Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Escavações | ||||
| Escavação manual (classe de solo 1-2) | m³ | 31,25 € | - | |
| Escavação manual até 1m de profundidade (classe de solo 3) | m³ | 40,00 € | - | |
| Escavação manual até 1m de profundidade (classe de solo 4) | m³ | 50,00 € | - | |
| Escavação mecânica de sapatas contínuas (largura a partir de 50 cm) | m³ | - | ||
| Escavação mecânica de sapatas isoladas (largura a partir de 80 cm) | m³ | 31,25 € | - | |
| Escavação mecânica em massa | m³ | 15,00 € | - | |
| Abertura de valas mecânica para infraestruturas | ml | 9,40 € | - | |
| Acabamento manual de sapatas contínuas até 1m de profundidade | ml | 15,00 € | - | |
| Acabamento manual de sapatas isoladas até 1m de profundidade | m² | 16,25 € | - | |
| Acabamento manual de nível de fundação | m² | 6,25 € | - | |
| Escavação com trado manual até 25 cm de diâmetro | unid. | - | ||
| Escavação com trado manual até 35 cm de diâmetro | unid. | - | ||
Quando se escava à mão e o que a rubrica inclui
A escavação manual é medida em metros cúbicos. Conta o volume de terra no estado natural, ou seja, tal como estava no terreno antes de ser mexida. Uma vala com 10 m de comprimento, 0,4 m de largura e 0,8 m de profundidade corresponde a 3,2 m³ de escavação. A terra escavada, porém, solta-se e ocupa mais espaço no monte. Este aumento chama-se empolamento e, conforme o tipo de solo, ronda normalmente entre um décimo e um terço do volume inicial. Convém tê-lo em conta ao encomendar um contentor ou ao reservar espaço no terreno para depositar a terra.
A rubrica de escavação propriamente dita abrange desagregar o terreno, lançá-lo ou levá-lo até à borda da vala e regularizar o fundo de forma grosseira. Outros trabalhos aparecem normalmente em rubricas separadas:
- transporte da terra em carrinho de mão para outro ponto do terreno,
- carga e transporte da terra para fora da obra,
- entivação, ou seja, a contenção das paredes da vala,
- bombagem de água acumulada na escavação,
- aterro e compactação por camadas,
- remoção da terra vegetal, quando é guardada à parte.
Ao comparar propostas, deve-se confirmar que se está a comparar o mesmo trabalho. Uma equipa pode incluir o transporte da terra para as traseiras da casa, outra deixa-a junto à borda da vala.
À mão ou à máquina?
Uma miniescavadora faz numa hora o que duas pessoas fazem num dia. Ainda assim, o trabalho manual tem o seu lugar. É mais preciso, não provoca vibrações, não estraga relva nem pavimento com a passagem da máquina e, junto a redes enterradas, é muitas vezes a única opção sensata. Na prática, os dois métodos combinam-se: a máquina tira o grosso do volume e à mão acabam-se os cantos, o fundo e as zonas junto a tubos e cabos.
Classes de terreno: porque é que tudo depende do que está debaixo dos pés
A tabela de preços da NUMIQ classifica o terreno em quatro classes, conforme a dificuldade de escavação. Nos orçamentos em Portugal é comum encontrar descrições como terreno brando, terreno compacto ou terreno com pedra, e a lógica é a mesma: quanto mais duro o terreno, mais custa desagregá-lo e menos volume um trabalhador consegue escavar num dia. Nesta página há três variantes: a rubrica principal para terreno das classes 1 e 2 e duas variantes para escavação até 1 m de profundidade em terreno de classe 3 e de classe 4.
Classes 1 e 2: terreno brando
Inclui terra vegetal, areias, solos soltos ou pouco coesos e terras leves sem pedras de maior dimensão. Escava-se à pá e a picareta só aparece de vez em quando. O trabalho avança depressa, mas em areia seca as paredes desmoronam com facilidade. Num terreno brando não se deve desvalorizar a contenção das paredes, mesmo que a escavação pareça simples.
Classe 3: terreno de dificuldade média
São tipicamente terras argilosas coesas, saibros compactos, misturas de areia e cascalho com pedra miúda, ou terra muito calcada à volta de casas antigas. Em muitas zonas do norte e do interior, o saibro de granito alterado entra aqui. Sem picareta não se avança e a pá só entra com esforço. O rendimento baixa bastante e o trabalhador cansa-se mais depressa. Atenção à argila molhada: agarra-se às ferramentas, e um terreno que em seco seria de classe 3 torna-se um trabalho muito lento em época de chuva.
