Preçário de trabalhos de construção: Isolamento do sótão e da laje de esteira
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Isolamento | ||||
| Isolamento de tetos/sótãos | m² | 12,50 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Isolamento de parede exterior com poliestireno (colagem total e fixação mecânica) | m² | 31,25 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Isolamento de parede exterior com lã mineral (incl. fixações) | m² | 35,00 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Instalação de sistema ETICS até 20 cm | m² | 16,25 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Isolamento de ombreiras de janelas (XPS) | ml | 3,75 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Instalação de barreira de vapor | m² | 5,00 € / m² | m² | introduzir quantidade- |
| Reboco exterior fino (raspado 2 mm) | m² | m² | - | |
| Aplicação de malha de fibra de vidro em paredes + adesivo | m² | m² | - | |
| Instalação de perfil de canto em PVC | ml | 2,40 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Instalação de perfil APU com malha | ml | 1,15 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Perfil de pingadeira para janelas | ml | 3,15 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Isolamento de espuma projetada (célula fechada) | m² | m² | - | |
| Isolamento de espuma projetada (célula aberta até 25 cm) | m² | m² | - | |
O que inclui o isolamento do sótão e da laje de esteira
Na tabela de preços NUMIQ, este item corresponde à mão de obra de colocação de isolamento térmico em lã mineral, em painéis ou rolos, calculada por m² de área isolada. Abrange dois casos comuns:
- Laje de esteira sob desvão não habitado. O isolamento é colocado por cima do teto, a partir do desvão, sobre a laje de betão ou entre as vigas de um teto de madeira, numa ou duas camadas.
- Sótão habitável. O isolamento é colocado entre as varas ou caibros da cobertura e numa segunda camada por baixo deles, sendo fechado pelo interior com barreira de vapor e revestimento, normalmente em pladur.
O trabalho inclui o corte e a colocação do isolamento, a aplicação em camadas com juntas desencontradas, o remate junto às paredes, à chaminé e às passagens de tubos e cabos, e a fixação corrente para que o isolamento não caia. O pequeno material de consumo, como facas, fitas e agrafos, está incluído no preço da mão de obra.
O que normalmente não está incluído: a própria lã mineral, a barreira de vapor e a sua montagem, barrotes e ripas auxiliares, o teto em pladur, os passadiços em tábua sobre o desvão, a reparação da estrutura do telhado, a substituição da membrana de subtelha, a remoção do isolamento antigo e o seu transporte. Estes trabalhos são orçamentados como itens separados.
Quando se isola a laje e quando se isola a cobertura
Primeiro é preciso decidir que parte da casa fica quente e que parte fica fria. É isso que determina onde se coloca o isolamento.
O desvão não é usado para habitação
Se por cima do teto existe um desvão onde ninguém vive e onde se guardam apenas algumas coisas, isola-se a laje de esteira. O desvão fica frio e ventilado, e o espaço aquecido fica apenas por baixo da laje. É a solução mais económica, porque a área da laje é menor do que a das vertentes do telhado e o isolamento coloca-se com mais facilidade, por cima e sem trabalhar acima da cabeça. Numa laje aligeirada ou maciça de betão, o isolamento coloca-se diretamente sobre a laje. Num teto de madeira, mais comum em casas antigas, coloca-se entre as vigas e uma segunda camada cruzada por cima delas.
O sótão é ou vai ser habitado
Se o sótão é habitado ou se está prevista a construção de quartos, isola-se a cobertura inclinada. O isolamento vai entre as varas, por baixo delas e no teto horizontal sobre o sótão, se existir. É uma solução mais exigente, que tem de ficar fechada pelo interior de forma estanque ao ar com barreira de vapor e protegida pelo exterior com uma membrana de subtelha permeável ao vapor. Quando a cobertura é uma laje inclinada de betão, o isolamento costuma ser aplicado por baixo, numa estrutura de perfis com teto em pladur.
Época do ano
O isolamento pode ser feito durante todo o ano, porque é um processo seco no interior da cobertura. A maioria das pessoas pensa nele no início do inverno, quando chegam as primeiras faturas de aquecimento ou aparecem as primeiras manchas de humidade. No verão, o desvão debaixo da telha fica muito quente e o trabalho torna-se fisicamente mais pesado, por isso a primavera e o outono costumam ser as épocas mais confortáveis para a equipa.
