Preçário de trabalhos de construção: Ligação de tubagem a tubo de queda de esgoto em ferro fundido
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Trabalhos de Canalização | ||||
| Conectar tubagem à prumada de esgoto de ferro fundido | unid. | 68,75 € / unid. | unid. | introduzir quantidade- |
Como se faz a ligação, passo a passo
Não é possível ligar o PVC ao ferro fundido "a seco". Ao fim de décadas, o ferro fundido tem uma superfície rugosa e muitas vezes irregular, e as medidas não coincidem com as dos tubos de plástico. Por isso, quem garante a estanquidade é sempre uma peça de transição flexível. O canalizador costuma seguir esta ordem:
- Observa o tubo de queda, mede o diâmetro, avalia o estado do material e confirma se há acesso razoável ao ponto de ligação.
- Combina a data com a administração do condomínio, para que os vizinhos dos andares de cima não usem o esgoto durante o trabalho.
- Fixa a parte superior do tubo de queda com abraçadeiras, para que o ferro fundido, que é pesado, não desça nem se desloque depois do corte.
- Corta o tubo ou retira o troço necessário e limpa bem as arestas.
- Coloca a junta de transição ou a manga de borracha, ou então insere uma nova forquilha em PVC entre as duas pontas de ferro fundido.
- Liga a tubagem nova com a inclinação correta, fixa-a e testa a estanquidade com água a correr de verdade.
Porque é que a ordem importa? Sem observar o tubo antes, o canalizador não sabe que peça de transição deve levar. Um corte mal acabado impede a junta de assentar em toda a volta. E se o teste final for esquecido, o defeito só aparece depois de o azulejo estar assente.
Junta de borracha, redução ou forquilha nova: o que escolher
A peça certa depende do problema a resolver: materiais diferentes, diâmetros diferentes ou uma ligação nova num tubo de queda que continua.
- Junta de borracha (transição ferro fundido e PVC): adapta-se à superfície irregular do ferro fundido e veda a ligação quando os diâmetros são semelhantes. É a solução mais comum em apartamentos.
- Redução de transição: usa-se quando um diâmetro menor, por exemplo do lavatório ou da máquina de lavar, liga a um maior. Combina-se muitas vezes com a junta de borracha.
- Forquilha nova em PVC inserida no tubo de queda: indicada quando é preciso ligar um aparelho novo e o ferro fundido está em bom estado. Retira-se um troço curto e coloca-se uma peça com juntas de transição nas duas pontas.
- Derivação de sela (abraçadeira de derivação): permite ligar sem cortar um troço. Serve sobretudo para diâmetros pequenos e tubos sãos e direitos.
Convém pensar também nos acessórios. Uma peça de inspeção e uma tampa de acesso no revestimento permitem verificar ou limpar o tubo de queda mais tarde, sem partir paredes. Na máquina de lavar roupa e na de lavar loiça, uma ligação com sifão ou válvula antirretorno separa o aparelho dos cheiros que sobem do tubo de queda.
O que facilita o trabalho e o que o complica
O mesmo nome de serviço pode corresponder a um trabalho curto e rotineiro ou a uma intervenção demorada. A dificuldade, e por isso o volume de trabalho, depende normalmente de:
- Acesso: um tubo de queda livre, numa coluna técnica com porta, é mais simples do que um tubo embutido na parede ou escondido atrás de azulejo.
- Estado do ferro fundido: ao cortar, às vezes descobre-se que o tubo está estreitado por dentro com depósitos ou corroído.
- Número de ligações: um só aparelho é muito diferente de uma casa de banho completa com sanita, banheira e lavatório.
- Diâmetro da tubagem: ligar a sanita ao tubo de queda principal exige mais do que o pequeno esgoto de um lavatório.
- Prazo: uma montagem combinada com antecedência decorre com mais calma do que uma intervenção urgente por causa de uma infiltração.
Com um só aparelho e bom acesso, costuma bastar uma visita de algumas horas. Mas o volume real de trabalho só se define com segurança depois de observar o local.
O tubo de queda é de todo o prédio
Num prédio em condomínio, o tubo de queda é uma parte comum, não pertence à fração. Antes de qualquer intervenção, convém falar com a administração do condomínio. Assim combina-se a data, avisam-se os vizinhos e fica a saber-se se o condomínio tem preferências quanto ao material ou à empresa que já trabalha no prédio.
Uma nota importante sobre o material: em alguns prédios construídos entre os anos sessenta e oitenta, o tubo de queda não é de ferro fundido, mas de fibrocimento. É cinzento, mais leve e, ao bater, soa de forma diferente do ferro. Num tubo destes não se deve cortar nem furar. Os materiais com amianto só devem ser manuseados por empresas especializadas na sua remoção.
Erros típicos que só aparecem mais tarde
A maioria dos problemas tem a mesma causa: tentar poupar tempo no sítio errado. Na prática, acontece muitas vezes que:
- a junta é vedada com silicone ou fita em vez de uma peça de transição adequada, e passado algum tempo começa a pingar e a cheirar mal,
- as arestas do corte ficam ásperas e a junta não assenta em toda a volta,
- a tubagem horizontal não tem inclinação suficiente, o esgoto gorgoleja, escoa devagar e acumula depósitos (habitualmente recomenda-se uma inclinação de cerca de 2 a 3 %),
- o percurso tem curvas a mais ou é demasiado longo, o que aumenta o risco de entupimento, sobretudo na sanita,
- a tubagem nova é ligada a ferro fundido corroído, que pouco depois racha ao lado da junta nova,
- o tubo de queda acima do corte não é fixado e, durante o trabalho, soltam-se juntas antigas num andar de cima.
Se o ferro fundido estiver em mau estado, costuma ser mais sensato substituir o troço inteiro, ou combinar com a administração do condomínio a substituição do tubo de queda em todo o prédio, do que voltar várias vezes à mesma junta.
Como verificar a ligação concluída
Antes de a tubagem ficar tapada por azulejo ou por uma parede falsa em pladur, convém confirmar com o canalizador estes pontos:
- a junta entre ferro fundido e PVC continua seca mesmo depois de deixar correr água durante algum tempo,
- ao puxar o autoclismo e ao esvaziar a banheira ou o lavatório cheios, nada pinga nem escorre,
- o esgoto escoa de forma contínua, sem gorgolejar e sem a água subir noutros aparelhos,
- junto à ligação não se sente cheiro a esgoto,
- a tubagem nova está presa com abraçadeiras e não se mexe,
- os troços horizontais têm uma inclinação visível em direção ao tubo de queda,
- ficou acesso à ligação através de uma peça de inspeção ou tampa,
- a administração do condomínio sabe da intervenção e os vizinhos já podem voltar a usar o esgoto normalmente.
Perguntas frequentes
Sim, mas sempre através de uma junta de borracha ou peça de transição própria para ferro fundido e PVC. Encaixar diretamente ou vedar apenas com massa costuma acabar em fugas com o tempo.
Ligar o sifão da máquina de lavar a um esgoto já preparado está ao alcance de quem tem algum jeito. Já cortar um tubo de queda em ferro fundido é mexer na rede comum de todo o prédio, exige fixar o tubo e combinar com o condomínio, por isso deve ficar a cargo de um canalizador.
Na maioria dos casos, a junta não veda em toda a volta ou falta o fecho hídrico no sifão. Ajuda verificar o assentamento da peça de transição e acrescentar um sifão ou uma válvula antirretorno.
Quando o ferro fundido está corroído, tem fissuras, causa infiltrações repetidas ou está muito obstruído por dentro. A substituição do tubo de queda deve ser tratada com a administração do condomínio, porque afeta várias frações.
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