Preçário 2026 · Portugal

Furo em painel de betão armado até 10 cm de diâmetro

Abrir um furo num painel de betão armado com uma coroa diamantada chama-se carotagem. O resultado é um furo redondo, direito e limpo, sem picar a parede e sem estragar o reboco à volta. Este item da tabela corresponde a um furo com diâmetro até cerca de 10 cm.

Atualizado 09/2026·12 min read·16 price list items
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Corte de betão e furos16 itens

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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Corte de betão
Abertura em painel de betão armado até 10 cmunid.93,75 €-
Corte de painel de betão armado até 10 cmml43,75 €-
Corte de painel de betão armado até 15 cmml62,50 €-
Corte de paredes de betão até 150 mm de espessuraml62,50 €-
Corte de pavimentos de betão até 100 mm de profundidademl31,25 €-
Carotagem ø até 100 mmun.112,50 €-
Carotagem ø 100-200 mmun.-
Carotagem ø acima de 200 mmun.-
Abertura em painel de betão armado até 15 cmunid.131,25 €-
Instalação de estrutura de suporte em aço (soldada)unid.-
Corte de aros de portas metálicas em betão armado até 10 cmunid.131,25 €-
Corte de aros de portas metálicas em betão armado até 15 cmunid.156,25 €-
Abertura de roços para instalações (elétricas, água)ml-
Corte para abertura de janelas ou portasunid.-
Corte de abertura em painel de betão armadounid.-
Corte de superfícies de asfaltoml18,75 €-
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Para que serve um furo até 10 cm em betão armado

Um diâmetro até 10 cm cobre a maior parte das passagens comuns numa habitação. As situações mais frequentes:

  • ar condicionado: o feixe com os tubos de fluido frigorigénio, a mangueira dos condensados e o cabo entre a unidade interior e a exterior cabe normalmente num furo de cerca de 6 a 8 cm,
  • esgotos pequenos: a descarga de um lavatório, de um lava-loiça ou da máquina de lavar em diâmetros menores, quando a cozinha ou a casa de banho muda uma parede de sítio,
  • água e aquecimento: tubos isolados ou em bainha que passam de uma divisão para outra,
  • eletricidade e telecomunicações: tubo para cabos, antena ou rede entre divisões (as ligações elétricas em si ficam a cargo de um eletricista qualificado),
  • ventilação pequena: um ventilador de casa de banho ou uma entrada de ar com conduta de pequeno diâmetro.

Porquê furar com coroa e não picar? Ao picar betão armado, o material parte de forma irregular, saltam lascas dos dois lados e o buraco acaba quase sempre maior do que o necessário. A coroa diamantada corta um cilindro exato. O edifício não sofre vibrações fortes, que num prédio se ouvem vários andares acima e abaixo, e o betão à volta fica intacto.

Em Portugal, convém ter presente que nem todas as paredes de um prédio são de betão. Muitos edifícios têm estrutura de pilares, vigas e lajes em betão armado, com paredes de alvenaria de tijolo pelo meio. Painéis e paredes de betão maciço surgem em caixas de escada, paredes resistentes, caves e em bairros construídos com sistemas pré-fabricados. Antes de encomendar este trabalho, vale a pena confirmar que o ponto a furar é mesmo betão armado, porque em tijolo o processo e o esforço são outros.

Quando chegam 10 cm e quando é preciso a variante até 15 cm

Na tabela existe também o item Furo em painel de betão armado até 15 cm, com página e preço próprios. O que decide é a medida exterior daquilo que vai passar no furo, não o diâmetro nominal do tubo. O furo deve ser, regra geral, alguns milímetros a um ou dois centímetros maior, para que o tubo passe com o isolamento, a bainha ou a manga, e para sobrar espaço para a vedação.

