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Espuma projetada de célula aberta com 30 a 35 cm

A espuma projetada de célula aberta é uma espuma de poliuretano leve, aplicada à máquina diretamente sobre as varas do telhado, o forro de madeira ou a laje do teto. Logo depois de projetada, aumenta várias vezes de volume e preenche todas as juntas e frinchas. A variante com 30 a 35 cm de espessura é uma camada grossa.

Atualizado 09/2026·12 min read·3 price list items
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Caleiras, rufos e remates em chapa3 itens

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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Isolamento
Isolamento de espuma pulverizada - célula aberta (30-35 cm)m²21,90 €-
Isolamento de espuma pulverizada - célula fechadam²-
Isolamento de espuma pulverizada - célula aberta (20-25 cm)m²-
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Quando faz sentido escolher 30 a 35 cm

Segundo os fabricantes, a espuma de célula aberta tem normalmente uma condutibilidade térmica entre 0,036 e 0,040 W/(m·K). Isola, portanto, mais ou menos como uma boa lã mineral. Uma camada de 30 a 35 cm dá uma resistência térmica de aproximadamente 8 a 9 m²·K/W. É um valor que costuma aparecer em projetos de casas passivas ou de muito baixo consumo, e que fica bem acima do que se vê habitualmente nas coberturas portuguesas.

Esta espessura usa-se sobretudo nestas situações:

  • conversão de um sótão em quartos ou escritório, quando se quer a cobertura isolada ao nível de uma construção nova exigente,
  • moradias novas projetadas segundo critérios de casa passiva, cada vez mais comuns também em Portugal,
  • casas no interior e nas zonas altas do norte, onde os invernos são frios e longos e a cobertura é a principal fuga de calor,
  • laje de esteira sob um desvão não habitável, projetada por cima, onde a altura disponível não limita a espessura,
  • substituição de um sistema em duas camadas de lã mineral (entre varas e por baixo delas) por uma única camada contínua, sem juntas.

Porque não chegam os 20 cm habituais? Numa casa bem isolada, a cobertura passa a ser o ponto por onde se perde grande parte do calor, porque o ar quente sobe. No clima português há ainda outro motivo, muitas vezes mais importante: o calor de verão. Uma cobertura de telha cerâmica ao sol chega a temperaturas muito altas, e um quarto no sótão com pouco isolamento torna-se difícil de usar de junho a setembro. Cada dez centímetros a mais atrasam a passagem desse calor. Em contrapartida, uma camada grossa exige mais da estrutura, do controlo da humidade e da forma de projetar. É disso que trata o resto do artigo.

Em que difere das outras variantes de espuma projetada

Na tabela de preços existem mais duas variantes, cada uma com a sua página. Este resumo ajuda a perceber qual se ajusta a cada caso:

  • Célula aberta com 20 a 25 cm: normalmente cabe na altura das varas correntes sem necessidade de altear. Projeta-se em uma ou duas passagens e há menos para cortar. Serve onde basta um isolamento corrente ou onde não há espaço para engrossar a cobertura sem perder pé-direito.
  • Célula aberta com 30 a 35 cm (esta variante): quase sempre ultrapassa a altura das varas, por isso é preciso alteá-las ou montar uma estrutura auxiliar. Projeta-se em várias passagens, com pausas para arrefecer, e sobram mais aparas. O trabalho demora mais e a análise da humidade na cobertura pesa mais na decisão.
  • Célula fechada: espuma mais densa, com condutibilidade térmica mais baixa. É praticamente estanque ao vapor e à água e dá alguma rigidez ao suporte. Aplica-se em camadas finas e usa-se mais em fundações, pavilhões metálicos, coberturas em chapa, caves ou sítios com pouco espaço. Numa cobertura de madeira não se aplica normalmente com 30 a 35 cm, porque fecharia a madeira dos dois lados e seria um gasto desnecessário.

Na prática acontece com frequência pedir-se a camada grossa quando, para a altura das varas e o nível de isolamento pretendido, 25 cm seriam suficientes. O contrário também acontece: projeta-se uma camada fina num sótão que vai ser o quarto principal e, no verão, o calor é insuportável. A escolha deve, por isso, apoiar-se num cálculo térmico ou, pelo menos, numa conversa com o projetista ou o técnico de certificação energética.

