A montagem de uma caleira custa, segundo a tabela de preços atual, 11,70 € por ml de mão de obra. Os tubos de queda, ganchos, bocais e abraçadeiras são cobrados à parte, por ml ou por unidade. Os remates de peitoris, platibandas e chaminés têm valores próprios, consoante a forma e o número de cantos. Em cima do telhado o trabalho demora mais do que na fachada.
Tipos de trabalho e respetivos preços
O trabalho de funilaria mais comum, tanto num telhado novo como na substituição do sistema antigo. A caleira é fixada em ganchos, respeitando a pendente em direção ao tubo de queda.
Conduz a água da caleira para a rede de drenagem ou para o terreno. O número e o diâmetro dos tubos de queda dependem da área do telhado.
Protege a alvenaria por baixo da janela contra infiltrações. O preço é calculado por metro linear, incluindo cantos e remates laterais.
O ponto do telhado mais sujeito a esforço. O rufo tem de subir o suficiente acima da cobertura para não deixar passar água com chuva intensa ou neve acumulada.
Os elementos de funilaria ligam-se diretamente à cobertura, por isso é frequente entregar os dois trabalhos à mesma equipa em simultâneo.
Na substituição, as caleiras, tubos de queda e rufos antigos são removidos separadamente antes da montagem dos novos elementos.
Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Caleiras e tubos de queda | ||||
| Instalar caleiras (beirais) | ml | 11,70 € | - | |
| Instalar suporte de caleira | unid. | - | ||
| Instalar tubo de queda | ml | 10,52 € | - | |
| Instalar braçadeira de tubo de queda | unid. | 4,10 € | - | |
| Instalar bocal de saída de caleira | unid. | 14,03 € | - | |
| Desmontagem | ||||
| Remoção de caleiras e tubos de queda incl. suportes | m | - | ||
| Remoção de cumeeiras, remates, rufos de chaminé e rincões | ml | 4,68 € | - | |
| Remoção de cobertura em chapa metálica | m² | 5,26 € | - | |
| Remoção de telhas (cerâmicas ou de betão) | m² | 9,94 € | - | |
| Desmontagem de ripas de telhado incl. remoção de pregos | m² | 3,16 € | - | |
| Desmontagem de asnas de cobertura em madeira | m² | - | ||
| Coberturas | ||||
| Montagem de estrutura de madeira para cobertura (estrutura portante) | m² | - | ||
| Instalar ripado para telhado | m² | - | ||
| Instalar contrarripado | m² | 2,80 € | - | |
| Instalar barreira de vapor | m² | 2,34 € | - | |
| Revestimento de fachada em chapa com junta agrafada angular | m² | 16,37 € | - | |
| Cobertura em chapa com junta agrafada / junta de pé | m² | 11,70 € | - | |
| Instalar membrana impermeabilizante PVC (telhado plano) | m² | - | ||
| Teste de faísca em membrana PVC (telhado plano) | m² | - | ||
| Assentar telha cerâmica/betão | m² | 23,38 € | - | |
| Impermeabilização | ||||
| Tela asfáltica de maçarico, superfície horizontal (1x camada) | m² | 7,95 € | - | |
| Tela asfáltica de maçarico, superfície vertical (1x camada) | m² | 11,70 € | - | |
| Peitoris de janela | ||||
| Remate de peitoril de janela | ml | 16,37 € | - | |
| Coberturas e platibandas | ||||
| Remate de platibanda de cobertura plana | ml | - | ||
| Remates | ||||
| Remate de chaminé | ml | 25,72 € | - | |
| Remate de parede / penetração | ml | 18,70 € | - | |
| Remate de parede / empena | ml | - | ||
| Instalar rufo de beirado (pingadeira) | ml | 9,35 € | - | |
| Isolamento | ||||
| Isolamento de espuma pulverizada - célula fechada | m² | - | ||
| Isolamento de espuma pulverizada - célula aberta (20-25 cm) | m² | - | ||
| Isolamento de espuma pulverizada - célula aberta (30-35 cm) | m² | - | ||
| Outros trabalhos | ||||
| Outros trabalhos não especificados | h | - | ||
Quanto custa consoante a dimensão
| Só caleiras Montagem de 20 ml de caleira, ganchos e bocais, sem tubos de queda | a partir de 261,86 € |
| Caleiras com tubos de queda Caleiras como acima, com mais 2 tubos de queda de 6 ml cada e respetivas abraçadeiras | a partir de 412,64 € |
| Substituição completa do sistema antigo Caleiras e tubos de queda como acima, mais a remoção dos remates existentes numa extensão de 32 ml | a partir de 562,40 € |
Preparação e execução dos trabalhos de funilaria
O funileiro mede o comprimento do beirado e a pendente e conta os cantos e atravessamentos. Pela área do telhado define o tamanho da caleira e quantos tubos de queda são necessários.