Antes de isolar, é preciso verificar o telhado. Se há infiltrações, telhas partidas, madeira atacada por caruncho ou térmitas, ou se falta a membrana de subtelha onde ela é necessária, estes problemas resolvem-se primeiro. A lã mineral molhada perde as suas propriedades isolantes e a madeira por baixo apodrece.
Processo de isolamento passo a passo
Laje de esteira sob desvão não habitado
- Preparar o desvão. Esvaziar, aspirar, retirar o isolamento antigo húmido ou degradado e verificar a instalação elétrica que passa sobre a laje.
- Vedar o teto. Em tetos de madeira e em lajes antigas com fissuras, garantir uma camada estanque ao ar, com barreira de vapor ou vedação das fissuras e das passagens. O ar quente e húmido da casa não deve passar para dentro do isolamento.
- Colocar a primeira camada. Num teto de vigas, cortar o isolamento 1 a 2 cm mais largo do que o espaço entre vigas, para que encoste bem. Numa laje de betão, colocar em toda a superfície, com os rolos ou painéis bem encostados. Se o rolo tiver face em papel kraft, esta fica virada para baixo, para o lado aquecido.
- Colocar a segunda camada cruzada. A segunda camada coloca-se perpendicular à primeira, para cobrir as juntas e as vigas, que são pontes térmicas. Esta camada deve ser sem revestimento, para não criar uma segunda barreira de vapor entre as camadas.
- Rematar os bordos. Levar o isolamento até às paredes exteriores, por cima do frechal, à volta da chaminé com o afastamento indicado pelo fabricante e à volta das passagens.
- Isolar e vedar o acesso ao desvão. O alçapão ou a escada escamoteável é muitas vezes o maior ponto de perda de calor de toda a laje.
- Executar passadiços. Se o desvão for visitado, assentar tábuas ou OSB sobre barrotes acima do isolamento, para que este não seja comprimido.
Sótão habitável entre e sob as varas
- Verificar o telhado pelo exterior e a membrana de subtelha. A membrana deve estar contínua e, acima do isolamento, deve existir uma caixa de ar ventilada ou uma membrana permeável ao vapor, conforme a solução da cobertura.
- Medir os espaços entre varas. Cortar o isolamento 1 a 2 cm mais largo do que o vão livre entre varas e encaixá-lo com cuidado, sem deixar juntas.
- Fixar ripas auxiliares sob as varas. As ripas fixam-se na perpendicular às varas. A sua altura corresponde à espessura da segunda camada.
- Colocar a segunda camada sob as varas. Esta camada cobre as varas e reduz as pontes térmicas, porque a madeira isola pior do que a lã.
- Colocar a barreira de vapor. Fixar a membrana pelo interior, colar todas as juntas, sobreposições e passagens com fita do sistema e ligá-la às paredes com mastique adequado. Reparar furos com fita de reparação.
- Montar o teto. Na estrutura de perfis do pladur pode ser colocada uma terceira camada de isolamento, mais fina, e só depois se aparafusam as placas.
Este é o processo descrito, em linhas gerais, nas instruções de montagem dos fabricantes de lã mineral para coberturas inclinadas. A regra prática é que a maior parte do isolamento fique do lado exterior da barreira de vapor e que a camada do lado interior seja bem mais fina, para que o vapor não condense sobre a membrana. A proporção máxima recomendada consta das instruções de cada fabricante.
Materiais e espessuras
Lã mineral
Para lajes de esteira e sótãos usa-se lã de vidro ou lã de rocha. É incombustível, permeável ao vapor e também atenua bem o ruído, incluindo o da chuva sobre a telha. No mercado português encontram-se facilmente marcas como Volcalis, Isover, Rockwool, Knauf Insulation e Ursa. Os rolos, muitas vezes com face em papel kraft ou alumínio que funciona como retardador de vapor, são práticos para a superfície livre da laje. Os painéis são mais rígidos e seguram-se melhor entre as varas sem apoio. Para colocação entre varas existem painéis semirrígidos que se encaixam sob pressão entre a madeira e não caem.
