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Abertura de roços para gás em tijolo

Quando se muda o fogão a gás de sítio, se troca a caldeira ou se faz uma nova instalação de gás numa casa ou num apartamento, a tubagem fica normalmente embutida na parede, por baixo do reboco. Para isso é preciso abrir primeiro um roço. Este trabalho de construção civil faz-se sempre segundo o traçado definido pelo técnico de gás ou pelo

Atualizado 09/2026·6 min read·15 price list items
Preço do trabalho padrão
13,97 €/ ml
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11,10 € - 18,20 €
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Instalação de gás15 itens

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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Instalações de Gás
Abertura de roços para tubagem de gás - alvenariaml13,97 €-
Dobragem e soldadura de tubagem interior de gásml20,95 €-
Assentamento de tubagem principal de gás externa no soloml17,46 €-
Instalações de gás
Abertura de roços para tubagem de gás - betãoml31,43 €-
Instalar válvula de esfera de gásunid.17,46 €-
Ligar fogão a gásunid.40,74 €-
Instalar e ligar caldeira a gásunid.-
Regular e afinar caldeiraunid.-
Obturar tubagem de gásunid.-
Alterar e religar tubagem de gásunid.150,14 €-
Instalar termoacumulador de águas quentes sanitáriasunid.-
Teste de pressão da conduta de gásunid.69,83 €-
Inspeção de aparelho a gás (verificação de segurança)unid.-
Instalar detetor de fugas de gásunid.23,28 €-
Relocalizar contador de gásunid.139,67 €-
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Como se abre um roço, passo a passo

Um bom roço começa antes de ligar qualquer máquina. Em obra, o processo costuma ser este:

  1. Marcar o traçado. Com base no projeto ou nas indicações do técnico de gás, desenha-se na parede o percurso exato, com alturas, derivações e pontos de ligação dos aparelhos.
  2. Verificar a parede. Com um detetor e com as plantas disponíveis, confirma-se que no traçado não passam cabos elétricos, água ou aquecimento. Se houver tubagem de gás antiga por perto, o técnico de gás tem de a fechar e proteger primeiro.
  3. Preparar o espaço. Retiram-se os móveis ou cobrem-se com plástico, protege-se o pavimento com cartão ou lonas e vedam-se as portas para as outras divisões, por causa do pó.
  4. Cortar as margens. A roçadeira, com dois discos diamantados, faz dois cortes paralelos na largura e na profundidade definidas. Assim o roço fica com arestas direitas e o reboco à volta não se parte sem necessidade.
  5. Retirar o miolo. O material entre os dois cortes sai com um martelo demolidor e um escopro plano.
  6. Limpar e verificar. Retira-se o pó e os detritos e confirma-se a profundidade, a largura e o alinhamento. Só então o técnico de gás pode assentar a tubagem.

O roço feito só à mão usa-se hoje sobretudo em cantos, junto ao teto ou à volta de obstáculos onde a máquina não chega. É mais lento e o resultado costuma ser menos preciso.

Tijolo ou betão: o que muda

À primeira vista é o mesmo trabalho, mas o material da parede define a ferramenta, o tempo e os riscos.

Alvenaria de tijolo

Em Portugal, a maioria das paredes interiores e de enchimento é de tijolo furado. Corta-se com facilidade, mas exige cuidado: as paredes finas dos furos partem-se com facilidade e o roço pode alargar sem aviso. Por isso convém cortar primeiro e só depois retirar o material, em vez de abrir o roço apenas à martelada. Em casas antigas, com tijolo maciço ou pedra assente em argamassa fraca, a alvenaria é mais frágil e o trabalho deve ser feito com mais delicadeza.

Betão e betão armado

O betão é muito mais duro. O trabalho é mais lento, faz mais pó e mais barulho, e sem discos diamantados praticamente não se faz. Quase todo o betão tem armaduras de aço. As armaduras não devem ser cortadas sem a opinião de um engenheiro de estruturas, porque isso enfraquece a estrutura. Nos edifícios portugueses, pilares, vigas e lajes são normalmente de betão armado. Por isso o traçado deve contornar estes elementos sempre que possível, em vez de os atravessar. Roços horizontais em paredes de betão resistentes são particularmente delicados.