  • Até 10 cm chega para ar condicionado, esgotos pequenos, tubos de água e aquecimento e cabos. A coroa é mais leve, roda mais depressa, carrega menos o suporte e o motor e corta menos betão. A probabilidade de apanhar um varão da armadura é menor, embora nunca se possa excluir.
  • Até 15 cm é necessário para esgotos mais grossos, a saída do exaustor da cozinha, condutas de ventilação maiores ou um recuperador de calor local. Quando a própria conduta tem perto de 10 cm de diâmetro, o furo passa quase sempre o limite da variante menor.
  • A intervenção na estrutura pesa mais no diâmetro maior. Com 15 cm é mais provável cortar vários varões, e um engenheiro de estruturas olha para esse furo num elemento resistente com mais cuidado. Com 10 cm a análise costuma ser mais simples, mas nunca é automática.
  • Tempo e equipamento: a coroa maior fura mais devagar, pede um motor mais potente, uma fixação mais firme e produz mais lama para aspirar.

Na prática, acontece muitas vezes encomendar-se o furo menor e só na montagem se perceber que o tubo isolado não passa. Alargar o mesmo furo com uma coroa maior é possível, mas é trabalho a dobrar e as arestas já não ficam tão limpas. Por isso, convém confirmar o diâmetro exato com o canalizador ou com o técnico do ar condicionado antes de marcar o trabalho.

O que deve estar preparado antes da chegada do operador

Avaliação técnica do ponto a furar

Em paredes resistentes, lajes e vigas, convém pedir a opinião de um engenheiro de estruturas antes de furar. Ele indica se o furo pode ficar naquele sítio, se deve ser deslocado e o que fazer se a coroa encontrar armadura. Nas lajes aligeiradas, muito comuns em Portugal, com vigotas e abobadilhas, a posição exata em relação às vigotas faz toda a diferença: furar a abobadilha é muito diferente de cortar uma vigota.

Verificar o que passa dentro da parede

Dentro do betão podem passar cabos elétricos e, por vezes, tubos de água, aquecimento ou gás. Antes de furar, o ponto deve ser verificado com um detetor de cabos e tubos e com um detetor de armaduras, dos dois lados da parede. Também é preciso ver onde a coroa vai sair: do outro lado pode haver uma tomada, um interruptor, a bancada da cozinha ou azulejo. Numa laje, é preciso saber o que está por baixo, em casa do vizinho.

Perto de tubagens de gás não se fura sem acordo com um técnico de gás qualificado. Se em algum momento cheirar a gás, não se deve ligar nem desligar nada, deve-se sair de casa e ligar para a linha de emergência do distribuidor de gás ou para o 112.

Espaço e proteção da casa

  • libertar à volta do ponto a furar um a dois metros para o suporte e para o operador,
  • afastar ou cobrir móveis e pavimento dos dois lados da parede,
  • garantir uma tomada com diferencial, ou contar que o operador traga um diferencial portátil, porque se trabalha com água,
  • na fachada, resolver o acesso pelo lado de fora, se for preciso segurar uma tábua ou apanhar o carote,
  • combinar com os vizinhos um horário razoável, sobretudo quando o furo dá para casa deles.

Como decorre a carotagem em obra

Num furo até 10 cm, o procedimento é sempre parecido. Muda sobretudo conforme se fura uma parede ou uma laje e conforme o furo sai para o exterior através do isolamento.

  1. Marcar o centro do furo conforme combinado com o canalizador e confirmar outra vez a posição de saída do outro lado.
  2. Passar o detetor no ponto para ver se há tubagens, cabos ou armadura densa e, se necessário, deslocar o furo alguns centímetros.
  3. Fixar o suporte da caroteadora. Em regra, faz-se um furo pequeno para a bucha de ancoragem; em superfícies lisas pode usar-se uma base de vácuo.
  4. Acertar a perpendicularidade ou a inclinação. Para os condensados do ar condicionado, o furo leva uma ligeira pendente para fora, normalmente de alguns graus.
  5. Ligar a alimentação de água à coroa e preparar o aspirador de água ou o anel coletor para a lama.
  6. Começar devagar e com pouca pressão, até a coroa marcar o sulco e deixar de "fugir".
  7. Furar de forma contínua, com pressão uniforme. Quando a coroa toca num varão, o som e a velocidade mudam; nesse momento segue-se o que ficou combinado com o engenheiro.
  8. Pouco antes de atravessar, reduzir a pressão para o betão não lascar na saída, ou terminar a partir do outro lado.
  9. Retirar o carote. O cilindro de betão fica por vezes preso dentro da coroa e tem de ser solto à pancada.
  10. Desmontar o suporte, tapar o furo da bucha, aspirar a lama e limpar a zona.