Preparação: o que deve estar pronto antes de a equipa chegar

Uma camada grossa de espuma tapa as varas, os cabos e os atravessamentos. O que ficar esquecido terá depois de ser resolvido a cortar espuma. Por isso compensa preparar tudo com cuidado.

Telhado e subtelha

O telhado tem de estar estanque. Infiltrações, telhas partidas ou deslocadas, rufos em falta ou caleiras entupidas devem ser reparados antes da projeção. A espuma reteria a água durante muito tempo e a infiltração só seria notada anos depois. Muitas coberturas antigas em Portugal têm telha assente diretamente sobre ripas, sem qualquer membrana por baixo. A espuma de célula aberta não deve ser projetada diretamente contra a telha: entre a telha e o isolamento deve existir uma membrana de subtelha respirável (permeável ao vapor) ou outra solução que o fabricante da espuma aceite, e o espaço de ventilação sob as telhas tem de ficar livre. Sobre telas betuminosas antigas assentes no forro também não se deve projetar sem avaliação prévia, porque o vapor condensaria por baixo e a madeira ganharia humidade.

Atenção especial às coberturas em placas de fibrocimento, comuns em anexos e casas mais antigas. Muitas contêm amianto. Nesse caso não se deve furar, cortar nem projetar nada sem avaliação por uma empresa especializada.

Varas e alteamento

As varas (caibros) das moradias têm normalmente entre 12 e 20 cm de altura. Para que a camada de 30 a 35 cm fique direita e para que depois se possa fixar a estrutura do pladur, as varas são alteadas: aparafusa-se na face inferior uma peça de madeira ao alto, ou usam-se suportes de afastamento com sarrafos. O carpinteiro ou o dono da obra deve ter isto feito antes da projeção. A madeira tem de estar seca, segundo os fabricantes da espuma normalmente com teor de humidade até cerca de 18 a 20 %.

Eletricidade, chaminé e atravessamentos

Todos os cabos que passam no plano do telhado devem ir dentro de tubo e as caixas devem ficar posicionadas de forma a continuarem acessíveis depois da projeção. Este trabalho é do eletricista, não da equipa da espuma. Junto à chaminé, sobretudo com recuperador de calor ou salamandra, a espuma não pode ser projetada encostada ao tubo ou à alvenaria. Deixa-se normalmente o afastamento indicado pelo fabricante do sistema de exaustão e preenche-se esse espaço com lã mineral incombustível. Os tubos de ventilação dos esgotos, as condutas de ventilação mecânica e as janelas de sótão devem estar já colocados e com os remates feitos.

Como se projeta uma camada grossa, passo a passo

A equipa chega numa carrinha com a máquina de dois componentes, as mangueiras aquecidas e os bidões dos componentes. Em obra trabalham normalmente duas ou três pessoas: quem projeta, um ajudante que gere a mangueira e alguém que corta o excesso e limpa.

  1. Proteger janelas, pavimentos, escadas e tudo o que não deve ficar sujo. A espuma é pulverizada e a névoa fina espalha-se por vários metros.
  2. Verificar a temperatura e a humidade do suporte e do ar. Os componentes e o suporte têm de estar dentro do intervalo indicado pelo fabricante. No inverno, e em casas de pedra no interior, o sótão é muitas vezes aquecido antes.
  3. Fazer a primeira passagem junto à subtelha ou ao forro, selando juntas, bordos e cantos junto ao frechal.
  4. Fazer uma pausa para arrefecer. A espuma liberta calor ao reagir e, numa aplicação demasiado grossa de uma só vez, pode sobreaquecer por dentro, fissurar ou ganhar cor castanha. Por isso os fabricantes limitam a espessura de cada passagem, na célula aberta normalmente a cerca de 15 a 20 cm.
  5. Fazer a passagem ou passagens seguintes até à espessura pretendida, com uma pequena folga acima da face das varas alteadas.
  6. Cortar o excesso com serra comprida ou cortador próprio, rente às varas, para que se possa fixar a estrutura do pladur.
  7. Medir a espessura com sonda de picar, completar onde falta e retirar as aparas.

