Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Pacotes | ||||
| Instalação elétrica T4 - embutidos + aparelhagem | unid. | 2 937,50 € | - | |
| Instalação elétrica T0 - embutidos + aparelhagem | unid. | 1 500,00 € | - | |
| Instalação elétrica T1 - embutidos + aparelhagem | unid. | 1 750,00 € | - | |
| Instalação elétrica T2 - embutidos + aparelhagem | unid. | 1 937,50 € | - | |
| Instalação elétrica T3 - embutidos + aparelhagem | unid. | - | ||
O que inclui o pacote de montagem e acabamento
"Preço fechado" significa que o trabalho é orçamentado para o apartamento inteiro, e não tomada a tomada. Para isto funcionar, as duas partes têm de saber exatamente o que está incluído. Num apartamento de 5 assoalhadas esta clareza pesa mais do que num T1, porque as diferenças no número de pontos podem ser grandes.
Instalação de base (montagem)
- marcação dos percursos e das posições das caixas nas paredes, segundo o plano acordado,
- abertura de roços e furação para as caixas,
- colocação das caixas de aparelhagem e das caixas de derivação,
- colocação dos tubos corrugados e enfiamento dos condutores para circuitos de iluminação, tomadas, cozinha, casas de banho e aparelhos dedicados,
- montagem e ligação do novo quadro elétrico da habitação,
- ligação à alimentação que vem das zonas comuns do prédio, se estiver no âmbito acordado,
- ligações equipotenciais nas casas de banho, quando necessárias.
Acabamento
O acabamento só chega depois do reboco, do estuque e da pintura. O eletricista coloca tomadas, interruptores e reguladores de intensidade, deixa os ligadores para os pontos de luz, equipa o quadro com disjuntores e diferenciais e ensaia tudo. É aqui que se vê se a montagem foi bem feita: uma caixa demasiado funda ou torta é difícil de corrigir nesta fase.
O que normalmente fica de fora
Costumam tratar-se à parte o tapamento dos roços, a montagem de luminárias (sobretudo candeeiros de teto e fitas LED), as telecomunicações (dados, televisão, campainha, alarme), a domótica, a substituição da coluna montante do prédio e a alteração da potência contratada. A aparelhagem é muitas vezes escolhida pelo cliente, por isso convém esclarecer logo se é fornecida pelo eletricista ou pelo dono da obra. Também convém perguntar de forma direta se os ensaios finais com relatório escrito estão incluídos.
Em que difere das variantes mais pequenas
A tabela de preços tem o mesmo trabalho para apartamentos de 1, 2, 3 e 4 assoalhadas, cada um com página própria. O princípio é igual, mas com o tamanho não muda só o número de tomadas. Muda a forma de pensar a instalação toda.
- 1 e 2 assoalhadas: poucos circuitos, quadro pequeno de uma ou duas filas, trabalho para um ou dois eletricistas durante alguns dias. Cozinha e casa de banho são os únicos pontos exigentes.
- 3 assoalhadas: o T2 típico. Os circuitos aumentam e o quadro já pede mais filas, mas a conceção continua simples.
- 4 assoalhadas: muitas vezes já duas casas de banho, mais eletrodomésticos e percursos mais longos.
- 5 assoalhadas: o maior âmbito. Em geral duas casas de banho, uma cozinha grande com placa de indução, escritório com muitas tomadas, closet, por vezes ar condicionado em várias divisões. Há tantos circuitos que o quadro tem várias filas e a distribuição pelos diferenciais tem de ser bem pensada.
Na prática, num apartamento de 5 assoalhadas isto significa:
- Condutores mais longos: do quadro até à divisão mais afastada o percurso pode ser grande. Para aparelhos potentes deve ter-se em conta a queda de tensão e escolher a secção adequada.
- Mais diferenciais: se o apartamento inteiro dependesse de um só diferencial, uma avaria num aparelho deixava a casa toda às escuras. Por isso os circuitos dividem-se por vários diferenciais, ou usam-se disjuntores diferenciais (RCBO) nos circuitos mais importantes.
- Potência disponível: um apartamento grande com indução, forno, dois termoacumuladores e ar condicionado pode esbarrar na potência contratada. Por vezes é preciso pensar em alimentação trifásica ou num aumento de potência.
- Equipa maior: na montagem trabalham normalmente várias pessoas ao mesmo tempo, senão o trabalho atrasaria as outras especialidades durante semanas.
- Maior risco de erro no plano: em cinco divisões é fácil esquecer uma tomada junto à cama ou um interruptor na segunda entrada da sala. Um bom plano conta aqui mais do que num apartamento pequeno.
