Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Coberturas | ||||
| Revestimento de fachada em chapa com junta agrafada angular | m² | 16,37 € | - | |
| Montagem de estrutura de madeira para cobertura (estrutura portante) | m² | - | ||
| Instalar ripado para telhado | m² | - | ||
| Instalar contrarripado | m² | 2,80 € | - | |
| Instalar barreira de vapor | m² | 2,34 € | - | |
| Cobertura em chapa com junta agrafada / junta de pé | m² | 11,70 € | - | |
| Instalar membrana impermeabilizante PVC (telhado plano) | m² | - | ||
| Teste de faísca em membrana PVC (telhado plano) | m² | - | ||
| Assentar telha cerâmica/betão | m² | 23,38 € | - | |
Como funciona a junta agrafada em ângulo
Cada faixa de chapa tem as bordas laterais levantadas. As bordas de duas faixas vizinhas encostam-se e dobram-se em conjunto, formando um ângulo. Daí nasce uma nervura vertical, aquela linha fina que se vê na fachada. A faixa fica presa à estrutura por peças metálicas escondidas, chamadas patilhas, que ficam dentro da junta. A chapa nunca é furada na zona plana, por isso a água não tem por onde entrar.
Porquê a junta em ângulo e não a de agrafo duplo? No agrafo duplo, as bordas dobram-se duas vezes e a junta fica mais estanque. Faz sentido em coberturas com pouca inclinação, onde a água fica mais tempo parada. Numa parede vertical, a água escorre depressa, e a junta em ângulo chega perfeitamente. É mais rápida de executar e tem um aspeto limpo.
Existe também o sistema de encaixe (click), em que as bordas pré-formadas dos painéis simplesmente encaixam umas nas outras. A montagem é mais rápida em grandes superfícies lisas. Numa fachada recortada, com muitas janelas e esquinas, o agrafado tradicional continua a ser mais rigoroso.
Montagem passo a passo
A chapa nunca assenta diretamente na alvenaria. Trata-se de uma fachada ventilada: entre o isolamento e a chapa fica uma caixa de ar. O ar sobe por ela como numa chaminé e leva a humidade consigo. A parede mantém-se seca e o risco de bolor diminui.
- Plano de colocação: o funileiro desenha onde fica cada faixa, para que as juntas fiquem simétricas em relação às janelas e às esquinas.
- Suportes e estrutura: fixam-se suportes à parede e, sobre eles, uma estrutura em madeira ou metal que acerta o plano da fachada.
- Isolamento térmico: entre os suportes coloca-se o isolamento, normalmente lã mineral, que não é combustível.
- Membrana de fachada: protege o isolamento do vento e da humidade e deve ser própria para fachadas com juntas abertas.
- Caixa de ar: em geral com pelo menos 20 a 40 mm, com aberturas livres em baixo, junto ao soco, e em cima, junto à platibanda.
- Faixas e patilhas: cada faixa encaixa nas patilhas, que a seguram sem qualquer furo.
- Fecho da junta: nos troços compridos com máquina de agrafar, nas esquinas e remates com ferramenta manual.
- Remates: platibanda, peitoris, ombreiras, soco e atravessamentos, com peças do próprio sistema.
Que chapa escolher e quando
- Aço galvanizado lacado: a opção mais comum e fácil de encontrar. Para fachada, compensa um acabamento com maior resistência aos raios UV, caso contrário a cor pode desbotar com o tempo na fachada virada a sul.
- Alumínio: leve, por isso adequado em reabilitações em que a parede não aguenta muito peso. Dilata mais do que o aço com as variações de temperatura, pelo que a folga para dilatação é ainda mais importante. Resiste bem em zonas costeiras, desde que tenha o tratamento indicado pelo fabricante.
- Zinco-titânio: ganha com o tempo uma pátina cinzenta protetora, onde os pequenos riscos deixam de se notar, e dispensa pintura. Em ambiente adequado dura muitas décadas. Convém contar com um prazo de entrega mais longo.
- Cobre e aço inoxidável: muito duráveis e marcantes, mas pouco habituais em moradias.
