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Montagem de estrutura metálica de reforço (soldada)

Quando se abre um vão novo numa parede resistente, por exemplo uma porta entre a cozinha e a sala, a parede por cima perde parte do apoio. Esse papel passa para uma estrutura metálica de reforço: um lintel ou um pórtico completo em perfis de aço, soldado no local, fixado à parede e capaz de desviar as cargas à volta do vão. É necessária s

Atualizado 09/2026·5 min read·16 price list items
Preço do trabalho padrão
108,45 €/ unid.
Intervalo indicativo
87,46 € - 142,28 €
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Corte de betão e furos16 itens

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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Corte de betão
Instalação de estrutura de suporte em aço (soldada)unid.-
Corte de painel de betão armado até 10 cmml31,50 €-
Corte de painel de betão armado até 15 cmml51,30 €-
Corte de paredes de betão até 150 mm de espessuraml52,48 €-
Corte de pavimentos de betão até 100 mm de profundidademl29,15 €-
Carotagem ø até 100 mmun.104,96 €-
Carotagem ø 100-200 mmun.-
Carotagem ø acima de 200 mmun.-
Abertura em painel de betão armado até 10 cmunid.87,46 €-
Abertura em painel de betão armado até 15 cmunid.118,95 €-
Corte de aros de portas metálicas em betão armado até 10 cmunid.118,95 €-
Corte de aros de portas metálicas em betão armado até 15 cmunid.142,28 €-
Abertura de roços para instalações (elétricas, água)ml-
Corte para abertura de janelas ou portasunid.-
Corte de abertura em painel de betão armadounid.-
Corte de superfícies de asfaltoml17,50 €-
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O que tem de acontecer antes da montagem

Uma estrutura destas não se dimensiona a olho. As dimensões dos perfis, o tipo de fixação e a escolha entre um simples lintel ou um pórtico completo são definidos pelo engenheiro de estruturas no seu projeto ou parecer técnico. Ele avalia o tipo de parede (betão armado, alvenaria de pedra, tijolo maciço ou furado, blocos), as cargas que vêm dos pisos de cima e a posição do vão em relação a cantos, pilares e outras aberturas.

Convém não partir do princípio de que uma parede interior é apenas de enchimento. Em muitos prédios com estrutura de betão as paredes interiores não suportam cargas, mas em edifícios mais antigos, como os pombalinos ou gaioleiros, e em paredes de caixa de escada ou de elevador, a situação muda por completo. Só o engenheiro deve fazer essa distinção.

A soldadura é trabalho com chama e faíscas. Deve ser feita por um soldador qualificado e, em interiores, é preciso pensar na segurança contra incêndio: retirar materiais inflamáveis, proteger o chão, ter um extintor à mão e vigiar o local durante algum tempo depois de terminar.

Como decorre a montagem, passo a passo

A ordem exata é definida pelo engenheiro. Em paredes de betão a estrutura é muitas vezes colocada depois de cortado o vão. Noutros casos coloca-se primeiro o lintel e só depois se corta a parede por baixo. Um processo habitual é este:

  1. Marcar o vão e a posição dos perfis segundo o projeto e verificar tubagens e cabos dentro da parede.
  2. Escorar a laje ou a parede acima do futuro vão com escoras metálicas, se o engenheiro o indicar.
  3. Cortar o vão com serra de disco diamantado ou fio diamantado e fazer os cantos com furos de carotagem, para não abrir fissuras.
  4. Limpar as faces do vão de pó e de pedaços de betão soltos.
  5. Colocar os perfis de aço numa ou nas duas faces da parede e acertá-los em prumo, nível e alinhamento.
  6. Furar para as buchas ou varões passantes e fixar os perfis conforme o projeto.
  7. Soldar os perfis nos cantos para formar o pórtico e limpar a escória das soldaduras.
  8. Preencher o espaço entre o aço e a parede com argamassa sem retração (grout), para que o perfil assente em toda a superfície.
  9. Retirar as escoras só depois de o enchimento endurecer e de feita a verificação.
  10. Aplicar primário e pintura anticorrosiva no aço, sobretudo nas soldaduras, e preparar a superfície para reboco ou revestimento.

