Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Pavimentos especiais | ||||
| Pavimento epóxi vertido com padrão Terrazzo/Mármore | m² | - | ||
| Execução de betonilha seca até 200 mm - argila expandida | m² | - | ||
| Instalação de placas de betonilha seca em fibrogesso Rigidur com colagem | m² | 9,64 € | - | |
| Pavimento decorativo vertido em poliuretano | m² | - | ||
| Pavimento epóxi vertido até 4mm | m² | - | ||
Terrazzo ou mármore: qual a diferença e quando escolher cada um
A base é a mesma nos dois padrões: uma resina epóxi de dois componentes, a resina e o endurecedor, que se misturam antes da aplicação na proporção indicada pelo fabricante. A diferença está na forma de criar o desenho.
- efeito terrazzo: obtém-se com flocos coloridos, pequenos fragmentos de plástico, pedra ou vidro. O aplicador espalha-os sobre a camada ainda fresca e depois cobre-os com mais resina. O padrão é calmo, disfarça bem a sujidade miúda e serve também para zonas de muita passagem,
- efeito mármore: resulta da chamada marmorização a fresco. Na mesma camada vertem-se vários tons ao mesmo tempo, que o aplicador une em veios com talocha ou trincha. O aspeto é requintado, mas qualquer falha no gesto fica à vista, por isso é uma técnica mais exigente,
- pigmentos metálicos: acrescentam-se quando se pretende profundidade e um brilho perolado. Muitas vezes combinam-se com a marmorização.
Na escolha convém pensar também na luz. O mesmo padrão parece diferente com luz natural e debaixo de focos. Por isso vale a pena pedir uma amostra ou uma pequena área de ensaio e vê-la na própria divisão.
Como se executa, passo a passo
- Medir a humidade e a resistência do suporte e verificar se há fissuras.
- Lixar ou fresar o suporte, retirar pinturas antigas, colas e gordura.
- Aspirar bem toda a superfície com aspirador industrial.
- Aplicar o primário, que uniformiza a absorção e consolida a superfície.
- Reparar fissuras e irregularidades e, se necessário, regularizar com argamassa do mesmo sistema.
- Respeitar as juntas de dilatação no perímetro e nas transições, e proteger paredes, soleiras e aros das portas.
- Misturar a resina com os pigmentos e espalhar a camada base com talocha dentada, em espessura uniforme.
- Criar o padrão: espalhar os flocos ou verter e unir as cores em veios de mármore.
- Passar o rolo de picos para libertar as bolhas de ar.
- Depois de endurecer, aplicar o verniz de proteção, brilhante, mate ou antiderrapante.
- Deixar o pavimento curar, protegido do pó, da humidade e de cargas.
Em regra, o pavimento pode ser pisado ao fim de cerca de 24 horas. A carga total, como móveis ou tapetes, a maioria dos fabricantes só a admite ao fim de uma semana, aproximadamente. Durante a aplicação pede-se normalmente uma temperatura entre 15 e 25 °C e humidade relativa do ar abaixo de cerca de 75 %. Os valores exatos constam da ficha técnica de cada sistema.
O suporte decide se o pavimento dura
Na prática é frequente um padrão bonito começar a descolar ou a fissurar ao fim de um ano. A culpa quase nunca é da resina, mas do que está por baixo. A camada epóxi é fina e rígida, por isso reproduz fielmente cada movimento e cada fissura do suporte.
- betonilha de cimento ou betão: tem de estar firme, seca e sem leitada de cimento à superfície. A humidade admissível é definida pelo fabricante do sistema e mede-se antes de começar,
- betonilha de anidrite: é sensível à humidade e precisa de um primário adequado,
- mosaico cerâmico antigo: muito comum nos apartamentos portugueses, pode muitas vezes manter-se se estiver bem aderente. Lixa-se, enchem-se as juntas e usa-se um primário próprio para suportes pouco absorventes,
- madeira e OSB: trabalham com a humidade e a temperatura. Em geral não se recomenda resina vertida sobre estes suportes, a não ser que o sistema o permita expressamente.
