Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Trabalhos de betão | ||||
| Aplicação manual de betonilha até 7 cm | m² | 11,25 € | - | |
| Betonagem de sapatas contínuas em vala | m³ | 50,00 € | - | |
| Assentar e nivelar camada de betão de regularização | m² | 10,00 € | - | |
| Betonagem de lajes de fundação, 100 mm de espessura | m² | - | ||
| Betonagem de lajes de fundação, 150 mm de espessura | m² | - | ||
| Betonagem de lajes de fundação, 200 mm de espessura | m² | - | ||
| Cofragem para fundações e paredes | m² | 22,50 € | - | |
| Cofragem para laje de piso (sistema Doka/Peri) | m² | - | ||
| Descofragem de laje de piso | m² | 7,25 € | - | |
| Montagem de armaduras | t | 437,50 € | - | |
| Aplicação e amarração de rede eletrossoldada 100×100 | m² | 3,40 € | - | |
| Aplicação e amarração de rede eletrossoldada 150×150 | m² | 3,75 € | - | |
| Betonagem de escadas de betão, incluindo cofragem | m³ | - | ||
| Montagem de cofragem de escadas | ml | - | ||
| Desmontagem de cofragem de escadas | ml | 15,00 € | - | |
| Betonilhas aplicadas à máquina - cimentícias | m² | 13,15 € | - | |
| Betonilhas aplicadas à máquina - anidrite autonivelante | m² | 14,75 € | - | |
| Instalação de laje cerâmica de vigotas e blocos | m² | 25,00 € | - | |
| Camada de primário betuminoso | m² | - | ||
| Aplicação de impermeabilização com tela asfáltica | m² | - | ||
| Corte de juntas de dilatação | ml | 6,25 € | - | |
| Acabamento de piso de betão com máquina de talochar | m² | 5,65 € | - | |
| Bombagem de betão | m³ | - | ||
O que inclui este trabalho e quando compensa fazê-lo à mão
O trabalho inclui a preparação da massa, o transporte dentro da obra, a colocação à cota pretendida, o nivelamento e o alisamento da superfície. Numa betonilha flutuante junta-se normalmente a banda perimetral e a película de proteção. O isolamento térmico ou acústico, a malha de reforço e a remoção do pavimento antigo costumam ser orçamentados à parte. Ao acertar o trabalho com a empresa, convém esclarecer exatamente o que está incluído.
À mão ou com bomba
Em grandes áreas de construção nova, a betonilha é muitas vezes bombeada. É rápido e todo o pavimento fica feito de uma vez. A execução manual compensa onde a bomba não faz sentido: num apartamento pequeno, em uma ou duas divisões, num andar alto onde não se consegue puxar a mangueira, num prédio antigo do centro sem acesso para camiões ou quando o pavimento é feito divisão a divisão porque o resto da casa continua habitado. O trabalho manual dá também mais controlo sobre os pormenores, por exemplo a pendente para o ralo da casa de banho ou de um duche de nível.
Porquê até 7 cm
A espessura determina diretamente o consumo de material, o esforço de execução e o tempo de secagem. Em sete centímetros cabe uma betonilha flutuante corrente e também o recobrimento dos tubos do piso radiante. Se for preciso compensar uma altura maior, o resto deve ser preenchido com isolamento, betão leve ou um enchimento de regularização, e não com mais betonilha. Uma betonilha grossa é pesada, sobrecarrega a laje sem necessidade e demora muito a secar.
Materiais e tipos de betonilha
Betonilha de cimento
É a solução clássica em Portugal. Tolera a humidade, por isso serve em casas de banho, caves, garagens e no rés-do-chão. Ao endurecer, retrai, pelo que precisa de juntas e demora mais a secar. Em sistema flutuante costuma ter cerca de 5 cm, e sobre os tubos do piso radiante pede-se normalmente um recobrimento de cerca de 4,5 cm. Os valores exatos são dados pelo fabricante da argamassa. Na execução manual usa-se sobretudo uma consistência húmida a plástica, que se compacta e alisa.
Betonilha de anidrite
A betonilha de anidrite (à base de sulfato de cálcio) é fluida e nivela-se praticamente sozinha. Pode ser mais fina, precisa de menos juntas e envolve muito bem os tubos do piso radiante, razão pela qual é apreciada por quem instala aquecimento. É, no entanto, sensível à humidade permanente: não serve no exterior, em garagens nem em caves sem ventilação. Numa casa de banho pode usar-se, desde que leve uma impermeabilização bem feita. À superfície forma-se uma película fina e fraca que tem de ser lixada antes de colar o revestimento. Pode ser misturada à mão a partir de sacos, mas em áreas maiores é mais comum bombeá-la, porque deve ser vertida de forma contínua.
Argamassa pré-doseada ou mistura em obra
A argamassa seca em saco tem qualidade constante e o fabricante indica a quantidade exata de água. Quando a betonilha é feita com areia e cimento na obra, o resultado depende da experiência da equipa. A areia deve ser rija e de granulometria variada, normalmente de 0 a 4 mm, e não areia fina de reboco. A proporção entre cimento e areia anda geralmente entre 1:3 e 1:4. Nas betonilhas flutuantes juntam-se muitas vezes fibras de polipropileno, que reduzem o risco de fissuras finas, e plastificante, que permite usar menos água.
Aderente, sobre camada de separação ou flutuante
- Betonilha aderente: aplicada diretamente sobre betão firme, com primário ou ponte de aderência. Pode ser mais fina, mas a base tem de estar limpa, coesa e sem pó.