A espessura da chapa para fachadas costuma andar entre 0,6 e 0,8 mm. Em Portugal, muitas casas ficam perto do mar, e o ar salino é exigente com o metal: nesses casos deve confirmar-se com o fornecedor se a chapa e o acabamento são indicados para ambiente marítimo. Atenção também à mistura de metais. Se a água escorrer do cobre para o aço galvanizado, dá-se corrosão galvânica e o aço estraga-se depressa. Os metais de uma mesma fachada devem ser compatíveis entre si.
O que facilita e o que complica o trabalho
Duas fachadas com a mesma área podem dar trabalhos muito diferentes. Uma parede lisa, sem vãos, avança depressa: a máquina de agrafar fecha a faixa inteira de uma vez. Cada janela, esquina, reentrância ou saída de ventilação obriga a trabalho manual adicional.
- Forma da casa: esquinas, curvas e volumes recuados pedem moldagem rigorosa.
- Número de janelas: ombreiras e peitoris estão entre os pontos mais demorados.
- Altura do edifício: em casas mais altas é preciso andaime. Se a cobertura também for feita, monta-se uma só vez.
- Estado da parede: uma parede antiga e torta exige mais trabalho a acertar a estrutura.
- Comprimento das faixas: em faixas longas, segundo o fabricante normalmente acima de 3 m, são necessárias também patilhas deslizantes.
- Tempo: com frio intenso a chapa molda-se pior e com vento forte certos remates não se podem fazer com segurança.
É um trabalho em altura, com ferramenta profissional, e deve ser entregue a um funileiro com experiência. Num prédio, a fachada é parte comum do condomínio, por isso o assunto passa pela administração do condomínio. Quando o revestimento inclui isolamento térmico, convém verificar se existem apoios à eficiência energética em vigor que se apliquem à obra.
Erros que se repetem
A chapa, por si só, dura muito. Os problemas vêm quase sempre de uma montagem que não respeita o comportamento do metal.
- Só patilhas fixas em faixas compridas: no verão o metal dilata, não tem para onde ir e a superfície ondula, ou as fixações acabam por arrancar.
- Patilhas a menos: o número deve seguir a exposição ao vento e a altura do edifício, de acordo com a NP EN 1991-1-4, e não o hábito da empresa. Caso contrário, há risco de danos numa tempestade.
- Caixa de ar tapada ou inexistente: a humidade fica presa e condensa no isolamento.
- Mástique em vez de remate: o mástique seca e fissura. A junta deve resolver-se com a forma da chapa.
- Junta mal fechada: um agrafo solto deixa entrar a chuva batida pelo vento.
- Mau plano de colocação: uma faixa estreita na esquina já não se corrige depois.
Na prática, também acontece uma empresa ter boas referências em coberturas e estar a fazer uma fachada pela primeira vez. Convém pedir exemplos de fachadas concluídas e vê-las ao vivo.
Como verificar a fachada concluída
- as juntas estão paralelas e fechadas em todo o comprimento,
- vista de lado, a superfície não apresenta ondulação,
- as faixas estão distribuídas de forma simétrica em relação às janelas e esquinas,
- as aberturas de ventilação junto ao soco e à platibanda estão livres e protegidas com rede,
- os peitoris têm pingadeira que afasta a água da parede,
- as esquinas e os atravessamentos estão resolvidos com peças do sistema e não com mástique,
- a chapa não tem riscos, amolgadelas nem restos de película protetora,
- foi entregue garantia separada para o material e para a montagem, e a documentação da chapa utilizada.
Perguntas frequentes
Sim. Numa parede vertical a água escorre depressa e não fica parada, por isso a junta em ângulo é uma solução corrente e comprovada. O agrafo duplo faz mais sentido em coberturas com pouca inclinação.
Sim, é comum. A chapa não se fixa ao isolamento: é suportada por uma estrutura presa à parede através de suportes. Entre o isolamento e a chapa tem de ficar uma caixa de ar ventilada.
Normalmente não. As gotas não batem de frente numa superfície vertical, e o isolamento e a estrutura abafam o som. Não se compara com uma cobertura em chapa.
Sim. O funileiro abre a junta, retira a faixa e agrafa uma nova. A dificuldade costuma ser a cor, porque uma chapa com pátina ou desbotada não fica exatamente igual a uma nova.
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