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Teto inclinado e teto falso em pladur no sótão

O teto inclinado ou o teto falso em pladur é um revestimento em gesso cartonado que, no sótão, esconde a estrutura de madeira do telhado, o isolamento e as instalações, e transforma o espaço debaixo da cobertura numa divisão habitável. As superfícies inclinadas acompanham a pendente do telhado. A parte horizontal costuma ficar suspensa da

Atualizado 09/2026·5 min read·10 price list items
Preço do trabalho padrão
34,00 €/ m²
Intervalo indicativo
27,10 € - 44,20 €
Apartamento de 60 m²
5099,00 €
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Placas de gesso cartonado e divisórias10 itens

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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Sistemas de gesso cartonado
Teto falso inclinado em gesso cartonadom²34,00 €-
Divisória em gesso cartonado com placa simplesm²21,85 €-
Divisória em gesso cartonado com placa duplam²-
Revestimento de paredes em gesso cartonadom²19,42 €-
Teto falso plano em gesso cartonadom²26,70 €-
Teto falso de placas amovíveis (incl. estrutura)m²-
Divisória em gesso cartonado de alta resistência ao impactom²-
Aplicação de barreira para-vapor em teto falso de gesso cartonadom²1,70 €-
Isolamento para divisória em gesso cartonadom²4,25 €-
Torre de andaime móvel em alumínio para pés-direitos altosm²3,64 €-
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Como se monta o teto inclinado e o teto falso

O processo é parecido com o de um teto em pladur comum. A diferença está no suporte: uma estrutura de madeira que se mexe ao longo dos anos com a temperatura e a humidade. Por isso as placas não se fixam diretamente à madeira. Fixam-se a perfis presos por suspensões, que absorvem esses pequenos movimentos.

  1. Verificar a estrutura: madeira seca, varas firmes, sem infiltrações nem sinais de caruncho ou térmitas.
  2. Colocar o isolamento térmico, normalmente lã mineral, entre as varas, de forma a preencher todo o espaço sem folgas.
  3. Fixar as suspensões às varas e montar nelas os perfis de teto (CD), com perfis de remate (UD) em todo o perímetro. O afastamento entre perfis depende do tipo de placa e das indicações do fabricante do sistema, geralmente cerca de 40 a 50 cm.
  4. Colocar uma segunda camada de isolamento por baixo das varas, entre os perfis. Assim a madeira fica coberta e reduzem-se as pontes térmicas.
  5. Estender a barreira para-vapor do lado quente, ou seja, virada para a divisão, colar as juntas com fita e ligá-la de forma estanque ao ar às paredes de empena, às janelas e às passagens de tubos.
  6. Aparafusar as placas aos perfis, desencontrar as juntas e chanfrar as arestas cortadas para receber a massa.
  7. Barrar as juntas com fita de reforço, lixar e deixar a superfície pronta para o pintor.

Quando há instalação elétrica no teto, convém deixar uma caixa de ar técnica: alguns centímetros entre a barreira para-vapor e a placa, por onde passam cabos e caixas dos focos. Assim não é preciso furar a barreira em cada ponto de luz.

Camadas e materiais: o que escolher

Num sótão habitável usam-se normalmente placas de pladur com cerca de 12,5 mm de espessura. Onde há mais humidade, por exemplo por cima de uma casa de banho, escolhe-se placa hidrófuga. Se o projeto ou as regras de segurança contra incêndio pedirem maior resistência ao fogo, usam-se placas corta-fogo, por vezes em duas camadas. Duas camadas de placa também ajudam a abafar o barulho da chuva e do vento.

Em Portugal o problema do sótão não é só o frio do inverno: no verão um sótão mal isolado aquece muito. Um isolamento contínuo e bem colocado ajuda nas duas estações. Para quem renova o isolamento da cobertura, vale a pena procurar informação sobre os apoios à eficiência energética em vigor, cujas condições mudam de programa para programa.