Preparação antes da chegada do eletricista
Plano de tomadas e pontos de luz
O que mais vale é um plano feito antes de alguém começar a abrir roços. Basta a planta do apartamento com os móveis desenhados: onde fica a cama, a secretária, a televisão, a bancada da cozinha, a máquina de lavar, a máquina de secar. Só depois se desenham tomadas e interruptores. Porquê? Porque uma tomada atrás de um roupeiro não serve para nada e um interruptor atrás da porta aberta ninguém o encontra. Para a cozinha, convém pedir ao fornecedor dos móveis o desenho com a posição dos eletrodomésticos, senão as caixas acabam muitas vezes por mudar de sítio.
Coordenação com a administração do condomínio
Num prédio, a fração não está isolada. A alimentação chega das zonas comuns, o contador pertence ao operador da rede e algumas paredes podem ser estruturais. Antes de começar, convém avisar a administração do condomínio, combinar o corte da alimentação e o acesso ao quadro de colunas ou ao contador no patamar. Muitos prédios têm regras próprias sobre horários de obras ruidosas e remoção de entulho.
Potência contratada
Se a ideia é ter mais potência, por exemplo para indução, bomba de calor para águas quentes ou carregamento de um carro elétrico na garagem, o pedido de alteração faz-se junto do comercializador de energia. Pode demorar algum tempo, por isso deve tratar-se em paralelo com o planeamento e não só no fim da obra.
Estado do apartamento
O apartamento deve estar vazio, os azulejos antigos e o reboco velho retirados nas zonas dos roços, e as paredes divisórias a demolir ou a construir já resolvidas. O eletricista precisa de saber onde ficam as paredes finais, senão desenha percursos às cegas. Deve haver uma alimentação provisória para as ferramentas, como um quadro de obra ou um circuito provisório combinado.
Como decorre o trabalho em obra, passo a passo
- Desligar e retirar a instalação antiga. Fios velhos que não saem sem estragar a parede ficam por vezes no interior, desligados. O essencial é que nenhum fique em tensão.
- Percorrer o apartamento com o cliente e marcar todas as caixas e percursos nas paredes. Num apartamento de 5 assoalhadas isto ocupa muitas vezes um dia inteiro, e compensa.
- Abrir roços e furar as caixas. Usa-se uma roçadora com aspiração, que reduz muito o pó. Os percursos seguem na vertical e na horizontal em faixas combinadas, nunca na diagonal.
- Fixar as caixas com gesso ou argamassa de presa rápida. As caixas têm de ficar à face da futura superfície da parede, contando com a espessura do reboco ou do azulejo.
- Colocar os tubos e enfiar os condutores. Cada circuito fica identificado na ponta, junto ao quadro, para mais tarde se saber o que vai para onde.
- Montar o quadro e ligar a alimentação. A ligação à entrada vinda do patamar só se faz depois de combinada com a administração e com a alimentação cortada.
- Medições de controlo da instalação de base e fotografias dos percursos antes do tapamento. As fotografias das paredes com os tubos à vista são preciosas quando, anos depois, for preciso furar.
- Tapamento dos roços, reboco, estuque, pintura e azulejo. Isto fica a cargo de outras especialidades.
- Acabamento: colocação da aparelhagem, equipamento do quadro, ligadores para os pontos de luz.
- Ensaios finais e medições: continuidade do condutor de proteção, resistência de isolamento, resistência de terra e disparo dos diferenciais, com entrega de relatório escrito.
Materiais e variantes
Tubos e condutores
Em Portugal, nas paredes de alvenaria, o habitual é embeber tubo corrugado e enfiar depois os condutores de cobre, o que permite substituir ou acrescentar fios sem partir paredes. Os circuitos de iluminação levam normalmente condutores de 1,5 mm² e os de tomadas de 2,5 mm². A placa de indução tem circuito próprio, com secção e número de condutores conforme a ligação seja monofásica ou trifásica e conforme as indicações do fabricante. Nos percursos longos até aparelhos potentes, o eletricista pode optar por uma secção maior para limitar a queda de tensão.
Terra
Em muitos prédios antigos as tomadas não têm terra ou a ligação à terra do edifício é deficiente. Numa remodelação completa, a instalação nova deve levar condutor de proteção em todos os circuitos, e convém que o eletricista meça a resistência de terra. Se o problema estiver na terra do prédio, a solução passa pelo condomínio.