Com 30 a 35 cm, as aparas são bastante mais do que na variante fina. É igualmente essencial que as varas alteadas formem um plano de referência claro para quem projeta. Sem ele, é difícil manter a espessura uniforme.

Quanto tempo demora

Num sótão de moradia comum, a camada fina faz-se muitas vezes num dia de trabalho. Com a camada grossa convém contar com mais tempo, eventualmente dois dias, porque há mais passagens e pausas entre elas. A espuma fica firme ao toque normalmente ao fim de poucos minutos e pode ser cortada, em regra, ao fim de uma hora. A cura completa leva cerca de 24 horas. Durante a projeção e, conforme o fabricante, ainda algumas horas até cerca de um dia depois, ninguém deve permanecer em casa sem equipamento de proteção, e o espaço deve ser bem ventilado.

O que facilita e o que complica o trabalho

Numa camada grossa, a diferença entre um telhado simples e um complicado nota-se mais, e com ela a dificuldade e o custo do trabalho.

Facilita o trabalho:

  • telhado simples de duas águas, com varas direitas e espaçamento regular,
  • varas alteadas exatamente à espessura pretendida, que servem de guia,
  • sótão vazio, sem móveis, materiais nem isolamentos antigos,
  • bom acesso para as mangueiras desde a carrinha, mesmo em ruas estreitas,
  • madeira seca e temperatura adequada, sem necessidade de aquecer.

Complica o trabalho:

  • telhado recortado, com trapeiras, larós, rincões e muitas janelas de sótão,
  • muitos atravessamentos e caixas a contornar e proteger,
  • isolamentos antigos que é preciso retirar e levar para fora,
  • varas tortas ou irregulares, típicas de telhados antigos, que obrigam a cortar mais,
  • sótão alto e inclinado, onde se trabalha a partir de andaime ou plataforma,
  • frio, quando é preciso aquecer o espaço e os componentes durante mais tempo.

Humidade, para-vapor e ligação ao pladur

A espuma de célula aberta deixa passar o vapor de água, por isso diz-se que é aberta à difusão. Isso é uma vantagem, porque a humidade que a madeira tenha pode secar lentamente. Com 30 a 35 cm, porém, importa saber em que ponto da cobertura o vapor pode condensar. No inverno, o ar quente e húmido do interior desloca-se para fora e pode condensar junto à subtelha fria. Em Portugal, onde muitas casas têm humidade interior elevada e pouca ventilação, este ponto merece atenção.

Os fabricantes não têm todos a mesma opinião. Alguns dispensam o para-vapor numa composição adequada, outros recomendam-no sobretudo em camadas grossas e em divisões com mais humidade, como casas de banho. A solução segura é uma análise higrotérmica da composição da cobertura segundo as normas NP EN aplicáveis. O projetista ou o técnico calcula se é necessário um para-vapor e de que tipo. Se for colocado, aplica-se sobre a espuma cortada, por baixo da estrutura do pladur, com as juntas e as ligações às paredes coladas com fita própria.

A ventilação sob as telhas não pode ser esquecida. A espuma não deve tapar a entrada de ar no beirado nem a saída junto à cumeeira, caso contrário a humidade sob as telhas não tem por onde sair. Numa cobertura com forro e membrana, a camada ventilada fica por cima. Numa cobertura só com membrana sobre as varas, deve garantir-se que a espuma não empurra a membrana contra as telhas ou as contra-ripas.

A equipa do pladur pode entrar normalmente no dia seguinte, com a espuma curada e verificada. A estrutura é fixada às varas alteadas, nunca à espuma. Os cabos ficam dentro de tubo e as caixas devem estar marcadas para que ninguém as tape ao fechar o teto.

