Preçário 2026 · Portugal

Betonagem de escadas com cofragem

As escadas de betão são muito comuns nas moradias portuguesas. Servem como escada interior entre o rés do chão e o primeiro andar, como escada de entrada junto à porta, ou como alguns degraus no jardim, no quintal ou junto ao terraço.

Atualizado 09/2026·12 min read·23 price list items
Preço do trabalho padrão
150,00 €/ m³
Intervalo indicativo
120,00 € - 195,00 €
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Trabalhos em betão23 itens

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ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Trabalhos de betão
Betonagem de escadas de betão, incluindo cofragemm³150,00 €-
Betonagem de sapatas contínuas em valam³50,00 €-
Assentar e nivelar camada de betão de regularizaçãom²10,00 €-
Betonagem de lajes de fundação, 100 mm de espessuram²-
Betonagem de lajes de fundação, 150 mm de espessuram²-
Betonagem de lajes de fundação, 200 mm de espessuram²-
Cofragem para fundações e paredesm²22,50 €-
Cofragem para laje de piso (sistema Doka/Peri)m²-
Descofragem de laje de pisom²7,25 €-
Montagem de armadurast437,50 €-
Aplicação e amarração de rede eletrossoldada 100×100m²3,40 €-
Aplicação e amarração de rede eletrossoldada 150×150m²3,75 €-
Montagem de cofragem de escadasml-
Desmontagem de cofragem de escadasml15,00 €-
Aplicação manual de betonilha até 7 cmm²11,25 €-
Betonilhas aplicadas à máquina - cimentíciasm²13,15 €-
Betonilhas aplicadas à máquina - anidrite autonivelantem²14,75 €-
Instalação de laje cerâmica de vigotas e blocosm²25,00 €-
Camada de primário betuminosom²-
Aplicação de impermeabilização com tela asfálticam²-
Corte de juntas de dilataçãoml6,25 €-
Acabamento de piso de betão com máquina de talocharm²5,65 €-
Bombagem de betãom³-
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Que escadas de betão se fazem com mais frequência

Escada monolítica entre pisos

É uma laje de betão armado com os degraus moldados por cima, betonada em obra dentro da cofragem. A laje apoia-se nas lajes dos pisos, em patamares ou em paredes resistentes. Trata-se de uma estrutura, por isso a espessura da laje, a armadura e os apoios são definidos pelo engenheiro de estruturas no projeto. A espessura da laje do lanço anda normalmente entre 12 e 18 cm, conforme o vão e as cargas. A armadura não se decide a olho nem pelo costume de quem está em obra.

Escadas exteriores assentes no terreno

Os degraus de entrada ou os degraus do jardim assentam sobre uma base compactada ou sobre pequenas sapatas corridas. Não ficam suspensos, por isso são estruturalmente mais simples. No exterior, porém, o betão tem de resistir à chuva, à humidade constante e, conforme a zona, ao gelo ou à maresia. No interior norte e centro, como em Trás-os-Montes ou nas Beiras, as geadas de inverno são uma realidade. No litoral, o sal trazido pelo vento do mar ataca o betão e a armadura ao longo dos anos. Por isso contam muito a classe do betão, a inclinação dos degraus para escoar a água e a separação em relação à fachada.

Escadas sobre muretes ou sobre laje inclinada

Em escadas exteriores mais altas, é comum construir muretes laterais em alvenaria ou betonar uma laje inclinada e moldar os degraus por cima. Por baixo fica um espaço vazio, gasta-se menos betão e a escada não carrega o terreno com toda a sua massa. Esse espaço pode até aproveitar-se como pequena arrecadação, desde que fique bem ventilado e protegido da água.

