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Montagem de tubo de queda

O tubo de queda é o tubo vertical que recebe a água da caleira e a leva até ao chão, à rede de águas pluviais ou a um depósito. A montagem é necessária numa casa nova, quando se substitui um sistema antigo e corroído, depois de aplicar ETICS (capoto) na fachada ou quando o tubo existente não dá vazão nas chuvadas fortes e a água escorre p

Atualizado 09/2026·6 min read·5 price list items
Preço do trabalho padrão
10,52 €/ ml
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8,40 € - 13,70 €
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Caleiras, rufos e remates em chapa5 itens

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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Caleiras e tubos de queda
Instalar tubo de quedaml10,52 €-
Instalar caleiras (beirais)ml11,70 €-
Instalar suporte de caleiraunid.-
Instalar braçadeira de tubo de quedaunid.4,10 €-
Instalar bocal de saída de caleiraunid.14,03 €-
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Como o funileiro monta o tubo de queda

O processo é parecido em sistemas metálicos e em PVC. Muda sobretudo a forma de unir as peças. Normalmente o trabalho faz-se de cima para baixo:

  1. Definir a posição do tubo e marcar a vertical com fio de prumo ou laser, desde o bocal até ao chão, afastada de janelas, candeeiros e ligações.
  2. Verificar a pendente da caleira em direção ao bocal, normalmente na ordem dos 3 a 5 mm por metro, e colocar o bocal no ponto mais baixo, sem ficar apoiado sobre a aresta do suporte.
  3. Vencer o beiral com um par de curvas, o chamado desvio, e cortar o troço intermédio à medida certa só depois de montar tudo a seco para experimentar.
  4. Fixar as abraçadeiras à alvenaria resistente ou ao betão, em regra com um espaçamento máximo de cerca de 2 metros, e mais próximas no caso do PVC.
  5. Unir os tubos de modo que o tubo de cima entre sempre no encaixe do tubo de baixo e, no PVC, deixar a folga de dilatação indicada pelo fabricante.
  6. Instalar a peça de inspeção a cerca de um metro do chão e, por baixo, a curva de saída ou a ligação à tubagem enterrada.
  7. Deitar água na caleira e verificar a estanquidade de todas as uniões.

A abraçadeira fica logo abaixo do encaixe da união, não a meio do tubo. Aperta-se bem, mas não até ao limite, porque o tubo tem de deslizar um pouco quando a temperatura muda. Um tubo preso com demasiada força acaba muitas vezes por rachar precisamente na união, seja com o calor forte do verão, seja com as geadas das zonas do interior.

Material, diâmetro e forma: o que escolher

O diâmetro do tubo não se escolhe por ser igual ao do vizinho. Escolhe-se pela área do telhado, medida em planta, que esse tubo tem de escoar. Os fabricantes vendem caleiras e tubos em combinações fixas de medidas e convém respeitá-las. Um tubo estreito por baixo de uma caleira larga torna-se um gargalo nas chuvadas intensas de outono e a água transborda pela borda da caleira. Se a área do telhado for grande, a solução certa costuma ser um segundo tubo noutro ponto, e não um tubo cada vez mais grosso. Em coberturas planas e telhados recortados, o dimensionamento deve ficar a cargo de um projetista, que se baseia na norma NP EN 12056-3.

  • chapa galvanizada, solução metálica simples, mas a camada de zinco tem de ser protegida contra riscos,
  • chapa lacada ou alumínio lacado, muito comuns em Portugal, um bom equilíbrio entre resistência e aspeto, disponíveis em várias cores,
  • PVC, leve e não enferruja, mas dilata mais com o calor, perde cor ao sol e fica mais frágil com o frio, por isso é mais indicado para construções baixas, garagens e alpendres,
  • zinco e cobre, materiais muito duradouros que exigem um funileiro experiente.

O perfil redondo é o padrão e é aquele em que a água corre com menos resistência. O tubo retangular escolhe-se sobretudo pelo aspeto, em casas de linhas modernas. Com a mesma medida, escoa um pouco menos e a oferta de acessórios costuma ser mais reduzida.

Para onde levar a água do tubo de queda

O tubo tem de terminar em algum lado, e é aqui que surgem mais problemas. A água que sai mesmo junto à base da casa encharca durante anos o terreno junto às fundações e estraga o soco, o reboco da parte inferior e a impermeabilização enterrada. As manchas de humidade no rodapé interior têm, muitas vezes, esta origem.

