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Teto falso liso em pladur

Um teto falso liso em pladur é um teto novo e plano, suspenso numa estrutura metálica por baixo do teto existente. A escolha costuma surgir quando o teto antigo está fissurado ou desnivelado, quando é preciso esconder cabos, tubagens ou condutas de ventilação, quando se querem focos embutidos ou quando uma divisão com pé-direito muito alt

Atualizado 09/2026·5 min read·10 price list items
Preço do trabalho padrão
26,70 €/ m²
Intervalo indicativo
21,30 € - 34,80 €
Apartamento de 60 m²
4007,00 €
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Placas de gesso cartonado e divisórias10 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Sistemas de gesso cartonado
Teto falso plano em gesso cartonadom²26,70 €-
Divisória em gesso cartonado com placa simplesm²21,85 €-
Divisória em gesso cartonado com placa duplam²-
Revestimento de paredes em gesso cartonadom²19,42 €-
Teto falso inclinado em gesso cartonadom²34,00 €-
Teto falso de placas amovíveis (incl. estrutura)m²-
Divisória em gesso cartonado de alta resistência ao impactom²-
Aplicação de barreira para-vapor em teto falso de gesso cartonadom²1,70 €-
Isolamento para divisória em gesso cartonadom²4,25 €-
Torre de andaime móvel em alumínio para pés-direitos altosm²3,64 €-
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Como se faz um teto falso liso, passo a passo

A sequência é parecida na maioria dos sistemas. As diferenças estão nos pormenores definidos pelo fabricante de cada sistema, e esses devem ser respeitados.

  1. Marcação da altura. Com um nível laser marca-se em todas as paredes uma linha horizontal à cota do novo teto. Ao mesmo tempo verifica-se onde o teto existente está mais baixo, porque é esse ponto que decide quanto pé-direito se vai perder.
  2. Perfis perimetrais. Fixam-se nas paredes, a toda a volta da divisão. Por trás do perfil cola-se normalmente uma fita de estanquidade, que reduz a transmissão de som e absorve pequenas irregularidades da parede.
  3. Suspensões. Ancoram-se no teto existente: suspensões diretas quando o rebaixamento é pequeno, suspensões reguláveis com varão roscado quando é maior. As buchas escolhem-se conforme o suporte. Uma laje de betão, uma laje aligeirada com abobadilhas cerâmicas e um teto de madeira pedem fixações diferentes.
  4. Perfis de suporte. Encaixam-se nos perfis perimetrais e prendem-se às suspensões. O afastamento entre eles ronda, segundo o fabricante, os 40 a 50 cm. É nesta fase que todo o plano deve ficar o mais certo possível, porque depois já não há forma de o corrigir.
  5. Instalações e isolamento. Antes de fechar o teto passam-se os cabos, colocam-se as caixas para os pontos de luz e, se for o caso, as tubagens. Se for colocada lã mineral por razões acústicas ou térmicas, é agora que se aplica.
  6. Barreira para-vapor, só quando faz falta. Faz sentido por baixo de um sótão não aquecido ou diretamente sob a cobertura, onde o ar húmido da casa poderia condensar dentro do isolamento. Entre dois pisos aquecidos normalmente não se coloca. Quando é aplicada, as juntas devem ser coladas de forma estanque e ligadas às paredes.
  7. Placas. Colocam-se na perpendicular aos perfis de suporte e aparafusam-se com parafusos autoperfurantes. No teto, o espaçamento entre parafusos é, segundo o fabricante, de cerca de 15 a 17 cm. As juntas de topo de placas vizinhas devem ficar desencontradas, para não formar uma junta contínua e comprida.
  8. Barramento e lixagem. As juntas levam fita e massa de juntas em várias demãos, tal como as cabeças dos parafusos. Depois de seco, o teto é lixado, leva primário e fica pronto para o pintor.

Que placas e que estrutura escolher

Num teto falso liso corrente usa-se quase sempre placa com cerca de 12,5 mm de espessura. O tipo de placa depende da divisão:

  • placas standard para divisões secas, como sala, quartos e corredor,
  • placas hidrófugas, normalmente verdes, para casa de banho, cozinha e lavandaria, sempre com uma ventilação que funcione,
  • placas resistentes ao fogo, normalmente vermelhas ou cor-de-rosa, onde se pede maior resistência ao fogo, por exemplo sob uma estrutura de madeira do sótão ou numa casa das máquinas,
  • placas acústicas perfuradas onde se quer reduzir o eco dentro da divisão.

