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Montagem de sistema ETICS até 20 cm

A montagem de ETICS, conhecido entre nós como capoto, é o isolamento térmico pelo exterior da fachada. As placas isolantes são coladas e fixadas diretamente à parede, cobertas depois com um barramento armado e um reboco delgado de acabamento. Esta rubrica abrange isolamentos com espessura até 20 cm. Em Portugal, as espessuras mais usadas

Atualizado 09/2026·6 min read·13 price list items
Preço do trabalho padrão
15,46 €/ m²
Intervalo indicativo
12,30 € - 20,10 €
Apartamento de 60 m²
2319,00 €
Preço apenas desta atividade específica - sem material e sem trabalhos preparatórios. Não é o preço da obra completa.
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Isolamento térmico de fachadas13 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Isolamento
Instalação de sistema ETICS até 20 cmm²15,46 €-
Isolamento de parede exterior com poliestireno (colagem total)m²28,54 €-
Isolamento de parede exterior com lã mineral (incl. fixações)m²33,30 €-
Isolamento de ombreiras de janelas (XPS)ml3,57 €-
Isolamento de tetos/sótãosm²11,90 €-
Instalação de barreira de vaporm²4,76 €-
Reboco exterior fino (raspado 2 mm)m²-
Aplicação de malha de fibra de vidro em paredes + adesivom²-
Instalação de perfil de canto em PVCml1,30 €-
Instalação de perfil APU com malhaml0,95 €-
Perfil de pingadeira para janelasml1,30 €-
Isolamento de espuma projetada (célula fechada)m²-
Isolamento de espuma projetada (célula aberta até 25 cm)m²-
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O que inclui a montagem de ETICS

O ETICS é um sistema completo e cada camada tem uma função definida. Convém que todos os componentes venham do mesmo fabricante e que o sistema tenha avaliação técnica europeia e marcação CE. A composição habitual é esta:

  • argamassa colante, que segura as placas à parede,
  • placas isolantes de poliestireno expandido (EPS) ou de lã mineral,
  • fixações mecânicas, ou seja, buchas com anilha,
  • barramento armado com rede de fibra de vidro embebida,
  • primário e reboco delgado de acabamento.

O sistema inclui também perfis de arranque, cantoneiras e perfis para vãos. Não são enfeites: protegem arestas e juntas, que de outra forma fissuram. Quando se mistura a argamassa de uma marca com o reboco de outra, o sistema deixa de corresponder ao que foi ensaiado e o fabricante normalmente não dá garantia.

Na escolha da empresa, convém exigir que trabalhe segundo o manual de aplicação do fabricante e as normas NP EN aplicáveis aos sistemas ETICS.

Como decorre a montagem, passo a passo

A ordem dos trabalhos não se altera e os tempos de secagem não se encurtam. Em obra, o processo costuma ser este:

  1. Preparação do suporte. A parede deve estar sólida, seca e sem pó, musgo nem reboco solto. O reboco antigo é testado com pancadas leves, as zonas ocas são picadas e reparadas. Irregularidades maiores têm de ser corrigidas, porque a argamassa colante só compensa pequenas diferenças. Suportes muito absorventes recebem primário.
  2. Colocação do perfil de arranque. Tem de ficar perfeitamente nivelado, porque define a posição de todas as fiadas de placas.
  3. Colagem das placas. A argamassa aplica-se num cordão a toda a volta da placa e em alguns pontos ao centro, de modo a cobrir pelo menos cerca de 40 % da superfície. As placas assentam desencontradas, como tijolos, com juntas bem fechadas. Folgas com mais de 2 mm, aproximadamente, preenchem-se com tiras de isolamento ou espuma própria, nunca com argamassa. À volta das janelas, as placas cortam-se em L, para que nenhuma junta saia do canto do vão.
  4. Fixação mecânica. Faz-se depois de a cola endurecer, em geral um a três dias depois, conforme o fabricante e o tempo. O número e o tipo de buchas dependem do suporte, da altura do edifício e da exposição ao vento. Nos cunhais e nas extremidades da fachada leva-se mais fixações.
  5. Lixagem do EPS. Uniformiza pequenos desníveis entre placas, para que não se notem por baixo do reboco.
  6. Barramento armado. A rede é embebida na argamassa ainda fresca, a meio da camada, sem dobras e com sobreposições de cerca de 10 cm. Antes disso, os cantos das janelas são reforçados com tiras de rede na diagonal.
  7. Primário e reboco final. Só se aplicam depois de o barramento curar, o que, segundo o fabricante e o tempo, leva normalmente alguns dias.