Numa substituição, começa por retirar as caleiras, tubos de queda e rufos existentes. Depois verifica o estado da estrutura de apoio e da ripa por baixo dos ganchos.
Os ganchos são fixados às varas ou ao forro de madeira, com pendente rigorosa em direção ao tubo de queda, normalmente 3-5 mm por metro linear.
As peças da caleira são assentes nos ganchos e unidas, e os cantos e topos são vedados. Em seguida coloca-se o bocal no ponto onde liga o tubo de queda.
Os tubos de queda são presos à fachada com abraçadeiras e encaminham a água da chuva para a rede de águas pluviais ou para o terreno, afastada das fundações.
Processo de execução
- 01Ver o telhado, medir os comprimentos e escolher o material e a dimensão do sistema de caleiras.
- 02Retirar os remates antigos, quando se trata de uma substituição.
- 03Colocar os ganchos com a pendente correta em direção ao tubo de queda.
- 04Montar e unir as peças da caleira, aplicar os topos e os bocais.
- 05Fixar os tubos de queda com abraçadeiras e ligá-los à drenagem de águas pluviais.
- 06Rematar com chapa peitoris, platibandas, chaminés e outros atravessamentos.
- 07Fazer um ensaio com água para confirmar que as uniões vedam e que a água escoa bem.
5 erros comuns
Se a caleira ficar nivelada ou inclinada para o lado errado, a água fica parada ou transborda em vez de seguir para o tubo de queda.
Com tubos de queda a menos ou demasiado estreitos, a caleira transborda numa chuvada forte, mesmo com a pendente certa.
Um rufo que termina baixo deixa entrar água por baixo da cobertura com chuva intensa ou neve acumulada.
Faixas de chapa longas e retas sem juntas de dilatação deformam-se com as variações de temperatura e as uniões acabam por rasgar.
Quando metais incompatíveis, como cobre e chapa galvanizada, se tocam sem separação, o ponto de contacto começa a corroer.
Onde acaba o telhadista e começa o funileiro
O funileiro trabalha com chapa metálica fina e com as peças feitas a partir dela. Numa moradia ocupa-se sobretudo das caleiras e tubos de queda, dos peitoris exteriores, dos capeamentos de platibandas e muretes, dos rufos à volta de chaminés, janelas de telhado e outras passagens, e ainda das coberturas metálicas unidas por junta agrafada. O telhadista assenta a cobertura propriamente dita: telha cerâmica, telha de betão, painel sandwich ou chapa perfilada. A fronteira entre os dois ofícios é estreita, e em Portugal muitas vezes a mesma equipa faz as duas coisas. O rufo da chaminé ou o laró nascem ao mesmo tempo que a cobertura, e um sem o outro não funciona.
Por isso, convém combinar antes do início da obra quem responde por cada pormenor. Na prática acontece com frequência o telhadista assentar a telha e o funileiro só aparecer um mês depois. Nessa altura limita-se a colar ou a siliconar o rufo por cima da cobertura já pronta. Aguenta umas quantas estações, depois o mastique endurece, descola e a água encontra caminho por baixo da telha. Quando trabalha uma só equipa, ou quando os dois ofícios seguem o mesmo calendário, o rufo entra por baixo da cobertura e fica sobreposto como indica o fabricante do sistema.
Materiais e como envelhecem
Em Portugal, o mais habitual é a chapa galvanizada, simples ou com acabamento colorido, a chamada chapa lacada. O alumínio lacado também é muito usado, sobretudo em peitoris e capeamentos. A camada de tinta protege o zinco do tempo, mas pode estalar ao dobrar e ao cortar. Por isso, as arestas de corte e os riscos devem levar a tinta de retoque recomendada pelo fabricante. Se isso ficar por fazer, a corrosão começa nesses pontos e avança devagar por baixo da pintura. Perto do mar, com o ar salgado, este processo é bem mais rápido, e vale a pena escolher acabamentos indicados para ambiente costeiro.
