Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Pacotes | ||||
| Instalação elétrica T3 - embutidos + aparelhagem | unid. | 2 250,00 € | - | |
| Instalação elétrica T0 - embutidos + aparelhagem | unid. | 1 500,00 € | - | |
| Instalação elétrica T1 - embutidos + aparelhagem | unid. | 1 750,00 € | - | |
| Instalação elétrica T2 - embutidos + aparelhagem | unid. | 1 937,50 € | - | |
| Instalação elétrica T4 - embutidos + aparelhagem | unid. | - | ||
O que inclui a montagem e a finalização num apartamento de 4 assoalhadas
Os eletricistas dividem o trabalho em duas fases. A primeira é a montagem, também chamada fase de tubagem: marcar os percursos, abrir os roços, assentar as caixas, passar tubo e condutores e colocar a caixa do quadro. Seguem-se o reboco, o pladur, o ladrilho e a pintura. A segunda fase é a finalização: montar aparelhagem nas caixas, ligar o quadro, ligar os equipamentos fixos, testar todos os circuitos e fazer as medições de segurança, registadas num relatório.
Num T3 há normalmente sala, três quartos (suite, quarto das crianças, escritório ou quarto de hóspedes), cozinha, hall, corredor, casa de banho e muitas vezes uma segunda casa de banho ou um WC de serviço. Cada divisão tem necessidades diferentes. Por isso convém esclarecer logo no início o que o orçamento inclui. Normalmente fazem parte do pacote:
- circuitos de tomadas e de iluminação em todas as divisões,
- circuitos dedicados para placa, forno, máquina da loiça, máquina da roupa e termoacumulador ou esquentador elétrico,
- quadro elétrico novo com disjuntores, interruptores diferenciais e, em geral, proteção contra sobretensões,
- ligação equipotencial nas casas de banho (tubagens metálicas de água e esgoto, banheira metálica, se existir),
- montagem de interruptores e tomadas e ligação das luminárias aos pontos de luz,
- ensaios da instalação e relatório com as medições.
Há pontos que costumam gerar dúvidas: o fornecimento das luminárias, a rede de telecomunicações (tomadas de dados, televisão, campainha ou videoporteiro), o troço entre o contador no patamar e o quadro do apartamento, e o tapamento dos roços. Convém perguntar por cada um destes pontos de forma explícita. É aqui que surge a maior parte dos mal-entendidos entre cliente e empresa.
Em que um T3 difere dos apartamentos mais pequenos e maiores
A tabela de preços tem rubricas separadas para apartamentos de 1, 2, 3, 4 e 5 assoalhadas. A diferença não está só nos metros de cabo. Com o número de divisões crescem o número de circuitos, o tamanho do quadro, o trabalho de planeamento e o tempo de cada fase. De forma simples:
- 1 assoalhada (T0): quadro pequeno, poucos circuitos, quase sempre alimentação monofásica, cozinha e sala no mesmo espaço. O trabalho dura poucos dias.
- 2 assoalhadas (T1): junta-se um quarto, os circuitos de tomadas passam a dividir-se por divisão e a cozinha costuma ser independente.
- 3 assoalhadas (T2): o apartamento mais comum, em que já faz sentido pensar em trifásico e em diferenciais separados para grupos de circuitos.
- 4 assoalhadas (T3): sala e três quartos, muitas vezes duas casas de banho, cozinha maior e corredor mais comprido. O quadro tem em geral três a quatro filas, os circuitos são bastante mais e, com placa de indução e vários eletrodomésticos grandes, o trifásico é quase sempre a escolha sensata.
- 5 assoalhadas (T4): apartamento grande ou duplex, em que entram também a escada interior, mais iluminação de passagem e por vezes um ou dois quadros parciais.
O que é próprio de um T3
O primeiro ponto é a distribuição da carga. Numa casa com quatro ou cinco pessoas é comum funcionarem ao mesmo tempo a máquina da roupa, a máquina de secar, a da loiça, a placa, o forno, vários computadores e, no verão, o ar condicionado. Num apartamento pequeno basta uma divisão razoável dos circuitos. Aqui os equipamentos têm de ser distribuídos pelas fases para o disjuntor geral não disparar. No projeto, o eletricista deve saber dizer que equipamento fica em que fase.
