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Aplicação de cantoneira de PVC

A cantoneira de PVC é um perfil plástico em ângulo, com rede de fibra de vidro já colada, que se embebe na argamassa de barramento em todas as esquinas exteriores da fachada e nas arestas dos vãos de janelas e portas. Protege a esquina contra pancadas, mantém-na direita e ajuda a evitar fissuras no reboco. É necessária em qualquer isolame

Atualizado 09/2026·6 min read·13 price list items
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Isolamento térmico de fachadas13 itens

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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Isolamento
Instalação de perfil de canto em PVCml1,30 €-
Isolamento de parede exterior com poliestireno (colagem total)m²28,54 €-
Isolamento de parede exterior com lã mineral (incl. fixações)m²33,30 €-
Instalação de sistema ETICS até 20 cmm²15,46 €-
Isolamento de ombreiras de janelas (XPS)ml3,57 €-
Isolamento de tetos/sótãosm²11,90 €-
Instalação de barreira de vaporm²4,76 €-
Reboco exterior fino (raspado 2 mm)m²-
Aplicação de malha de fibra de vidro em paredes + adesivom²-
Instalação de perfil APU com malhaml0,95 €-
Perfil de pingadeira para janelasml1,30 €-
Isolamento de espuma projetada (célula fechada)m²-
Isolamento de espuma projetada (célula aberta até 25 cm)m²-
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Para que serve a cantoneira e onde se aplica

A esquina é o ponto mais frágil de uma fachada. Leva com bicicletas, escadotes, carrinhos de mão e bolas. Se ali houvesse apenas uma camada fina de barramento e acabamento sobre o EPS ou a lã mineral, lascaria depressa. A cantoneira cria uma aresta rígida e, graças à rede, liga-se firmemente ao barramento das duas paredes.

A segunda razão é o aspeto. Sem cantoneira é difícil fazer uma esquina direita e viva em toda a altura da casa. Com ela, o aplicador tem uma guia para puxar o barramento e o acabamento.

As cantoneiras aplicam-se sobretudo:

  • nas esquinas do edifício,
  • nas arestas dos vãos de janelas e portas,
  • nas esquinas de varandas, marquises e platibandas,
  • na aresta inferior das padieiras, onde se usa o perfil com pingadeira.

Tipos de cantoneira e quando escolher cada um

Cantoneira reta com rede

É o tipo mais comum, para esquinas em ângulo reto. A diferença principal está na largura da rede de cada lado. Uma rede mais larga liga melhor a esquina ao resto da parede, por isso convém escolhê-la em zonas expostas, como esquinas junto a passeios ou garagens.

Perfil com pingadeira

Aplica-se na aresta inferior das padieiras, das lajes de varanda e de outros elementos salientes. O pequeno nariz de pingadeira obriga a água a cair em vez de escorrer pela face inferior até à janela ou de volta à fachada. Onde a água escorre, a cantoneira comum deve ser substituída por este perfil. Com as chuvadas de inverno que se fazem sentir em boa parte do país, este pormenor faz diferença.

Cantoneira flexível para outros ângulos

Em ângulos abertos ou fechados, por exemplo em corpos salientes ou paredes curvas, usa-se uma cantoneira flexível que se adapta à forma.

PVC ou alumínio?

No isolamento pelo exterior usa-se hoje quase sempre PVC. Não corrói, não reage com a argamassa alcalina e corta-se com facilidade. Em zonas costeiras, com ar salino, esta resistência é uma vantagem clara. Quando se aplica um sistema ETICS certificado, convém usar as cantoneiras que o fabricante indica como parte do sistema. Caso contrário, a garantia de todo o isolamento pode ficar em causa.

Como decorre a aplicação passo a passo

A cantoneira entra depois de colar e fixar mecanicamente as placas de isolamento, mas antes de aplicar a rede em toda a superfície.

  1. Lixar a esquina do isolamento para que as duas faces fiquem planas e a aresta sem degraus.
  2. Retirar o pó e os restos da lixagem.
  3. Espalhar argamassa de barramento nos dois lados da esquina, numa largura um pouco maior do que a rede da cantoneira.
  4. Pressionar a cantoneira na argamassa e acertá-la na vertical com nível ou régua.
  5. Alisar a argamassa por cima da rede, de modo que a rede fique totalmente embebida e não sobressaia.
  6. Encostar a cantoneira seguinte topo a topo à anterior, deixando as redes sobrepostas.
  7. Aplicar depois a rede de fachada na superfície, sobrepondo-a à rede da cantoneira, e terminar com a segunda demão de barramento.