O zinco-titânio é uma liga de zinco com pequenas quantidades de titânio e cobre. Forma sozinho uma pátina protetora à superfície e, quando se risca, essa pátina volta a formar-se com o tempo. Une-se por soldadura branda com estanho, por isso mesmo formas complicadas podem ter juntas estanques. Tem, porém, uma particularidade: não gosta do frio. Os fabricantes indicam normalmente que, abaixo de cerca de 10 °C, o material deve ser aquecido antes de dobrar, senão pode fissurar na dobra. Nas manhãs de inverno do interior isto não é teoria.
O cobre vê-se sobretudo em edifícios históricos e de prestígio. Depois de aplicado escurece primeiro para um castanho, e a típica pátina verde chega devagar, normalmente só ao fim de muitos anos, conforme o ar à volta. Junto ao litoral costuma aparecer mais cedo. O alumínio é leve e não ganha ferrugem, mas não deve tocar diretamente em argamassa fresca, betão ou reboco de cal. A humidade alcalina desses materiais ataca-o. Quando os peitoris são assentes no ETICS (capoto) ou no reboco, convém ter isto presente.
Quando metais diferentes se encontram com a água que escorre
Se dois metais diferentes estão em contacto e há humidade, forma-se uma pilha galvânica. O metal menos nobre passa a corroer mais depressa. O zinco, a chapa galvanizada e o alumínio são, comparados com o cobre, os menos nobres. Poucos sabem que nem é preciso contacto direto. A água que escorre de um telhado ou de um rufo de cobre leva consigo iões de cobre dissolvidos. Ao cair numa caleira galvanizada mais abaixo, vai abrindo pequenas picadas pontuais no fundo.
A regra é simples: no sentido em que a água corre, o cobre pode ficar abaixo do zinco ou do alumínio, nunca acima. Em reabilitações de casas antigas, isto falha com alguma frequência. Liga-se uma caleira galvanizada mais barata a um pormenor original de cobre, a junta parece bem feita, mas passados alguns anos surgem pequenos furos no fundo da caleira. Do mesmo modo, o zinco-titânio sofre quando fica por baixo de telas asfálticas antigas, de onde pode escorrer água ácida. Os fabricantes recomendam aí uma pintura de proteção ou outro material.
Que dimensão deve ter o sistema de caleiras
O tamanho da caleira e o número de tubos de queda dependem da área de telhado que a caleira escoa (conta a área em planta, não a área inclinada do telhado) e da intensidade das chuvadas na zona. Em Portugal chove pouco em muitos meses, mas quando chove, sobretudo no outono e no inverno, pode cair muita água em pouco tempo. Nas lojas, as caleiras aparecem identificadas pelo diâmetro ou pela largura de chapa desenvolvida, e os tubos de queda pelo diâmetro. Cada fabricante tem tabelas onde se lê que área de telhado cada caleira e tubo aguentam com segurança. Num telhado comum, a estimativa a olho costuma resultar. Em áreas grandes, telhados muito inclinados e beirados compridos, acaba muitas vezes com a água a transbordar pela borda na primeira chuvada forte.
Inclinação, suportes e dilatação
A caleira tem de descer em direção ao bocal de saída, segundo os fabricantes normalmente alguns milímetros por cada metro. O beirado é muito comprido? Em vez de aumentar a inclinação, é mais sensato acrescentar mais um tubo de queda. Uma caleira muito inclinada nota-se na fachada e, na ponta mais afastada, fica muito acima do beirado.
O espaçamento dos suportes é definido pelo fabricante, em geral até um metro, e menos em zonas de serra com neve ou de vento forte. A caleira metálica estica e encolhe com as variações de temperatura. Por isso, troços retos compridos dividem-se com uma peça de dilatação, ou o tubo de queda fica colocado de forma a que a caleira possa mexer-se livremente para os dois lados. Conforme o material e o fabricante, as dilatações fazem-se mais ou menos a cada 10 a 15 metros.