Se houver humidade a subir do suporte, como acontece em caves, rés-do-chão sem isolamento ou casas antigas com paredes de pedra, o problema deve ser resolvido antes da aplicação. Caso contrário formam-se bolhas por baixo da resina.
O que torna o trabalho mais simples ou mais exigente
- estado do suporte: betão plano e seco pede pouca preparação, restos de cola, betume de tacos antigos ou fissuras dão bastante mais trabalho,
- forma da divisão: uma área grande e retangular verte-se com mais facilidade do que um hall pequeno com muitos cantos, aros e um degrau,
- complexidade do padrão: um terrazzo de uma só cor é mais simples do que um mármore de vários tons com veios metálicos ou um logótipo embutido,
- número de camadas e tipo de verniz: um acabamento antiderrapante ou estável aos UV é mais uma etapa,
- pormenores: ralos, bases de duche, transições para outro pavimento e rodapés exigem tempo e precisão,
- acesso e prazos: se não for possível deixar de usar o espaço durante a cura, o trabalho tem de ser feito por fases.
Erros típicos e como evitá-los
O erro mais comum é subestimar a preparação. Pó, gordura ou uma betonilha húmida levam a má aderência, bolhas e descolamento. O segundo é misturar sem rigor. Se a proporção entre resina e endurecedor não estiver certa ou a mistura ficar mal homogeneizada, surgem zonas moles e pegajosas que já não endurecem.
As condições inadequadas também causam problemas. Numa divisão fria e húmida, a resina cura devagar e a superfície pode ficar baça ou turva. Se o rolo de picos for esquecido, ficam pequenas bolhas e crateras. No mármore acontece o padrão parecer feito ao acaso ou notar-se a emenda entre duas frentes de trabalho. Ajuda ter um plano de aplicação bem pensado e gente suficiente para verter a área de uma só vez.
O último erro é carregar o pavimento cedo demais. Quem coloca um tapete ou encosta móveis antes do tempo pode ficar com marcas permanentes.
Como verificar o pavimento terminado
Na receção do trabalho convém observar o pavimento com luz natural e também com uma lanterna apontada de lado, quase rasante. Essa luz revela irregularidades que não se veem com a iluminação normal.
- a superfície é contínua, sem bolhas, crateras, grãos de pó ou zonas pegajosas,
- o padrão corresponde à amostra combinada, na cor e na densidade dos flocos ou dos veios,
- não se nota emenda entre as diferentes frentes de aplicação,
- os remates junto às paredes, aros e soleiras estão limpos e as paredes não têm resina,
- junto aos ralos e na zona de duche a água escorre no sentido certo e não fica parada,
- o verniz tem o grau de brilho combinado e o acabamento antiderrapante onde foi pedido,
- o pavimento não soa a oco quando se bate levemente,
- foram entregues instruções escritas de cura, limpeza e manutenção e o nome do sistema utilizado.
Perguntas frequentes
Sim, a superfície não tem juntas onde a água possa ficar. O importante é resolver bem o ralo, a pendente e a ligação às paredes. A impermeabilização por baixo deve seguir as indicações do fabricante do sistema. Para pavimento molhado convém um acabamento antiderrapante.
Na maioria dos casos, sim. A camada fina deixa passar bem o calor. A betonilha tem, no entanto, de estar curada e seca segundo o procedimento de arranque do aquecimento, e durante a aplicação e a cura o aquecimento costuma ser desligado ou reduzido. Devem seguir-se as indicações do fabricante.
A resina epóxi pode, com radiação UV forte, mudar ligeiramente de tom ao longo do tempo, sobretudo nas cores claras. Com o sol que entra pelas janelas em Portugal, em divisões com grandes envidraçados aplica-se por cima um verniz estável aos UV, normalmente de poliuretano, que protege a cor.
A resina é resistente, mas a areia trazida nos sapatos e os pés de móveis sem feltros deixam riscos finos num acabamento de alto brilho. Um verniz mate disfarça-os melhor. Pequenos danos podem ser lixados e envernizados localmente.
Basta varrer ou aspirar e passar a esfregona com água morna e um detergente suave de pH neutro. Não é preciso encerar nem impregnar. Devem evitar-se solventes agressivos e esfregões ásperos.
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