Neste diâmetro, a furação propriamente dita demora normalmente entre alguns minutos e algumas dezenas de minutos, conforme a espessura e a quantidade de ferro encontrada. A preparação, a fixação e a limpeza levam muitas vezes mais tempo do que o próprio furo. Por isso, juntar vários furos na mesma visita torna o trabalho mais eficiente, mesmo sendo cada furo contado à unidade.

Furar uma laje

Na laje fura-se por cima da cabeça, ou de cima para baixo a partir do piso superior, e a água escorre pela coroa. Usa-se um anel coletor com aspiração e o pavimento fica protegido. Igualmente importante é o que acontece por baixo: o carote e a água caem para o piso inferior. Sem combinar com o vizinho e sem proteger a divisão dele, não se fura uma laje. Lajes aligeiradas e lajes com cavidades têm uma organização interna diferente das maciças, e é o engenheiro quem diz onde se pode furar.

Parede exterior e isolamento

Painéis de fachada pré-fabricados podem ser em camadas: betão exterior, isolamento e betão interior resistente. Muitas fachadas têm ainda ETICS (capoto) aplicado por fora. A coroa tem de ser comprida o suficiente para atravessar toda a espessura de uma vez. O isolamento a meio rasga-se durante a furação, por isso o furo é limpo no fim e a passagem tem de ser bem vedada. Caso contrário, entra água e forma-se uma ponte térmica.

Furação húmida ou a seco, com suporte ou à mão

Em betão armado fura-se quase sempre a húmido. A água arrefece os segmentos diamantados, arrasta o betão moído e prende o pó. A furação a seco em betão liberta pó fino com sílica, prejudicial para os pulmões, e a coroa aquece e gasta-se mais depressa. Só se recorre à furação a seco em casos excecionais, quando a água não pode chegar à envolvente, e então com aspiração forte e máscara respiratória adequada.

Em materiais mais brandos, diâmetros até 10 cm podem furar-se à mão. Em betão armado, porém, um operador experiente usa normalmente o suporte. Ao bater num varão, uma máquina à mão pode prender de repente e torcer-se nas mãos, o furo sai torto e a coroa estraga-se com mais facilidade. O suporte mantém a direção e a inclinação, e a pressão fica uniforme.

O que facilita o trabalho e o que o complica

Com o mesmo diâmetro, um furo pode ser rotina e outro uma tarefa difícil. O que costuma ajudar:

  • acesso livre à parede e espaço suficiente para o suporte,
  • espessura corrente do elemento, que em paredes interiores e lajes ronda muitas vezes os 15 a 20 cm, conforme o edifício,
  • ponto marcado com precisão e decisões técnicas tomadas antes,
  • tomada e água por perto,
  • vários furos na mesma visita.

O que dificulta:

  • parede de fachada grossa com isolamento, que exige uma coroa mais comprida,
  • armadura densa, que torna a furação mais lenta e gasta a coroa,
  • furo junto ao teto, num canto ou ao lado do aro de uma porta, onde é difícil fixar o suporte,
  • furação na laje por cima da cabeça, com proteção da casa de baixo,
  • furo inclinado ou com pendente exata definida,
  • casa mobilada, onde é preciso proteger móveis, pavimentos e revestimentos,
  • trabalho em altura ou a partir de andaime, por exemplo junto à unidade exterior do ar condicionado.

Atenção às zonas de junta. A junta entre painéis pré-fabricados não é sítio para um furo, porque ali há betão de selagem, armadura de ligação e muitas vezes a vedação da fachada. Junto a pilares e vigas também se concentra armadura. Em regra, o furo fica no meio do painel ou da parede, a uma distância razoável das arestas.

