Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Revestimentos cerâmicos | ||||
| Aplicação de cerâmica grande formato 60×120 (parede/chão) | m² | 68,75 € | - | |
| Aplicação de cerâmica standard até 60 cm (parede/chão) | m² | 48,75 € | - | |
| Aplicação de grés porcelânico acima de 60 cm | m² | 61,25 € | - | |
| Aplicação de cerâmica formato XXL 120×260 (parede/chão) | m² | - | ||
| Assentamento de pastilha cerâmica/mosaico | m² | - | ||
| Aplicação de pedra natural/artificial / Klinker | m² | - | ||
| Revestimento em pedra rústica de face partida (muros, socos) | m² | - | ||
| Aplicação de faixa decorativa / Listello | ml | 3,15 € | - | |
| Assentamento diagonal de pavimento cerâmico até 600 mm | m² | 56,25 € | - | |
| Betumação de juntas | m² | 2,40 € | - | |
| Selagem de juntas com silicone | m² | 4,50 € | - | |
| Vedação com silicone em cantos internos e arestas | ml | 2,40 € | - | |
| Corte a jato de água 60×60 (corte a 45º) | ml | 7,40 € | - | |
| Corte a jato de água 120×120 (corte a 45º) | ml | 9,90 € | - | |
| Corte a jato de água - recorte de cerâmica | ml | 13,15 € | - | |
| Esquinas em meia-esquadria (corte a 45º) - execução e assentamento | ml | 73,75 € | - | |
| Rodapé de cerâmica | ml | 8,15 € | - | |
| Corte de furos em cerâmica | unid. | 15,00 € | - | |
Porque é que o 60×120 se comporta de outra forma
Uma peça comprida não reage como um quadrado de 30×30 ou 60×60. O grés porcelânico encurva ligeiramente durante a cozedura, sobretudo a meio do lado maior. Numa peça pequena, o olho não dá por isso. Com 120 cm de comprimento, mesmo uma curvatura mínima aparece como um ressalto, ou seja, um ponto onde uma peça fica acima da vizinha. No chão sente-se com o pé, na parede vê-se com luz rasante.
A segunda diferença está na área de cola. Debaixo de uma peça grande formam-se facilmente bolsas de ar. Se o cimento-cola não cobrir quase toda a face de trás, a peça soa a oco quando se bate e pode partir sob carga, por exemplo debaixo do pé de um móvel ou com a queda de um objeto pesado.
A terceira diferença é o manuseamento. Uma pessoa sozinha não transporta nem assenta com segurança uma peça de 60×120. Trabalha-se a dois, com ventosas e muitas vezes com um quadro de transporte. O corte exige um cortador comprido e ferramentas diamantadas. Tudo isto pesa no ritmo do trabalho e no resultado.
Onde se usa mais este formato:
- pavimentos de salas, corredores e cozinhas, cada vez mais com piso radiante,
- paredes de casas de banho, quando se pretende o mínimo de juntas,
- frente de bancada na cozinha, entre os móveis altos e baixos,
- continuidade entre a sala e a varanda ou o terraço, quando o fabricante oferece o mesmo padrão em espessura para exterior.
Comparação com os outros itens da tabela de preços
Na tabela da NUMIQ existem, além deste, dois itens próximos, cada um com a sua página. Convém escolher o certo, porque cada um pressupõe um método e um grau de dificuldade diferentes.
- Revestimento e pavimento até 60 cm: formatos comuns como 30×60, 60×60 ou menores. Uma pessoa carrega uma peça sozinha, a base não precisa de ser tão perfeita, os cortes são mais curtos e o ritmo é mais rápido. Uma peça de 60×60 pertence a este item, não ao XL.
- Revestimento e pavimento XL 60×120 (esta página): um formato comprido concreto. Exige base mais plana, dupla colagem, sistema de nivelamento e trabalho a dois. Na parede é preciso contar com o peso e com a resistência do suporte.
- Grés acima de 60 cm: os restantes formatos grandes, como 80×80, 100×100, 120×120 ou placas finas de grande dimensão. Nas maiores medidas é necessário quadro de transporte, mais pessoas e por vezes outro equipamento de corte. Para qualquer outra medida acima de 60 cm, é esse o item a consultar.
Porquê um item próprio para o 60×120? Na prática é o formato XL mais comum e os ladrilhadores têm para ele um método bem estabelecido. É claramente mais exigente do que o 60×60, mas ainda se assenta com uma equipa normal, sem os meios especiais que as placas maiores pedem.
O que deve estar pronto antes de o ladrilhador chegar
No formato XL, a preparação conta mais do que a própria colagem. A maior parte das reclamações nasce na base, não no mosaico.