  • superfícies inclinadas: seguem as varas e terminam junto ao frechal ou numa parede baixa do sótão,
  • teto falso horizontal: fica suspenso das travessas ou das vigas e forma a parte plana do teto,
  • combinação das duas: é a situação habitual; o importante é que a aresta entre a parte inclinada e a horizontal fique direita e com a junta bem resolvida.

Perfis, suspensões, parafusos e massa devem ser do mesmo sistema. Misturar peças de fabricantes diferentes parece um pormenor, mas é muitas vezes a causa de fissuras ou de tetos que cedem mais tarde.

O que facilita e o que complica o trabalho

A dificuldade de um teto inclinado varia muito de sótão para sótão. A mesma área pode ficar pronta depressa ou exigir bastante mais tempo.

  • facilitam o trabalho uma estrutura direita e regular, um telhado de forma simples, bom acesso ao sótão e isolamento já colocado,
  • complicam-no varas tortas ou com afastamentos irregulares, que é preciso corrigir,
  • cada janela de telhado, trapeira, chaminé ou passagem obriga a mais cortes, cantos e remates,
  • muitas aberturas para focos, colunas de som ou ventilação tornam mais demorada a montagem e o barramento,
  • uma escada estreita ou o acesso apenas por um alçapão dificulta o transporte das placas,
  • um acabamento mais exigente, por exemplo para tinta com brilho ou com luz rasante de uma janela, pede mais barramento e lixagem.

Se o sótão ainda não tiver isolamento ou se o existente estiver incompleto, o trabalho é bastante maior do que um simples revestimento.

Erros típicos que só aparecem mais tarde

No sótão os erros raramente se notam logo. O teto fica bonito e, depois do primeiro inverno, surgem fissuras ou manchas de humidade.

  • fixação rígida às varas, sem suspensões: o movimento da madeira passa para as placas e as juntas abrem,
  • poucas suspensões ou perfis muito afastados: o teto cede ou vibra quando alguém anda no desvão por cima,
  • furos e juntas por colar na barreira para-vapor: o ar húmido da casa entra no isolamento, condensa e aparece bolor,
  • junta rígida entre a parte inclinada e a parede de empena: aqui resulta quase sempre uma fita de separação ou um mástique elástico,
  • pressa: placas montadas num espaço ainda húmido depois do reboco ou da betonilha, ou pintura sobre massa por secar.

Na prática acontece muitas vezes o eletricista abrir furos depois de as placas estarem montadas e rasgar a barreira para-vapor. Por isso convém combinar antes a posição dos focos e das tubagens.

Segurança durante a montagem

A instalação elétrica para os focos no teto falso deve ser feita por um eletricista qualificado. A montagem do teto faz-se a partir de andaime ou de plataformas estáveis, nunca de um escadote encostado a uma vara. Ao manusear lã mineral convém usar luvas, óculos e máscara, porque as fibras irritam a pele e as vias respiratórias.

Como verificar o teto inclinado terminado

Na receção do trabalho convém observar o teto com luz natural e artificial, de preferência com uma lanterna apontada de lado sobre a superfície. Assim destacam-se ondulações e juntas mal barradas.

  • as superfícies estão planas, sem ondas nem barrigas visíveis; uma régua de dois metros não mostra desvios maiores do que os combinados,
  • a aresta entre a parte inclinada e a horizontal é direita em todo o comprimento,
  • as juntas das placas estão barradas, sem fissuras nem parafusos salientes,
  • as ligações às empenas e às paredes divisórias têm fita de separação ou mástique elástico,
  • a zona das janelas de telhado está limpa, os remates direitos e a barreira para-vapor ligada à janela,
  • as aberturas para os focos estão nos sítios combinados e têm bordos limpos,
  • quem executou o trabalho sabe indicar as camadas usadas: tipo de isolamento, de barreira para-vapor e de placas,
  • depois da montagem não ficam restos de obra no desvão nem no isolamento, nem película danificada.

Perguntas frequentes

Sim, se as camadas estiverem bem feitas. O que conta é isolamento suficiente entre as varas e por baixo delas, uma barreira para-vapor contínua e uma montagem com suspensões que aguente o movimento da estrutura. Assim o sótão fica confortável no inverno e aquece menos no verão.

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