Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Caleiras e tubos de queda | ||||
| Instalar tubo de queda | ml | 10,52 € | - | |
| Instalar caleiras (beirais) | ml | 11,70 € | - | |
| Instalar suporte de caleira | unid. | - | ||
| Instalar braçadeira de tubo de queda | unid. | 4,10 € | - | |
| Instalar bocal de saída de caleira | unid. | 14,03 € | - | |
Como o funileiro monta o tubo de queda
O processo é parecido em sistemas metálicos e em PVC. Muda sobretudo a forma de unir as peças. Normalmente o trabalho faz-se de cima para baixo:
- Definir a posição do tubo e marcar a vertical com fio de prumo ou laser, desde o bocal até ao chão, afastada de janelas, candeeiros e ligações.
- Verificar a pendente da caleira em direção ao bocal, normalmente na ordem dos 3 a 5 mm por metro, e colocar o bocal no ponto mais baixo, sem ficar apoiado sobre a aresta do suporte.
- Vencer o beiral com um par de curvas, o chamado desvio, e cortar o troço intermédio à medida certa só depois de montar tudo a seco para experimentar.
- Fixar as abraçadeiras à alvenaria resistente ou ao betão, em regra com um espaçamento máximo de cerca de 2 metros, e mais próximas no caso do PVC.
- Unir os tubos de modo que o tubo de cima entre sempre no encaixe do tubo de baixo e, no PVC, deixar a folga de dilatação indicada pelo fabricante.
- Instalar a peça de inspeção a cerca de um metro do chão e, por baixo, a curva de saída ou a ligação à tubagem enterrada.
- Deitar água na caleira e verificar a estanquidade de todas as uniões.
A abraçadeira fica logo abaixo do encaixe da união, não a meio do tubo. Aperta-se bem, mas não até ao limite, porque o tubo tem de deslizar um pouco quando a temperatura muda. Um tubo preso com demasiada força acaba muitas vezes por rachar precisamente na união, seja com o calor forte do verão, seja com as geadas das zonas do interior.
Material, diâmetro e forma: o que escolher
O diâmetro do tubo não se escolhe por ser igual ao do vizinho. Escolhe-se pela área do telhado, medida em planta, que esse tubo tem de escoar. Os fabricantes vendem caleiras e tubos em combinações fixas de medidas e convém respeitá-las. Um tubo estreito por baixo de uma caleira larga torna-se um gargalo nas chuvadas intensas de outono e a água transborda pela borda da caleira. Se a área do telhado for grande, a solução certa costuma ser um segundo tubo noutro ponto, e não um tubo cada vez mais grosso. Em coberturas planas e telhados recortados, o dimensionamento deve ficar a cargo de um projetista, que se baseia na norma NP EN 12056-3.
- chapa galvanizada, solução metálica simples, mas a camada de zinco tem de ser protegida contra riscos,
- chapa lacada ou alumínio lacado, muito comuns em Portugal, um bom equilíbrio entre resistência e aspeto, disponíveis em várias cores,
- PVC, leve e não enferruja, mas dilata mais com o calor, perde cor ao sol e fica mais frágil com o frio, por isso é mais indicado para construções baixas, garagens e alpendres,
- zinco e cobre, materiais muito duradouros que exigem um funileiro experiente.
O perfil redondo é o padrão e é aquele em que a água corre com menos resistência. O tubo retangular escolhe-se sobretudo pelo aspeto, em casas de linhas modernas. Com a mesma medida, escoa um pouco menos e a oferta de acessórios costuma ser mais reduzida.
Para onde levar a água do tubo de queda
O tubo tem de terminar em algum lado, e é aqui que surgem mais problemas. A água que sai mesmo junto à base da casa encharca durante anos o terreno junto às fundações e estraga o soco, o reboco da parte inferior e a impermeabilização enterrada. As manchas de humidade no rodapé interior têm, muitas vezes, esta origem.
Descarga livre no terreno funciona se o terreno descer em sentido contrário à casa, se houver por baixo da saída uma zona pavimentada ou um passeio perimetral e se a água escorrer pelo menos cerca de um metro para longe das fundações. A água não deve ser dirigida para o terreno do vizinho nem para o passeio público.
Ligação à rede de águas pluviais é uma solução fiável, mas entre o tubo e a tubagem enterrada deve ficar uma caixa de areias com cesto, que retém folhas e musgo antes de entupirem a tubagem.