Quadro elétrico
Para um apartamento grande escolhe-se um quadro de várias filas com espaço livre. A reserva compensa: se mais tarde entrar ar condicionado ou carregamento de carro, não é preciso trocar a caixa. O quadro embutido fica mais bonito, mas precisa de uma parede com espessura suficiente. Em paredes ou pilares de betão armado não se abrem grandes cavidades, e aí escolhe-se um quadro saliente ou outro local.
Proteções
- Diferencial de 30 mA: protege as pessoas contra choques. Hoje é corrente nos circuitos de tomadas e nas casas de banho.
- Disjuntor diferencial (RCBO): junta as duas funções num só circuito. Numa avaria dispara apenas esse circuito, e não meia casa. Em cinco assoalhadas é útil, por exemplo, no circuito do frigorífico ou do computador.
- Descarregador de sobretensões: protege a eletrónica contra sobretensões da rede. A necessidade e o tipo avalia-os o eletricista conforme o que existe no prédio.
Caixas e aparelhagem
No pladur usam-se caixas próprias para paredes ocas, na alvenaria e no betão as caixas clássicas. Caixas mais fundas facilitam as ligações, sobretudo com muitos fios ou com um regulador de intensidade. Na aparelhagem, a diferença entre a barata e a de qualidade está sobretudo na firmeza dos bornes e na mecânica dos interruptores. Em cinco assoalhadas há muitas peças, e poupar em cada uma costuma traduzir-se mais tarde em tomadas soltas.
Interruptores clássicos ou domótica
Quem pensa em controlo inteligente de luzes e estores deve decidir antes da montagem. Alguns sistemas precisam de neutro em cada caixa de interruptor, outros de um barramento próprio ou de caixas mais fundas. Num apartamento acabado, isto resolve-se mal.
O que facilita e o que dificulta o trabalho
O esforço num apartamento de 5 assoalhadas não depende só do número de divisões. Em dois apartamentos do mesmo tamanho o trabalho pode ser muito diferente.
Facilita:
- um plano fechado e aprovado pelo cliente, que não muda durante a obra,
- apartamento vazio e divisórias concluídas,
- tetos falsos e paredes em pladur, onde os tubos passam sem roços,
- paredes de tijolo furado, muito mais fáceis de roçar do que o betão,
- quadro do patamar acessível e uma administração disponível.
Dificulta:
- paredes e pilares de betão armado, onde roçar é lento e nas zonas estruturais não se deve fazer,
- tetos de laje sem teto falso, que obrigam a levar os tubos dos pontos de luz em roços no teto ou sob o estuque,
- prédios antigos com estrutura em madeira ou paredes de tabique, que pedem cuidado redobrado,
- alterações ao plano durante a obra, que significam roços novos e caixas mudadas de lugar,
- muitos pontos especiais: piso radiante em duas casas de banho, ar condicionado, estores elétricos, tomadas escamoteáveis na bancada,
- a junção de duas frações, com duas entradas de energia e eventualmente um contador a eliminar.
Há um ponto importante nos elementos estruturais: roços horizontais fundos podem enfraquecer pilares, vigas ou paredes resistentes. Na dúvida sobre que elementos são estruturais, convém consultar a documentação do prédio junto da administração e, se necessário, um engenheiro de estruturas.
Ligação às outras especialidades e duração
O eletricista entra no apartamento duas vezes, e pelo meio trabalham outros. A montagem vem depois das demolições e das divisórias, mas antes do reboco, do estuque, da betonilha e do azulejo. Tem de ser coordenada com o canalizador: na cozinha e nas casas de banho, os cruzamentos entre tubos de água e tubos elétricos não devem acontecer por acaso, mas por acordo. Com piso radiante, é preciso saber onde ficam o termóstato e a sonda.
O ladrilhador precisa de saber onde estão as caixas para as recortar com precisão no azulejo, de preferência ao centro da peça ou numa junta. Quem monta o pladur deve conhecer a posição dos focos antes de fechar o teto falso. O pintor deve pintar antes do acabamento elétrico, e não depois, senão os espelhos das tomadas ficam com manchas de tinta.
Com uma equipa bem entrosada, a montagem num apartamento de 5 assoalhadas leva normalmente entre uma e duas semanas, conforme o material das paredes e o número de pontos. O acabamento é mais curto, em geral alguns dias. Entre um e outro passa o tempo do reboco, da secagem e da pintura, que pode chegar a várias semanas. O gesso das caixas presa depressa, mas o reboco dos roços tem de secar segundo as indicações do fabricante antes de levar estuque.
Erros típicos e como aparecem mais tarde
- Poucas tomadas no escritório e junto às camas: aparecem extensões pelo chão logo após a mudança. Num apartamento de 5 assoalhadas acontece sobretudo nas divisões que, na fase de projeto, "ainda não tinham função".
