Preçário 2026 · Portugal

Montagem de estrutura de sanita suspensa Geberit com revestimento em alvenaria ou pladur

A sanita suspensa fica presa a uma estrutura de aço escondida na parede, a que os fabricantes chamam módulo de instalação ou sistema de pré-parede. Na Geberit, os modelos mais conhecidos são o Duofix e o Kombifix. Este trabalho inclui duas coisas: a fixação da estrutura e o fecho à volta dela.

Atualizado 09/2026·13 min read·10 price list items
Preço do trabalho padrão
162,50 €/ unid.
Intervalo indicativo
130,00 € - 211,25 €
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Ladrilhos e azulejos10 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Instalação de louças sanitárias
Instalação de estrutura de autoclismo de encastrar (Geberit) + fechamento em alvenariaunid.162,50 €-
Instalação de banheira (trabalho de revestimento)unid.76,25 €-
Revestimento de banheira e ligação à rede de esgotounid.-
Execução de base de duche em alvenaria com pendenteunid.-
Instalação de sanita compactaunid.56,25 €-
Instalação de torneira misturadora para banheira / ducheunid.68,75 €-
Instalação de lavatóriounid.43,75 €-
Instalação de torneira misturadora para lavatóriounid.31,25 €-
Instalação de móvel de lavatóriounid.75,00 €-
Colagem de espelhounid.62,50 €-
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O que inclui a montagem com revestimento

A diferença face à simples montagem do módulo é que o profissional não sai da obra a deixar uma estrutura metálica à vista. Entrega uma pré-parede acabada, com superfície plana, abertura para a placa de comando e os varões roscados à saída para a sanita. Normalmente o trabalho inclui:

  • marcação da posição e da altura do módulo em função do pavimento acabado e do eixo da sanita,
  • fixação da estrutura ao chão e à parede, com acerto de nível e de prumo,
  • ligação da curva de descarga ao esgoto e da alimentação de água fria à torneira de corte dentro do autoclismo,
  • ensaio de pressão da alimentação e verificação da estanquidade do esgoto,
  • colocação das proteções na abertura da placa, na curva de descarga e nos varões,
  • construção da pré-parede em blocos de betão celular, tijolo ou pladur sobre estrutura metálica,
  • conforme o combinado, uma prateleira por cima do módulo ou uma pré-parede até ao teto.

A impermeabilização, o azulejo, a montagem da sanita e da placa de comando ficam normalmente fora deste trabalho. Vêm depois do fecho, e muitas vezes é o mesmo ladrilhador que os faz. Antes de encomendar, convém esclarecer onde termina a parte de cada um.

O que deve estar pronto antes de a equipa chegar

O dado mais importante é a cota do pavimento acabado. O módulo regula-se por ela, não pelo betão que está à vista no dia. Se ainda não se sabe se vai haver betonilha nova, piso radiante ou só mosaico colado sobre o antigo, o montador tem de adivinhar. Um palpite errado não se corrige depois sem partir. Basta marcar na parede um traço com a indicação "pavimento acabado", ou dizer com exatidão as camadas previstas, para evitar muitos problemas.

Tubagens e espaço

  • O esgoto, com diâmetro adequado, deve chegar ao local da sanita. Nos apartamentos vem normalmente da coluna de esgoto do prédio. A ligação tem de ter pendente para o lado da coluna.
  • A água fria deve chegar aproximadamente à zona do autoclismo. O montador acerta o ponto exato, mas o tubo não deve terminar do outro lado da casa de banho.
  • A parede atrás do módulo tem de ser resistente. O Kombifix fixa-se sobretudo à parede. O Duofix descarrega o peso no chão através dos pés, mas também precisa de uma boa fixação em cima. Nas paredes de tijolo furado, muito comuns em Portugal, a escolha da bucha faz toda a diferença.
  • Se vai existir uma tomada para um tampo de bidé eletrónico ou iluminação junto à sanita, o eletricista tem de passar o cabo antes do fecho.

