Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Isolamento | ||||
| Isolamento de ombreiras de janelas (XPS) | ml | 3,57 € | - | |
| Isolamento de parede exterior com poliestireno (colagem total) | m² | 28,54 € | - | |
| Isolamento de parede exterior com lã mineral (incl. fixações) | m² | 33,30 € | - | |
| Instalação de sistema ETICS até 20 cm | m² | 15,46 € | - | |
| Isolamento de tetos/sótãos | m² | 11,90 € | - | |
| Instalação de barreira de vapor | m² | 4,76 € | - | |
| Reboco exterior fino (raspado 2 mm) | m² | - | ||
| Aplicação de malha de fibra de vidro em paredes + adesivo | m² | - | ||
| Instalação de perfil de canto em PVC | ml | 1,30 € | - | |
| Instalação de perfil APU com malha | ml | 0,95 € | - | |
| Perfil de pingadeira para janelas | ml | 1,30 € | - | |
| Isolamento de espuma projetada (célula fechada) | m² | - | ||
| Isolamento de espuma projetada (célula aberta até 25 cm) | m² | - | ||
Porque se usa XPS nas ombreiras
O XPS (poliestireno extrudido) é uma placa rígida de células fechadas, normalmente colorida. Comparado com o EPS branco, a conhecida esferovite, absorve muito menos água, aguenta melhor a compressão e mantém melhor a forma. Com a mesma espessura, costuma também isolar um pouco melhor. Na ombreira isto conta, porque o espaço é pouco e a zona à volta da janela tende a ser mais húmida, por exemplo pela chuva que escorre junto ao peitoril ou pela condensação.
Nas ombreiras usam-se normalmente placas com cerca de 20 a 50 mm de espessura. O que cabe depende sobretudo da parte do caixilho que fica à vista. O isolamento não pode tapar as ferragens nem impedir a abertura da folha. Convém escolher placas com superfície rugosa ou ranhurada, porque numa placa lisa a cola e a argamassa agarram pior. Uma placa lisa deve ser raspada ou riscada antes de colar.
Como se isola uma ombreira com XPS
Primeiro limpa-se o suporte. Reboco solto, pó e tintas velhas têm de sair. Um suporte muito absorvente, como o betão celular, deve levar primário. As placas cortam-se à medida exata e a cola aplica-se na placa, não na parede. Nas tiras estreitas da ombreira a cola costuma ser espalhada em toda a superfície com talocha dentada. Em placas mais largas aplica-se um cordão contínuo no perímetro e alguns pontos no centro. As placas assentam bem juntas umas às outras. As pequenas juntas preenchem-se com espuma de poliuretano de baixa expansão própria para poliestireno.
Depois de a cola endurecer, lixam-se as irregularidades e retira-se o pó. Segue-se a camada de base: argamassa, rede de fibra de vidro bem embebida nela e uma segunda camada de regularização. Nas arestas colocam-se cantoneiras com rede. Nos cantos do vão, na fachada, aplicam-se tiras de rede em diagonal antes da rede geral, para evitar fissuras. Por fim vem o primário e o reboco: no exterior, o acabamento compatível com o sistema de ETICS; no interior, um acabamento normal de parede.
Ligação ao caixilho
Entre o isolamento e o caixilho fica uma junta que decide se a ligação se mantém estanque ao longo dos anos. Por isso cola-se ao caixilho um perfil de remate com fita vedante e rede, que acompanha o movimento do caixilho com as variações de temperatura. Só com acrílico ou silicone, esta junta acaba por fissurar. Na montagem da janela, a junta entre o caixilho e a parede deveria ter fita estanque ao vapor pelo interior e fita permeável ao vapor pelo exterior. Se essas fitas não existem, o isolamento da ombreira não as substitui.
Ligação à fachada e à caixa de estore
Se a fachada tem ETICS, o isolamento da ombreira tem de continuar o isolamento da parede sem qualquer folga. Cada folga cria uma ponte térmica exatamente onde não se quer. Em muitas casas portuguesas há ainda a caixa de estore por cima da janela, que costuma ser outro ponto frio e deve ser pensada ao mesmo tempo. Tudo é mais fácil de acertar quando janelas, ombreiras e fachada são feitas na mesma obra. Quem pretende recorrer a apoios à eficiência energética para janelas ou isolamento tem aqui uma boa razão para planear os trabalhos em conjunto.