De que é feita a estrutura

Perfis de aço

Para lintéis e pórticos usam-se perfis laminados. Os perfis em U (UPN ou UPE) são muito comuns em paredes de betão, porque se encostam às duas faces e se apertam com varões passantes. Os perfis I e H (IPE, HEB) escolhem-se para vãos maiores e cargas mais elevadas, quando é preciso uma viga mais rígida. As cantoneiras (perfis L) servem mais para vãos pequenos ou como peças complementares. O perfil e o tamanho resultam do cálculo, não do que estiver disponível no armazém.

Fixação

Os perfis ligam-se à parede com buchas químicas, buchas mecânicas ou varões roscados passantes, apertados dos dois lados. As buchas químicas seguram bem em betão e alvenaria maciça, mas exigem furos bem limpos e o tempo de cura indicado pelo fabricante. Em tijolo furado usam-se casquilhos de rede, caso contrário a resina escorre para os furos do tijolo.

Soldaduras e proteção contra a corrosão

A soldadura transforma os perfis soltos num conjunto rígido. Onde o projeto pede cordão contínuo, não basta soldar por pontos. Depois de soldar, as ligações limpam-se e pintam-se, porque é precisamente na soldadura que a ferrugem costuma aparecer primeiro.

O que facilita o trabalho e o que o complica

Dois vãos que parecem iguais podem dar trabalho muito diferente. A montagem fica mais demorada e mais cara sobretudo com:

  • vãos maiores e perfis mais pesados, que é preciso transportar e segurar durante a montagem,
  • paredes grossas de betão armado com muita armadura,
  • escoramento em vários pisos ou escoras que têm de ficar mais tempo,
  • espaço apertado, casas pequenas sem área de manobra, elevadores onde os perfis não cabem,
  • tubagens ou cabos na parede que têm de ser desviados primeiro,
  • pórticos de forma complexa, ombreiras inclinadas ou irregulares.

Pelo contrário, ajuda muito ter um projeto claro, o espaço vazio e protegido, acesso fácil com o material até ao local e um horário combinado com o condomínio para trabalhos ruidosos e com máquina de soldar.

Erros que se repetem na montagem

  • perfil mais fraco ou diferente do definido pelo engenheiro, só porque estava à mão,
  • corte do vão sem escoramento ou com cortes a passar dos cantos, o que enfraquece a parede e abre fissuras,
  • perfil que não assenta em toda a superfície, por falta de enchimento com argamassa,
  • buchas colocadas em furos sujos ou carregadas antes de a resina curar,
  • soldadura por pontos em vez de cordão contínuo, cantos do pórtico mal soldados,
  • soldar sem proteger a zona, com pavimentos queimados e fumo nas casas dos vizinhos,
  • falta de pintura anticorrosiva, sobretudo nas soldaduras e nas zonas que depois ficam tapadas pelo reboco,
  • trabalhar em espaços frios sem atender à temperatura, o que impede a argamassa e a resina de ganhar presa corretamente.

Como verificar o trabalho terminado

Na receção convém rever estes pontos, de preferência antes de a estrutura ser tapada com reboco ou pladur:

  • os perfis correspondem ao projeto do engenheiro em tipo, tamanho e posição,
  • o lintel ou o pórtico está nivelado e alinhado com a parede,
  • as buchas ou varões estão no número previsto e bem apertados,
  • as soldaduras são contínuas, sem fissuras e sem restos de escória,
  • o espaço entre o aço e a parede está preenchido e o perfil não está descolado em lado nenhum,
  • todo o aço, incluindo as soldaduras, tem pintura anticorrosiva,
  • não há fissuras novas na parede por cima nem à volta do vão,
  • as escoras só foram retiradas depois de o enchimento endurecer e com a confirmação do responsável técnico,
  • a zona foi verificada depois da soldadura, sem restos incandescentes nem marcas de queimado,
  • existe o projeto ou parecer do engenheiro e um registo dos trabalhos executados.

Perguntas frequentes

Nem sempre. Numa parede divisória sem função estrutural costuma bastar um lintel simples, ou nem isso. Numa parede resistente quem decide é o engenheiro de estruturas, e na maioria dos casos o reforço é necessário.

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