Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Sistemas de gesso cartonado | ||||
| Teto falso plano em gesso cartonado | m² | 26,70 € | - | |
| Divisória em gesso cartonado com placa simples | m² | 21,85 € | - | |
| Divisória em gesso cartonado com placa dupla | m² | - | ||
| Revestimento de paredes em gesso cartonado | m² | 19,42 € | - | |
| Teto falso inclinado em gesso cartonado | m² | 34,00 € | - | |
| Teto falso de placas amovíveis (incl. estrutura) | m² | - | ||
| Divisória em gesso cartonado de alta resistência ao impacto | m² | - | ||
| Aplicação de barreira para-vapor em teto falso de gesso cartonado | m² | 1,70 € | - | |
| Isolamento para divisória em gesso cartonado | m² | 4,25 € | - | |
| Torre de andaime móvel em alumínio para pés-direitos altos | m² | 3,64 € | - | |
Como se faz um teto falso liso, passo a passo
A sequência é parecida na maioria dos sistemas. As diferenças estão nos pormenores definidos pelo fabricante de cada sistema, e esses devem ser respeitados.
- Marcação da altura. Com um nível laser marca-se em todas as paredes uma linha horizontal à cota do novo teto. Ao mesmo tempo verifica-se onde o teto existente está mais baixo, porque é esse ponto que decide quanto pé-direito se vai perder.
- Perfis perimetrais. Fixam-se nas paredes, a toda a volta da divisão. Por trás do perfil cola-se normalmente uma fita de estanquidade, que reduz a transmissão de som e absorve pequenas irregularidades da parede.
- Suspensões. Ancoram-se no teto existente: suspensões diretas quando o rebaixamento é pequeno, suspensões reguláveis com varão roscado quando é maior. As buchas escolhem-se conforme o suporte. Uma laje de betão, uma laje aligeirada com abobadilhas cerâmicas e um teto de madeira pedem fixações diferentes.
- Perfis de suporte. Encaixam-se nos perfis perimetrais e prendem-se às suspensões. O afastamento entre eles ronda, segundo o fabricante, os 40 a 50 cm. É nesta fase que todo o plano deve ficar o mais certo possível, porque depois já não há forma de o corrigir.
- Instalações e isolamento. Antes de fechar o teto passam-se os cabos, colocam-se as caixas para os pontos de luz e, se for o caso, as tubagens. Se for colocada lã mineral por razões acústicas ou térmicas, é agora que se aplica.
- Barreira para-vapor, só quando faz falta. Faz sentido por baixo de um sótão não aquecido ou diretamente sob a cobertura, onde o ar húmido da casa poderia condensar dentro do isolamento. Entre dois pisos aquecidos normalmente não se coloca. Quando é aplicada, as juntas devem ser coladas de forma estanque e ligadas às paredes.
- Placas. Colocam-se na perpendicular aos perfis de suporte e aparafusam-se com parafusos autoperfurantes. No teto, o espaçamento entre parafusos é, segundo o fabricante, de cerca de 15 a 17 cm. As juntas de topo de placas vizinhas devem ficar desencontradas, para não formar uma junta contínua e comprida.
- Barramento e lixagem. As juntas levam fita e massa de juntas em várias demãos, tal como as cabeças dos parafusos. Depois de seco, o teto é lixado, leva primário e fica pronto para o pintor.
Que placas e que estrutura escolher
Num teto falso liso corrente usa-se quase sempre placa com cerca de 12,5 mm de espessura. O tipo de placa depende da divisão:
- placas standard para divisões secas, como sala, quartos e corredor,
- placas hidrófugas, normalmente verdes, para casa de banho, cozinha e lavandaria, sempre com uma ventilação que funcione,
- placas resistentes ao fogo, normalmente vermelhas ou cor-de-rosa, onde se pede maior resistência ao fogo, por exemplo sob uma estrutura de madeira do sótão ou numa casa das máquinas,
- placas acústicas perfuradas onde se quer reduzir o eco dentro da divisão.
Convém não confundir eco com ruído dos vizinhos. A placa perfurada melhora a acústica dentro da divisão, mas contra os passos do vizinho de cima, num prédio em condomínio, ajudam mais as suspensões com apoio elástico, a lã mineral e, se necessário, uma segunda camada de placas. Se o ruído for a razão principal da obra, isso deve ser dito ao instalador logo no início.