Dimensões, direção e distâncias do roço

O roço faz-se à medida da tubagem. Deve ser um pouco mais fundo e mais largo do que o tubo, para que este fique assente sem tensões, preso com abraçadeiras e coberto com argamassa e reboco. As medidas exatas são definidas pelo técnico de gás, conforme o tipo e o diâmetro do tubo. Um roço fundo demais enfraquece a parede, sobretudo em alvenaria resistente e perto de janelas e portas.

A tubagem de gás na parede segue apenas na horizontal ou na vertical, nunca na diagonal. Porquê? Se daqui a uns anos alguém for furar a parede para pendurar uma prateleira, consegue adivinhar por onde passa o tubo a partir da posição da torneira de corte ou do aparelho. Com um traçado inclinado, ninguém consegue.

A tubagem de gás tem de manter uma distância segura das instalações elétricas, de água e de outras redes, conforme o projeto e as normas aplicáveis, como a NP EN 1775. Torneiras de corte e ligações desmontáveis não ficam emparedadas: têm de continuar acessíveis. Quando o tubo passa em betão, o técnico de gás costuma prever também uma proteção, para que não fique preso diretamente no material.

O que facilita e o que dificulta o trabalho

A dificuldade do trabalho, e portanto o custo final, depende de vários fatores:

  • material da parede: o betão e o betão armado dão muito mais trabalho do que o tijolo,
  • comprimento e forma do traçado: um percurso reto numa só parede é mais simples do que um traçado com muitas curvas e atravessamentos,
  • acesso: trabalhar junto ao teto, em cantos, atrás dos móveis da cozinha ou numa casa mobilada demora mais,
  • acabamento existente: se for preciso retirar primeiro azulejo ou um reboco grosso, há trabalho a mais,
  • limpeza: a aspiração do pó, a remoção do entulho e o tapamento dos roços combinam-se muitas vezes à parte.

Uma divisão vazia e um traçado bem marcado poupam tempo a todos. Num prédio em condomínio, é de bom tom avisar os vizinhos com antecedência, porque abrir roços faz muito barulho.

Erros comuns

  • Traçado inclinado ou feito "como calhou", que o técnico não aceita na verificação final.
  • Roço pouco fundo, em que o tubo fica sem cobertura suficiente e o reboco por cima acaba por fissurar.
  • Roço demasiado fundo numa parede resistente, sem consultar um engenheiro.
  • Armadura cortada em betão armado.
  • Cabo ou tubo cortado porque a parede não foi verificada antes.
  • Roço feito só com rebarbadora, que levanta muito pó e deixa a profundidade irregular.
  • Roço por limpar, onde as abraçadeiras e a argamassa não agarram bem e as arestas vivas podem danificar o tubo.

Segurança e quem faz o quê

Abrir o roço é trabalho de construção civil. Montar, ligar e ensaiar a tubagem de gás é trabalho exclusivo de um técnico de gás qualificado. Por isso os roços abrem-se sempre em coordenação com quem vai montar a instalação, nunca "às cegas" e por antecipação.

Se sentir cheiro a gás durante o trabalho, deve parar imediatamente. Não se deve ligar nem desligar aparelhos elétricos nem interruptores. Convém abrir as janelas, sair do local e ligar para a linha de emergência do distribuidor de gás ou para o 112.

Como verificar o trabalho feito

Antes de o técnico de gás assentar a tubagem e de os roços serem tapados, convém confirmar estes pontos:

  • o traçado corresponde ao projeto ou ao que foi combinado com o técnico de gás,
  • os roços seguem apenas na horizontal e na vertical,
  • a profundidade e a largura são uniformes em todo o comprimento,
  • as arestas estão direitas e o reboco à volta não está partido sem necessidade,
  • no betão não há armaduras cortadas e no tijolo não há furos grandes rebentados,
  • nenhuma outra instalação foi danificada,
  • os roços estão limpos de pó e detritos,
  • o entulho foi retirado e o espaço limpo conforme combinado,
  • depois da montagem da tubagem foi feito o ensaio de estanquidade e entregue a respetiva documentação.

Perguntas frequentes

Tecnicamente é possível, mas não é aconselhável. O traçado tem de ser definido pelo técnico de gás, e um erro na profundidade, na direção ou na estrutura só se nota na verificação final, quando corrigir já é mais complicado. Quem quiser mesmo fazer esta parte deve combinar antes o traçado e as medidas exatas com o técnico que vai montar a tubagem.

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