Price list 2026 · Europe

Capeamento da platibanda em cobertura plana

A platibanda é o muro baixo que contorna uma cobertura plana. O topo desse muro apanha chuva, sol, vento e, junto ao mar, maresia, por isso é tapado com uma chapa metálica, o chamado capeamento ou rufo de platibanda. Este trabalho faz-se numa construção nova, na reabilitação de um terraço, quando se substitui a impermeabilização ou quando

Atualizado 09/2026·6 min read·1 price list items
Preço do trabalho padrão
/ ml
Intervalo indicativo
Preço apenas desta atividade específica - sem material e sem trabalhos preparatórios. Não é o preço da obra completa.
Orçamentar a minha remodelação
Preços atualizados

Orçamente o trabalho pelo preçário

Enter quantities and the price recalculates instantly. You can adjust these rates in your price list.

Caleiras, rufos e remates em chapa1 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Coberturas e platibandas
Remate de platibanda de cobertura planaml-
Total de mão de obra
- introduzir quantidade
Criar orçamento pelo preçário →

O que o capeamento protege e porque é tão importante

Nem a alvenaria nem o betão da platibanda foram feitos para receber chuva diretamente. A água entra pelo topo, infiltra-se no reboco e, com o tempo, a parede degrada-se. Na fachada aparecem manchas escuras, tinta a descascar e humidade no teto do último piso, um problema muito comum em prédios com terraço.

O capeamento cumpre várias funções:

  • cobrir o topo da platibanda em toda a largura,
  • encaminhar a água para dentro da cobertura e não para a fachada,
  • proteger a impermeabilização que sobe pela platibanda contra o sol e danos mecânicos,
  • fechar a ligação entre cobertura e platibanda num conjunto estanque.

Chapa e impermeabilização funcionam como um único sistema. A membrana sobe pela face interior da platibanda e a chapa cobre-a por cima. Se uma das camadas estiver mal feita, a outra também sofre. O capeamento deve ainda ser contínuo em todo o perímetro, incluindo cantos e remates. Cada interrupção é um caminho aberto para a água.

Que chapa escolher e quando

O material influencia a durabilidade, o aspeto e a forma como a chapa se liga à impermeabilização.

  • Chapa galvanizada: solução tradicional e resistente. Sem outro revestimento acaba por oxidar, sobretudo em zonas costeiras, por isso usa-se cada vez menos.
  • Chapa lacada: chapa galvanizada com uma camada de tinta protetora. Resiste melhor à corrosão e pode combinar com a cor da fachada ou das caixilharias.
  • Chapa revestida a PVC: usada em coberturas com membrana de PVC. A membrana é soldada a ar quente sobre a chapa, o que torna a ligação realmente estanque. Não deve ser confundida com chapa lacada comum, onde a membrana não solda.
  • Alumínio: leve, não enferruja e mantém bem a forma. Adequa-se a edifícios modernos e aguenta bem o ambiente marítimo.
  • Zinco-titânio: muito durável, ganha uma pátina cinzenta. Exige um profissional experiente, porque se trabalha de forma diferente do aço.
  • Cobre: vida muito longa e aspeto marcante, mais usado em edifícios históricos ou de prestígio.

Convém pensar também nos elementos vizinhos. Cobre e chapa galvanizada não se devem encontrar de forma que a água escorra do cobre para o zinco, porque o zinco corrói depressa. As fixações devem ser de um material compatível com a chapa.

Também há diferenças de sistema. O capeamento tradicional é dobrado à medida em oficina ou em obra. Os sistemas pré-fabricados trazem perfis, cantos e remates já moldados, que aceleram a montagem e reduzem erros de dobragem.

Como se faz a montagem, passo a passo

A ordem dos trabalhos segue uma regra simples: cada camada sobrepõe-se à de baixo, como as escamas de um peixe, para a água escorrer sempre para baixo.