O que facilita e o que complica o trabalho
Simples é uma ombreira ao nível do rés-do-chão, com suporte direito e firme, janela já instalada e fitas do caixilho em bom estado. O trabalho fica mais demorado e mais caro com:
- trabalho em altura, que exige andaime ou plataforma,
- reboco antigo solto ou húmido, que tem de ser picado,
- janela muito recuada, com uma ombreira de grande superfície,
- ombreiras irregulares, tortas ou arredondadas, com muitos cortes,
- falta de fitas junto ao caixilho ou peitoril danificado,
- pouco caixilho à vista, o que obriga a placas finas e cortes precisos.
Num prédio em condomínio a fachada é uma parte comum. Convém falar antes com a administração do condomínio, até para que o acabamento e a cor fiquem iguais ao resto do edifício.
Erros típicos
- colar sobre suporte com pó, húmido ou a descascar, o que leva as placas a descolar logo no primeiro inverno,
- usar cola que não é própria para XPS, ou espuma com solventes que ataca a placa,
- esquecer a rede ou deixá-la só pousada, sem estar embebida na argamassa, e o acabamento fissura,
- fechar a junta junto ao caixilho só com mástique, sem perfil de remate,
- trabalhar com frio, chuva ou sol direto, quando a cola não consegue endurecer como deve,
- encurtar os tempos de espera entre camadas,
- usar uma placa demasiado fina, que só dá bom aspeto à ombreira mas deixa a ponte térmica.
Guia de bricolage: isolar a ombreira de uma janela no rés-do-chão
Fazer este trabalho por conta própria só faz sentido em janelas a que se chega do chão ou de um estrado baixo e estável. O trabalho em altura e a ligação a um ETICS novo em toda a fachada devem ficar para uma empresa. Convém trabalhar dentro das temperaturas indicadas pelo fabricante, normalmente entre cerca de +5 e +25 °C, sem chuva e sem sol direto.
- Verificar se o caixilho tem fitas de ligação e se o suporte está firme e seco.
- Retirar o reboco solto, o pó e a gordura e aplicar primário num suporte absorvente.
- Medir cada superfície em separado e cortar as placas, de preferência com cortador de fio quente.
- Tornar rugosa a superfície lisa da placa e aplicar cola própria para XPS.
- Pressionar a placa, verificar com nível e acertar antes de a cola começar a ganhar presa.
- Preencher as juntas entre placas com espuma de poliuretano para poliestireno e cortar o excesso depois de endurecer.
- Depois de a cola endurecer, lixar a superfície e retirar bem o pó.
- Colar o perfil de remate ao caixilho e aplicar as cantoneiras com rede nas arestas.
- Estender a argamassa, embeber nela a rede com sobreposições e, depois de secar, aplicar a camada de regularização.
- Respeitar o tempo de espera, aplicar primário e depois o reboco de acabamento.
Como verificar a ombreira terminada
- as placas não soam a oco quando se bate levemente e não estão descoladas em lado nenhum,
- a rede não se vê em nenhum ponto e a superfície não tem fissuras,
- as arestas estão direitas, protegidas com cantoneira e sem partes lascadas,
- a ligação ao caixilho está limpa, com perfil de remate e sem folgas,
- a janela abre livremente e o isolamento não tapa as ferragens nem os furos de drenagem,
- o isolamento da ombreira continua sem interrupção o isolamento da fachada,
- o peitoril está bem vedado e a água escorre para fora, afastada da parede.
Perguntas frequentes
Na prática, sim. Todos estes nomes se referem à parte da parede à volta da janela. Em rigor, ombreiras são os lados, a padieira é a parte de cima e o peitoril a de baixo, mas em obra é comum chamar ombreiras a tudo.
Nas ombreiras estreitas as placas normalmente só se colam. Uma bucha seria difícil de colocar e poderia danificar o caixilho ou a aresta da parede. A fixação mecânica usa-se mais em superfícies largas e em suportes fracos, conforme as indicações do fabricante do sistema.
À temperatura ambiente, normalmente pelo menos um a dois dias. Com tempo frio ou húmido, mais. O que vale sempre é a ficha técnica da cola e da argamassa utilizadas.
É, mas a solução exterior é mais correta do ponto de vista térmico. Pelo interior faz-se quando não se pode mexer no exterior, por exemplo numa fachada de pedra à vista ou de azulejo que se quer manter. Nesse caso é preciso resolver bem a barreira ao vapor, caso contrário pode haver condensação dentro da parede.
Um dano pequeno repara-se localmente: limpar, voltar a colar a placa se for preciso e refazer a argamassa com rede. Se uma parte grande estiver descolada, costuma ser mais sensato retirar tudo e refazer a ombreira sobre um suporte firme.
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