O segundo ponto é a divisão dos diferenciais. Se a casa toda estiver atrás de um único diferencial, uma tomada húmida na varanda corta a luz ao apartamento inteiro, frigorífico e arca incluídos. Num T3 os circuitos dividem-se, por regra, em vários grupos com diferencial próprio. Nos circuitos sensíveis usam-se disjuntores diferenciais combinados.
O terceiro ponto é o comprimento dos percursos. O último quarto ao fundo do corredor pode ficar bastante longe do quadro no hall. Em percursos longos e com mais carga, o eletricista verifica a queda de tensão e escolhe a secção do condutor em função disso. Num T0 isto raramente se coloca. Num T3 faz parte normal do projeto.
Preparação: o que deve estar decidido antes de chegarem os eletricistas
O que mais custa em dinheiro e paciência são as alterações a meio da obra. Com o roço aberto e o tubo passado, mudar uma tomada um metro obriga a abrir de novo e a voltar a tapar. Antes de a equipa entrar, convém ter claros os pontos seguintes.
Disposição dos móveis e equipamentos
Convém desenhar cada divisão com camas, mesas, televisão, roupeiros e móveis de cozinha. Na cozinha, o ideal é ter o desenho do fornecedor dos móveis com a posição exata dos eletrodomésticos, do exaustor e da iluminação sob os armários. Nos quartos pensa-se em tomadas dos dois lados da cama, junto à secretária, atrás da televisão e no local do router. Uma pergunta frequente é quantas tomadas chegam. Na prática, quase sempre se lamenta ter poucas, e quase nunca o contrário, sobretudo no quarto das crianças e no escritório.
Condomínio e alimentação
Num prédio deve contactar-se sempre a administração do condomínio. Interessa-lhe sobretudo o que toca às partes comuns, como o troço entre o contador no patamar e o apartamento ou as passagens pela coluna montante, e o horário dos trabalhos ruidosos definido no regulamento do condomínio.
Se a ideia é aumentar a potência contratada ou passar de monofásico a trifásico, isso trata-se com o comercializador de energia, que articula com o operador da rede. Pode demorar algumas semanas. Por isso convém começar antes da própria remodelação e confirmar se o troço comum aguenta a nova potência.
Preparação da obra
- reboco, azulejo e tetos falsos antigos retirados onde vão ser substituídos,
- decisão tomada sobre tetos falsos ou paredes em pladur, porque nesses o tubo passa de outra forma,
- cota do pavimento acabado marcada, porque é a partir dela que se medem as alturas das caixas,
- alimentação provisória para ferramentas, se a instalação antiga for desligada de uma vez.
Como decorre o trabalho em obra
Visita, projeto e marcação
O eletricista vê o apartamento e verifica a entrada, o estado da caixa do contador no patamar e o material das paredes. Depois percorre com o cliente divisão a divisão e marca diretamente nas paredes as caixas e os percursos. É a hora mais importante de toda a obra. Sempre que possível, convém estar presente e levar as medidas dos móveis.
Remoção da instalação antiga
Em muitos apartamentos antigos há condutores sem terra, isolamentos ressequidos, tubos entupidos e emendas sem caixa. Numa substituição completa, os condutores antigos retiram-se ou desligam-se e deixam de ser usados. Aproveitar tubos velhos só faz sentido se estiverem livres e com diâmetro suficiente. Misturar troços antigos com a instalação nova não se recomenda.
Roços e caixas
Os roços abrem-se com roçadora com aspiração, que faz dois cortes paralelos. O material entre eles é depois retirado. Mesmo assim há muito pó, por isso convém proteger antes janelas, aros e radiadores. Os percursos seguem na horizontal e na vertical, nunca na diagonal, para se poderem adivinhar mais tarde ao furar. Nos prédios em betão armado os pilares, vigas e lajes não se cortam. Os roços fazem-se nas paredes de tijolo, e os tubos passam pelo pavimento, pelo teto falso ou pelas divisórias. Em caso de dúvida sobre uma parede, deve ouvir-se um técnico de estruturas.
As caixas assentam com gesso ou argamassa de presa rápida. As alturas habituais são cerca de 30 cm para tomadas nos quartos, 105 a 120 cm para interruptores e, na cozinha, por volta de 110 cm acima do pavimento acabado para as tomadas da bancada. Nas casas de banho mandam as distâncias à banheira e ao duche, que definem os volumes onde se pode ou não colocar tomada ou interruptor.
