Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Isolamento | ||||
| Isolamento de espuma pulverizada - célula aberta (30-35 cm) | m² | 21,90 € | - | |
| Isolamento de espuma pulverizada - célula fechada | m² | - | ||
| Isolamento de espuma pulverizada - célula aberta (20-25 cm) | m² | - | ||
Quando faz sentido escolher 30 a 35 cm
Segundo os fabricantes, a espuma de célula aberta tem normalmente uma condutibilidade térmica entre 0,036 e 0,040 W/(m·K). Isola, portanto, mais ou menos como uma boa lã mineral. Uma camada de 30 a 35 cm dá uma resistência térmica de aproximadamente 8 a 9 m²·K/W. É um valor que costuma aparecer em projetos de casas passivas ou de muito baixo consumo, e que fica bem acima do que se vê habitualmente nas coberturas portuguesas.
Esta espessura usa-se sobretudo nestas situações:
- conversão de um sótão em quartos ou escritório, quando se quer a cobertura isolada ao nível de uma construção nova exigente,
- moradias novas projetadas segundo critérios de casa passiva, cada vez mais comuns também em Portugal,
- casas no interior e nas zonas altas do norte, onde os invernos são frios e longos e a cobertura é a principal fuga de calor,
- laje de esteira sob um desvão não habitável, projetada por cima, onde a altura disponível não limita a espessura,
- substituição de um sistema em duas camadas de lã mineral (entre varas e por baixo delas) por uma única camada contínua, sem juntas.
Porque não chegam os 20 cm habituais? Numa casa bem isolada, a cobertura passa a ser o ponto por onde se perde grande parte do calor, porque o ar quente sobe. No clima português há ainda outro motivo, muitas vezes mais importante: o calor de verão. Uma cobertura de telha cerâmica ao sol chega a temperaturas muito altas, e um quarto no sótão com pouco isolamento torna-se difícil de usar de junho a setembro. Cada dez centímetros a mais atrasam a passagem desse calor. Em contrapartida, uma camada grossa exige mais da estrutura, do controlo da humidade e da forma de projetar. É disso que trata o resto do artigo.
Em que difere das outras variantes de espuma projetada
Na tabela de preços existem mais duas variantes, cada uma com a sua página. Este resumo ajuda a perceber qual se ajusta a cada caso:
- Célula aberta com 20 a 25 cm: normalmente cabe na altura das varas correntes sem necessidade de altear. Projeta-se em uma ou duas passagens e há menos para cortar. Serve onde basta um isolamento corrente ou onde não há espaço para engrossar a cobertura sem perder pé-direito.
- Célula aberta com 30 a 35 cm (esta variante): quase sempre ultrapassa a altura das varas, por isso é preciso alteá-las ou montar uma estrutura auxiliar. Projeta-se em várias passagens, com pausas para arrefecer, e sobram mais aparas. O trabalho demora mais e a análise da humidade na cobertura pesa mais na decisão.
- Célula fechada: espuma mais densa, com condutibilidade térmica mais baixa. É praticamente estanque ao vapor e à água e dá alguma rigidez ao suporte. Aplica-se em camadas finas e usa-se mais em fundações, pavilhões metálicos, coberturas em chapa, caves ou sítios com pouco espaço. Numa cobertura de madeira não se aplica normalmente com 30 a 35 cm, porque fecharia a madeira dos dois lados e seria um gasto desnecessário.
Na prática acontece com frequência pedir-se a camada grossa quando, para a altura das varas e o nível de isolamento pretendido, 25 cm seriam suficientes. O contrário também acontece: projeta-se uma camada fina num sótão que vai ser o quarto principal e, no verão, o calor é insuportável. A escolha deve, por isso, apoiar-se num cálculo térmico ou, pelo menos, numa conversa com o projetista ou o técnico de certificação energética.
Preparação: o que deve estar pronto antes de a equipa chegar
Uma camada grossa de espuma tapa as varas, os cabos e os atravessamentos. O que ficar esquecido terá depois de ser resolvido a cortar espuma. Por isso compensa preparar tudo com cuidado.