Classe 4: terreno duro
Argilas duras e secas, cascalho com blocos, solos com muita pedra, xisto alterado, aterros antigos com entulho e restos de betão. Trabalha-se com picareta e barra de ferro, por vezes com a ajuda de um martelo demolidor elétrico. Cada pedra maior tem de ser partida e retirada. O rendimento é várias vezes inferior ao de um terreno brando.
Como saber a classe antes de começar
O método mais seguro é abrir uma sondagem: cavar um ou dois poços até à profundidade prevista e ver o que sai. Também ajuda um estudo geotécnico, se existir para o projeto da casa, ou a experiência dos vizinhos. Acontece com frequência a camada superior ser branda e, a partir de cerca de meio metro, aparecer argila dura, saibro compacto ou pedra. Ao contratar a equipa, convém combinar à partida como se procede se a classe do terreno mudar durante o trabalho.
Preparação antes da escavação
Redes enterradas
Este é o ponto mais importante de todo o trabalho. Antes de a primeira pá entrar na terra, é preciso saber o que está no subsolo. Convém pedir às entidades gestoras das redes (gás, eletricidade, água e saneamento, telecomunicações) as plantas ou a localização das infraestruturas e, se possível, a sua marcação no terreno. Num terreno próprio há também as redes particulares: o tubo do poço ou do furo, o cabo para a garagem, a rega automática, a drenagem, a fossa ou o poço absorvente.
Junto às redes assinaladas escava-se com cuidado, à mão e sem martelo demolidor. Quando aparece uma fita sinalizadora ou uma camada de areia, a tubagem ou o cabo está perto.
Marcação e espaço para a terra
O contorno da escavação deve ser marcado com fio, estacas ou tinta em spray, e a profundidade referida a um ponto fixo, por exemplo a soleira da casa. É preciso decidir para onde vai a terra. A terra escavada não deve ficar encostada à borda, mas normalmente a pelo menos cerca de meio metro, para não carregar a parede da vala nem voltar a cair lá dentro. A terra vegetal deve ir para um monte separado, porque mais tarde serve para arranjos exteriores. Se a terra sair da obra, o contentor deve ser encomendado a tempo e ficar num sítio com acesso razoável para o carrinho de mão.
O que deve estar pronto antes de a equipa chegar
- informação das entidades gestoras e redes assinaladas no terreno,
- contorno e profundidade da escavação marcados,
- acesso livre, com arbustos, pavimento ou lancis já retirados,
- local combinado para a terra ou contentor encomendado,
- acesso a água e eletricidade, se for preciso martelo demolidor ou bomba.
Como decorre a escavação manual passo a passo
Uma equipa experiente começa por retirar a terra vegetal, que é cavada e posta de lado. Depois escava por camadas, em vez de aprofundar num só ponto. Numa vala avança-se por troços, nas sapatas o poço é aprofundado de forma uniforme em toda a área. As paredes vão sendo acertadas à pá para ficarem verticais ou com a inclinação combinada.
A partir de cerca de 0,8 a 1 m de profundidade, já não é cómodo lançar a terra para a borda. Em escavações mais fundas trabalha-se com um patamar intermédio, a terra é passada aos poucos ou retirada em baldes. É também por isso que as variantes para terrenos mais difíceis nesta página estão limitadas a 1 m de profundidade: com o aumento da profundidade, o trabalho abranda muito e o risco cresce.
A profundidade controla-se com régua e nível de bolha, nível ótico ou laser, sempre a partir do ponto fixo. Nas fundações de muros, telheiros ou ampliações, em Portugal o gelo raramente é o fator decisivo. O que manda é chegar a terreno firme, e a profundidade exata é definida pelo projeto. Nas valas para tubagem pensa-se na inclinação e na almofada de areia que ainda vai por baixo do tubo.
No fim, o fundo é limpo. A terra solta é retirada, o fundo regularizado e não se deve andar sobre ele sem necessidade. Nas fundações, convém deixar os últimos centímetros para acabar mesmo antes da betonagem, para que o fundo não fique encharcado depois de uma chuvada.
Quanto tempo demora
O tempo depende sobretudo da classe do terreno, da profundidade, da largura da escavação e da distância a que a terra tem de ser levada. Em terreno brando, um trabalhador com prática escava vários metros cúbicos por dia, em terreno duro com pedra normalmente só uma fração disso. Uma vala estreita é mais lenta por metro cúbico do que um poço largo, porque lá dentro trabalha-se pior. Os dias de chuva atrasam ainda mais, já que a terra molhada pesa mais e agarra-se às ferramentas.