Espessura recomendada
A regulamentação de desempenho energético fixa valores máximos para o coeficiente de transmissão térmica das coberturas, que dependem da zona climática de inverno: cerca de 0,40 W/(m²·°C) na zona I1, 0,35 na zona I2 e 0,30 na zona I3, a mais fria. Segundo a informação da ADENE sobre isolamento de coberturas, com uma lã mineral corrente isto corresponde a espessuras mínimas na ordem de 7 a 9 cm na zona I1, 8 a 11 cm na zona I2 e 10 a 13 cm na zona I3. Estes são mínimos legais. Na prática, sobre a laje de esteira colocam-se frequentemente duas camadas cruzadas de 6 a 8 cm, num total de 12 a 16 cm, e nas zonas mais frias do interior justifica-se ir até 20 cm. Numa cobertura inclinada habitável, combina-se a altura das varas com uma camada adicional por baixo delas.
Barreira de vapor e membrana de subtelha
A barreira de vapor é uma membrana com elevada resistência à difusão, colocada no lado quente e interior do isolamento. A membrana de subtelha fica no lado frio e, pelo contrário, tem de ser permeável ao vapor, para que a humidade da construção possa sair para o exterior. Trocar estas membranas é um erro grave. Os detalhes de montagem estão no artigo sobre colocação e montagem de barreira de vapor.
Outras opções
Sobre a laje de esteira, além de painéis e rolos, usa-se também isolamento insuflado, que preenche melhor irregularidades e espaços difíceis. Em sótãos habitáveis opta-se por vezes por espuma de poliuretano projetada diretamente na face inferior da cobertura. Em Portugal também é comum colocar XPS sobre a laje de esteira, mas não é permeável ao vapor e não tem o comportamento ao fogo da lã mineral, pelo que exige mais cuidado com a condensação e com a proximidade de chaminés.
Painéis e rolos, ou isolamento insuflado
A colocação de painéis e rolos é adequada quando o desvão tem altura suficiente, é possível circular nele com facilidade e a laje é regular. A vantagem é que o proprietário vê exatamente que espessura recebeu, e o isolamento pode ser afastado mais tarde se for preciso reparar algo na laje ou na instalação elétrica. Num sótão habitável entre varas praticamente só se usam painéis e rolos, porque o isolamento tem de se manter em posição inclinada.
O isolamento insuflado compensa em desvãos baixos onde não é possível estar de pé, com muitas vigas, escoras e zonas irregulares, e onde não se consegue levar o material por uma escada ou pelo alçapão. A máquina fica junto à casa e o isolamento é transportado por mangueira. Numa superfície livre e sem obstáculos, os dois métodos são comparáveis e a decisão depende do preço e da disponibilidade da equipa.
Erros mais comuns na prática
- Juntas entre painéis. Acontece o isolamento ser cortado à medida exata do vão ou colocado com folgas. O calor escapa pelas juntas e o isolamento perde parte da sua eficácia.
- Uma só camada entre vigas. As vigas ficam à vista e funcionam como pontes térmicas. Uma segunda camada cruzada cobre-as.
- Furos e juntas por colar na barreira de vapor. O ar húmido entra no isolamento, condensa e a madeira ganha humidade. Os pontos típicos são as caixas elétricas, as passagens e a ligação às paredes.
- Barreira de vapor do lado errado. Uma membrana com elevada resistência à difusão por baixo da telha fecha a humidade dentro da construção. O mesmo acontece com rolos com kraft virado para cima ou com duas camadas revestidas sobrepostas.
- Isolamento comprimido. Se se anda sobre o isolamento ou se se colocam objetos em cima, ele perde espessura e capacidade isolante.
- Alçapão esquecido. Um alçapão sem isolamento e sem vedação deixa sair muito calor e forma condensação à sua volta.
- Ventilação da cobertura tapada. Isolamento empurrado até à membrana de subtelha junto ao beirado bloqueia a circulação do ar e a cobertura ganha humidade pelo interior.
- Isolamento encostado à chaminé. Junto a chaminés e tubos de fumo de lareiras e recuperadores de calor é preciso respeitar o afastamento de materiais combustíveis e as indicações do fabricante da chaminé e do isolamento.
Licenças e habilitações
Isolar a laje ou o sótão pelo interior, sem alterar a estrutura nem o aspeto exterior do edifício, é em regra uma obra simples, mas se o sótão passar também a espaço habitável, com novas divisórias, janelas de telhado ou trapeiras, confirme junto da câmara municipal que procedimento é exigido. Em Portugal, as empresas que executam obras de construção devem ter alvará ou certificado de empreiteiro emitido pelo IMPIC, que pode ser confirmado no portal desse instituto, e os contratos acima de determinado valor têm de ser reduzidos a escrito. Na receção, convém ter documentos sobre o material utilizado e a sua espessura. No trabalho com lã mineral recomenda-se vestuário de proteção, luvas, óculos e máscara de proteção respiratória.