Circuitos e quadro
O tubo e os condutores seguem do quadro para cada caixa, circuito a circuito. Nas pontas fica folga suficiente e cada circuito é identificado, para ninguém ter de adivinhar na finalização. A caixa do quadro embute-se no hall ou no corredor, com módulos livres para ampliações futuras, por exemplo ar condicionado ou carregamento de bicicleta elétrica.
Pausa para reboco e pintura
Depois da tubagem entram o pedreiro, o estucador e quem monta o pladur. Antes de os roços serem tapados, o eletricista deve dar ao cliente oportunidade de fotografar tudo. Fotografias com uma fita métrica encostada à parede dão jeito em cada furo que se fizer depois.
Finalização e ensaios
Depois da pintura e do ladrilho montam-se tomadas e interruptores e liga-se o quadro. Ligam-se também a placa, o forno e o termoacumulador, e as luminárias nos pontos de luz. Seguem-se as medições: resistência de isolamento, continuidade do condutor de proteção, resistência de terra, impedância de anel e disparo dos diferenciais. O resultado fica num relatório de ensaios. Sem estas medições a instalação não deve ser usada. A falta de registo pode também complicar uma participação ao seguro.
Quanto tempo demora
Para uma equipa de duas pessoas, a montagem num T3 leva em geral uma a duas semanas, conforme o material das paredes e o número de circuitos. A finalização costuma levar dois a quatro dias e os ensaios cerca de um dia. Entre as duas fases há que contar com o reboco, o pladur, o ladrilho e a pintura. No total, a parte elétrica espalha-se por várias semanas de remodelação.
Materiais e opções que vale a pena decidir
Em apartamentos usam-se habitualmente condutores de cobre do tipo H07V em tubo corrugado embebido na parede, ou cabo multicondutor nos troços à vista ou em pladur. Para iluminação a secção é normalmente de 1,5 mm² e para tomadas de 2,5 mm². Para a placa em trifásico usa-se cabo de cinco condutores com a secção indicada pelo fabricante da placa. No pladur há caixas próprias com garras de fixação.
Na aparelhagem há que escolher entre bornes sem parafuso e bornes de aperto clássicos. Os sem parafuso são rápidos e fiáveis se os condutores forem bem descarnados. Convém escolher uma só série de tomadas e interruptores para a casa toda, para os espelhos condizerem e ser possível comprar peças mais tarde.
No quadro, hoje é norma ter diferencial de 30 mA nos circuitos de tomadas e proteção contra sobretensões. Na casa inteligente (estores, luz e aquecimento pela aplicação) convém decidir antes. Alguns sistemas pedem neutro na caixa do interruptor ou um condutor próprio até ao quadro, e isso é difícil de acrescentar depois. Mesmo sem planos para já, neutro nas caixas dos interruptores e caixas um pouco mais fundas deixam a porta aberta.
O que facilita o trabalho e o que o complica
O trabalho anda mais depressa e com menos imprevistos quando:
- o apartamento está vazio, sem móveis e sem ninguém a viver lá durante a obra,
- as divisórias são de tijolo furado ou de pladur, onde o tubo passa com facilidade,
- há um projeto exato da cozinha e da disposição dos móveis,
- a remodelação se faz de uma vez e o eletricista não fica à espera de decisões.
Torna-se mais exigente quando:
- muitas paredes são de betão, o que obriga a desviar percursos para pavimento e teto,
- muda a planta e com ela a posição do quadro ou da cozinha,
- é preciso refazer também o troço desde o contador, o que pede acordo com o condomínio e por vezes intervenção do operador da rede,
- há pessoas a viver na casa e a instalação tem de ser trocada por partes,
- se pedem muitos cenários de luz, fitas LED, apliques e comando inteligente.
Ligação com as outras especialidades
O eletricista aparece duas vezes na obra e pelo meio cruza-se com quase todos. Antes da montagem, as demolições devem estar feitas e as novas paredes definidas. O canalizador e o eletricista devem combinar percursos para os condutores não ficarem mal cruzados com a água. Devem também definir onde ficam o termoacumulador, a máquina da roupa e o piso radiante elétrico na casa de banho, se existir. No aquecimento convém confirmar se a caldeira, a bomba de calor ou as cabeças termostáticas precisam de alimentação.