Ligação com as outras especialidades

O operador de carotagem faz só o furo. O que passa por ele e como se fecha é trabalho de outra especialidade, por isso convém ter tudo combinado antes.

  • Antes de furar: o canalizador ou o técnico do ar condicionado define posição, diâmetro e inclinação, o eletricista confirma por onde passam os cabos e o engenheiro dá o seu parecer técnico sobre o local.
  • Logo a seguir: o canalizador coloca o tubo, a bainha ou o passa-muros e preenche o espaço à volta conforme a função, por exemplo com mastique, manga ou argamassa.
  • Na parede exterior: o lado de fora é vedado contra infiltrações e a fachada à volta da passagem é reparada de modo a que a água escorra para longe do furo.
  • No fim: o pintor ou o ladrilhador faz o acabamento à volta. Como o furo carotado é limpo, a reparação costuma ser pequena.

Em passagens entre compartimentos com exigências de proteção ao fogo, como a entrada numa coluna técnica ou para uma zona comum, pode ser necessário selar a passagem com material corta-fogo. Convém esclarecer isto com o instalador antes de começar.

Erros típicos e como aparecem mais tarde

  • Diâmetro pequeno demais. O tubo isolado não passa e o isolamento rasga-se na montagem. Mais tarde aparece condensação no tubo ou bolor no furo.
  • Saída não verificada. A coroa sai dentro do móvel da cozinha, numa tomada ou no azulejo do vizinho. A reparação acaba por custar mais do que o próprio furo.
  • Condensados sem pendente. A água do ar condicionado fica no furo, escorre para dentro pela parede e aparecem manchas do lado interior.
  • Saída lascada. Sem aliviar a pressão no fim, salta um pedaço de betão do outro lado e o furo tem de ser reparado.
  • Armadura cortada sem análise. Não se vê logo, mas num elemento resistente é uma intervenção na estrutura do edifício.
  • Passagem na fachada sem vedação. Com chuva, a água entra no isolamento; no inverno surge um ponto frio e humidade.
  • Água pelo teto abaixo. Ao furar uma laje sem recolha da lama, a água infiltra-se para o vizinho e mancha-lhe o teto.

Verificação e receção do trabalho

O furo pode ser verificado de imediato, não há nada a secar. Basta uma fita métrica e um nível. Deve medir-se o diâmetro e comparar com o combinado. Depois convém passar para o outro lado e ver a saída: o furo deve estar no sítio certo, com as arestas inteiras e sem lascas grandes. Num furo para condensados, pousa-se o nível na base ou deita-se um pouco de água e observa-se se escorre para fora.

Vale a pena perguntar ao operador se a coroa encontrou armadura e quantos varões cortou. Essa informação deve ficar registada com os outros trabalhos feitos na casa e pode ser útil ao engenheiro. Se a armadura foi evitada deslocando o furo, convém confirmar que a nova posição continua a servir ao instalador.

  • o diâmetro corresponde ao combinado e o tubo com isolamento passa,
  • a posição e a saída do outro lado batem certo com o plano,
  • o furo está perpendicular ou tem a inclinação combinada, para fora no caso dos condensados,
  • as arestas dos dois lados estão inteiras, sem lascas grandes,
  • não ficaram restos de carote nem de isolamento dentro do furo,
  • o furo da bucha do suporte está tapado,
  • a lama foi aspirada e pavimento e móveis estão sem danos,
  • em casa do vizinho, se se furou a laje ou uma parede comum, não há marcas de água nem estragos,
  • o operador informou se cortou armadura e quanta,
  • na parede exterior está combinado quem veda a passagem e quando.

Perguntas frequentes

Num elemento resistente de betão armado não é recomendável. Trata-se de uma intervenção na estrutura do edifício, que deve ter parecer técnico. Além disso, carotar ferro sem suporte e sem prática é arriscado, porque a máquina pode prender de repente ao tocar num varão. O que se pode fazer sem ajuda é preparar o espaço, desimpedir o local e combinar as medidas com os instaladores.

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