Como verificar o trabalho concluído
Na receção, observe o isolamento antes de ser tapado pelo pladur ou pelos passadiços. Mais tarde os defeitos já não serão visíveis. Vale a pena verificar os seguintes pontos:
- medir a espessura do isolamento em vários pontos e compará-la com o acordado,
- verificar se não há juntas entre painéis e junto às vigas e se as juntas estão desencontradas entre camadas,
- observar os bordos junto às paredes exteriores e confirmar que o isolamento chega até ao frechal,
- confirmar que as passagens, a chaminé e o alçapão foram tratados,
- na barreira de vapor, verificar a colagem das juntas e a ligação às paredes, sem furos nem rasgões,
- confirmar que junto ao beirado ficou uma caixa de ar ventilada e que o isolamento não bloqueia a ventilação,
- pedir os dados do produto aplicado e da sua espessura.
No primeiro inverno vale a pena observar o teto por baixo, para ver se surgem manchas de humidade ou bolor nos cantos. Se aparecerem, há uma ponte térmica ou uma falha de estanquidade na barreira de vapor. Uma inspeção por termografia em dias frios também ajuda, porque mostra os pontos onde o calor escapa.
Preço e o que o influencia
O preço da mão de obra na tabela NUMIQ é de cerca de 12,50 € por m² de isolamento de laje de esteira ou de sótão. O preço inclui a mão de obra e o pequeno material de consumo, sem o próprio isolamento, a barreira de vapor e o teto. Os preços variam consoante a região e a cidade. Para referência, um rolo de lã mineral de 100 mm com face kraft custa em lojas de bricolage cerca de 3,50 a 4,50 € por m².
O valor final é influenciado sobretudo por:
- tratar-se de uma laje horizontal ou de uma cobertura inclinada, onde se trabalha acima da cabeça e mais devagar,
- o número de camadas e a espessura total do isolamento,
- o acesso ao desvão, a sua altura e o transporte do material,
- a complexidade da cobertura, a quantidade de varas, trapeiras e passagens,
- a remoção e o transporte do isolamento antigo,
- os trabalhos complementares, como barreira de vapor, estrutura, teto e passadiços.
Ao comparar orçamentos, compare a mesma espessura e o mesmo tipo de isolamento. Se também prevê um teto no sótão, consulte o artigo sobre teto inclinado e teto falso em pladur no sótão. Num sótão habitável, a alternativa é a espuma de poliuretano projetada de célula fechada. Outros itens de isolamento encontram-se na secção isolamento térmico de fachadas.
Perguntas frequentes
Se o sótão não é habitado nem há planos para isso, é mais vantajoso isolar a laje de esteira. A área é menor e o trabalho mais simples. Se o sótão é habitado, isola-se a cobertura inclinada.
Os mínimos regulamentares, conforme a zona climática, correspondem a cerca de 7 a 13 cm de lã mineral. Na prática colocam-se muitas vezes duas camadas cruzadas num total de 12 a 16 cm. Uma camada mais espessa poupa mais energia, mas o custo aumenta.
O teto tem de ser estanque ao ar, para que o ar húmido da casa não passe para o isolamento. Numa laje de betão, essa função é muitas vezes cumprida pela própria laje, e é comum usar rolos com face kraft virada para baixo. Num teto de madeira com forro, recomenda-se normalmente uma barreira de vapor ou a vedação das juntas. A decisão deve caber a um técnico, consoante a constituição do teto.
O desvão de uma moradia comum, com cerca de 100 m², fica normalmente pronto em um a dois dias se o acesso for bom. Num sótão habitável com vertentes, barreira de vapor e teto em pladur, demora bastante mais.
Sim. Uma camada espessa de lã mineral atrasa a passagem do calor da cobertura aquecida pelo sol para as divisões. Num sótão habitável ajuda sobretudo um isolamento mais espesso e mais denso, combinado com uma caixa de ar bem ventilada sob a telha.
Sobre a lã mineral não, porque ela fica comprimida. Se o desvão for utilizado, assentam-se tábuas ou OSB sobre barrotes acima do isolamento, criando passadiços.
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