Na maior parte do país a neve é rara, mas nas zonas altas, como a Serra da Estrela ou o interior norte, deve contar-se com ela. Num telhado sem retentores de neve, a neve escorrega de uma vez e pode arrancar a caleira com os suportes. Os retentores por cima do beirado protegem não só quem passa por baixo, mas também as próprias caleiras. No litoral, o inimigo costuma ser antes o vento, e uma fixação bem feita conta muito.
Peitoris e isolamento pelo exterior
O peitoril exterior tem uma única função: levar a água da janela o mais longe possível da fachada. Precisa de inclinação para fora, de uma pingadeira que fique saliente em relação ao plano da fachada e de remates laterais que deixem a chapa dilatar. Se a chapa ficar presa de forma rígida no vão, sem dilatação, ondula com as mudanças de temperatura. Junto às pontas laterais o reboco racha e, pelas fissuras, a água entra no isolamento.
Quando se aplica ETICS (capoto), o peitoril não é um trabalho à parte para o fim, mas faz parte do próprio sistema de isolamento. Coloca-se pela ordem certa: por baixo do perfil inferior da caixilharia ou num perfil de ligação, e sempre antes do reboco final. Os peitoris antigos, curtos, deixam de passar a nova espessura de isolamento e a água escorre diretamente pelo reboco. O resultado típico são manchas escuras por baixo das janelas e um isolamento que vai ganhando humidade. Quem aproveita os apoios à eficiência energética para isolar a fachada ou trocar janelas deve incluir os peitoris novos logo no planeamento.
Rufos de chaminés e passagens
A chaminé está fixa, enquanto o telhado à sua volta se move ligeiramente. Por isso, o rufo não deve ficar preso ao mesmo tempo à chaminé e à cobertura. A solução que dá melhores resultados tem duas partes. O rufo sobe pela parede da chaminé e entra por baixo da cobertura, e por cima leva um contra-rufo separado, embutido num roço aberto na chaminé. As boas regras do ofício indicam normalmente uma altura de cerca de 15 cm acima da cobertura.
Atrás de uma chaminé larga, a água do telhado acumula-se e ali ficam presas folhas, caruma e, onde neva, neve. Por isso, quando a chaminé é mais larga, faz-se atrás dela uma pequena sela que divide a água para os lados. Do chão este pormenor não se vê, e é exatamente por isso que tanta vez fica esquecido em obras feitas à pressa. Os mesmos princípios aplicam-se a janelas de telhado, tubos de ventilação, saídas de exaustão e passagens de painéis fotovoltaicos, cada vez mais comuns nos telhados portugueses. Aí devem usar-se de preferência os kits de rufos do próprio fabricante.
Platibandas, muretes e coberturas de junta agrafada
O capeamento da platibanda deve ter inclinação para o lado do telhado, para que a água não escorra pela fachada. A chapa fixa-se com grampos ou com um perfil contínuo, nunca com parafusos através da superfície horizontal. Cada furo na face de cima é um ponto por onde a água pode entrar. As juntas fazem-se, conforme o material, por agrafagem, por sobreposição com vedante ou por soldadura.
A cobertura de junta agrafada une-se por juntas de pé, fechadas à mão ou à máquina. Fixa-se ao suporte com grampos escondidos, fixos e deslizantes, para que a chapa possa dilatar. Muita gente pensa que este tipo de cobertura serve também para um terraço completamente plano. Não é assim. Os fabricantes definem uma inclinação mínima, normalmente de alguns graus, e para inclinações pequenas exigem junta dupla, fita vedante e uma camada de suporte adequada. Por baixo da chapa é preciso ainda prever ventilação ou uma camada de separação, senão a condensação estraga a chapa por baixo.
Condomínios, para-raios e águas pluviais
Num prédio em condomínio, o telhado, as caleiras e a fachada são em regra partes comuns. Os trabalhos são organizados através da administração do condomínio, que trata também do acesso ao telhado, dos andaimes e de avisar os moradores. Quem tem uma infiltração no último andar deve começar por aí, e não chamar por conta própria um funileiro para mexer na cobertura.
Em muitos edifícios o sistema metálico de caleiras está ligado ao para-raios, ou os tubos de queda passam mesmo ao lado dos condutores de descida. Ao trocar caleiras e tubos de queda não se pode interromper a ligação elétrica nem retirar os ligadores. Qualquer alteração ao para-raios e a respetiva verificação só deve ser feita por um eletricista qualificado.