Infiltração no terreno faz sentido onde não há rede ou a ligação não é possível. O poço ou a vala de infiltração deve ser dimensionado de acordo com a permeabilidade do solo e ficar a uma distância segura das fundações e de qualquer poço. A água da chuva não deve ir para a fossa séptica nem para uma estação de tratamento doméstica, e nunca para um poço de água para consumo.
O que facilita e o que complica o trabalho
O caso mais simples é uma casa térrea com acesso por escada, tubo redondo de material corrente e descarga livre no terreno. Pelo contrário, o trabalho fica mais demorado e exigente com:
- uma casa mais alta, onde é preciso andaime ou plataforma elevatória,
- uma fachada com ETICS, onde as abraçadeiras têm de atravessar o isolamento e ser fixadas à alvenaria com buchas e varões compridos,
- a desmontagem e o transporte do tubo antigo,
- cobre ou zinco, que exigem um trabalho mais preciso,
- um tubo embutido na fachada ou uma saída através da platibanda numa cobertura plana, onde cada pormenor é mais sensível a infiltrações,
- a ligação à tubagem enterrada com caixa de areias.
Quando se aplica ETICS, compensa preparar os pontos de fixação durante a obra na fachada e fotografar a sua posição. Procurar a alvenaria depois, através de uma camada grossa de poliestireno, é moroso e danifica a fachada acabada.
Erros típicos na montagem do tubo de queda
A maioria das avarias não se deve a mau material, mas a um pormenor desvalorizado. Na prática, encontram-se com frequência estes erros:
- encaixe invertido, com o tubo de baixo a entrar no de cima, o que faz a água sair pela união e escorrer pela fachada sempre que chove,
- abraçadeiras presas apenas ao reboco ou ao poliestireno, que acabam por se soltar com o peso da água, o vento ou uma escada encostada, levando um pedaço da fachada,
- abraçadeiras demasiado afastadas, que deixam o tubo metálico dobrar e o de PVC deformar,
- caleira sem pendente ou com pendente ao contrário, onde a água fica parada, acumula sujidade e cria lodo,
- falta de peça de inspeção, o que obriga a desmontar o tubo no primeiro entupimento,
- saída junto ao soco sem pendente do terreno e sem passeio perimetral.
Quando um tubo existente volta a transbordar, a causa costuma estar noutro sítio que não aquele onde se vê a água. Normalmente trata-se de um tubo subdimensionado ou de uma caleira com má pendente.
Como verificar o tubo de queda acabado
Na receção do trabalho, convém simular a chuva com um balde ou uma mangueira e confirmar os seguintes pontos:
- a água não fica parada em nenhum ponto da caleira e corre sem interrupções até ao bocal,
- o bocal tem uma grelha ou cesto contra folhas,
- nenhuma união pinga, sobretudo nas curvas debaixo do beiral,
- os tubos de cima estão encaixados dentro dos de baixo,
- as abraçadeiras estão fixas à alvenaria, ficam logo abaixo dos encaixes e o tubo consegue deslizar ligeiramente,
- o tubo está na vertical e não toca em candeeiros nem em ligações,
- a peça de inspeção está montada e a tampa abre sem dificuldade,
- a água sai suficientemente longe das fundações ou entra na caixa de areias.
Perguntas frequentes
Normalmente bastam duas verificações por ano: no início do outono, antes das primeiras chuvas fortes, e depois da queda das folhas. Nessa altura convém retirar os detritos da caleira, do bocal e da caixa de areias, passar o tubo por água com a mangueira e verificar se há abraçadeiras soltas ou marcas de escorrimento na fachada.
Sim. Coloca-se no tubo um coletor que desvia parte da água para o depósito e deixa seguir o excedente. Compensa escolher um coletor que se possa fechar quando o depósito não está a ser usado. O depósito deve ter um descarregador de segurança, caso contrário, numa chuva prolongada, a água volta para trás.
É um trabalho feito em escada junto ao telhado, ou seja, em altura, por isso convém entregá-lo a um funileiro. Isto vale sobretudo para casas mais altas, sistemas metálicos, fachadas com ETICS e tubos embutidos. Por conta própria, é razoável fazer a limpeza regular e verificar a parte inferior do tubo.
Nem sempre. Se a caleira estiver em bom estado, tiver a pendente correta e as medidas forem compatíveis com o novo tubo, pode ficar. Com uma caleira corroída, má pendente ou medidas que não combinam, é mais sensato substituir o sistema completo de uma só vez.
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