Planeza e resistência da base
A betonilha ou o reboco têm de estar planos. Para formatos grandes recomenda-se em regra um desvio de aproximadamente 2 mm numa régua de 2 m; os valores exatos vêm nas fichas técnicas do fabricante do mosaico e do cimento-cola. Irregularidades grandes não se corrigem com cola, porque uma camada demasiado grossa retrai ao secar e a peça pode empenar. No pavimento faz-se por isso muitas vezes uma betonilha autonivelante; na parede corrige-se o reboco ou usa-se pladur.
A base deve estar firme, sem pó e sem camadas soltas. Em muitos apartamentos portugueses é tentador colar por cima da cerâmica antiga. Com 60×120 só vale a pena se o pavimento existente estiver firme, plano e não soar a oco em nenhum ponto.
Humidade da betonilha
Uma betonilha nova tem de secar. A de cimento precisa, conforme a espessura, normalmente de várias semanas; a de anidrite é ainda mais sensível à humidade. O ladrilhador deve medir a humidade residual, não avaliá-la a olho. Com piso radiante faz-se antes do assentamento um ciclo de aquecimento e arrefecimento segundo o protocolo do fabricante do sistema. Sem isso, a betonilha pode continuar a deformar-se já debaixo do pavimento acabado.
Plano de assentamento e coordenação com outras especialidades
Com peças compridas compensa desenhar a distribuição antes de começar. O objetivo é evitar tiras estreitas junto às paredes e às portas e posicionar saídas de água, tomadas e interruptores de forma a não caírem exatamente na aresta de uma peça. Por isso convém combinar com o canalizador e o eletricista ainda antes dos rebocos. Na prática acontece muitas vezes uma tomada ficar 2 cm fora do sítio e obrigar a cortar uma peça a toda a largura.
Outros pontos que devem estar resolvidos ou definidos:
- impermeabilização no duche e à volta da banheira, incluindo bandas nos cantos e golas à volta das saídas,
- cota do pavimento acabado, por causa dos aros das portas e das soleiras,
- posição e tipo do ralo, se o duche for de nível com o chão,
- reforços na parede para peças pesadas, como sanita suspensa ou lavatório, para não se furar às cegas no revestimento acabado.
Como se assenta o 60×120 passo a passo
Pavimento
Depois de verificada a base, aplica-se um primário que uniformiza a absorção e melhora a aderência da cola. O ladrilhador marca o eixo segundo o plano e coloca a primeira fiada a seco, para confirmar o encontro com portas e paredes.
O cimento-cola espalha-se com talocha dentada de dente grande, normalmente 10 a 12 mm, e ao mesmo tempo estende-se uma camada fina na face de trás da peça. É a chamada dupla colagem. Os sulcos de cola na base devem seguir paralelos ao lado menor da peça, para o ar conseguir sair quando se pressiona. A peça é pousada, ligeiramente deslocada e assentada, muitas vezes com maço de borracha ou com uma ferramenta vibratória.
Entre as peças colocam-se clipes e cunhas do sistema de nivelamento. Mantêm as arestas no mesmo plano enquanto a cola ganha presa. Depois de endurecida, os clipes partem-se. De vez em quando levanta-se uma peça acabada de colar para ver se a cola cobre toda a superfície. Se não cobrir, ajusta-se o método.
Parede
Na parede começa-se a partir de uma régua horizontal de apoio, fixada acima do chão. Assim a primeira fiada não escorrega, e a fiada de baixo só se coloca no fim, quando a cota do pavimento estiver definida. Com o peso do 60×120 é essencial um cimento-cola de deslizamento reduzido e um suporte resistente. O pladur deve ser hidrófugo e normalmente leva duas placas, para suportar a carga indicada pelo fabricante do sistema.
Na parede, as peças podem ir na vertical ou na horizontal. Na vertical há menos juntas horizontais e o compartimento parece mais alto. Na horizontal é mais fácil fazer coincidir a altura do revestimento com uma fiada inteira.
Cortes e furos
Para cortes retos usa-se um cortador manual com guia mais comprida do que 120 cm ou uma máquina de corte com arrefecimento a água. Os furos para tubos e caixas fazem-se com coroas diamantadas; os recortes com rebarbadora. Nos cantos, as arestas cortadas são muitas vezes desbastadas a meia-esquadria, para um canto limpo sem perfil. No duche com pendente, a peça é cortada em envelope, ou então usa-se um ralo linear junto à parede e toda a área inclina para um só lado. A segunda solução fica em regra mais bonita com 60×120, porque as peças se mantêm inteiras.
