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Montagem de caleira suspensa

A caleira suspensa é o perfil horizontal pendurado por baixo do beirado do telhado. Recolhe a água que escorre das telhas e encaminha-a para o tubo de queda. Sem ela, a água cai junto à base da parede, encharca as fundações e a humidade sobe pelas paredes. A montagem de caleira faz-se num telhado novo, na substituição da cobertura ou quan

Atualizado 09/2026·6 min read·5 price list items
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11,70 €/ ml
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Caleiras, rufos e remates em chapa5 itens

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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Caleiras e tubos de queda
Instalar caleiras (beirais)ml11,70 €-
Instalar suporte de caleiraunid.-
Instalar tubo de quedaml10,52 €-
Instalar braçadeira de tubo de quedaunid.4,10 €-
Instalar bocal de saída de caleiraunid.14,03 €-
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O que faz parte da montagem de uma caleira

A caleira não é uma peça isolada de chapa. Funciona como parte de um sistema, e cada peça tem de encaixar na seguinte:

  • suportes da caleira, que seguram a caleira e definem a sua inclinação,
  • a própria caleira, com as uniões entre troços,
  • topos, que fecham as extremidades da caleira,
  • bocal de saída, por onde a água passa para o tubo de queda,
  • cantos interiores e exteriores, se o telhado não for de duas águas simples.

Em Portugal, muitas casas têm platibanda com caleira embutida por trás. A caleira suspensa tem uma vantagem clara em relação a essa solução: está à vista, limpa-se facilmente e, se houver um problema, a água transborda pela frente em vez de se infiltrar na estrutura do telhado ou na parede. Num telhado inclinado com beirado saliente, é uma escolha sensata.

Como se faz a montagem, passo a passo

A ordem dos passos conta. Se o bocal ou o comprimento da caleira só forem decididos depois de unir as peças, muitas vezes é preciso desmontar vários metros do sistema.

  1. Medir o comprimento do beirado e definir a posição do tubo de queda. Como referência, um tubo de queda serve cerca de 10 metros de caleira.
  2. Fixar o primeiro suporte no ponto mais alto, normalmente na extremidade mais afastada do tubo de queda.
  3. Calcular o desnível: multiplicar o comprimento da caleira em metros pela inclinação escolhida, normalmente 2 a 5 mm por metro. Com 8 metros e 3 mm por metro, o desnível é de 24 mm.
  4. Fixar o último suporte, junto ao bocal, mais baixo nesse valor e esticar um fio de pedreiro entre os dois suportes das pontas.
  5. Colocar os suportes intermédios exatamente pelo fio. Os suportes longos dobram-se com dobradora própria, não com martelo, para não danificar o revestimento.
  6. Abrir o furo do bocal no ponto mais baixo, à distância do topo indicada pelo fabricante, limpar as arestas e dobrá-las ligeiramente para baixo.
  7. Encaixar a caleira nos suportes do ponto mais alto para o bocal: meter a aba de trás e prender a da frente com a patilha do suporte.
  8. Ligar os troços com uniões do próprio sistema, com junta de borracha, e colocar e vedar os topos.
  9. Ligar o tubo de queda e fazer o teste com água.

Cada suporte deve levar pelo menos dois parafusos, e os suportes longos normalmente três. Os parafusos devem ser inoxidáveis ou galvanizados: os parafusos comuns para madeira oxidam depressa no exterior, sobretudo perto do mar. Num beirado de betão, a fixação faz-se com buchas adequadas ao material.

Material, dimensão e tipo de suportes

Que diâmetro escolher

O diâmetro não se escolhe pelo aspeto, mas pela área de telhado que a caleira drena. O que conta é a área em planta, ou seja, a área do telhado visto de cima, e não a área inclinada. Cada fabricante tem uma tabela para isso. Em moradias maiores usa-se muitas vezes o diâmetro de 150 mm. Em telhados muito inclinados a água escorre mais depressa, e em zonas de chuvadas fortes convém escolher uma dimensão acima.

Chapa galvanizada, alumínio, cobre ou PVC

  • Chapa galvanizada e lacada: comum, resistente e aguenta bem cargas.
  • Alumínio: leve e não enferruja, o que ajuda em zonas costeiras com ar salino, mas exige um trabalho de funilaria cuidado.
  • Cobre e zinco-titânio: escolhidos sobretudo em arquitetura mais exigente ou em edifícios antigos de valor.
  • PVC: silencioso e leve, muito usado em garagens, telheiros e casas mais pequenas. Dilata bastante com o calor, por isso precisa de juntas de dilatação. Com sol intenso e prolongado, e nas zonas de serra onde a neve fica vários dias, sofre mais.