Decisões a tomar antes

O profissional precisa de saber que sanita e que placa de comando vão ser usadas, qual o formato do azulejo e como vai ser distribuído. A profundidade da sanita define a que distância da parede fica o assento. O formato do azulejo decide se a abertura da placa cai no centro de uma peça ou em cima de uma junta. Quem só pensa nisto na fase do azulejo descobre muitas vezes que a placa ficou meio centímetro ao lado da junta, e o resultado fica com ar desleixado.

Apartamento em condomínio

Se a ligação à coluna de esgoto ou à água obrigar a fechar a água de toda a prumada, isso combina-se com a administração do condomínio. Assim fica marcado um horário e os vizinhos não ficam sem água a meio do dia. Também convém ver o estado da coluna antes de fechar a parede. Um troço de fibrocimento antigo ou um tubo muito degradado deve ser avaliado nessa altura. A remoção de materiais com amianto fica sempre a cargo de uma empresa especializada.

Como decorre a montagem, passo a passo

Marcação e fixação da estrutura

Primeiro, o montador marca o eixo da sanita, a cota do pavimento acabado e a posição do esgoto. Depois estende os pés do módulo de acordo com as camadas do pavimento, encosta a estrutura à parede e nivela-a nos dois sentidos. A altura do assento depende da altura dos varões de fixação. O fabricante indica marcas na estrutura para fazer este acerto. A altura habitual do assento fica aproximadamente entre 40 e 46 cm acima do pavimento acabado. Para pessoas mais altas ou mais velhas, o limite superior costuma ser mais confortável.

Segue-se a fixação. Os pés aparafusam-se ao chão e os apoios superiores à parede. Em tijolo furado, em betão celular ou em paredes antigas com reboco solto, é preciso escolher buchas adequadas, por exemplo químicas ou próprias para alvenaria oca. Quando a parede não é resistente, a fixação de cima faz-se através de um perfil auxiliar ou da própria pré-parede de alvenaria.

Ligação da água e do esgoto

A curva de descarga liga-se ao tubo de esgoto, se for preciso com redução ou extensão. A curva tem de ficar posicionada de forma a sair, depois do azulejo, com o comprimento certo para a sanita. A água é levada até à torneira de corte dentro do autoclismo, que mais tarde fica acessível pela abertura da placa. Depois faz-se o ensaio de pressão: o tubo é posto sob pressão e o profissional observa se a pressão desce ou se alguma ligação pinga. Vale a pena assistir ao ensaio, porque depois de fechar a parede uma fuga é muito difícil de encontrar.

Fecho do módulo

Na solução em alvenaria, colocam-se à volta do módulo blocos de betão celular ou tijolo, normalmente com 50 a 100 mm de espessura. O betão celular cola-se com cola de camada fina, o tijolo assenta-se com argamassa. Os blocos são cortados à volta da curva, da alimentação e da proteção da placa, e encostam bem à estrutura. Na solução a seco, monta-se à volta do módulo uma estrutura de perfis metálicos ou os perfis próprios do fabricante. Depois reveste-se com placas de pladur hidrófugo, normalmente em camada dupla junto à sanita, para a parede não ceder.

No fim, verifica-se a planeza com uma régua comprida. A superfície tem de estar direita para a cola do azulejo, e as proteções das aberturas têm de continuar no lugar. Só se cortam depois de o azulejo estar assente, nunca antes.

Quanto tempo demora

Numa casa de banho preparada, a fixação e a ligação do módulo levam normalmente algumas horas. Com o fecho, a prateleira e os acertos, conta-se em regra um dia de trabalho. Uma pré-parede até ao teto ou uma ligação complicada podem levar mais. A cola do betão celular e a argamassa do tijolo precisam normalmente de secar pelo menos até ao dia seguinte. A impermeabilização aplica-se em duas demãos, e cada uma tem de secar o tempo indicado pelo fabricante antes de o ladrilhador começar.

Alvenaria ou pladur: quando escolher cada um

Betão celular ou tijolo

A pré-parede em alvenaria é sólida, pesada e abafa bem o som. O azulejo agarra com segurança e a parede não cede, mesmo com peças de grande formato. Combina sobretudo com o Kombifix, que foi pensado para ser emparedado. Tem três desvantagens: o peso, mais pó no corte e uma secagem mais longa. Em prédios antigos com pavimentos de madeira, como acontece em muitos edifícios de centros históricos, convém avaliar se o soalho aguenta esse peso. O betão celular é mais leve do que o tijolo e por isso é muitas vezes preferido nestes casos.