Telhado e subtelha
O telhado tem de estar estanque. Infiltrações, telhas partidas ou deslocadas, rufos em falta ou caleiras entupidas devem ser reparados antes da projeção. A espuma reteria a água durante muito tempo e a infiltração só seria notada anos depois. Muitas coberturas antigas em Portugal têm telha assente diretamente sobre ripas, sem qualquer membrana por baixo. A espuma de célula aberta não deve ser projetada diretamente contra a telha: entre a telha e o isolamento deve existir uma membrana de subtelha respirável (permeável ao vapor) ou outra solução que o fabricante da espuma aceite, e o espaço de ventilação sob as telhas tem de ficar livre. Sobre telas betuminosas antigas assentes no forro também não se deve projetar sem avaliação prévia, porque o vapor condensaria por baixo e a madeira ganharia humidade.
Atenção especial às coberturas em placas de fibrocimento, comuns em anexos e casas mais antigas. Muitas contêm amianto. Nesse caso não se deve furar, cortar nem projetar nada sem avaliação por uma empresa especializada.
Varas e alteamento
As varas (caibros) das moradias têm normalmente entre 12 e 20 cm de altura. Para que a camada de 30 a 35 cm fique direita e para que depois se possa fixar a estrutura do pladur, as varas são alteadas: aparafusa-se na face inferior uma peça de madeira ao alto, ou usam-se suportes de afastamento com sarrafos. O carpinteiro ou o dono da obra deve ter isto feito antes da projeção. A madeira tem de estar seca, segundo os fabricantes da espuma normalmente com teor de humidade até cerca de 18 a 20 %.
Eletricidade, chaminé e atravessamentos
Todos os cabos que passam no plano do telhado devem ir dentro de tubo e as caixas devem ficar posicionadas de forma a continuarem acessíveis depois da projeção. Este trabalho é do eletricista, não da equipa da espuma. Junto à chaminé, sobretudo com recuperador de calor ou salamandra, a espuma não pode ser projetada encostada ao tubo ou à alvenaria. Deixa-se normalmente o afastamento indicado pelo fabricante do sistema de exaustão e preenche-se esse espaço com lã mineral incombustível. Os tubos de ventilação dos esgotos, as condutas de ventilação mecânica e as janelas de sótão devem estar já colocados e com os remates feitos.
Como se projeta uma camada grossa, passo a passo
A equipa chega numa carrinha com a máquina de dois componentes, as mangueiras aquecidas e os bidões dos componentes. Em obra trabalham normalmente duas ou três pessoas: quem projeta, um ajudante que gere a mangueira e alguém que corta o excesso e limpa.
- Proteger janelas, pavimentos, escadas e tudo o que não deve ficar sujo. A espuma é pulverizada e a névoa fina espalha-se por vários metros.
- Verificar a temperatura e a humidade do suporte e do ar. Os componentes e o suporte têm de estar dentro do intervalo indicado pelo fabricante. No inverno, e em casas de pedra no interior, o sótão é muitas vezes aquecido antes.
- Fazer a primeira passagem junto à subtelha ou ao forro, selando juntas, bordos e cantos junto ao frechal.
- Fazer uma pausa para arrefecer. A espuma liberta calor ao reagir e, numa aplicação demasiado grossa de uma só vez, pode sobreaquecer por dentro, fissurar ou ganhar cor castanha. Por isso os fabricantes limitam a espessura de cada passagem, na célula aberta normalmente a cerca de 15 a 20 cm.
- Fazer a passagem ou passagens seguintes até à espessura pretendida, com uma pequena folga acima da face das varas alteadas.
- Cortar o excesso com serra comprida ou cortador próprio, rente às varas, para que se possa fixar a estrutura do pladur.
- Medir a espessura com sonda de picar, completar onde falta e retirar as aparas.
Com 30 a 35 cm, as aparas são bastante mais do que na variante fina. É igualmente essencial que as varas alteadas formem um plano de referência claro para quem projeta. Sem ele, é difícil manter a espessura uniforme.
Quanto tempo demora
Num sótão de moradia comum, a camada fina faz-se muitas vezes num dia de trabalho. Com a camada grossa convém contar com mais tempo, eventualmente dois dias, porque há mais passagens e pausas entre elas. A espuma fica firme ao toque normalmente ao fim de poucos minutos e pode ser cortada, em regra, ao fim de uma hora. A cura completa leva cerca de 24 horas. Durante a projeção e, conforme o fabricante, ainda algumas horas até cerca de um dia depois, ninguém deve permanecer em casa sem equipamento de proteção, e o espaço deve ser bem ventilado.
