Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Instalações de gás | ||||
| Alterar e religar tubagem de gás | unid. | 150,14 € | - | |
| Abertura de roços para tubagem de gás - betão | ml | 31,43 € | - | |
| Instalar válvula de esfera de gás | unid. | 17,46 € | - | |
| Ligar fogão a gás | unid. | 40,74 € | - | |
| Instalar e ligar caldeira a gás | unid. | - | ||
| Regular e afinar caldeira | unid. | - | ||
| Obturar tubagem de gás | unid. | - | ||
| Instalar termoacumulador de águas quentes sanitárias | unid. | - | ||
| Teste de pressão da conduta de gás | unid. | 69,83 € | - | |
| Inspeção de aparelho a gás (verificação de segurança) | unid. | - | ||
| Instalar detetor de fugas de gás | unid. | 23,28 € | - | |
| Relocalizar contador de gás | unid. | 139,67 € | - | |
| Instalações de Gás | ||||
| Dobragem e soldadura de tubagem interior de gás | ml | 20,95 € | - | |
| Assentamento de tubagem principal de gás externa no solo | ml | 17,46 € | - | |
| Abertura de roços para tubagem de gás - alvenaria | ml | 13,97 € | - | |
Quando é preciso mudar ou prolongar a tubagem
A situação típica: na cozinha nova, a placa fica noutra parede, longe do sítio do fogão antigo. A saída de gás acaba atrás dos móveis ou a meio de um armário, e é preciso prolongá-la ou mudá-la de sítio. O mesmo acontece quando se troca o esquentador por uma caldeira: o gás tem de chegar a um novo ponto e as saídas antigas são desligadas e tamponadas.
Convém distinguir duas situações:
- alteração da instalação interior: a tubagem a seguir ao contador já existe e muda-se apenas o percurso ou acrescenta-se uma saída, é deste trabalho que trata esta página,
- novo ramal de ligação: a casa ainda não está ligada à rede de gás natural ou muda o ponto de ligação, o que é um assunto à parte, tratado pelo operador da rede de distribuição.
Em muitas casas portuguesas o gás vem de garrafa (butano ou propano) e não da rede. A lógica é a mesma: qualquer alteração à tubagem fixa e às ligações deve ser feita por um técnico de gás. Se o gás deixar de ser usado de vez, a tubagem é cortada e tamponada de forma segura.
Como decorre o trabalho, passo a passo
- Visita ao local. O técnico vê a instalação existente, o material da tubagem, a posição das válvulas e o sítio do novo aparelho. Avalia se basta uma pequena alteração ou se é preciso um percurso novo.
- Definição da solução. Em trabalhos maiores prepara-se um esboço técnico com o percurso, o diâmetro, o material e a localização das válvulas de corte.
- Corte do gás. Antes de mexer na tubagem, fecha-se a alimentação. Num prédio, se for preciso fechar a válvula da coluna montante, isso combina-se com a administração do condomínio. O técnico purga o troço afetado e confirma que já não tem gás.
- Montagem. Corta-se ou tampona-se a saída antiga, instala-se a tubagem nova, coloca-se uma válvula de corte antes do aparelho e liga-se o aparelho, no caso do fogão normalmente com um tubo flexível certificado para gás.
- Ensaio de estanquidade. A tubagem alterada é posta sob pressão e verifica-se se a pressão se mantém. As ligações são ainda testadas com detetor ou com um produto espumante.
- Verificação final e arranque. Só depois de confirmada a estanquidade e a segurança da instalação se volta a abrir o gás e se afina o aparelho. O resultado fica registado num relatório.
Mudar uma saída para o fogão costuma ficar resolvido em poucas horas. Numa alteração maior numa moradia, convém contar com vários dias, incluindo a preparação e a verificação final.
Quem pode fazer este trabalho
Instalações de gás exigem um técnico de gás qualificado e credenciado para este tipo de trabalho. Um vizinho jeitoso ou um canalizador sem essa qualificação não deve mexer na tubagem, mesmo que sejam só uns centímetros de tubo. Um erro numa rosca ou numa ligação pode causar uma fuga que ninguém nota até ser tarde.
Antes de começar, convém confirmar:
- a qualificação do técnico: um profissional sério mostra a sua credencial sem problemas,
- o que vai ficar escrito: pelo menos um esboço do novo percurso e o relatório do ensaio,
- o acordo no prédio: se for preciso mexer na coluna montante ou em partes comuns, deve-se combinar com a administração do condomínio e avisar os vizinhos.
