Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Revestimentos cerâmicos | ||||
| Corte de furos em cerâmica | unid. | 3,57 € | - | |
| Aplicação de cerâmica standard até 60 cm (parede/chão) | m² | 32,14 € | - | |
| Aplicação de grés porcelânico acima de 60 cm | m² | 39,28 € | - | |
| Aplicação de cerâmica grande formato 60×120 (parede/chão) | m² | - | ||
| Aplicação de cerâmica formato XXL 120×260 (parede/chão) | m² | - | ||
| Assentamento de pastilha cerâmica/mosaico | m² | - | ||
| Aplicação de pedra natural/artificial / Klinker | m² | - | ||
| Revestimento em pedra rústica de face partida (muros, socos) | m² | - | ||
| Aplicação de faixa decorativa / Listello | ml | 11,90 € | - | |
| Assentamento diagonal de pavimento cerâmico até 600 mm | m² | 39,28 € | - | |
| Betumação de juntas | m² | 5,36 € | - | |
| Selagem de juntas com silicone | m² | 4,05 € | - | |
| Vedação com silicone em cantos internos e arestas | ml | 2,14 € | - | |
| Corte a jato de água 60×60 (corte a 45º) | ml | 8,10 € | - | |
| Corte a jato de água 120×120 (corte a 45º) | ml | 9,28 € | - | |
| Corte a jato de água - recorte de cerâmica | ml | 12,50 € | - | |
| Esquinas em meia-esquadria (corte a 45º) - execução e assentamento | ml | 11,90 € | - | |
| Rodapé de cerâmica | ml | 5,36 € | - | |
| Assentamento de azulejos e mosaicos | ||||
| Abertura de furos circulares em cerâmica e grés porcelânico | unid. | 3,10 € | - | |
Recortar ou furar: qual é a diferença
O recorte serve para formas retas e irregulares: um entalhe no canto da peça, o contorno da sanita, de uma caleira de duche, de uma tampa de inspeção ou de uma caixa elétrica quadrada. Faz-se quase sempre com rebarbadora e disco diamantado. Nos cortes retos, o ladrilhador costuma usar primeiro a máquina de corte manual e acabar com a rebarbadora.
A furação abre um furo redondo com uma coroa diamantada, também chamada broca de coroa. A aresta fica mais limpa e o círculo sai perfeito. É a solução para tubos, saídas de torneiras, caixas de tomada redondas e esgotos. Nos diâmetros grandes, normalmente acima de uns 15 cm, a coroa é muitas vezes combinada com a rebarbadora ou com uma fresa.
O material também faz muita diferença:
- azulejo cerâmico: tem um corpo mais macio e poroso, é mais fácil de trabalhar e chega uma ferramenta diamantada menos potente,
- grés porcelânico: é muito duro e quase não absorve água, por isso só se trabalha com diamante e arrefecimento a água; caso contrário, a ferramenta sobreaquece e a peça pode partir,
- pedra natural e mármore: são frágeis, por isso fura-se devagar e sem solavancos.
Como se faz uma abertura, passo a passo
A maior parte dos erros não acontece na furação, mas na medição. O ladrilhador começa por medir a posição do furo a partir da última fiada assente e conta com a largura da junta. Depois marca o ponto na peça com lápis ou marcador. Nos furos redondos, é comum usar um molde de papel ou guiar-se pela canopla que vai tapar o furo.
A peça assenta numa base plana e um pouco macia, como borracha ou cartão, e fica presa para não deslizar. Na furação, a coroa entra primeiro inclinada, mais ou menos a 45°, para abrir um sulco e não escorregar no vidrado. Depois endireita-se aos poucos até ficar perpendicular. Fura-se com rotação baixa, pressão moderada, sem percussão e com água, que arrefece a coroa e a peça e ainda prende o pó.
Nos recortes com rebarbadora, fazem-se primeiro cortes pouco fundos ao longo do contorno, e o corte vai aprofundando aos poucos. Os cantos interiores acabam-se com cuidado, porque é aí que a peça tende a partir. Os furos pequenos para parafusos e buchas fazem-se com uma broca diamantada fina própria para cerâmica. Um pedaço de fita de pintor no ponto de furação ajuda a que a broca não escorregue no arranque. No fim, as arestas alisam-se com lima diamantada, esponja abrasiva ou lixa fina.