Durante toda a montagem, o ar e a parede devem estar pelo menos a cerca de +5 °C. A fachada não deve estar ao sol forte direto, com vento forte ou à chuva. A montagem faz-se em andaime, em altura, por isso é trabalho para uma empresa e não para fazer por conta própria.

Poliestireno ou lã mineral

Até 20 cm de espessura usam-se dois materiais principais, cada um adequado a situações diferentes.

EPS para fachada

O EPS branco é leve, corta-se com facilidade e manuseia-se bem. Numa moradia com parede de alvenaria corrente é a escolha mais habitual. O EPS cinzento, com grafite, isola um pouco melhor e permite o mesmo resultado com menos espessura. Durante a obra tem de ser protegido do sol direto, porque as placas aquecem e podem deformar, algo a ter em conta no verão português. O poliestireno é combustível, por isso em edifícios mais altos o projeto prevê faixas de lã mineral, por exemplo por cima das janelas ou entre pisos.

Lã mineral

A lã de rocha não arde, deixa passar o vapor de água e abafa melhor o ruído. Adequa-se a prédios, a edifícios com exigências de segurança contra incêndio mais rigorosas e a alvenarias antigas que precisam de libertar humidade. É mais pesada, leva fixação mais cuidada e o trabalho é mais demorado. Na fachada usam-se placas ou lamelas próprias para ETICS, não a lã comum de desvão de telhado.

Embasamento e reboco

No embasamento, junto ao terreno, não se aplica EPS comum nem lã. Usa-se XPS ou poliestireno próprio para zonas enterradas, que aguenta humidade e pancadas. Com lã mineral convém um reboco de silicato ou de silicone, que deixa a parede respirar. Com EPS a escolha é mais livre. Os rebocos de silicone escolhem-se muitas vezes porque repelem a água e sujam menos, o que conta em zonas de chuva frequente ou junto ao mar.

O que facilita e o que complica o trabalho

A mesma área de fachada pode dar muito mais ou muito menos trabalho. Facilitam a obra:

  • uma parede direita e coesa, sem tintas antigas a descascar,
  • uma casa de forma simples, com poucos cantos e vãos,
  • bom acesso à volta do edifício e pouca altura, em que basta um andaime simples.

Muitas janelas, varandas, marquises e reentrâncias tornam a obra mais demorada. Também a complicam a remoção de reboco antigo, o tratamento de humidades e fissuras, e a deslocação de tubos de queda, para-raios, candeeiros e unidades exteriores de ar condicionado. Com espessuras perto dos 20 cm é preciso pensar nos pormenores: os peitoris têm de ser mais compridos, as ombreiras levam isolamento mais fino e, em algumas casas, o beirado do telhado tem de ser revisto para o isolamento não ficar desprotegido.

Erros típicos que só se notam mais tarde

Os defeitos do capoto raramente se veem logo. Aparecem depois do primeiro inverno ou de uma época de chuvas prolongada.

  • colagem sobre suporte com pó, húmido ou pouco coeso, que faz o sistema descolar com o tempo,
  • cola aplicada só em pontos, sem cordão à volta, que deixa as placas empenar e marcar o contorno na fachada,
  • juntas em cruz ou largas cheias de argamassa, que criam pontes térmicas,
  • buchas a menos ou inadequadas ao suporte, sobretudo nos cunhais,
  • falta de cantoneiras e de reforços diagonais nas janelas, que provoca fissuras a partir dos cantos dos vãos,
  • reboco aplicado ao frio, ao sol direto ou antes de chuva, que deixa manchas e fissuras finas,
  • ligação mal vedada a janelas e peitoris, por onde a água entra para trás do isolamento.

Como verificar o capoto acabado

Na receção da obra, convém percorrer a fachada à luz do dia e olhá-la também de lado, rente à parede. Deve verificar-se:

  • a planeza da fachada, sem barrigas nem contornos de placas visíveis,
  • se as anilhas das buchas não aparecem como manchas no reboco,
  • cunhais e ombreiras com arestas direitas e sem fissuras,
  • a ligação do reboco a janelas, portas e peitoris, com vedação elástica,
  • o embasamento em material adequado e o perfil de arranque sem danos,
  • uma cor uniforme do reboco, sem manchas depois de seco,
  • a documentação do sistema aplicado, as fichas técnicas e as condições de garantia,
  • o terreno limpo e os tubos de queda, candeeiros e outros elementos recolocados.

Perguntas frequentes

Depende do tipo de parede, do estado do edifício, da zona climática e do desempenho que se pretende. Em Portugal, as espessuras correntes são inferiores às usadas em países mais frios, mas em reabilitações exigentes justificam-se valores mais altos. A espessura certa resulta de um cálculo térmico feito por um projetista ou perito qualificado. Esse cálculo também é útil para uma candidatura a apoios à eficiência energética.

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