Orçamente o trabalho pelo preçário
Enter quantities and the price recalculates instantly. You can adjust these rates in your price list.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Preparação de sub-base | ||||
| Formação de sub-base até 30 cm de profundidade | m² | 2,40 € | - | |
| Remoção de pavê (blocos de betão) | m² | 3,23 € | - | |
| Escavação para sub-base de pavimento | m³ | 41,90 € | - | |
| Assentamento de membrana geotêxtil | m² | 1,80 € | - | |
| Preparação de sub-base de gravilha incluindo compactação | m² | 8,38 € | - | |
| Nivelamento de camada de assentamento | m² | 2,04 € | - | |
| Formação de sub-base até 50 cm de profundidade | m² | 3,23 € | - | |
| Compactação de sub-base com placa vibratória | m² | - | ||
Quando 30 cm chegam e quando é preciso mais
A espessura da base não se escolhe a olho. Depende do que vai passar ou ficar sobre o pavimento e do tipo de solo que está por baixo. O mesmo caminho pode precisar de menos base num terreno arenoso e firme e de mais num terreno argiloso e húmido.
- Uma base até 30 cm é a solução habitual para caminhos pedonais, terraços, zonas de jardim e acessos para automóveis ligeiros, desde que o solo seja firme. Costuma fazer-se em duas camadas, por vezes três, cada uma compactada separadamente.
- Uma base mais espessa faz sentido quando a carga é maior ou o solo é fraco: entrada onde param carrinhas ou veículos pesados, parques de estacionamento, terrenos argilosos encharcados ou zonas onde é preciso substituir terra mole por material granular.
Quando a base fica por baixo da laje de fundação de uma casa, a espessura e a composição devem ser definidas pelo projetista ou pelo engenheiro de estruturas, muitas vezes com base num estudo geotécnico. Nesse caso não há espaço para improvisos.
Como se executa, passo a passo
- Medir a área, marcar os limites e definir a cota do pavimento acabado e a pendente.
- Confirmar se existem tubagens, cabos ou condutas enterradas na zona a escavar.
- Retirar a terra vegetal e toda a terra mole, com raízes ou encharcada, até chegar a solo firme.
- Escavar até à profundidade necessária e levar a terra para vazadouro ou espalhá-la noutro ponto do terreno.
- Compactar o fundo da escavação e verificar se há zonas que cedem ou onde sobe lama.
- Em solo argiloso ou húmido, estender um geotêxtil de separação para a brita não se misturar com a terra.
- Espalhar a primeira camada de material mais grosso com espessura uniforme.
- Compactar com placa vibratória no sentido longitudinal e transversal, com passagens sobrepostas.
- Espalhar e compactar a camada seguinte da mesma forma até atingir a espessura total.
- Acertar a camada de cima pelas cotas e pela pendente, controlando com régua e nível ótico ou laser.
Cada camada deve ter, em regra, entre 10 e 20 cm, conforme o peso do equipamento. Uma placa vibratória ligeira só compacta bem camadas finas; uma placa mais pesada ou um cilindro aguentam camadas mais grossas. Por isso, mesmo 30 cm não se espalham de uma vez: a superfície parecia firme, mas por baixo ficariam zonas soltas.
Se durante a escavação for atingida uma conduta de gás, convém afastar todas as pessoas, não fazer chamas nem faíscas e ligar para a linha de emergência do distribuidor de gás ou para o 112.
Materiais e composição das camadas
A base funciona como uma sanduíche: em baixo material grosso e resistente, em cima material mais fino que se consegue nivelar com rigor. Uma composição habitual é esta:
- camada inferior em brita grossa ou tout-venant de boa qualidade, que suporta a carga e deixa passar a água,
- camada superior em agregado britado de granulometria extensa (ABGE), por exemplo de calibre 0/31,5, que fecha os vazios e liga o conjunto,
- camada de assentamento por cima da base, conforme o pavimento: pó de pedra ou areia para pavê e cubos, ou uma regularização fina antes do betão.