O que torna o trabalho mais simples ou mais exigente
Dois furos que parecem iguais podem levar tempos muito diferentes. A dificuldade depende sobretudo de:
- dureza e espessura do material: o grés espesso demora bastante mais a furar do que um azulejo cerâmico fino e gasta mais a ferramenta,
- tamanho e forma da abertura: um furo redondo pequeno faz-se depressa, enquanto um recorte grande ou irregular pede vários cortes e acabamento,
- posição da abertura: um furo junto à aresta ou no canto da peça aumenta o risco de rachar,
- peças de grande formato: são difíceis de manusear e cada peça estragada pesa mais na obra,
- furo em revestimento já assente: a peça não se pode prender, a água escorre pela parede e é preciso saber por onde passam os tubos e os cabos,
- número de aberturas iguais: numa série, a ferramenta afina-se uma vez e o trabalho corre mais depressa.
Erros típicos e como os evitar
- Ferramenta errada. Uma broca para betão ou a percussão ligada lascam o vidrado e partem o grés antes de o furar. Em cerâmica deve usar-se broca ou coroa diamantada.
- Furar a seco. Sem água, a coroa sobreaquece e perde o corte, e a peça pode rachar com o calor. Se não for possível arrefecer com água, convém trabalhar por intervalos e deixar a ferramenta arrefecer.
- Pressão a mais. Quem força para acabar mais depressa parte muitas vezes a peça mesmo no fim do corte. A ferramenta deve trabalhar ao seu ritmo.
- Medição mal feita. Um furo deslocado não fica tapado pela canopla e a peça vai para o lixo. Vale a velha regra: medir duas vezes, cortar uma.
- Diâmetro mal escolhido. O furo deve ser um pouco maior do que o tubo, para deixar espaço ao vedante elástico, mas mais pequeno do que a canopla ou o espelho.
- Furar a parede às cegas. Num furo feito depois do revestimento assente, é preciso conhecer o traçado dos tubos e dos cabos, senão há o risco de furar uma canalização ou um circuito.
Guia de bricolage: furo redondo pequeno em azulejo cerâmico
Um ou dois furos em azulejo cerâmico comum, por exemplo para um tubo ou um suporte, estão ao alcance de quem tem algum jeito. O grés, as peças de grande formato e os recortes para ralos e caleiras convém deixar ao ladrilhador. As tomadas e os interruptores instalados nas aberturas só devem ser ligados por um eletricista qualificado. Ao furar revestimento já assente, o circuito correspondente tem de estar desligado no quadro e o traçado das instalações deve ser conhecido.
- Medir o diâmetro do tubo ou do elemento e escolher uma coroa diamantada um pouco maior.
- Medir o centro do furo, contando com a junta, e marcá-lo na peça.
- Pousar a peça numa base plana de borracha ou cartão e prendê-la para não deslizar.
- Desligar a percussão do berbequim e regular uma rotação baixa.
- Encostar a coroa inclinada para abrir um sulco e depois endireitá-la aos poucos até ficar perpendicular.
- Furar com pressão moderada, molhando o ponto de corte com água, por exemplo com um pulverizador.
- Aliviar ainda mais a pressão pouco antes de atravessar a peça, para a face de baixo não lascar.
- Alisar a aresta com lima diamantada ou lixa fina e limpar a peça.
- Experimentar a peça a seco no lugar e só depois colá-la.
Durante o trabalho convém usar óculos de proteção e luvas. Ao cortar com rebarbadora, também uma máscara de proteção respiratória, porque o pó da cerâmica contém sílica cristalina fina.
Verificação do trabalho concluído
Ao receber o revestimento, vale a pena confirmar estes pontos:
- as aberturas estão no sítio certo e as saídas não ficam desalinhadas em relação ao eixo da torneira ou da caixa,
- as arestas estão lisas, sem fissuras nem vidrado lascado,
- a folga à volta dos tubos é regular e a canopla ou o espelho tapam-na por completo,
- nas passagens em zona húmida, a impermeabilização está intacta e a junta está cheia com silicone sanitário elástico,
- não há fissuras finas a sair do furo em direção à aresta da peça,
- junto ao ralo ou à caleira, o pavimento encosta sem degrau e com pendente para o escoamento,
- a zona está limpa de pó e de restos da lama de corte.
Perguntas frequentes
Sim, com uma coroa diamantada e um guia de furação ou com um arranque lento. Antes, deve confirmar-se por onde passam os tubos e os cabos e contar com a água a escorrer pela parede.
O grés porcelânico é um material muito denso e duro, que só o diamante consegue desgastar. Se se aumentar a rotação ou a pressão, a ferramenta sobreaquece e a peça pode rachar. Trabalhar devagar e com água é a forma mais segura.
Um pouco maior do que o tubo, para deixar espaço ao vedante elástico e à dilatação do tubo com o calor. Ao mesmo tempo, tem de ser mais pequeno do que a canopla que o vai tapar.
Uma fissura fina às vezes fica escondida pela canopla, mas a água pode infiltrar-se por ela e a fissura tende a crescer. A solução segura é trocar a peça, por isso convém guardar algumas peças de reserva da mesma série.
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