Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Pavimentos especiais | ||||
| Pavimento epóxi vertido até 4mm | m² | - | ||
| Execução de betonilha seca até 200 mm - argila expandida | m² | - | ||
| Instalação de placas de betonilha seca em fibrogesso Rigidur com colagem | m² | 9,64 € | - | |
| Pavimento decorativo vertido em poliuretano | m² | - | ||
| Pavimento epóxi vertido com padrão Terrazzo/Mármore | m² | - | ||
Quando um pavimento epóxi fino faz sentido e quando não
Uma camada fina aguenta bem a passagem diária de pessoas, um carro ligeiro, óleo, sal trazido nos pneus e produtos de limpeza. Como não tem juntas, a sujidade não se acumula e a água não se infiltra entre peças. Por isso dá bons resultados em garagens, oficinas, casas das máquinas e zonas de entrada, e também em showrooms e escritórios.
Há, no entanto, situações que pedem cuidado. O epóxi é rígido e não acompanha movimentos do suporte. Se a betonilha mexe ou fissura, as fissuras acabam por aparecer na nova camada. Em caves antigas sem impermeabilização contra a humidade do terreno, a humidade que sobe por baixo pode descolar o epóxi e formar bolhas. Este fenómeno é frequente em casas antigas, por exemplo em rés do chão sem caixa de ar. O epóxi comum também amarelece com o tempo ao sol direto. Junto a grandes envidraçados convém usar uma camada final resistente aos raios UV. Em divisões de habitação, onde se procura uma superfície mais macia e silenciosa, um pavimento autonivelante de poliuretano, um pouco mais flexível, pode ser mais adequado.
Como se aplica, passo a passo
A preparação do suporte decide em grande parte se o pavimento vai durar. A aplicação da resina é só a segunda metade do trabalho.
- Avaliação do suporte. O aplicador verifica a resistência, as fissuras, a planeza e a humidade. Segundo a maioria dos fabricantes, uma betonilha de cimento deve ter humidade de cerca de 4 % ou menos, medida pelo método do carboneto. As betonilhas de anidrite exigem valores bastante mais baixos. A humidade mede-se, não se adivinha.
- Preparação mecânica. O suporte é lixado, fresado ou granalhado para remover restos de cola, tinta, gordura e a camada superficial fraca. O objetivo é uma superfície limpa e ligeiramente rugosa. Os desníveis maiores corrigem-se antes com uma argamassa de regularização, não com uma camada grossa de epóxi.
- Aspiração do pó. Depois de lixar, a área é bem aspirada com um aspirador industrial. O pó fino é uma das principais causas de descolamento.
- Primário. Sobre o suporte seco aplica-se um primário epóxi. Este primário consolida a superfície, uniformiza a absorção e garante a aderência. Em suportes muito absorventes, por vezes aplicam-se duas demãos.
- Mistura. Resina e endurecedor misturam-se na proporção exata indicada pelo fabricante, com misturador de baixa rotação, até a massa ficar homogénea. A seguir é preciso respeitar o tempo de trabalhabilidade, senão a mistura começa a endurecer no balde.
- Aplicação. A mistura espalha-se com talocha dentada ou rodo, por faixas que se unem "molhado sobre molhado", para não ficarem emendas visíveis.
- Desaeração. Com um rolo de picos retiram-se as bolhas de ar da camada ainda líquida.
- Cura. Normalmente já se pode andar por cima ao fim de cerca de 24 horas. A carga total, conforme o fabricante e a temperatura, só se aplica ao fim de alguns dias, muitas vezes perto de uma semana. Até lá deve proteger-se o pavimento do pó, da água e de objetos pesados.
O epóxi por curar irrita a pele e pode provocar alergias. Durante o trabalho usam-se luvas e óculos, e o espaço deve estar bem ventilado. Numa garagem ou arrecadação de um prédio em condomínio, o cheiro pode espalhar-se às zonas comuns. Por isso convém manter fechadas as portas para essas zonas e arejar para o exterior.
Acabamentos possíveis e quando escolher cada um
- Cor única. É a opção mais habitual, com cores escolhidas normalmente pela carta RAL. O acabamento brilhante parece muito limpo, mas mostra mais riscos e pó. Em casa, o mate ou acetinado é mais prático.
- Antiderrapante. Polvilha-se ou mistura-se na camada areia de quartzo fina ou outra carga. É útil na garagem, na oficina e na entrada, onde se anda com calçado molhado. Quanto mais grossa a textura, maior a segurança, mas a limpeza dá um pouco mais de trabalho.