Segurança e paredes da escavação
O desmoronamento das paredes de uma vala é um dos acidentes mais graves numa obra. Um metro cúbico de terra pesa cerca de duas toneladas, e mesmo uma vala relativamente pouco funda pode soterrar uma pessoa. A regra da prática é simples: quanto mais funda a escavação e mais solto o terreno, mais é preciso proteger as paredes.
- escavações com mais de cerca de 1,25 m de profundidade precisam, em regra, de entivação ou de taludes, e em terreno solto ou com água mesmo antes disso,
- a inclinação do talude depende do terreno, a areia aguenta pior do que a argila coesa,
- terra e materiais não se colocam na borda,
- depois de chuva, as paredes devem ser verificadas antes de alguém entrar,
- numa vala mais funda ninguém deve trabalhar sozinho.
Com as redes não há margem para improvisos. Se uma tubagem de gás for danificada ou houver cheiro a gás, deve-se abandonar o local de imediato, não usar chamas nem aparelhos elétricos e ligar para a linha de emergência do distribuidor de gás ou para o 112. Um cabo elétrico danificado não se toca: é preciso afastar-se e chamar o operador da rede de distribuição, que no continente é a E-Redes. Qualquer intervenção em instalações elétricas só pode ser feita por um eletricista qualificado.
Também é preciso cuidado ao escavar junto a uma casa existente. Cavar abaixo do nível das fundações ou por baixo delas pode comprometer a sua estabilidade. Isso já não é uma escavação corrente, mas uma intervenção na estrutura, que deve ficar a cargo de um engenheiro de estruturas e de uma empresa especializada.
O que facilita e o que complica o trabalho
A dificuldade de uma escavação manual, e com ela o custo, não se avalia só pelos metros cúbicos. O mesmo volume pode ser meio dia de trabalho tranquilo ou uma semana inteira de esforço.
Facilitam o trabalho:
- terreno brando e seco, sem pedras,
- espaço livre à volta da escavação e caminho curto para o carrinho de mão,
- possibilidade de deixar a terra no próprio terreno,
- escavação com profundidade uniforme e sem redes por perto.
Complicam o trabalho:
- argila dura, saibro muito compacto, cascalho com blocos ou aterro antigo com entulho,
- raízes de árvores que é preciso cortar,
- água no subsolo ou chuva que enche a vala,
- espaços apertados, escavação junto a paredes ou debaixo de beirados,
- redes enterradas, junto às quais se avança centímetro a centímetro,
- maior profundidade, entivação e retirada de terra em baldes,
- transporte longo da terra pelo quintal ou por escadas.
Erros típicos e como aparecem mais tarde
Fundo escavado em excesso. Quando se cava mais fundo do que o necessário e depois se repõe terra solta, forma-se uma camada mole. A sapata ou o tubo assentam sobre ela. A zona escavada a mais deve ser preenchida com betão ou com brita compactada, nunca com terra do monte.
Fundo encharcado ou enlameado. Se a escavação fica aberta durante semanas, sobretudo na época das chuvas, o fundo amolece e transforma-se em lama. Esse terreno perde capacidade de carga. Uma escavação para fundações deve receber betão o mais depressa possível.
Terra encostada à borda. O monte junto à borda empurra a parede, esta desmorona e parte do trabalho perde-se. Pior ainda se houver alguém dentro da vala nesse momento.
Escavar sem informação sobre as redes. Um cabo cortado ou um ramal de gás danificado significam perigo, reparação por conta de quem causou o dano e atraso em toda a obra.
Inclinação errada da vala. Em esgotos ou drenagens, um fundo mal inclinado passa diretamente para a tubagem. A água fica parada e o tubo entope.
Aterro de uma só vez. Terra lançada para a vala toda de uma vez e sem compactação assenta com o tempo. Na relva aparece uma depressão, debaixo do pavimento um rego afundado. O aterro faz-se por camadas e cada uma é compactada.
Guia faça você mesmo: vala ou sapatas até cerca de 1 m de profundidade
Uma vala pouco funda para um tubo corrugado onde depois um eletricista passa e liga o cabo de jardim, uma drenagem ou as sapatas de um muro de vedação estão ao alcance de quem tenha as costas em bom estado e tempo disponível. Escavações mais fundas, escavações em terreno solto junto à casa e trabalhos perto de gás ou de cabos elétricos devem ficar para profissionais.