Juntas e juntas elásticas
As juntas preenchem-se depois de a cola endurecer, normalmente no dia seguinte, ou antes no caso de colas rápidas, conforme o fabricante. A junta é estreita, em regra 2 a 3 mm, mas não deve ser nula. Cantos, encontro com a banheira, perímetro do pavimento e juntas de dilatação não levam argamassa de juntas, mas silicone sanitário.
Quanto tempo demora
O assentamento de 60×120 é visivelmente mais lento do que o de formatos menores. Cada peça leva dupla colagem, é acertada com clipes e manuseada a dois nos cortes. Depois de assentado, o pavimento pode ser pisado com cuidado normalmente ao fim de 24 horas; carga total e arranque do piso radiante, os fabricantes de cola recomendam em geral só após alguns dias a algumas semanas. A isto somam-se o tempo das betonilhas de regularização e a secagem, que costuma ser a parte mais longa de todo o calendário.
Materiais e variantes: o que escolher e porquê
Mosaico
- Aresta retificada: a peça tem arestas desbastadas e em esquadria perfeita, o que permite junta estreita. No 60×120 é o padrão habitual.
- Espessura: normalmente cerca de 9 a 10 mm. As peças mais grossas para exterior são mais pesadas e mais difíceis de cortar. As versões finas são mais leves na parede, mas mais frágeis no manuseamento.
- Acabamento: o polido realça qualquer ressalto ou irregularidade, o mate disfarça mais. Para pavimentos de cozinha e casa de banho convém ver também a classe antiderrapante indicada pelo fabricante.
Cimento-cola
Para formatos grandes usa-se um cimento-cola flexível, em geral classe C2 segundo a NP EN 12004, com deslizamento reduzido (T) e tempo aberto alargado (E). Com piso radiante, sobre pladur ou em varandas escolhe-se uma cola com maior deformabilidade (S1 ou S2). Existem também colas mais fluidas próprias para pavimento, que enchem melhor o espaço debaixo da peça. Prevalece sempre o que o fabricante do mosaico indicar.
Sistema de nivelamento
Clipes com cunhas ou com cabeça roscada são quase indispensáveis no 60×120. Não corrigem uma base má, mas mantêm as arestas vizinhas no mesmo plano durante a presa. O sistema de cunhas é rápido, o roscado permite um aperto mais fino.
Argamassa de juntas
Em zonas secas basta uma boa argamassa cimentícia (CG2). Em duches e na frente de bancada escolhe-se muitas vezes epóxi, que não absorve água nem gordura. É mais difícil de trabalhar e endurece mais depressa, por isso pede experiência.
O que facilita o trabalho e o que o torna mais exigente
O esforço, e portanto o custo final, depende do que o ladrilhador encontra em obra. Facilita:
- base plana e seca, sem necessidade de regularização,
- área retangular ampla, sem nichos nem pilares,
- plano combinado com antecedência e saídas bem posicionadas,
- acesso livre, rés-do-chão ou elevador onde as peças cabem.
Complica:
- casa de banho pequena com muitos cantos, nichos e cortes à volta de tubos,
- revestimento até ao teto, com peças pesadas assentadas de andaime ou escadote,
- cantos em meia-esquadria em vez de perfis,
- duche com pendente e cortes em envelope,
- continuidade de desenho, quando o mosaico imita mármore com veios que passam de peça para peça,
- subir as peças a andares altos sem elevador, ou com elevadores antigos onde uma peça de 120 cm nem sequer cabe, situação frequente em prédios mais velhos.
Na encomenda deve prever-se margem para cortes. Com peças compridas e compartimentos recortados, o desperdício é maior do que com formatos pequenos, e mais tarde pode não ser possível comprar o mesmo lote e tonalidade.
Erros típicos e como aparecem mais tarde
- Desfasamento a meio: assentar com desvio de metade do comprimento parece natural, mas com peças encurvadas acentua os ressaltos. Os fabricantes recomendam em regra um desvio máximo de um terço. Convém confirmar na ficha técnica antes de escolher o padrão.
- Colagem por pontos: cola aplicada só em montinhos deixa vazios por baixo. Mais tarde surge som a oco, fissuras ou peças soltas.
- Regularizar com cola grossa: em vez de uma betonilha, enche-se o desnível com cimento-cola. O resultado é uma superfície ondulada e fissuras por retração.
- Falta de juntas de dilatação: um pavimento sem junta elástica no perímetro e nas portas pode levantar ou partir com os movimentos térmicos, sobretudo com piso radiante.