Convém não confundir eco com ruído dos vizinhos. A placa perfurada melhora a acústica dentro da divisão, mas contra os passos do vizinho de cima, num prédio em condomínio, ajudam mais as suspensões com apoio elástico, a lã mineral e, se necessário, uma segunda camada de placas. Se o ruído for a razão principal da obra, isso deve ser dito ao instalador logo no início.

O que facilita e o que complica o trabalho

O caso mais simples é um teto liso numa divisão vazia, em esquadria, com laje de betão. Pelo contrário, aumentam o trabalho e o tempo:

  • um pé-direito alto, que obriga a andaime em vez de escadote,
  • um teto antigo de madeira ou de estuque sobre fasquio, comum em prédios antigos, onde as suspensões são mais difíceis de fixar,
  • muitos recortes para focos, grelhas de ventilação ou alçapões de inspeção,
  • isolamento, barreira para-vapor ou uma segunda camada de placas,
  • uma divisão mobilada, que é preciso esvaziar e proteger,
  • a remoção de revestimentos antigos ou de reboco solto antes da montagem,
  • uma exigência de acabamento mais alta, por exemplo com luz rasante ou tinta acetinada.

Ajuda muito ter definido antes onde ficam os pontos de luz, por onde passam as condutas e quanto pé-direito se aceita perder. Alterações depois de o teto estar fechado dão sempre mais trabalho.

Eletricidade e iluminação

O espaço por cima do teto falso é ótimo para passar instalações novas, mas a parte elétrica deve ficar a cargo de um eletricista qualificado. O eletricista deve vir à obra antes de se começar a fechar o teto. Os cabos passam de forma a não poderem ser atingidos por um parafuso.

Um candeeiro pesado nunca deve ficar preso apenas à placa de gesso cartonado. Fixa-se ao teto original ou a um reforço previsto na estrutura. Focos leves não levantam problemas, desde que se tenha em conta o calor que libertam e o espaço livre por cima deles.

Erros comuns

  • Estrutura demasiado espaçada. Suspensões ou perfis muito afastados acabam por dar flecha no teto e fissuras nas juntas.
  • Fixações inadequadas. Uma bucha que segura bem em betão pode não segurar num tijolo furado, numa abobadilha ou num teto de madeira antigo.
  • Placa standard em zona húmida. Numa casa de banho sem placa hidrófuga e sem ventilação aparecem bolores e deformações.
  • Falta de juntas de dilatação. Em áreas grandes e por cima das juntas de dilatação do edifício, o fabricante pede uma junta de dilatação no teto. Sem ela surgem fissuras.
  • Instalações esquecidas. Abrir furos depois de o teto estar feito enfraquece as placas e estraga o aspeto.
  • Barramento mal feito. Juntas sem fita ou mal lixadas veem-se depois de pintadas, sobretudo com a luz rasante de uma janela.
  • Obra fria ou húmida. As placas devem ficar algum tempo na divisão antes da montagem e o barramento faz-se, normalmente, acima dos 10 °C, nunca logo a seguir a rebocos ou betonilhas ainda húmidos.

Como verificar o teto falso terminado

Na receção da obra convém levar uma lanterna ou um candeeiro e iluminar o teto de lado, porque assim até as pequenas irregularidades ficam à vista. Deve confirmar-se que:

  • o teto está plano e à mesma cota, sem flecha visível a meio,
  • as juntas das placas e as cabeças dos parafusos não se notam com luz rasante,
  • a ligação às paredes está limpa e sem fissuras,
  • os recortes para focos e grelhas estão nos sítios combinados e com arestas direitas,
  • nas zonas húmidas foram usadas placas hidrófugas,
  • existem alçapões de inspeção onde é preciso acesso a válvulas, uniões de tubagem ou condutas,
  • o eletricista testou os novos circuitos e pontos de luz,
  • ficou registado o sistema usado e o tipo de placas, para eventuais reparações.

Perguntas frequentes

Com suspensões diretas e sem instalações por cima, normalmente apenas alguns centímetros, na ordem dos 5 a 7 cm. Se por cima passarem condutas de ventilação, tubagens ou isolamento mais espesso, o rebaixamento é maior e quem o define é o elemento mais alto que é preciso esconder.

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