Nos cantos dos vãos de janela colocam-se ainda tiras de rede na diagonal. Sem elas surgem as típicas fissuras oblíquas a partir dos cantos das janelas.

O que facilita o trabalho e o que o complica

O que mais pesa é o número e o comprimento das esquinas. Uma esquina comprida faz-se mais depressa do que dezenas de arestas curtas à volta de janelas pequenas. Os vãos dão mais trabalho, porque são estreitos e a cantoneira tem muitas vezes de ligar ao perfil de remate junto à caixilharia.

O trabalho também demora mais quando há:

  • isolamento desnivelado, que tem de ser lixado primeiro,
  • ângulos fora do comum e superfícies curvas,
  • trabalho em andaime, em altura, onde cada passo é mais lento,
  • mau tempo, que obriga a esperar.

Pelo contrário, se as cantoneiras forem aplicadas na mesma sequência que o barramento de toda a fachada, o trabalho corre de forma contínua e sem paragens desnecessárias.

Erros típicos

  • Cantoneira colada a seco sobre o isolamento, sem argamassa. Fica presa só em alguns pontos e acaba por soltar-se.
  • Rede mal embebida. Se fica à vista ou apenas pousada à superfície, o barramento descasca junto a ela.
  • Cantoneiras sobrepostas. Forma-se um alto na esquina que o acabamento não disfarça. As partes plásticas devem encostar topo a topo, só a rede se sobrepõe.
  • Esquina torta. Quem não acerta a cantoneira com nível vê o defeito logo após o acabamento, sobretudo com luz rasante.
  • Falta de pingadeira por cima da janela. A água escorre pela padieira e a fachada à volta da janela fica escura e húmida.
  • Aplicação com frio, chuva, sol direto ou vento forte. A argamassa não cura bem e pode fissurar. A maioria dos fabricantes indica uma temperatura do suporte e do ar a partir de cerca de +5 °C e recomenda proteger o trabalho fresco da chuva. No verão português, o sol forte e o vento secam a argamassa depressa demais, por isso convém trabalhar nas fachadas à sombra.

Guia de bricolage: aplicar a cantoneira numa esquina baixa

Num isolamento de uma garagem, de um anexo de jardim ou da parte baixa de uma parede, com trabalho feito a partir do chão, a cantoneira pode ser aplicada sem ajuda profissional. O trabalho em andaime e a fachada completa da casa devem ficar a cargo da empresa que faz o resto do isolamento.

  1. Preparar as cantoneiras, a argamassa de barramento, a talocha, o nível e um x-ato para plástico.
  2. Lixar a esquina do isolamento com a talocha de lixa e escovar o pó.
  3. Medir o comprimento e cortar a cantoneira; junto às janelas deixar a parte plástica mais curta e a rede mais comprida.
  4. Preparar a argamassa segundo as instruções da embalagem.
  5. Espalhar a argamassa nos dois lados da esquina.
  6. Pressionar a cantoneira, acertá-la com o nível e alisar a rede dentro da argamassa.
  7. Retirar o excesso de argamassa para não ficarem altos na aresta.
  8. Deixar secar conforme as indicações do fabricante e só depois continuar com a rede na superfície.

Como verificar o trabalho acabado

As esquinas devem ser verificadas antes do acabamento final, porque depois os defeitos já são difíceis de corrigir.

  • a esquina está direita em toda a altura, confirmada com régua ou nível,
  • a rede da cantoneira não está visível em lado nenhum e está totalmente embebida na argamassa,
  • as cantoneiras encostam topo a topo, sem altos nem folgas,
  • a rede de fachada na superfície sobrepõe-se à rede da cantoneira,
  • nos cantos das janelas existem tiras de rede na diagonal,
  • por cima das janelas e nas arestas inferiores há perfil com pingadeira,
  • ao bater levemente, a cantoneira não soa a oco nem se mexe.

Perguntas frequentes

A rede dobrada reforça a esquina, mas não lhe dá uma aresta rígida e direita. A esquina lasca com mais facilidade e é difícil ficar alinhada. Num ETICS, a cantoneira é o procedimento habitual e recomendado.

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