Pladur

A pré-parede em pladur é leve, rápida de montar e não precisa de secar. É comum com o Duofix e em pré-paredes compridas, onde ficam alinhados a sanita, o lavatório e, por vezes, uma misturadora embutida. Para o azulejo não rachar, a estrutura tem de ter perfis pouco espaçados, a placa tem de ser hidrófuga e, junto à sanita, de preferência em camada dupla. É habitual colocar lã mineral nos vazios para reduzir o ruído da descarga.

Meia altura ou até ao teto

A pré-parede à altura do módulo, com prateleira horizontal por cima, é prática: serve para pequenos objetos e dá menos trabalho ao ladrilhador. Mas a prateleira é mais uma aresta que tem de ser bem revestida e ter uma ligeira pendente, para a água não ficar parada. A pré-parede até ao teto tem um aspeto mais limpo e esconde melhor a coluna de esgoto, mas gasta mais material e mais tempo. Em apartamentos escolhe-se muitas vezes a altura total precisamente para fazer desaparecer tubagens antigas à vista.

O que facilita e o que complica o trabalho

A montagem corre depressa e sem surpresas numa casa de banho vazia e limpa, com uma parede direita e resistente, o esgoto no sítio e a cota do pavimento conhecida. Nesse caso, o profissional só tem de marcar, fixar, ligar, ensaiar e fechar.

O trabalho fica mais demorado e difícil sobretudo nestas situações:

  • o esgoto está no sítio errado e tem de ser prolongado ou desviado, por vezes com abertura de roço no pavimento,
  • a parede atrás da sanita está torta, é oca ou é de um material que segura mal as buchas,
  • o módulo vai para um canto onde o revestimento faz esquina, ou fica junto a uma janela ou porta,
  • num apartamento é preciso contornar a coluna de esgoto e a pré-parede sobe até ao teto,
  • pede-se uma prateleira, um nicho ou uma pré-parede comum à sanita e ao lavatório,
  • numa moradia nova o pavimento ainda não está feito e a cota tem de ser tirada do projeto,
  • o profissional tem de esperar por outras especialidades, por exemplo pelo eletricista para a tomada do tampo de bidé.

Diferença face à montagem Geberit sem revestimento

Na tabela de preços existe também um trabalho separado: Montagem Geberit (Duofix / Kombifix) sem revestimento. A estrutura, a ligação e o ensaio são iguais. O que muda é quem levanta a pré-parede e quando. Na prática:

  • sem revestimento, o profissional sai depois de deixar o módulo fixo e ensaiado, e a pré-parede é feita depois por um montador de pladur, um pedreiro ou pelo próprio dono da obra,
  • com revestimento, recebe-se uma superfície acabada, pronta para impermeabilização e azulejo, e a planeza e a espessura correta ficam a cargo de uma só pessoa,
  • na versão sem revestimento, é preciso passar com rigor a informação sobre a espessura de pré-parede que o montador considerou, senão os varões e a curva podem não ficar com o comprimento certo,
  • com revestimento em alvenaria, o trabalho estende-se normalmente por dois dias por causa da secagem, enquanto a montagem do módulo sozinha ocupa muitas vezes só parte de um dia,
  • a versão sem revestimento compensa sobretudo quando a casa de banho leva uma grande pré-parede em pladur para vários equipamentos, feita de uma vez por uma única equipa.

Quando na casa de banho só há a sanita a instalar e um ladrilhador para todo o espaço, a versão com revestimento costuma ser mais simples. Evita-se a coordenação entre equipas e a discussão sobre quem deixou a parede torta.