Erros típicos e como aparecem mais tarde

  • Passagem única demasiado grossa: a espuma sobreaquece por dentro e fissura, o que se nota por cheiro ou por vazios que não se veem ao cortar.
  • Projeção sobre madeira húmida: a espuma adere mal e abrem-se frinchas junto às varas. A madeira por baixo seca devagar e pode ganhar bolor.
  • Espessura irregular: nos cantos junto ao frechal e à volta das janelas de sótão costuma haver menos espuma. No inverno surgem aí zonas frias e, no pladur, manchas escuras.
  • Descolamento das varas: a espuma retrai ligeiramente ao curar e, num suporte mau, abre-se uma fresta ao longo da vara. A câmara termográfica mostra-a como uma faixa fria.
  • Espuma contra a telha ou sobre membrana inadequada: condensação, forro molhado e ripas degradadas, que só se descobrem ao mexer no telhado.
  • Caixas e luminárias cobertas: o eletricista tem depois de cortar a espuma e o isolamento perde continuidade.
  • Espuma encostada à chaminé: risco de incêndio, sobretudo com recuperadores de calor que aquecem muito o tubo.
  • Ventilação do beirado tapada: humidade sob as telhas e, com o tempo, ripas e varas danificadas.
  • Corte demasiado fundo: em vez de 30 cm ficam, em alguns vãos, vários centímetros a menos, o que só se deteta medindo.

Guia faça você mesmo: preparar o sótão antes da projeção

A projeção da espuma não é trabalho para amadores. Exige máquina própria, proteção respiratória e experiência com a reação química. A preparação, no entanto, pode ser feita pelo próprio dono da obra, o que poupa tempo à equipa. A parte elétrica fica a cargo do eletricista e, debaixo de um telhado inclinado, convém trabalhar sempre com apoio firme.

  1. Esvaziar completamente o sótão, incluindo objetos guardados e restos de materiais.
  2. Retirar isolamentos antigos e levá-los para fora em sacos fechados, usando máscara, óculos e luvas. Havendo suspeita de amianto, não mexer em nada e pedir avaliação a uma empresa especializada.
  3. Varrer e aspirar o pó das varas, do frechal e do forro.
  4. Inspecionar o telhado por dentro durante ou logo após chuva e marcar todos os pontos de infiltração.
  5. Medir a humidade da madeira com higrómetro em várias varas e registar os valores.
  6. Confirmar que as peças de alteamento estão bem fixas e alinhadas no mesmo plano.
  7. Fotografar todos os cabos, caixas e atravessamentos antes de ficarem tapados.
  8. Garantir acesso para a carrinha e as mangueiras e combinar o ponto de eletricidade de que a equipa precisa.
  9. Planear onde ficam moradores, crianças e animais durante a projeção e cerca de um dia depois.

Verificação e receção do isolamento

A receção deve ser feita antes da montagem do para-vapor e do pladur, enquanto tudo está à vista. Convém pedir a quem projetou que meça a espessura com a sonda em vários pontos, na presença do dono da obra, sobretudo nos cantos, junto ao frechal e à volta das janelas de sótão. Se a receção for no inverno, vale a pena fazer também uma leitura com câmara termográfica, que revela as faixas frias. Numa casa nova com exigência de estanquidade ao ar, segue-se o ensaio de estanquidade, feito depois do para-vapor. Se a obra estiver ligada a algum apoio à eficiência energética, a ficha técnica da espuma e os dados de espessura e área são normalmente necessários, por isso devem ficar guardados.

  • a espessura corresponde aos 30 a 35 cm combinados, também nos cantos e junto aos atravessamentos,
  • a espuma é contínua, sem fissuras, vazios nem zonas castanhas de sobreaquecimento,
  • não há frestas ao longo das varas nem junto às paredes,
  • a superfície está cortada rente às varas alteadas,
  • as entradas e saídas de ventilação no beirado e na cumeeira estão livres,
  • à volta da chaminé foi respeitado o afastamento e o enchimento é incombustível,
  • as caixas elétricas e os atravessamentos estão acessíveis e marcados,
  • janelas, pavimentos e escadas estão limpos de projeções,
  • as aparas foram retiradas ou está combinado quem as leva,
  • a ficha técnica da espuma e os dados de espessura e área ficam registados no auto de receção.

Perguntas frequentes

Quase sempre, porque as varas correntes são mais baixas. Sem alteamento, a espuma ficaria pendurada abaixo das varas numa camada irregular e não haveria onde fixar a estrutura do pladur. A alternativa é uma estrutura independente sobre suportes de afastamento, definida pelo carpinteiro ou pelo projetista.

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