A água da chuva não deve ir para o esgoto doméstico. Onde existe rede pluvial, a ligação é feita a essa rede; em muitas moradias a água vai para o terreno, para um poço de infiltração ou para um depósito de aproveitamento, cada vez mais procurado para regar o jardim nos verões secos. Antes de mudar o percurso dos tubos de queda, convém saber para onde a água vai e garantir que não fica junto às fundações. Por fim, trabalhar no telhado é trabalhar em altura. Quem executa a obra tem de garantir proteção contra quedas, com andaime, linha de vida ou arnês, conforme as regras de segurança no trabalho.
Guia para bricolage: limpeza de caleiras e tubos de queda numa casa térrea
Numa casa com o beirado baixo, a limpeza normal das caleiras pode ser feita sem ajuda profissional. Em casas mais altas, telhados inclinados ou quando é preciso subir ao telhado, o trabalho deve ficar para uma empresa com equipamento para trabalhos em altura. A melhor altura para a limpeza costuma ser o fim do outono, depois da queda das folhas e antes das chuvas fortes.
- Colocar a escada num piso firme e nivelado, travá-la contra deslizamentos e pedir a outra pessoa que a segure.
- Retirar folhas, caruma e sujidade da caleira com a mão protegida por luva ou com uma pá de plástico, nunca com uma ferramenta metálica que risque a superfície.
- Limpar a grelha ou o cesto para-folhas no bocal de saída por cima do tubo de queda.
- Passar água com a mangueira desde a ponta mais afastada até ao bocal e ver se a água corre de forma contínua e não fica parada em lado nenhum.
- Verificar se o tubo de queda está desimpedido e, se escoar devagar, desentupi-lo por baixo através da peça de limpeza ou da caixa de areia.
- Limpar a caixa de areia junto ao chão e retirar a areia das telhas e outras sujidades acumuladas.
- Observar suportes, juntas e abraçadeiras e apontar os pontos com corrosão, folgas ou pingos, para serem reparados por um profissional.
Como receber os trabalhos de funilaria
Os pormenores em chapa devem ser verificados antes de se desmontar o andaime. O ideal é fazê-lo durante uma boa chuvada ou, em alternativa, testar com água da mangueira. Na receção da obra convém passar por estes pontos:
- a água da caleira corre para os bocais de saída e não fica parada depois da chuva,
- os suportes estão espaçados de forma regular, conforme o fabricante, e a caleira não cede à pressão da mão,
- juntas, cantos e topos da caleira não pingam e os troços compridos têm peça de dilatação,
- os tubos de queda estão na vertical, as abraçadeiras firmes e a saída vai para a caixa de areia ou para longe das fundações,
- junto ao para-raios a ligação elétrica foi mantida e quem fez a obra avisou da necessidade de verificação,
- os peitoris têm inclinação para fora, pingadeira saliente da fachada e remates laterais que permitem a dilatação,
- o rufo da chaminé sobe acima da cobertura e está tapado por um contra-rufo, não apenas vedado com mastique,
- os capeamentos das platibandas têm inclinação para o telhado e não há parafusos à vista na face horizontal,
- nas arestas de corte da chapa lacada a tinta não está a descascar e o cobre não ficou acima do zinco nem do alumínio,
- foi entregue a informação sobre o material usado, o fabricante do sistema e as condições de garantia.
Perguntas frequentes
A montagem de uma caleira custa, segundo a tabela de preços atual, 11,70 € por ml de mão de obra. Os ganchos, bocais e tubos de queda são cobrados à parte, por unidade e por comprimento.
A montagem de um tubo de queda, incluindo abraçadeiras, custa 10,52 € por ml de mão de obra.
O rufo de chaminé em chapa é cobrado ao metro linear e custa 25,72 € por ml de mão de obra. Se a chaminé tiver uma secção mais complexa ou mais faces, o trabalho demora mais e o preço sobe.
O ideal é pelo menos duas vezes por ano, na primavera e no outono, depois da queda das folhas. Uma caleira entupida transborda quando chove e a água escorre pela fachada.
Pequenas reparações sim, mas os trabalhos maiores devem ser planeados fora dos períodos de frio intenso. Com temperaturas muito baixas a chapa molda-se pior e as uniões vedam com menos fiabilidade.
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