O que deve estar preparado antes de a equipa chegar

A maior parte dos problemas com escadas não nasce durante a betonagem, mas na preparação. Antes de a empresa começar, convém ter estes pontos esclarecidos:

  • Projeto de estruturas: numa escada interior, o desenho com o número de degraus, a altura e a largura de cada degrau, a posição do patamar e a armadura definida pelo engenheiro.
  • Cotas dos pavimentos acabados: é a fonte de erros mais comum. A escada mede-se do pavimento acabado em baixo ao pavimento acabado em cima. É preciso conhecer a composição do pavimento nas duas pontas (betonilha, isolamento, cerâmico ou madeira) e a espessura do revestimento futuro dos degraus.
  • Acabamento final: se os degraus vão levar pedra (granito, mármore, lioz), cerâmico, madeira ou se o betão fica à vista. Disso depende quanto mais baixo se betona cada degrau.
  • Fixação do corrimão e instalações: se o corrimão ou a guarda se fixam de lado ou por cima e se haverá iluminação nos degraus. Os tubos para cabos têm de ser colocados antes da betonagem.
  • Acesso para o betão: se a autobetoneira chega à casa, se será precisa bomba, ou se o betão vai ser transportado em baldes e carros de mão.
  • Água e eletricidade em obra para a betoneira, o vibrador e a cura do betão.

Num prédio em condomínio, quando os trabalhos tocam zonas comuns ou a entrada, convém combinar com a administração do condomínio os horários, o acesso do camião e a proteção das zonas por onde passa o betão.

Como decorre a betonagem de escadas, passo a passo

Cálculo e marcação dos degraus

Primeiro divide-se a altura total entre pavimentos acabados de modo que todos os degraus fiquem iguais. Em moradias, a altura do espelho anda normalmente entre 15 e 18 cm. A largura do cobertor, a parte onde se pisa, calcula-se pela regra conhecida: duas vezes a altura mais a largura deve dar aproximadamente 60 a 65 cm, que corresponde ao comprimento de um passo normal. O perfil da escada desenha-se depois diretamente na parede ou na tábua lateral da cofragem. Um profissional experiente volta a medir cada degrau a partir das cotas finais, e não apenas da estrutura em bruto.

Cofragem

Numa escada entre pisos, monta-se primeiro a cofragem inferior inclinada, ou seja, o fundo do lanço. É apoiada em escoras e vigas que têm de aguentar o peso do betão fresco sem fletir. Depois colocam-se as tábuas laterais com o perfil em dentes de serra e as tábuas dos espelhos. Os espelhos levam normalmente um ligeiro chanfro na aresta inferior, para se conseguir alisar o betão por baixo e deixar sair o ar. A cofragem tem de ser estanque, caso contrário a leitada de cimento escorre pelas juntas e ficam ninhos de brita à superfície. Antes de betonar aplica-se óleo descofrante.

Armadura

Dentro da cofragem coloca-se a armadura segundo o projeto: varões principais ao longo do lanço, varões de distribuição na transversal e, em escadas maiores, armadura própria nos degraus. A armadura tem de ficar sobre espaçadores, para que o betão a envolva por todos os lados. O recobrimento anda normalmente entre 2 e 3 cm no interior e é maior no exterior, sobretudo perto do mar. A ligação à laje ou ao patamar faz-se com varões de arranque bem amarrados. Se essa ligação falhar, o lanço não fica corretamente apoiado.

Betonagem

Betona-se de baixo para cima, degrau a degrau. O betão compacta-se com vibrador de agulha ou, em escadas pequenas, batendo na cofragem e picando o betão com um varão. Um betão demasiado mole escorre bem, mas foge por baixo dos espelhos e perde resistência. Um betão demasiado seco não enche os cantos. As superfícies dos degraus puxam-se com régua e alisam-se com talocha. No exterior, deixa-se uma ligeira pendente para a frente, para que a água não fique parada.

Cura e descofragem

O betão fresco tem de ser protegido do sol, do vento e do frio, e mantido húmido. Normalmente rega-se ou cobre-se com plástico durante cerca de 5 a 7 dias. No verão português, com calor e vento seco, esta fase é ainda mais importante. Os espelhos e as tábuas laterais podem sair mais cedo, muitas vezes ao fim de um a três dias. O fundo do lanço e as escoras de uma escada suspensa ficam mais tempo, geralmente duas a quatro semanas, conforme a temperatura e as indicações do engenheiro. A resistência de projeto atinge-se por volta dos 28 dias.

Quanto tempo demora

A cofragem e a armadura de um lanço reto numa moradia levam normalmente um a três dias. Em escadas em caracol ou com patamar demora mais. A betonagem em si é uma questão de horas. O que leva mais tempo é a espera: pode andar-se com cuidado na escada ao fim de alguns dias, mas carregar material e retirar as escoras só mais tarde. O revestimento só se aplica depois de o betão secar o suficiente, de acordo com as indicações do fabricante da cola.