Quem monta o pladur precisa de saber onde ficam os focos, para não pôr um perfil exatamente ali. O ladrilhador deve ter as caixas já assentes, para cortar o azulejo à volta delas com rigor. O fornecedor da cozinha tem de entregar o desenho das tomadas antes de se abrirem roços. Por fim o pintor: a aparelhagem só se monta depois da pintura, senão fica manchada.
Erros que só se notam com o tempo
A maior parte dos erros não nasce na ligação, nasce no planeamento. Situações típicas:
- poucas tomadas junto à cama e à secretária, e a casa enche-se de extensões,
- tomadas atrás dos móveis da cozinha em sítios inacessíveis, ou falta de tomada para o exaustor e a luz sob os armários,
- todos os circuitos atrás de um único diferencial, e uma avaria pequena corta a luz à casa toda,
- eletrodomésticos grandes na mesma fase, com o disjuntor geral a disparar quando se cozinha e se lava roupa ao mesmo tempo,
- percursos na diagonal ou sem registo, que acabam num condutor furado ao pendurar uma prateleira,
- quadro sem identificação, em que anos depois ninguém sabe que disjuntor é de que quarto,
- ligações mal apertadas no quadro, que mais tarde aquecem ou dão cheiro a queimado,
- falta de ligação equipotencial nas casas de banho, detetada nos ensaios.
A instalação elétrica só deve ser feita por eletricista qualificado. Por isso este pacote não tem guia de montagem por conta própria. O dono da obra pode ajudar na preparação: esvaziar o apartamento, proteger janelas e aros e fazer um desenho rigoroso dos móveis. A ligação e as medições ficam para o profissional.
Verificação e receção da instalação
Na receção convém percorrer a casa com o eletricista e experimentar tudo o que for possível. Sem pressa: um T3 tem dezenas de aparelhos. Deve reservar-se pelo menos uma hora e verificar:
- relatório de ensaios com data, assinatura do técnico e sem anomalias por resolver,
- esquema do quadro e identificação de todos os disjuntores e diferenciais por divisão,
- funcionamento de cada diferencial com o botão de teste,
- cada tomada, com um testador ou com o carregador do telemóvel,
- cada interruptor e os comandos de lustre e de escada no corredor e na sala,
- placa, forno, termoacumulador e máquina da loiça em funcionamento real,
- espelhos alinhados, sem folgas entre aparelho e azulejo,
- fotografias dos percursos antes de tapados os roços,
- módulos livres no quadro para ampliações futuras,
- condições de garantia e contacto da empresa para reclamações.
Perguntas frequentes
Nem sempre. Se esse troço for antigo, sem terra ou com secção pequena, ou se a casa passar a trifásico, costuma justificar-se. Esse troço passa por partes comuns, por isso deve tratar-se com a administração do condomínio e, em caso de alteração de potência, com o comercializador de energia.
Com placa de indução, forno, máquina da loiça, máquina da roupa e de secar a trabalhar ao mesmo tempo, o trifásico é na prática muito útil. A carga reparte-se e o disjuntor geral deixa de disparar. A recomendação concreta deve vir do eletricista, com base na lista dos equipamentos.
É possível, mas o trabalho demora mais e há muito pó. A instalação passa a ser trocada por partes e algumas divisões ficam sem luz durante uns dias. Sempre que der, é mais simples estar fora durante a fase de roços.
A luz acender não diz nada sobre a proteção contra choques elétricos. As medições confirmam o isolamento, o condutor de proteção, a terra e o disparo dos diferenciais. O relatório dá jeito ao vender a casa e numa participação ao seguro.
O número exato depende dos equipamentos e da planta. Por regra, os eletrodomésticos grandes da cozinha e da casa de banho têm circuito próprio. A iluminação divide-se em vários grupos e as tomadas repartem-se por divisões. Mais do que o número conta a boa distribuição pelas fases e pelos diferenciais.
Na maioria dos casos sim, porque o custo de o prever agora é pequeno face ao de abrir paredes depois. Basta deixar neutro nas caixas dos interruptores, caixas mais fundas e alguns módulos livres no quadro. Os aparelhos inteligentes podem ficar para mais tarde.
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