Descarga livre no terreno funciona se o terreno descer em sentido contrário à casa, se houver por baixo da saída uma zona pavimentada ou um passeio perimetral e se a água escorrer pelo menos cerca de um metro para longe das fundações. A água não deve ser dirigida para o terreno do vizinho nem para o passeio público.

Ligação à rede de águas pluviais é uma solução fiável, mas entre o tubo e a tubagem enterrada deve ficar uma caixa de areias com cesto, que retém folhas e musgo antes de entupirem a tubagem.

Infiltração no terreno faz sentido onde não há rede ou a ligação não é possível. O poço ou a vala de infiltração deve ser dimensionado de acordo com a permeabilidade do solo e ficar a uma distância segura das fundações e de qualquer poço. A água da chuva não deve ir para a fossa séptica nem para uma estação de tratamento doméstica, e nunca para um poço de água para consumo.

O que facilita e o que complica o trabalho

O caso mais simples é uma casa térrea com acesso por escada, tubo redondo de material corrente e descarga livre no terreno. Pelo contrário, o trabalho fica mais demorado e exigente com:

  • uma casa mais alta, onde é preciso andaime ou plataforma elevatória,
  • uma fachada com ETICS, onde as abraçadeiras têm de atravessar o isolamento e ser fixadas à alvenaria com buchas e varões compridos,
  • a desmontagem e o transporte do tubo antigo,
  • cobre ou zinco, que exigem um trabalho mais preciso,
  • um tubo embutido na fachada ou uma saída através da platibanda numa cobertura plana, onde cada pormenor é mais sensível a infiltrações,
  • a ligação à tubagem enterrada com caixa de areias.

Quando se aplica ETICS, compensa preparar os pontos de fixação durante a obra na fachada e fotografar a sua posição. Procurar a alvenaria depois, através de uma camada grossa de poliestireno, é moroso e danifica a fachada acabada.

Erros típicos na montagem do tubo de queda

A maioria das avarias não se deve a mau material, mas a um pormenor desvalorizado. Na prática, encontram-se com frequência estes erros:

  • encaixe invertido, com o tubo de baixo a entrar no de cima, o que faz a água sair pela união e escorrer pela fachada sempre que chove,
  • abraçadeiras presas apenas ao reboco ou ao poliestireno, que acabam por se soltar com o peso da água, o vento ou uma escada encostada, levando um pedaço da fachada,
  • abraçadeiras demasiado afastadas, que deixam o tubo metálico dobrar e o de PVC deformar,
  • caleira sem pendente ou com pendente ao contrário, onde a água fica parada, acumula sujidade e cria lodo,
  • falta de peça de inspeção, o que obriga a desmontar o tubo no primeiro entupimento,
  • saída junto ao soco sem pendente do terreno e sem passeio perimetral.

Quando um tubo existente volta a transbordar, a causa costuma estar noutro sítio que não aquele onde se vê a água. Normalmente trata-se de um tubo subdimensionado ou de uma caleira com má pendente.

Como verificar o tubo de queda acabado

Na receção do trabalho, convém simular a chuva com um balde ou uma mangueira e confirmar os seguintes pontos:

  • a água não fica parada em nenhum ponto da caleira e corre sem interrupções até ao bocal,
  • o bocal tem uma grelha ou cesto contra folhas,
  • nenhuma união pinga, sobretudo nas curvas debaixo do beiral,
  • os tubos de cima estão encaixados dentro dos de baixo,
  • as abraçadeiras estão fixas à alvenaria, ficam logo abaixo dos encaixes e o tubo consegue deslizar ligeiramente,
  • o tubo está na vertical e não toca em candeeiros nem em ligações,
  • a peça de inspeção está montada e a tampa abre sem dificuldade,
  • a água sai suficientemente longe das fundações ou entra na caixa de areias.

Perguntas frequentes

Normalmente bastam duas verificações por ano: no início do outono, antes das primeiras chuvas fortes, e depois da queda das folhas. Nessa altura convém retirar os detritos da caleira, do bocal e da caixa de areias, passar o tubo por água com a mangueira e verificar se há abraçadeiras soltas ou marcas de escorrimento na fachada.

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