O que facilita e o que complica o trabalho
Numa camada grossa, a diferença entre um telhado simples e um complicado nota-se mais, e com ela a dificuldade e o custo do trabalho.
Facilita o trabalho:
- telhado simples de duas águas, com varas direitas e espaçamento regular,
- varas alteadas exatamente à espessura pretendida, que servem de guia,
- sótão vazio, sem móveis, materiais nem isolamentos antigos,
- bom acesso para as mangueiras desde a carrinha, mesmo em ruas estreitas,
- madeira seca e temperatura adequada, sem necessidade de aquecer.
Complica o trabalho:
- telhado recortado, com trapeiras, larós, rincões e muitas janelas de sótão,
- muitos atravessamentos e caixas a contornar e proteger,
- isolamentos antigos que é preciso retirar e levar para fora,
- varas tortas ou irregulares, típicas de telhados antigos, que obrigam a cortar mais,
- sótão alto e inclinado, onde se trabalha a partir de andaime ou plataforma,
- frio, quando é preciso aquecer o espaço e os componentes durante mais tempo.
Humidade, para-vapor e ligação ao pladur
A espuma de célula aberta deixa passar o vapor de água, por isso diz-se que é aberta à difusão. Isso é uma vantagem, porque a humidade que a madeira tenha pode secar lentamente. Com 30 a 35 cm, porém, importa saber em que ponto da cobertura o vapor pode condensar. No inverno, o ar quente e húmido do interior desloca-se para fora e pode condensar junto à subtelha fria. Em Portugal, onde muitas casas têm humidade interior elevada e pouca ventilação, este ponto merece atenção.
Os fabricantes não têm todos a mesma opinião. Alguns dispensam o para-vapor numa composição adequada, outros recomendam-no sobretudo em camadas grossas e em divisões com mais humidade, como casas de banho. A solução segura é uma análise higrotérmica da composição da cobertura segundo as normas NP EN aplicáveis. O projetista ou o técnico calcula se é necessário um para-vapor e de que tipo. Se for colocado, aplica-se sobre a espuma cortada, por baixo da estrutura do pladur, com as juntas e as ligações às paredes coladas com fita própria.
A ventilação sob as telhas não pode ser esquecida. A espuma não deve tapar a entrada de ar no beirado nem a saída junto à cumeeira, caso contrário a humidade sob as telhas não tem por onde sair. Numa cobertura com forro e membrana, a camada ventilada fica por cima. Numa cobertura só com membrana sobre as varas, deve garantir-se que a espuma não empurra a membrana contra as telhas ou as contra-ripas.
A equipa do pladur pode entrar normalmente no dia seguinte, com a espuma curada e verificada. A estrutura é fixada às varas alteadas, nunca à espuma. Os cabos ficam dentro de tubo e as caixas devem estar marcadas para que ninguém as tape ao fechar o teto.
Erros típicos e como aparecem mais tarde
- Passagem única demasiado grossa: a espuma sobreaquece por dentro e fissura, o que se nota por cheiro ou por vazios que não se veem ao cortar.
- Projeção sobre madeira húmida: a espuma adere mal e abrem-se frinchas junto às varas. A madeira por baixo seca devagar e pode ganhar bolor.
- Espessura irregular: nos cantos junto ao frechal e à volta das janelas de sótão costuma haver menos espuma. No inverno surgem aí zonas frias e, no pladur, manchas escuras.
- Descolamento das varas: a espuma retrai ligeiramente ao curar e, num suporte mau, abre-se uma fresta ao longo da vara. A câmara termográfica mostra-a como uma faixa fria.
- Espuma contra a telha ou sobre membrana inadequada: condensação, forro molhado e ripas degradadas, que só se descobrem ao mexer no telhado.
- Caixas e luminárias cobertas: o eletricista tem depois de cortar a espuma e o isolamento perde continuidade.
- Espuma encostada à chaminé: risco de incêndio, sobretudo com recuperadores de calor que aquecem muito o tubo.
- Ventilação do beirado tapada: humidade sob as telhas e, com o tempo, ripas e varas danificadas.
- Corte demasiado fundo: em vez de 30 cm ficam, em alguns vãos, vários centímetros a menos, o que só se deteta medindo.
Guia faça você mesmo: preparar o sótão antes da projeção
A projeção da espuma não é trabalho para amadores. Exige máquina própria, proteção respiratória e experiência com a reação química. A preparação, no entanto, pode ser feita pelo próprio dono da obra, o que poupa tempo à equipa. A parte elétrica fica a cargo do eletricista e, debaixo de um telhado inclinado, convém trabalhar sempre com apoio firme.