Cofragem, betão e armadura: que opções existem

Tipos de cofragem

  • Cofragem em tábua de madeira serrada: material barato, adapta-se a qualquer forma, mas deixa o betão mais rugoso e com a marca das tábuas. Adequada quando a escada vai ser revestida.
  • Contraplacado filmado (fenólico): superfície lisa e arestas vivas. Escolhe-se quando o betão fica à vista ou quando se quer reduzir o trabalho de barramento.
  • Cofragem e escoramento de sistema: escoras metálicas e vigas próprias, mais rápidas e mais rígidas, sobretudo em pés-direitos altos e lanços compridos.
  • Cofragem perdida: em escadas exteriores, as faces laterais podem fazer-se com blocos de cofragem ou lancis, que ficam a fazer parte da escada.

Betão

Numa escada estrutural, a classe do betão segue o projeto. Em moradias é comum encontrar a classe C25/30. As escadas exteriores precisam de betão adequado ao ambiente, o que na encomenda à central se define pela classe de exposição segundo a NP EN 206. Na prática, basta dizer que se trata de escadas exteriores, expostas à chuva e, conforme o caso, ao gelo ou à maresia, e a central propõe o betão adequado. O betão de autobetoneira tem qualidade constante. A betoneira em obra justifica-se em escadas exteriores pequenas, mas é preciso respeitar a dosagem e não juntar água a olho.

Armadura

Uma escada estrutural arma-se com varões de aço para betão conforme o desenho de armaduras. Nas escadas assentes no terreno, muitas vezes chega uma malha eletrossoldada ou alguns varões contra a fissuração, mas a decisão depende de cada situação. Sem armadura só se fazem degraus muito pequenos sobre base firme.

O que torna o trabalho mais fácil ou mais difícil

A dificuldade, e portanto o custo, da betonagem de escadas varia bastante. O trabalho fica mais fácil com:

  • um lanço reto, sem patamar e com apoios simples,
  • bom acesso para a autobetoneira ou para a bomba,
  • cotas de pavimento bem definidas e desenho pronto,
  • escadas que vão ser revestidas, onde o betão não precisa de ficar perfeito.

Pelo contrário, torna-se mais difícil com:

  • escadas em caracol, curvas ou em L com degraus em leque, onde cada degrau é diferente,
  • grande altura de escoramento e espaço apertado na obra em bruto,
  • transporte manual do betão através da casa ou por andaimes,
  • betão à vista, que exige cofragem impecável, estanque e com arestas precisas,
  • betonagem com frio ou com muito calor, que obriga a proteger o betão,
  • escadas novas numa casa existente, onde é preciso furar e fixar varões na estrutura antiga e resolver a ligação.

Que trabalhos vêm antes e depois, e o que coordenar

A escada é um ponto de encontro de várias especialidades. Se não se coordenarem a tempo, acaba-se muitas vezes a partir degraus já feitos.

  • Estrutura e lajes: a ligação do lanço à laje e ao patamar tem de ficar preparada logo na betonagem da laje, por exemplo com varões de espera.
  • Acústica: se a escada deve ser silenciosa, separa-se das paredes e das lajes com apoios elásticos ou juntas. Decide-se antes de betonar, depois já não é possível.
  • Eletricista: os tubos para a iluminação dos degraus ou para interruptores colocam-se na cofragem. A instalação elétrica e as ligações só devem ser feitas por um eletricista qualificado.
  • Serralheiro ou carpinteiro: as buchas ou tubos para a guarda ficam embebidos no betão, ou marca-se onde não se pode furar por causa da armadura.
  • Ladrilhador, canteiro, aplicador de pavimentos: precisam de saber a altura exata dos degraus e a planeza. Com degraus de madeira, o carpinteiro costuma medir só depois de o betão estar feito.
  • Impermeabilização e fachada: as escadas exteriores junto à casa separam-se do ETICS (capoto), do reboco e da impermeabilização do soco, de forma que a água não corra para a parede.