Perfil meia-cana ou retangular

A caleira meia-cana limpa-se melhor sozinha, porque a sujidade não fica presa nos cantos. A retangular, com a mesma largura, leva mais água e combina com casas modernas, mas exige limpeza mais cuidadosa. A forma escolhe-se pela casa, o diâmetro pela área do telhado.

Tipos de suportes

Os suportes longos fixam-se nas varas ou nas ripas antes de assentar as telhas e são os mais fortes. Os suportes curtos, de testeira, aparafusam-se à tábua ou à face do beirado, por isso podem montar-se num telhado já acabado, mas a sua resistência depende do estado dessa base. Os suportes devem ser sempre do mesmo fabricante da caleira. Uns milímetros de diferença no perfil chegam para a caleira não assentar bem.

O que facilita e o que complica o trabalho

O caso mais simples é o telhado novo: os suportes entram antes das telhas, a fachada ainda não está acabada e o profissional trabalha a partir do andaime que já existe na obra. Pelo contrário, tornam o trabalho mais demorado e mais caro:

  • casa de dois ou mais pisos, com necessidade de andaime ou plataforma elevatória,
  • telhado recortado, com rincões, trapeiras e vários níveis,
  • remoção da caleira e dos suportes antigos,
  • tábua de testeira podre ou torta, que tem de ser reparada primeiro,
  • montagem com o telhado já acabado, quando os suportes longos deixam de ser opção,
  • acesso difícil, por exemplo junto ao terreno do vizinho ou por cima de um passeio.

A montagem de caleira é trabalho em altura, por isso deve ficar a cargo de um profissional de coberturas com equipamento e meios de segurança adequados. Num prédio em regime de condomínio, a substituição das caleiras é tratada pela administração do condomínio, e não por cada proprietário.

Erros típicos na montagem

A maior parte dos problemas com caleiras não vem do material, mas dos pormenores da montagem. Estes são os erros que se veem com mais frequência:

  • Caleira sem inclinação ou com inclinação ao contrário. A água fica parada, acumula sujidade e cria lodo, e em zonas frias gela.
  • Suportes demasiado afastados. Com o peso da água, das folhas ou da neve, a caleira cede. Normalmente colocam-se a cada 50 a 80 cm, o PVC e as zonas de neve pedem menos espaço entre eles, e o valor exato é dado pelo fabricante.
  • Caleira demasiado alta. Numa chuvada forte, a água salta a aba da frente e escorre pela fachada. A aba superior deve ficar um pouco abaixo do prolongamento do plano das telhas.
  • Uniões só com silicone. O vedante é apenas um complemento das juntas de borracha do sistema e, sozinho, deixa de vedar ao fim de poucos anos.
  • Falta de dilatação no PVC. No verão o perfil deforma-se e as uniões abrem. As uniões costumam ter uma marca para acertar a folga conforme a temperatura no dia da montagem.
  • Montagem com frio intenso. Abaixo de cerca de 5 °C o PVC fica quebradiço e os vedantes aderem mal.
  • Misturar peças de fabricantes diferentes. É uma causa frequente de fugas.

Como verificar a caleira acabada

Antes de dar o trabalho por terminado, convém deitar água com uma mangueira na ponta mais afastada da caleira durante alguns minutos e observar a caleira com alguma distância. Deve verificar-se que:

  • a água corre de forma contínua até ao bocal e não ficam poças na caleira,
  • não pinga nas uniões, nos topos nem no bocal,
  • com o caudal máximo, a água não transborda pela aba da frente,
  • vista de longe, a caleira está direita, sem barrigas nem ondulações,
  • os suportes estão bem distribuídos, também nas pontas e dos dois lados do bocal,
  • os suportes não levantam as telhas nem tapam a ventilação do telhado,
  • os parafusos são inoxidáveis ou galvanizados,
  • a zona ficou limpa e não há danos nas telhas nem na fachada.

Sempre que possível, convém fotografar os suportes antes de as telhas serem assentes. Em caso de reclamação ou de obras futuras no telhado, as fotografias fazem jeito.

Perguntas frequentes

Normalmente 2 a 5 mm por metro de comprimento, em direção ao bocal. Num troço de dez metros, isso dá um desnível de cerca de 2 a 5 cm. Uma inclinação maior não prejudica a caleira, mas numa fachada comprida pode dar a ideia de estar torta.

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