  1. Preparar a base. O topo da platibanda tem de estar firme, limpo e seco, sem partes soltas. Em platibandas com ETICS (capoto) coloca-se muitas vezes uma tábua ou placa de madeira tratada que cria uma base direita para a chapa.
  2. Criar a pendente. O topo inclina-se para o interior da cobertura. Basta uma inclinação ligeira, normalmente de alguns graus, segundo o fabricante do sistema. A água corre para o terraço e daí para os ralos.
  3. Ligar a impermeabilização. A membrana betuminosa ou sintética sobe pela face interior da platibanda, de preferência até passar o topo.
  4. Colocar as fixações. Fixam-se patilhas ou perfis de suporte, onde a chapa encaixa. Assim não é preciso furar a chapa por cima, onde cada parafuso seria um ponto de infiltração.
  5. Montar a chapa. As peças sobrepõem-se ou unem-se por agrafagem. A certas distâncias, conforme o material e o fabricante, deixam-se juntas de dilatação para a chapa poder dilatar com o calor.
  6. Resolver cantos e remates. Cantos interiores e exteriores, encontros com paredes e topos tratam-se à parte, com peças pré-formadas ou feitas com muito cuidado.
  7. Fechar a ligação à membrana. Na chapa revestida a PVC solda-se a membrana à chapa; noutros sistemas a junta é coberta e vedada conforme o fabricante.

É trabalho em altura, na borda do telhado, com andaime ou proteção contra quedas. Deve ficar a cargo de um profissional de coberturas com equipamento e experiência.

Largura, pendente e pingadeira

Uma boa chapa não resolve nada se a forma estiver errada. A largura depende da espessura da platibanda, incluindo o isolamento, e de quanto a chapa deve descer de cada lado.

Do lado de fora, a chapa tem de formar uma pingadeira, uma aba dobrada e afastada da fachada. A água pinga para o vazio em vez de escorrer pelo reboco. Sem pingadeira, ou com ela demasiado encostada, surgem com o tempo riscos escuros e humidade na fachada.

Porque é que a pendente vai para dentro e não para fora? A água da cobertura já é recolhida pelos ralos e tubos de queda. Se o topo inclinasse para a fachada, toda a chuva que cai ali escorreria pela parede. A pendente deve ser contínua, sem pontos onde a água fique parada.

O que facilita e o que complica o trabalho

A dificuldade, e portanto o esforço, depende de vários fatores:

  • comprimento e recortes do perímetro: uma platibanda reta é simples, cada canto, reentrância ou atravessamento leva tempo,
  • estado da base: alvenaria degradada ou falta de pendente têm de ser corrigidas antes,
  • remoção da chapa antiga: desmontar e encaminhar o capeamento velho é trabalho a mais,
  • altura e acesso: prédios altos ou ruas estreitas obrigam a andaimes mais complexos,
  • material: zinco-titânio e cobre exigem mais trabalho do que chapa comum.

Num prédio em condomínio, a platibanda é parte comum. A decisão cabe aos condóminos e deve ser tratada com a administração do condomínio.

Erros típicos

  • Pendente para a fachada ou sem pendente: a água fica no topo, escorre pela parede e a alvenaria ganha humidade.
  • Pingadeira inexistente ou curta: a fachada fica marcada pela água.
  • Chapa estreita demais: a aresta da platibanda ou do isolamento fica à vista.
  • Parafusos no topo sem vedação: cada furo é uma entrada de água.
  • Fixação rígida sem dilatação: a chapa ondula com o calor e o frio e as juntas abrem.
  • Cantos mal resolvidos: juntas mal sobrepostas nos cantos são o ponto de infiltração mais frequente.
  • Membrana a terminar abaixo do topo: fica uma folga entre impermeabilização e chapa.
  • Metais incompatíveis: a corrosão só aparece passados alguns anos.

Como verificar o trabalho concluído

Na receção convém olhar a partir da cobertura e da rua e confirmar que:

  • a chapa é contínua em todo o perímetro, sem falhas,
  • o topo tem pendente visível para o interior da cobertura,
  • a pingadeira está afastada da fachada em todo o comprimento,
  • cantos e remates estão estanques e bem alinhados,
  • as juntas têm sobreposição ou agrafagem e há juntas de dilatação nos sítios certos,
  • não há furos desnecessários nem parafusos sem vedação no topo,
  • a impermeabilização sobe por baixo da chapa e a ligação está fechada,
  • a chapa não está riscada, amolgada nem deformada,
  • depois de chover não fica água no topo nem surgem marcas novas na fachada,
  • a cobertura e a envolvente ficaram limpas de restos de chapa e parafusos.

Perguntas frequentes

Depende do material e da qualidade da execução. Um capeamento bem feito, em chapa resistente, dura décadas. Normalmente falham primeiro os cantos, as juntas ou a ligação à impermeabilização, e não a chapa em si.

Trabalhos relacionados

Orçamente o projeto completo, não apenas um trabalho

No preçário de trabalhos de construção escolhe artigos de todas as especialidades e o NUMIQ transforma-os num orçamento pronto para o cliente.