- Caixas demasiado fundas ou salientes: os espelhos não assentam e as tomadas abanam.
- Tudo num único diferencial: a avaria de um aparelho desliga a casa toda, frigorífico incluído.
- Circuitos sem identificação no quadro: numa avaria, ninguém sabe o que desligar.
- Percursos na diagonal: mais tarde, o berbequim acerta-lhes ao pendurar uma prateleira.
- Circuito da cozinha subdimensionado: a indução dispara ou não pode ser ligada como pede o fabricante.
- Telecomunicações esquecidas: depois da pintura, os cabos de dados para os quartos só passam em calha.
- Falta de fotografias: em alterações futuras, os percursos procuram-se com detetor e com risco.
Uma nota de segurança: a instalação elétrica de um apartamento só deve ser feita por um eletricista qualificado, e antes de ser posta em serviço tem de ser ensaiada e medida. Por isso nenhuma parte deste trabalho é adequada para fazer por conta própria, e este artigo não inclui um guia faça você mesmo. Se durante a obra se sentir cheiro a gás, não se deve mexer em interruptores: convém sair do apartamento e ligar para a linha de emergência do distribuidor de gás ou para o 112.
Verificação do trabalho e entrega
Na receção convém reservar tempo suficiente e percorrer o apartamento divisão a divisão. Deve acender-se cada luz, experimentar cada tomada, por exemplo com um testador de tomadas simples, e carregar no botão de teste de cada diferencial. Vale a pena pedir que expliquem o quadro.
- o relatório dos ensaios e medições foi entregue e está assinado,
- o quadro tem todos os circuitos identificados, de forma legível e de acordo com a realidade,
- cada diferencial dispara ao carregar no botão de teste,
- todas as tomadas têm terra e todos os aparelhos estão firmes, direitos e com os espelhos encostados à parede,
- cada luz acende dos pontos combinados, e nas comutações de ambos os lados,
- na cozinha, a alimentação da placa e do forno está pronta segundo as indicações do fabricante,
- nas casas de banho as ligações equipotenciais estão feitas e a aparelhagem respeita as zonas junto à banheira e ao duche,
- não ficaram pontas de fio descarnadas nem caixas abertas sem tampa,
- existem fotografias dos percursos antes do tapamento e uma planta atualizada do que foi realmente executado,
- os pontos acrescentados ou retirados estão registados no auto de receção.
Perguntas frequentes
Numa remodelação total, em regra sim. As instalações antigas muitas vezes não têm terra nem diferenciais, os isolamentos ressequem com os anos e as ligações aquecem. Além disso, não foram pensadas para os eletrodomésticos de hoje. Com as paredes abertas, é o momento certo para fazer tudo de novo.
Depende dos aparelhos. Com equipamento comum pode chegar, mas indução, vários aparelhos de ar condicionado ou aquecimento elétrico de água em duas casas de banho atingem depressa o limite. O eletricista calcula a potência necessária e indica se convém passar a trifásico ou aumentar a potência contratada junto do comercializador.
Na prática, não. Abrir roços faz muito pó e ruído, e a eletricidade fica cortada ou provisória durante bastante tempo. Num apartamento grande o trabalho avança em todas as divisões ao mesmo tempo, por isso nem sequer dá para ficar recolhido num quarto.
Antes da montagem. Alguns sistemas pedem caixas diferentes, neutro nos interruptores ou cablagem própria. Na dúvida, convém pedir ao eletricista que deixe a instalação preparada para ser ampliada mais tarde, com tubos livres e caixas mais fundas.
Se o quadro tiver reserva e existirem fotografias e planta dos percursos, é simples. Como os condutores passam em tubo, muitas vezes basta enfiar fios novos ou aproveitar o circuito mais próximo. Por isso, num apartamento de 5 assoalhadas compensa deixar espaço livre no quadro e documentar tudo desde o início.
Trabalhos relacionados
Como se faz a instalação elétrica nova num T0, dos roços às tomadas: o que preparar, erros a evitar e o que verificar na receção da obra.
Como se faz a instalação elétrica completa de um T2, dos roços aos ensaios finais, o que preparar antes e como verificar o trabalho na entrega.
Como decorre uma instalação elétrica nova num apartamento de 4 assoalhadas, o que preparar antes, como dividir circuitos e quadro e como receber a obra.
Blog
Orçamente o projeto completo, não apenas um trabalho
No preçário de trabalhos de construção escolhe artigos de todas as especialidades e o NUMIQ transforma-os num orçamento pronto para o cliente.