Porquê agregado britado e não seixo rolado do rio? Os grãos de arestas vivas encaixam uns nos outros quando compactados e a camada fica travada. Os grãos redondos deslizam entre si com mais facilidade. O material deve estar limpo, sem terra nem restos orgânicos, caso contrário com a chuva transforma-se em lama e perde resistência.
O que facilita e o que complica o trabalho
O esforço, e por isso o custo final, depende sobretudo das condições do terreno. O trabalho fica mais simples com:
- terreno plano e solo firme e seco,
- bom acesso para a retroescavadora e o camião até à zona a pavimentar,
- possibilidade de deixar a terra escavada no próprio terreno.
Pelo contrário, o trabalho fica mais demorado e exigente com:
- terreno inclinado que é preciso acertar,
- solo argiloso ou encharcado, que pede geotêxtil ou drenagem,
- espaço apertado nas traseiras da casa, onde o material vai de carrinho de mão e a escavação é manual,
- transporte de terras para longe e trabalho em época de chuvas.
Erros típicos que só se notam mais tarde
- Camadas grossas demais de uma vez. A superfície parece firme, mas por baixo o material fica solto e assenta com o tempo.
- Poucas passagens da placa. Na prática, é frequente passar a placa uma vez e dar o trabalho por terminado. Deve compactar-se até a placa deixar de marcar o material.
- Material demasiado seco. O ABGE completamente seco compacta mal. Humedecer ligeiramente ajuda; encharcar estraga.
- Terra vegetal ou lama no fundo. A terra orgânica decompõe-se e a base por cima vai abatendo.
- Esquecer a pendente e a drenagem. A água parada na base reduz a resistência e, nas zonas do interior onde gela, pode levantar o pavimento.
- Poupar na espessura onde passam carros. Num acesso automóvel, uma base fina deforma-se rapidamente e aparecem rodeiras.
Verificação e receção da base pronta
A base deve ser verificada antes de levar o pavimento ou o betão. Depois disso, os defeitos só se corrigem levantando tudo. Na receção convém confirmar que:
- a espessura total corresponde ao combinado, até 30 cm,
- a terra vegetal e a terra mole foram retiradas até solo firme,
- cada camada foi compactada separadamente e não a espessura toda de uma vez,
- ao caminhar ou ao passar a placa vibratória não ficam marcas nem há zonas que cedem,
- as cotas coincidem com o previsto e a pendente afasta a água da casa ou leva-a até à caleira,
- debaixo de uma régua de dois metros não há covas nem lombas evidentes,
- as bordas e os cantos estão tão bem compactados como o centro,
- nas bases sob lajes de fundação, a compactação foi verificada da forma indicada pelo projetista, por exemplo com ensaio de carga.
Perguntas frequentes
O maço manual só serve para cantos pequenos e junto aos lancis. Para a área toda, numa base até 30 cm, é necessária uma placa vibratória ou um cilindro, caso contrário não se atinge a resistência pretendida.
Normalmente duas, por vezes três. Quem decide é o equipamento: cada camada tem de ser suficientemente fina para a placa a compactar em toda a profundidade.
Em solo arenoso ou de saibro firme, geralmente não. Em argila, terra lodosa ou solo húmido é útil, porque impede que a brita se misture com a terra e a base mantém a resistência durante mais tempo.
Com chuva o solo fica encharcado e compactar deixa de fazer sentido. Também não se deve espalhar material sobre terra gelada nem usar material gelado, porque assenta ao descongelar. O habitual é esperar por dias secos.
Para caminhos e terraços em bom terreno, esta espessura costuma ser suficiente. Se o pavimento tiver de suportar veículos mais pesados ou uma construção, ou se o terreno for argiloso ou encharcado, convém falar com um projetista ou com um empreiteiro experiente antes de começar.
Trabalhos relacionados
Orçamente o projeto completo, não apenas um trabalho
No preçário de trabalhos de construção escolhe artigos de todas as especialidades e o NUMIQ transforma-os num orçamento pronto para o cliente.