- Flocos decorativos. Espalham-se flocos coloridos na camada fresca e fixam-se com um verniz transparente. O resultado lembra um granito artificial e disfarça bem a sujidade pequena.
- Efeito metálico. Os pigmentos metálicos criam uma superfície brilhante com profundidade. O efeito é marcante, mas exige muita prática do aplicador e cada pavimento fica um pouco diferente.
- Zonas de cor e marcações. Em espaços de trabalho podem marcar-se faixas de segurança, lugares de estacionamento ou o logótipo da empresa.
Na escolha da cor convém pensar no uso: tons claros fazem o espaço parecer maior, tons escuros e cinzentos escondem melhor a sujidade. Por isso o cinzento é a cor mais escolhida para garagens.
O que facilita o trabalho e o que o complica
O caso mais simples é uma divisão grande e retangular, com betão firme, seco e plano. O trabalho, e com ele o custo, aumenta quando há:
- tinta antiga, cola ou mosaico que é preciso remover ou lixar a fundo,
- fissuras, zonas soltas e desníveis que é preciso reparar e regularizar,
- suporte húmido, que obriga a esperar ou a usar um primário próprio,
- planta recortada, com muitos cantos, pilares e transições,
- acabamentos decorativos e vernizes, que significam mais camadas e mais tempos de espera,
- espaço frio, que tem de ser aquecido antes e durante a aplicação.
Erros típicos na aplicação
A maioria dos defeitos não aparece logo, mas sim semanas ou meses depois. Na prática repetem-se muitas vezes estes erros:
- Suporte mal limpo. Pó, gordura ou uma camada superficial fraca da betonilha provocam descolamentos e bolhas.
- Proporção errada dos componentes. A mistura não cura por completo e fica mole ou pegajosa.
- Falta de desaeração. Ficam pequenas crateras e poros na superfície, onde a sujidade se agarra.
- Condições inadequadas. Com frio o epóxi endurece devagar e de forma irregular. Com muita humidade no ar pode surgir uma película leitosa ou uma superfície pegajosa. A temperatura do suporte deve estar, normalmente, pelo menos 3 °C acima do ponto de orvalho.
- Fissuras e juntas ignoradas. As fissuras do suporte têm de ser reparadas, senão aparecem no epóxi. As juntas de dilatação da betonilha devem ser mantidas também na nova camada.
- Carga demasiado cedo. Móveis, carro ou lavagem com água pouco tempo depois da aplicação deixam marcas.
Como verificar o pavimento na receção
- a superfície é contínua, sem bolhas, crateras ou zonas descoladas,
- ao bater levemente não se ouve som oco em nenhum ponto,
- a cor e o brilho são uniformes, sem emendas visíveis entre faixas,
- a superfície não está pegajosa nem mole depois do tempo indicado pelo fabricante,
- os remates junto às paredes, aros das portas e soleiras estão limpos,
- as juntas de dilatação foram mantidas e preenchidas,
- o antiderrapante, se foi combinado, está distribuído por igual em toda a área,
- foi entregue informação sobre o sistema usado, o tempo até à carga total e a limpeza recomendada.
Perguntas frequentes
Muitas vezes sim, desde que o mosaico esteja bem colado, não soe a oco e não tenha peças partidas. A superfície tem de ser lixada, desengordurada e tratada com um primário adequado. As juntas preenchem-se antes, senão podem marcar-se no epóxi. Se o mosaico estiver solto, é mais seguro removê-lo e preparar um suporte novo.
Sim, uma camada fina transmite bem o calor. A betonilha deve ter feito antes o programa de aquecimento inicial e estar seca. Durante a aplicação e a cura o aquecimento deve estar desligado. Depois volta a ligar-se aos poucos, para o pavimento não sofrer um choque térmico.
Com cuidado, normalmente ao fim de cerca de 24 horas. Móveis pesados, carro e lavagem com água só depois do tempo indicado pelo fabricante, em regra alguns dias. Convém colocar feltros nos pés dos móveis.
Basta varrer, aspirar e passar a esfregona com detergente neutro. Pós abrasivos e escovas duras vão tirando o brilho. Um dano localizado pode ser lixado e reparado com uma nova camada, mas a cor da reparação pode não ficar exatamente igual. Ao fim de anos, uma superfície gasta pode ser renovada com uma nova camada final.
O epóxi é mais duro e resiste melhor a produtos químicos, por isso adequa-se a garagens e espaços técnicos. O poliuretano é mais flexível, mais confortável e silencioso ao andar e aguenta melhor o sol, por isso é mais escolhido para habitação e escritórios. É comum combinar os dois: epóxi como base e poliuretano como camada final.
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