circular ou corte de abertura: qual dos trabalhos é necessário
Na lista de preços existe, além deste, o trabalho de corte de aberturas em revestimento e pavimento. À primeira vista parecem iguais, mas o processo e as ferramentas são diferentes.
- Furo circular: é sempre redondo, feito com coroa diamantada, e o resultado é um círculo limpo. Serve para tubos, saídas, esgotos e caixas.
- Corte de abertura: é um recorte quadrado ou irregular, por exemplo para um ralo quadrado, uma tampa de inspeção, o contorno de um aro de porta, uma esquina de parede ou um pedestal. Faz-se com rebarbadora, cortadora manual ou máquina de corte a água.
- No furo circular, o que conta é sobretudo o diâmetro, o material e a posição. No corte, conta o comprimento e o número de cortes e se o recorte fica a meio da peça ou parte do bordo.
- Uma abertura quadrada a meio da peça começa muitas vezes com pequenos furos nos cantos, para que as fissuras não arranquem dos cantos vivos. Isso, porém, faz parte do corte e não conta como furo circular à parte.
Ou seja: para o tubo de um radiador, encomenda-se o furo circular. Para o recorte de um ralo quadrado, trata-se de corte de abertura. Em caso de dúvida, compensa mostrar ao ladrilhador o produto concreto que vai atravessar o pavimento.
Erros típicos e como se notam mais tarde
A maior parte dos problemas com furos não aparece logo, mas sim na montagem dos equipamentos ou ao fim de alguns meses de uso.
- Furo desviado: medição mal feita ou junta esquecida. O espelho não fica centrado ou nem tapa o furo, e a peça tem de ser trocada.
- Furo demasiado pequeno: o tubo entra à força, o ladrilho fica em tensão e acaba por rachar. Acontece mais nos tubos de aquecimento, que dilatam com o calor.
- Fissura capilar por sobreaquecimento: surge quando se fura sem arrefecimento ou com a coroa gasta. Ao início não se vê, depois alonga-se e acumula sujidade.
- Aresta lascada: pressão excessiva no final ou furação com percussão. Debaixo de um espelho às vezes passa, em caixas e esgotos muitas vezes não.
- Enchimento rígido à volta do tubo: o espaço entre o tubo e o ladrilho é preenchido com argamassa de juntas. O movimento do tubo esmaga a junta ou danifica a peça. O correto é usar um vedante permanentemente elástico, normalmente silicone sanitário.
- Impermeabilização interrompida: ao furar mais tarde no duche, danifica-se a membrana ou a manga por baixo do ladrilho e a água começa a infiltrar-se por trás do revestimento.
- Tubo ou cabo perfurado: acontece quando se fura revestimento assente sem saber o que está por trás. Antes disso é preciso conhecer o traçado das instalações ou confirmá-lo com um detetor.
Guia faça você mesmo: furo num ladrilho de grés solto
Um ou dois furos num ladrilho solto, por exemplo para a ligação de um toalheiro, estão ao alcance de um amador cuidadoso. Para furos em pavimento já assente no duche, diâmetros grandes e placas de grande formato, convém chamar um ladrilhador. A furação liberta pó fino com sílica, por isso deve usar-se máscara pelo menos FFP2 e óculos de proteção.
- Preparar uma coroa diamantada do diâmetro certo, um berbequim sem percussão, uma guia ou um pedaço de placa com furo-guia e um recipiente com água.
- Encostar o ladrilho ao sítio, transferir para ele o centro da saída e somar a largura da junta.
- Marcar o centro do furo com marcador sobre fita-cola de papel aplicada no vidrado.
- Assentar o ladrilho com a face para cima sobre uma base plana e firme, para não fletir.
- Desligar a percussão e escolher rotações médias, segundo as indicações do fabricante da coroa.
- Encostar a coroa na guia ou inclinada, abrir um sulco pouco fundo e depois endireitar a coroa.
- Furar com pressão moderada, arrefecendo com água ou, na coroa com cera, fazendo um ligeiro movimento circular.
- Reduzir a pressão no final, para a face de trás não lascar.
- Retirar a rodela, verificar a aresta e afiná-la levemente com uma esponja diamantada.
- Passar o ladrilho por água, deixá-lo secar e encostá-lo de novo ao sítio antes de colar.
Se a coroa deixar de cortar e só zumbir, está vidrada. Ajuda furar brevemente numa pedra de afiar ou num bloco de betão celular, o que volta a expor os diamantes.
Quanto tempo demora e como verificar o trabalho
Furar um ladrilho solto demora, regra geral, apenas alguns minutos. A maior parte do tempo vai para a medição, a preparação da ferramenta e a verificação. Em pavimento assente, com diâmetros grandes ou grés espesso, demora bastante mais. Se o espaço à volta dos tubos for preenchido com silicone, deve contar-se que este, segundo o fabricante, só cura por completo ao fim de alguns dias, e convém não o molhar desnecessariamente no duche até lá.
Na verificação, convém olhar o furo de perto com luz rasante, que revela até fissuras finas. Passar o dedo pela aresta: não pode estar cortante nem lascada. Bater levemente à volta da peça assente: um som oco indica falta de cola por baixo. E, sobretudo, experimentar o espelho ou a manga que vai tapar o furo.
Lista de verificação na receção
- cada furo está no sítio, de acordo com as saídas e tubos instalados,
- os espelhos e mangas tapam os furos por completo e ficam centrados,
- as saídas da misturadora estão simétricas, à mesma altura e com o afastamento certo,
- as arestas dos furos estão limpas, sem lascas nem fragmentos cortantes,
- com luz rasante não se veem fissuras capilares nos ladrilhos,
- à volta dos furos não há vidrado riscado nem superfície polida danificada,
- os ladrilhos com furos não soam a oco quando se bate neles,
- o espaço entre o tubo e o ladrilho está preenchido com vedante elástico e não com argamassa de juntas,
- no duche e junto à banheira, a impermeabilização e as mangas de vedação estão intactas,
- a zona está limpa de lama e pó da furação.
Perguntas frequentes
É, mas é mais difícil e arriscado. O ladrilho tem de estar totalmente colado por baixo, o cimento-cola endurecido e não podem passar tubos ou cabos por trás. No duche é preciso ter cuidado para não romper a impermeabilização por baixo do revestimento.
Na maior parte das vezes por sobreaquecimento sem arrefecimento, pressão excessiva, furação com percussão ou furo demasiado perto do bordo. Também contribui o ladrilho não estar apoiado numa base plana e fletir durante a furação.
Normalmente alguns milímetros, para haver folga na montagem e, nos tubos de aquecimento, para o seu movimento. O que decide, no entanto, é o espelho ou a manga, que tem de tapar o furo com segurança. Por isso convém ter o produto à mão na medição.
Não. O grés é muito duro e denso, as ferramentas de metal duro perdem o corte rapidamente e partem muitas vezes a peça. Para grés usam-se coroas diamantadas; as de metal duro só servem para azulejo de parede macio.
As duas peças fixam-se bem uma à outra, por exemplo com grampos sobre uma base, e o furo faz-se de uma vez pelas duas. É um trabalho mais exigente, por isso convém combinar antes com o ladrilhador como vai ser contabilizado.
Com um vedante permanentemente elástico, na casa de banho normalmente silicone sanitário. A argamassa de juntas rígida não aguenta o movimento do tubo, fissura e, nos tubos de aquecimento, pode até danificar o próprio ladrilho.
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