- Junta praticamente nula: as peças tocam-se, não têm espaço para movimento e lascam nas arestas.
- Assentar sobre betonilha húmida: a humidade aparece depois como eflorescências nas juntas ou como descolamento.
- Tiras estreitas junto à parede: sem plano, surge junto à porta uma tira de poucos centímetros que parece um erro e parte com facilidade.
- Suporte fraco na parede: pladur de placa simples ou reboco antigo podem não aguentar o peso do revestimento XL. O problema só se vê com o tempo, em fissuras nas juntas.
Guia faça você mesmo: pavimento 60×120 numa divisão pequena
Quem já tem experiência com peças menores e quer experimentar o formato XL deve começar por um pavimento plano numa divisão simples, sem duche. Paredes de casa de banho e duches com pendente ficam melhor nas mãos de um profissional. É preciso um ajudante, ventosas duplas, cortador comprido, sistema de nivelamento, talocha de dente grande e misturador.
- Verificar a base com uma régua comprida e corrigir desníveis com betonilha autonivelante.
- Aspirar a base e aplicar primário segundo as instruções do fabricante.
- Desenhar o plano de distribuição e colocar a primeira fiada a seco.
- Colar uma banda de dilatação em todo o perímetro.
- Amassar um cimento-cola próprio para formatos grandes, exatamente como indicado, e deixar repousar.
- Espalhar a cola na base com a talocha dentada e uma camada fina na face de trás da peça.
- Pousar a peça a dois, deslocar ligeiramente e pressionar.
- Colocar os clipes de nivelamento e apertar as cunhas.
- Levantar a primeira peça e verificar a cobertura de cola.
- Retirar o excesso de cola das juntas antes de endurecer.
- Depois de a cola endurecer, partir os clipes e preencher as juntas.
- Selar o perímetro e as juntas de dilatação com silicone.
Se a base se revelar demasiado irregular ou as primeiras peças não ficarem no mesmo plano mesmo com clipes, convém parar. Reparar um pavimento XL é mais difícil do que mandá-lo assentar de raiz.
Verificação do trabalho na entrega
A superfície deve ser vista à luz do dia e também com uma lanterna ou candeeiro pousado no chão, a iluminar de lado. A luz rasante mostra ressaltos e ondulações muito melhor do que a luz do teto. Na entrega convém verificar:
- planeza sob uma régua comprida, sem lombas nem covas visíveis,
- ausência de ressaltos entre peças vizinhas, sem degrau ao passar o dedo ou o pé,
- som ao bater com um cabo ou uma chave, sem zonas ocas,
- largura de junta uniforme e alinhamento reto,
- padrão conforme o plano combinado e desfasamento dentro do recomendado pelo fabricante,
- cortes à volta de tubos, caixas e aros sem arestas lascadas,
- juntas elásticas de silicone nos cantos, no perímetro e junto à banheira ou base de duche,
- pendente do duche com a água a escorrer para o ralo, sem ficar parada,
- superfície limpa, sem restos de cola ou de argamassa de juntas,
- peças sobrantes do mesmo lote entregues para eventuais reparações,
- indicação de quando se pode carregar totalmente o pavimento e ligar o piso radiante.
Perguntas frequentes
Por vezes sim, se o pavimento existente estiver firme, plano e sem zonas ocas. A superfície é limpa, desengordurada e tratada com primário de aderência. Convém contar com a subida da cota do chão, que pode obrigar a ajustar portas e transições para outras divisões.
Sim, o grés conduz bem o calor. As condições são betonilha seca com o ciclo de aquecimento feito, cimento-cola flexível, colagem total e juntas de dilatação respeitadas. Depois do assentamento, o aquecimento liga-se de forma gradual, segundo o fabricante da cola.
As peças compridas costumam estar ligeiramente encurvadas a meio. Com desvio de metade, o centro mais alto de uma peça encontra a ponta da vizinha e surge um degrau visível. Um desvio de um terço ou menos reduz muito este efeito.
Normalmente sim, se a estrutura for pensada para revestimento cerâmico, com montantes mais próximos e duas placas hidrófugas. A carga máxima é indicada pelo fabricante do sistema de pladur, por isso deve ser confirmada antes de construir a parede.
Com peças retificadas faz-se em regra uma junta de cerca de 2 a 3 mm. Uma junta mais estreita não dá margem de movimento e preenche-se pior. O fabricante do mosaico indica muitas vezes a largura mínima.
Com cuidado, normalmente ao fim de 24 horas, mais cedo com colas rápidas. Móveis, eletrodomésticos pesados e carga total só depois do prazo indicado pelo fabricante da cola, habitualmente alguns dias.
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