As instalações de gás em edifícios seguem normas técnicas, por exemplo a NP EN 1775. Cumpri-las é responsabilidade do técnico, e o dono da casa deve receber documento de que o trabalho foi feito de acordo com elas.
O que facilita e o que complica o trabalho
O esforço, e portanto o valor final do trabalho, depende sobretudo destes pontos:
- distância e percurso: deslocar a saída alguns palmos na mesma parede é simples, atravessar várias paredes ou divisões pede mais material e mais tempo,
- estado da tubagem antiga: tubo galvanizado antigo com roscas corroídas muitas vezes não aceita uma ligação segura e parte dele tem de ser substituída,
- forma de instalação: tubagem à vista é a solução mais simples, embutida na parede ou atrás de pladur tem regras mais exigentes, por exemplo sem uniões desmontáveis no troço escondido e com válvulas acessíveis,
- prédio de apartamentos: se for preciso cortar o gás a toda a coluna, isso tem de ser planeado com o condomínio e os vizinhos,
- preparação do espaço: acesso livre à tubagem e obras grossas já terminadas evitam esperas e deslocações extra.
Numa remodelação maior, compensa pensar se não é altura de trocar a tubagem antiga de uma vez e deixar uma derivação tamponada para um aparelho futuro. Se daqui a uns anos está prevista, por exemplo, uma caldeira a gás em vez de um termoacumulador elétrico, convém dizê-lo já ao técnico. Quem pensa em melhorar o aquecimento pode também informar-se sobre os apoios à eficiência energética em vigor, que mudam de tempos a tempos.
Erros típicos em alterações de gás
- fazer por conta própria: é perigoso para a casa e para os vizinhos, e em caso de acidente o seguro pode recusar pagar,
- saltar o ensaio de estanquidade: sem ensaio e relatório, a instalação não está comprovadamente segura, mesmo que pareça funcionar,
- material ou ligações inadequados: só se podem usar materiais e acessórios próprios para gás, como aço, cobre ou sistemas multicamada certificados, e as roscas devem ser vedadas com produto aprovado para gás,
- válvula ou ligação tapada: a válvula antes do aparelho tem de ficar acessível, nunca fechada atrás de um armário sem porta,
- tubo flexível comprido ou dobrado: o tubo do fogão deve ser certificado, dentro do prazo de validade impresso, o mais curto possível, sem tensão e longe das partes quentes do forno,
- pensar só no presente: sem prever aparelhos futuros, daqui a uns anos volta-se a abrir paredes.
Ao sentir cheiro a gás, não se deve acender luzes nem ligar aparelhos. Fecha-se a válvula geral, abrem-se as janelas e sai-se de casa. Depois liga-se para a linha de emergência do operador de gás, indicada na fatura ou na garrafa, ou para o 112.
O que verificar no fim do trabalho
Antes de o técnico sair, convém passar com ele por estes pontos:
- a tubagem está bem fixa, sem dobras nem danos visíveis,
- há uma válvula acessível antes do aparelho e sabe-se como fechá-la,
- as saídas antigas que deixaram de ser usadas estão bem tamponadas,
- o tubo flexível do fogão é certificado, está dentro da validade e não fica esticado nem dobrado,
- o aparelho arde com chama azul e regular e o dispositivo de segurança da chama funciona,
- foi entregue o relatório do ensaio de estanquidade, com data e assinatura do técnico,
- foi entregue um esboço ou registo do novo percurso da tubagem.
Perguntas frequentes
Não. Qualquer intervenção na instalação de gás deve ser feita por um técnico de gás qualificado. Uma alteração feita por conta própria põe em risco a casa e os vizinhos, e em caso de acidente pode haver problemas com o seguro.
Sim. Depois de qualquer alteração à tubagem, por pequena que seja, faz-se um ensaio de estanquidade com relatório. É a prova de que as ligações estão estanques e seguras.
Em certas condições sim, mas as regras são mais exigentes do que para tubagem à vista. Normalmente não pode haver uniões desmontáveis no troço escondido e as válvulas têm de ficar acessíveis. A solução concreta é definida pelo técnico de acordo com as normas.
Numa mudança simples de saída, normalmente apenas parte do dia. Numa alteração maior, ou num prédio onde se fecha toda a coluna montante, o corte é combinado com antecedência e pode durar mais, até o ensaio e a verificação estarem concluídos.
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