Erros típicos e como aparecem mais tarde

  • Cota do pavimento errada. Um módulo regulado pelo betão em bruto fica mais baixo depois da betonilha e do mosaico. A sanita fica baixa e os varões não coincidem com os furos da louça.
  • Estrutura desnivelada. Na sanita não se nota logo, mas a placa de comando fica torta e o ladrilhador tem de fazer cortes trabalhosos à volta.
  • Ensaio de pressão em falta ou mal feito. Uma ligação a pingar aparece semanas depois como mancha de humidade na parede ao lado ou no teto do vizinho de baixo.
  • Revestimento demasiado espesso. Os varões e a curva de descarga ficam curtos e a sanita não aperta como deve.
  • Pladur fino ou estrutura com poucos perfis. A parede cede quando alguém se senta, as juntas à volta da sanita racham e o silicone descola.
  • Proteções retiradas antes do azulejo. Entra cola ou entulho no autoclismo ou na curva, e depois a descarga não veda ou o esgoto entope.
  • Torneira de corte esquecida. Se a torneira não fica acessível pela abertura da placa, numa reparação do autoclismo não há forma de fechar a água só da sanita.
  • Pré-parede sem impermeabilização. Com um duche ou um chuveiro higiénico ao lado da sanita, a humidade entra no pladur e o azulejo acaba por soltar-se.

Guia faça você mesmo: fixar e revestir o módulo Geberit

Quem tem jeito, ferramenta e cuidado com medidas consegue fazer este trabalho sozinho, desde que a água e o esgoto já estejam no sítio. Se houver dúvidas na ligação da água, o ensaio de pressão deve ficar a cargo de um canalizador. Convém ler com atenção as instruções do fabricante, porque as medidas exatas variam de modelo para modelo. Qualquer tomada ou cabo junto à sanita é trabalho para um eletricista.

  1. Fechar a água geral e confirmar que já não corre água.
  2. Marcar na parede o eixo da sanita e um traço com a cota do pavimento acabado, incluindo mosaico e cola.
  3. Estender os pés do módulo de acordo com as camadas do pavimento e encostar a estrutura à parede.
  4. Nivelar a estrutura na vertical e na horizontal e confirmar a altura pelas marcas do fabricante.
  5. Furar, colocar buchas adequadas à parede e fixar bem os pés ao chão e os apoios à parede.
  6. Ligar a curva de descarga ao esgoto com a vedação correta e confirmar a pendente.
  7. Ligar a água fria à torneira de corte do autoclismo conforme as instruções.
  8. Pôr a alimentação sob pressão, mantê-la o tempo recomendado e verificar todas as ligações.
  9. Encher o autoclismo, fazer uma descarga de teste para a curva e ver se o esgoto veda.
  10. Colocar todas as proteções na abertura da placa, na curva e nos varões.
  11. Levantar a pré-parede em betão celular colado ou tijolo, ou em perfis com pladur hidrófugo em camada dupla.
  12. Verificar a planeza com a régua e o comprimento dos varões à saída, tendo em conta a espessura do azulejo.
  13. Deixar secar a cola ou a argamassa conforme o fabricante e só depois passar à impermeabilização e ao azulejo.

Verificação e receção do trabalho

Antes do azulejo ainda tudo está à vista e tudo se corrige. Depois já não. Na receção convém percorrer estes pontos e perguntar sem receio:

  • o módulo está firme e não mexe nem range quando se empurra,
  • a altura corresponde à cota do pavimento acabado marcada e à altura de assento combinada,
  • o eixo da sanita está onde foi combinado e a abertura da placa bate com a distribuição do azulejo,
  • o ensaio de pressão foi feito à frente do dono da obra e nenhuma ligação pinga,
  • a torneira de corte fica acessível pela abertura da placa e fecha bem,
  • a curva de descarga e os varões saem com um comprimento adequado à espessura do azulejo,
  • todas as proteções estão no lugar e intactas,
  • a pré-parede está plana, sem ondulações visíveis, e no pladur não cede,
  • a prateleira ou a aresta superior está nivelada, ou com ligeira pendente para fora da parede,
  • a zona ficou limpa e o profissional entregou as instruções de montagem e a indicação do modelo do módulo.

Perguntas frequentes

O Kombifix foi pensado para ser emparedado e fixa-se sobretudo à parede. O Duofix assenta em pés, descarrega o peso no chão e serve tanto para pré-paredes em pladur como para paredes pouco resistentes. Com revestimento em alvenaria, podem usar-se os dois. A escolha depende da parede e do pavimento.

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