Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Preparação | ||||
| Impermeabilização (casa de banho) | m² | 8,33 € | - | |
| Aplicação de primário antes da aplicação de cerâmica | m² | 1,43 € | - | |
| Aplicação de banda de impermeabilização em cantos | ml | 4,40 € | - | |
Onde a impermeabilização faz falta
A zona que mais água recebe é o duche, sobretudo o duche à face do pavimento, com caleira ou ralo. Aqui impermeabiliza-se todo o pavimento do duche e as paredes pelo menos até onde a água salpica, o que na prática costuma significar acima da altura do chuveiro.
Porquê impermeabilizar debaixo da banheira, se a banheira segura a água? Porque a água escorre pelo azulejo, entra pela junta entre a banheira e a parede e acaba debaixo da banheira, onde ninguém a vê. Por isso trata-se o pavimento sob a banheira, a parede atrás dela e uma faixa de parede acima do rebordo.
Junto ao lavatório e à sanita há menos água, mas convém proteger pelo menos uma faixa de parede atrás do lavatório. O pavimento costuma impermeabilizar-se em toda a casa de banho, com a camada levantada nas paredes ao longo do perímetro. Assim, se o chão ficar inundado, a água não foge para as paredes nem para a divisão ao lado.
Num prédio em condomínio, a impermeabilização protege também a fração de baixo, o que evita conflitos e reparações em casa alheia.
Materiais e quando escolher cada um
- Membrana líquida (em dispersão): produto pronto a usar, em balde, aplicado com rolo ou trincha. É fácil de trabalhar, por isso é a escolha habitual de ladrilhadores e de quem faz obras em casa nas casas de banho comuns.
- Argamassa impermeabilizante bicomponente: mistura-se um pó com um componente líquido. É mais resistente e adequada a zonas com humidade constante, por exemplo duches sem base ou espaços de spa.
- Membranas em folha de um sistema: colam-se sobre a base, têm espessura constante e não obrigam a esperar entre demãos. São úteis quando a base ainda está algo húmida ou quando é preciso avançar depressa.
Em todos os casos fazem parte do sistema as bandas de reforço para cantos e para a junta parede-pavimento, as peças de canto pré-formadas e as manchetes de estanquidade para atravessamentos de tubos e para o ralo. Convém que tudo venha do mesmo sistema e do mesmo fabricante, incluindo o primário e a cola do revestimento. Só assim há garantia de que os produtos funcionam bem em conjunto. As impermeabilizações sob cerâmica são avaliadas segundo a norma NP EN 14891, normalmente indicada na embalagem.
O que facilita ou complica o trabalho
O tempo e o esforço necessários, e portanto o custo final, dependem sobretudo destes fatores:
- Estado da base: um reboco ou uma betonilha lisos, firmes e secos só precisam de primário. Irregularidades, restos de cola antiga ou reboco a esfarelar significam trabalho extra.
- Tipo de base: pladur, betão celular ou betonilha de anidrite exigem o primário adequado. A anidrite tem ainda de estar bem seca, e isso deve confirmar-se com uma medição de humidade.
- Forma do espaço: cada canto, nicho, parede técnica e atravessamento de tubo é mais um pormenor com banda ou manchete.
- Tipo de duche: um duche com base é mais simples. Um duche à face do pavimento com caleira exige uma ligação rigorosa ao esgoto e uma pendente bem executada.
- Área a impermeabilizar: tratar só a zona do duche e da banheira dá menos trabalho do que o pavimento inteiro e as paredes até ao teto.
Guia para quem faz em casa: impermeabilização com membrana líquida
A aplicação de membrana líquida está ao alcance de uma pessoa habilidosa. O essencial é ter paciência e respeitar à risca os tempos de secagem indicados pelo fabricante. Em caso de dúvida na ligação à caleira de duche, convém deixar esse pormenor a um ladrilhador.
- Retirar o revestimento antigo, os restos de cola e o reboco solto.
- Regularizar as irregularidades maiores e deixar secar as reparações.
- Aspirar a superfície e limpar o pó, a gordura e a sujidade.
- Aplicar o primário indicado para o tipo de base e deixar secar.
- Embeber as bandas de reforço na primeira demão, nos cantos, nas esquinas e na junta parede-pavimento.
- Colocar as manchetes nos atravessamentos de tubos e a manchete de estanquidade no ralo ou na caleira.
- Aplicar a primeira demão em toda a superfície e deixar secar conforme as instruções.
- Aplicar a segunda demão, de preferência cruzada em relação à primeira, para não ficarem zonas finas.
- Verificar se a camada é contínua, sem furos, bolhas nem zonas transparentes.
- Esperar pela cura completa e só depois assentar a cerâmica com cola flexível.
Erros mais comuns
- Cantos sem banda de reforço: o canto é onde a base mais se movimenta, e a membrana sozinha acaba por fissurar.
- Uma só demão fina: os fabricantes indicam normalmente duas demãos e uma espessura mínima que uma única demão não atinge.
- Falta de primário: a membrana agarra mal e pode soltar-se, levando consigo o revestimento.
- Impermeabilizar só o chão: a água do duche escorre pelas paredes e, sem a camada levantada nas paredes, infiltra-se na alvenaria.
- Ligação mal feita ao ralo: nos duches à face do pavimento é uma causa frequente de infiltrações.
- Assentar cerâmica sobre membrana húmida: a camada não chega a curar e a cola pode danificá-la.
Como verificar a impermeabilização acabada
A verificação deve fazer-se antes de a cerâmica tapar tudo. Depois disso, encontrar um defeito torna-se muito difícil. Convém percorrer esta lista:
- a camada é contínua e de cor uniforme, sem zonas transparentes,
- os cantos e a junta parede-pavimento têm bandas de reforço,
- os atravessamentos de tubos têm manchetes e o ralo ou a caleira está ligado com manchete de estanquidade,
- no duche, a impermeabilização sobe nas paredes acima da altura do chuveiro,
- o pavimento está tratado também debaixo da banheira e a camada sobe nas paredes,
- a membrana não tem bolhas, fissuras nem zonas descoladas,
- o ladrilhador conhece o sistema utilizado e usa a cola recomendada pelo fabricante.
Perguntas frequentes
No duche e junto à banheira é indispensável, e recomenda-se também em todo o pavimento, com a camada levantada nas paredes. Nas paredes fora das zonas molhadas normalmente não se faz, mas uma faixa atrás do lavatório é uma boa precaução.
Depende do material, da temperatura e da humidade do ar. As membranas líquidas costumam precisar de algumas horas entre demãos e de mais algum tempo para curar. Os valores exatos estão na ficha técnica do fabricante.
Alguns sistemas permitem-no, com um primário próprio, se o azulejo estiver firme e desengordurado. Deve sempre confirmar-se que o revestimento antigo está bem agarrado, caso contrário pode cair com a camada nova.
Sim, pelo menos nas paredes à volta da base e na junta entre a base e a parede. A água escorre pelo azulejo e o silicone perde elasticidade com o tempo.
Os sinais de alerta são manchas de humidade nas paredes do outro lado da casa de banho, bolor nas juntas que volta sempre e azulejos ocos ou soltos. A certeza só chega quando se retira o revestimento durante a remodelação.
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