- Localizar todas as redes no terreno e obter a informação das entidades gestoras.
- Marcar o contorno da escavação com fio e estacas e definir um ponto fixo para medir a profundidade.
- Preparar as ferramentas: enxada, pá, picareta, barra de ferro, carrinho de mão, régua, nível de bolha, luvas de trabalho e calçado resistente.
- Retirar a terra vegetal e guardá-la num monte separado.
- Escavar por camadas e depositar a terra a pelo menos cerca de meio metro da borda.
- Junto às redes assinaladas, escavar com cuidado, só à pá e sem picareta.
- Medir a profundidade ao longo do trabalho e, na vala, verificar a inclinação.
- Regularizar o fundo, retirar a terra solta e evitar pisá-lo sem necessidade.
- Depois de chover, verificar se as paredes estão a ceder antes de entrar na escavação.
- Aproveitar a escavação o mais cedo possível, betonando ou assentando a tubagem, e aterrar por camadas com compactação.
Verificação e receção da escavação concluída
Depois de aterrada ou betonada, a escavação já não pode ser verificada. Por isso convém inspecioná-la antes do trabalho seguinte, de preferência com quem vai betonar ou assentar a tubagem.
- as dimensões e a posição da escavação correspondem ao projeto ou ao combinado,
- a profundidade foi medida a partir do ponto fixo combinado em vários sítios,
- o fundo está regular, sem terra solta, lama nem água,
- numa vala para tubagem, o fundo tem a inclinação certa,
- as paredes estão estáveis e, numa escavação mais funda, contidas,
- a terra escavada está a uma distância segura da borda,
- as redes próximas estão intactas e as que ficaram à vista estão protegidas,
- a terra vegetal foi guardada à parte, se isso foi combinado,
- a zona está arrumada e o transporte da terra resolvido conforme o acordado,
- o volume escavado em metros cúbicos foi confirmado em conjunto antes da fatura.
Perguntas frequentes
Normalmente paga-se o volume no estado natural, calculado pelas dimensões da escavação. A terra no monte está empolada e ocupa mais espaço, por isso não serve de base para a medição. Convém deixar isto claro antes de começar.
O melhor é abrir uma sondagem até à profundidade prevista. Se a pá chega, trata-se provavelmente das classes 1 e 2. Se a picareta é necessária a toda a hora, é classe 3. Se é preciso partir pedra ou se a argila dura só cede à barra de ferro ou ao martelo demolidor, é classe 4.
Acontece com frequência, a camada de cima costuma ser mais branda do que a de baixo. O mais justo é combinar à partida que a escavação se divide por camadas e que cada uma é contabilizada pela classe real. Fotografar as camadas durante o trabalho ajuda a evitar discussões.
Normalmente não. A carga, o transporte e a deposição em local apropriado aparecem como rubricas separadas. O mesmo vale para o transporte em carrinho de mão a maior distância, a entivação e o aterro.
Em regra a partir de cerca de 1,25 m, e em terreno solto ou com água ainda antes. Conta o tipo de terreno, o tempo e se há construções ou circulação junto à vala. Em caso de dúvida, é preferível proteger as paredes.
Não é aconselhável. Com as chuvas, o fundo encharca e enlameia, perdendo capacidade de carga. Se isso acontecer, a camada estragada tem de ser retirada e o fundo limpo de novo antes da betonagem.
Trabalhos relacionados
Como decorre a escavação mecânica para cave ou fundações, o que preparar antes da máquina, taludes, água, destino das terras e o que verificar.
Como decorre a escavação mecânica de sapatas corridas e isoladas, o que preparar antes da máquina, como se contam os metros cúbicos e como verificar a vala.
Como se faz a abertura mecânica de vala para água, saneamento, gás e eletricidade: preparação, profundidades, entivação, erros comuns e verificação.
O que inclui o movimento de terras, o papel do solo de fundação, porque a mesma terra muda de volume e o destino da terra vegetal e das sobras.
Como decorre a carga e o transporte de terras de escavação, como se contam os metros cúbicos, para onde podem ir as terras e o que verificar no fim.
Como se faz o aterro de valas e covas por camadas, quando escolher terra, brita ou areão e como verificar se a compactação ficou bem feita.
Orçamente o projeto completo, não apenas um trabalho
No preçário de trabalhos de construção escolhe artigos de todas as especialidades e o NUMIQ transforma-os num orçamento pronto para o cliente.