Erros habituais e como aparecem mais tarde

  • Degraus desiguais: quase sempre o primeiro ou o último, porque no cálculo se esqueceu a composição do pavimento. As pessoas tropeçam nesse degrau e a correção posterior dá muito trabalho.
  • Cofragem que fletiu: escoras fracas cedem com o peso do betão, o fundo do lanço fica ondulado e os degraus inclinados.
  • Armadura sem recobrimento: varões encostados à cofragem acabam por enferrujar, o betão estala e aparecem manchas de ferrugem por baixo do lanço. Perto do mar isto acontece mais depressa.
  • Má compactação: ninhos de brita nas arestas e nos espelhos, que depois é preciso reparar.
  • Escoras retiradas cedo demais: fissuras no lanço ou flecha visível. Um defeito destes deve ser avaliado por um engenheiro de estruturas.
  • Degraus exteriores sem pendente: a água fica parada, cria limos e escorrega, e nas zonas frias forma gelo que degrada o betão.
  • Escadas exteriores coladas à casa: quando o terreno assenta ou se move, a escada abre uma fissura junto à fachada e a água infiltra-se no soco.
  • Cura mal feita: o betão ao sol seca depressa, a superfície fica a largar pó e surgem fissuras finas.

Guia faça você mesmo: pequenos degraus exteriores no terreno

Uma escada estrutural entre pisos não é trabalho para amadores: é uma estrutura e deve ser feita por uma empresa, segundo projeto. Já dois a quatro degraus no jardim ou de acesso ao terraço, sobre base firme e sem suportarem nada, estão ao alcance de quem tenha alguma prática. O procedimento é, em linhas gerais, o seguinte:

  1. Medir o desnível total e dividi-lo em degraus iguais, calculando a largura do cobertor pela regra do comprimento do passo.
  2. Escavar até terreno firme, retirando pelo menos a terra vegetal, e preparar uma camada de tout-venant ou brita compactada por camadas.
  3. Montar as faces laterais em tábua ou contraplacado com o perfil dos degraus desenhado e travá-las bem com estacas.
  4. Colocar as tábuas dos espelhos, confirmar a altura de cada degrau e deixar uma ligeira pendente para a frente.
  5. Aplicar óleo descofrante na cofragem e colocar a malha eletrossoldada sobre espaçadores.
  6. Separar os degraus da fachada com uma tira de junta de dilatação.
  7. Preparar ou encomendar betão adequado ao exterior, respeitando a dosagem e sem juntar água a mais.
  8. Betonar a partir do degrau mais baixo, picando o betão e batendo na cofragem para sair o ar.
  9. Puxar a superfície dos degraus com régua, alisar com talocha e arredondar as arestas com boleador.
  10. Cobrir o betão com plástico e regá-lo durante alguns dias, protegendo-o do sol direto e do frio.
  11. Retirar faces laterais e espelhos normalmente ao fim de dois a três dias e só carregar os degraus algumas semanas depois.

Durante a betonagem convém usar luvas e óculos de proteção, porque a leitada de cimento irrita a pele e os olhos.

Verificação e receção da escada acabada

Na receção convém levar uma fita métrica, um nível e, numa escada interior, o desenho do projeto. Deve verificar-se cada degrau, e não apenas o aspeto geral. Confirmar:

  • a mesma altura em todos os degraus, contando já com o pavimento e o revestimento futuros,
  • a mesma largura dos cobertores e o seu nivelamento, no exterior com ligeira pendente para a frente,
  • o fundo do lanço direito, sem flecha e sem armadura à vista,
  • arestas e espelhos íntegros, sem ninhos de brita nem buracos maiores,
  • ausência de fissuras, sobretudo na ligação à laje e ao patamar,
  • tubos, fixações da guarda e juntas colocados conforme o combinado,
  • separação das escadas exteriores em relação à fachada e ao soco,
  • indicação da empresa sobre quando se podem retirar as escoras e quando se pode aplicar o revestimento.

Perguntas frequentes

Com cuidado, normalmente ao fim de dois a três dias, se a cura foi bem feita e não esteve frio. Transportar material pesado e retirar as escoras por baixo do lanço só mais tarde, conforme a temperatura e as indicações do engenheiro, geralmente ao fim de algumas semanas.

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