- Esvaziar completamente o sótão, incluindo objetos guardados e restos de materiais.
- Retirar isolamentos antigos e levá-los para fora em sacos fechados, usando máscara, óculos e luvas. Havendo suspeita de amianto, não mexer em nada e pedir avaliação a uma empresa especializada.
- Varrer e aspirar o pó das varas, do frechal e do forro.
- Inspecionar o telhado por dentro durante ou logo após chuva e marcar todos os pontos de infiltração.
- Medir a humidade da madeira com higrómetro em várias varas e registar os valores.
- Confirmar que as peças de alteamento estão bem fixas e alinhadas no mesmo plano.
- Fotografar todos os cabos, caixas e atravessamentos antes de ficarem tapados.
- Garantir acesso para a carrinha e as mangueiras e combinar o ponto de eletricidade de que a equipa precisa.
- Planear onde ficam moradores, crianças e animais durante a projeção e cerca de um dia depois.
Verificação e receção do isolamento
A receção deve ser feita antes da montagem do para-vapor e do pladur, enquanto tudo está à vista. Convém pedir a quem projetou que meça a espessura com a sonda em vários pontos, na presença do dono da obra, sobretudo nos cantos, junto ao frechal e à volta das janelas de sótão. Se a receção for no inverno, vale a pena fazer também uma leitura com câmara termográfica, que revela as faixas frias. Numa casa nova com exigência de estanquidade ao ar, segue-se o ensaio de estanquidade, feito depois do para-vapor. Se a obra estiver ligada a algum apoio à eficiência energética, a ficha técnica da espuma e os dados de espessura e área são normalmente necessários, por isso devem ficar guardados.
- a espessura corresponde aos 30 a 35 cm combinados, também nos cantos e junto aos atravessamentos,
- a espuma é contínua, sem fissuras, vazios nem zonas castanhas de sobreaquecimento,
- não há frestas ao longo das varas nem junto às paredes,
- a superfície está cortada rente às varas alteadas,
- as entradas e saídas de ventilação no beirado e na cumeeira estão livres,
- à volta da chaminé foi respeitado o afastamento e o enchimento é incombustível,
- as caixas elétricas e os atravessamentos estão acessíveis e marcados,
- janelas, pavimentos e escadas estão limpos de projeções,
- as aparas foram retiradas ou está combinado quem as leva,
- a ficha técnica da espuma e os dados de espessura e área ficam registados no auto de receção.
Perguntas frequentes
Quase sempre, porque as varas correntes são mais baixas. Sem alteamento, a espuma ficaria pendurada abaixo das varas numa camada irregular e não haveria onde fixar a estrutura do pladur. A alternativa é uma estrutura independente sobre suportes de afastamento, definida pelo carpinteiro ou pelo projetista.
Depende da composição da cobertura, da membrana que existe sob as telhas e da humidade das divisões. Em camadas grossas muitos projetistas recomendam-no. A resposta segura vem de uma análise higrotérmica da cobertura, não de uma afirmação genérica de quem vende o material.
Em regra recomenda-se não permanecer em casa durante a projeção e cerca de um dia depois, até a espuma curar e o espaço ser bem ventilado. O tempo exato consta da ficha técnica da espuma usada, que convém pedir antes da obra.
Não é aconselhável. A espuma ficaria colada às telhas, tiraria a ventilação por baixo delas e impediria trocar telhas partidas sem estragar o isolamento. Em telhados sem subtelha, a solução habitual é colocar primeiro uma membrana respirável, mantendo a caixa de ar ventilada.
Se o sótão vai ser habitado e a casa está bem isolada no resto, a camada grossa reduz as perdas pela cobertura e melhora bastante o conforto no verão. Se as paredes e as janelas forem fracas, pode trazer mais benefício melhorá-las primeiro. A decisão deve apoiar-se num cálculo feito para a casa em causa.
Uma espuma bem projetada e curada deixa de ter cheiro ao fim de poucos dias e não abate como as fibras soltas. Um cheiro persistente costuma indicar um erro de aplicação, por exemplo proporção errada dos componentes ou sobreaquecimento numa passagem demasiado grossa. Nesse caso deve contactar-se o aplicador.
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