O que facilita e o que complica o trabalho
O caso mais simples é um teto liso numa divisão vazia, em esquadria, com laje de betão. Pelo contrário, aumentam o trabalho e o tempo:
- um pé-direito alto, que obriga a andaime em vez de escadote,
- um teto antigo de madeira ou de estuque sobre fasquio, comum em prédios antigos, onde as suspensões são mais difíceis de fixar,
- muitos recortes para focos, grelhas de ventilação ou alçapões de inspeção,
- isolamento, barreira para-vapor ou uma segunda camada de placas,
- uma divisão mobilada, que é preciso esvaziar e proteger,
- a remoção de revestimentos antigos ou de reboco solto antes da montagem,
- uma exigência de acabamento mais alta, por exemplo com luz rasante ou tinta acetinada.
Ajuda muito ter definido antes onde ficam os pontos de luz, por onde passam as condutas e quanto pé-direito se aceita perder. Alterações depois de o teto estar fechado dão sempre mais trabalho.
Eletricidade e iluminação
O espaço por cima do teto falso é ótimo para passar instalações novas, mas a parte elétrica deve ficar a cargo de um eletricista qualificado. O eletricista deve vir à obra antes de se começar a fechar o teto. Os cabos passam de forma a não poderem ser atingidos por um parafuso.
Um candeeiro pesado nunca deve ficar preso apenas à placa de gesso cartonado. Fixa-se ao teto original ou a um reforço previsto na estrutura. Focos leves não levantam problemas, desde que se tenha em conta o calor que libertam e o espaço livre por cima deles.
Erros comuns
- Estrutura demasiado espaçada. Suspensões ou perfis muito afastados acabam por dar flecha no teto e fissuras nas juntas.
- Fixações inadequadas. Uma bucha que segura bem em betão pode não segurar num tijolo furado, numa abobadilha ou num teto de madeira antigo.
- Placa standard em zona húmida. Numa casa de banho sem placa hidrófuga e sem ventilação aparecem bolores e deformações.
- Falta de juntas de dilatação. Em áreas grandes e por cima das juntas de dilatação do edifício, o fabricante pede uma junta de dilatação no teto. Sem ela surgem fissuras.
- Instalações esquecidas. Abrir furos depois de o teto estar feito enfraquece as placas e estraga o aspeto.
- Barramento mal feito. Juntas sem fita ou mal lixadas veem-se depois de pintadas, sobretudo com a luz rasante de uma janela.
- Obra fria ou húmida. As placas devem ficar algum tempo na divisão antes da montagem e o barramento faz-se, normalmente, acima dos 10 °C, nunca logo a seguir a rebocos ou betonilhas ainda húmidos.
Como verificar o teto falso terminado
Na receção da obra convém levar uma lanterna ou um candeeiro e iluminar o teto de lado, porque assim até as pequenas irregularidades ficam à vista. Deve confirmar-se que:
- o teto está plano e à mesma cota, sem flecha visível a meio,
- as juntas das placas e as cabeças dos parafusos não se notam com luz rasante,
- a ligação às paredes está limpa e sem fissuras,
- os recortes para focos e grelhas estão nos sítios combinados e com arestas direitas,
- nas zonas húmidas foram usadas placas hidrófugas,
- existem alçapões de inspeção onde é preciso acesso a válvulas, uniões de tubagem ou condutas,
- o eletricista testou os novos circuitos e pontos de luz,
- ficou registado o sistema usado e o tipo de placas, para eventuais reparações.
Perguntas frequentes
Com suspensões diretas e sem instalações por cima, normalmente apenas alguns centímetros, na ordem dos 5 a 7 cm. Se por cima passarem condutas de ventilação, tubagens ou isolamento mais espesso, o rebaixamento é maior e quem o define é o elemento mais alto que é preciso esconder.
Sim, é um trabalho a seco, sem rebocos molhados. A divisão deve, no entanto, ser esvaziada, o chão e os móveis protegidos, e é preciso contar com o ruído da furação e com pó na lixagem da massa.
Na prática, os dois termos usam-se para a mesma coisa: uma nova superfície de gesso cartonado por baixo do teto original. Teto falso refere-se mais vezes a uma estrutura suspensa com espaço para instalações, enquanto um teto em pladur pode ficar fixo quase encostado ao teto existente.
Com uma estrutura bem feita, as placas certas e um ambiente seco, dura dezenas de anos. Os problemas costumam aparecer cedo quando há erros nas fixações, no afastamento dos perfis ou no barramento, ou então quando há uma infiltração de água vinda de cima.
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