- Betonilha sobre camada de separação: assenta sobre uma película e não fica ligada à base. Usa-se sobre bases antigas ou pouco coesas.
- Betonilha flutuante: assenta sobre isolamento térmico ou acústico e não toca nas paredes nem nas tubagens. É a mais comum em apartamentos, porque abafa o ruído de passos para o vizinho de baixo.
Na betonilha flutuante de cimento coloca-se por vezes malha eletrossoldada. A ideia é que fique mais ou menos a meio da espessura, não no fundo. Uma malha pisada contra o isolamento não serve para nada. Se é ou não necessária depende da carga prevista e da recomendação do fabricante da argamassa ou do projetista.
Preparação antes de a equipa chegar
A maior parte dos problemas com betonilhas nasce antes de se começar a misturar. Antes da data marcada, convém confirmar:
- a cota do pavimento acabado: deve haver uma linha de nível marcada nas paredes, normalmente a um metro, e a espessura do cerâmico ou do soalho com cola já deve ser conhecida,
- as redes no pavimento: eletricidade, água, esgotos e aquecimento estão concluídos e fixos, e o piso radiante já passou no ensaio de pressão,
- os rebocos: em regra fazem-se antes da betonilha, para não sujar nem danificar o pavimento novo,
- as janelas e a porta de entrada montadas: correntes de ar e calor direto prejudicam a betonilha,
- a temperatura do espaço: durante a aplicação e nos dias seguintes não deve descer abaixo de cerca de 5 °C, e no verão o espaço deve estar protegido do sol forte,
- a base limpa, sem entulho, pó, óleo ou restos de cola antiga,
- água e eletricidade disponíveis na obra e um sítio para a betoneira, de preferência perto da entrada,
- o caminho para o material: elevador, escadas e proteção das partes comuns.
Num prédio em condomínio, convém avisar a administração do condomínio sobre a data, os trabalhos ruidosos e o uso do elevador para material. Também vale a pena lembrar que uma betonilha nova com isolamento acrescenta peso à laje. Se a composição do pavimento muda muito em relação ao original, o tema deve ser falado com um técnico antes de avançar.
Como decorre o trabalho passo a passo
- Verificação da base e das cotas. A equipa mede a base com laser, encontra o ponto mais alto e o mais baixo e confirma se a espessura prevista cabe em todo o lado.
- Isolamento e película. Na betonilha flutuante, as placas de isolamento são colocadas bem encostadas e cobertas com película, com sobreposições e subida nas paredes. A película impede que a leitada de cimento escorra para as juntas e crie pontes acústicas.
- Banda perimetral. Em todo o perímetro da divisão, à volta das tubagens e dos aros das portas, cola-se uma banda de espuma, normalmente com 8 a 10 mm. É ela que permite à betonilha movimentar-se sem fissurar junto à parede.
- Mestras. Fazem-se pontos ou faixas de argamassa à cota certa, ou colocam-se perfis metálicos de guia. É por eles que depois se puxa a régua.
- Mistura. A massa é feita na betoneira com a quantidade de água certa. Uma betonilha demasiado líquida espalha-se com mais facilidade, mas retrai mais e fica com a superfície fraca.
- Colocação e compactação. A massa é colocada por panos, compactada e puxada com régua de alumínio pelas mestras. Com anidrite, verte-se e retira-se o ar com rolo de picos ou barra de nivelamento.
- Alisamento. Quando a betonilha ganha alguma presa, é alisada à talocha ou com alisadora mecânica. O acabamento escolhe-se em função do revestimento final.
- Juntas. Nas portas e em áreas grandes, a betonilha é dividida. Ou se coloca antes um perfil de junta, ou se corta a betonilha fresca até cerca de um terço da espessura.
- Cura. Nos primeiros dias, a betonilha de cimento deve ser protegida da secagem rápida com película ou humedecimento. As janelas ficam fechadas e o pavimento não deve apanhar corrente de ar direta nem sol.
O que facilita e o que complica o trabalho
O valor por metro quadrado depende do esforço que cada área exige. O trabalho fica mais simples com:
- uma área contínua maior, de planta simples,
- rés-do-chão ou elevador e um percurso curto desde a betoneira,
- uma base plana, com espessura mais ou menos igual em todo o lado,
- um espaço preparado, onde nada fica à espera de outras especialidades.
Pelo contrário, o trabalho complica-se com:
- muitas divisões pequenas, corredores estreitos e recantos,
- andares altos sem elevador, com cada saco e cada carrinho levados pelas escadas,
- uma base irregular, com grandes diferenças de espessura,
- pendentes para ralos e duches de nível,
- piso radiante com tubos muito juntos, à volta dos quais é preciso trabalhar com cuidado,
- calor forte no verão ou frio no inverno, que obrigam a proteger mais a betonilha,
- execução por fases em vez de um trabalho contínuo.
Ligação às outras especialidades, secagem e prazos
Antes da betonilha
Eletricista, canalizador e quem instala o aquecimento têm de ter o pavimento concluído. Depois já não se consegue abrir roços sem estragar a betonilha e o isolamento. Com piso radiante, convém combinar que o circuito fique sob pressão durante a betonagem, para que qualquer fuga se veja logo. Também não se deve esquecer a altura dos aros e soleiras, para que as portas não raspem depois de colocado o revestimento.
Quanto tempo demora e quando se pode pisar
Uma equipa experiente faz à mão um apartamento normal em um a dois dias. A betonilha de cimento pode ser pisada com cuidado ao fim de cerca de 24 a 48 horas, aguenta cargas ligeiras após alguns dias e atinge a resistência total por volta dos 28 dias. A anidrite costuma estar transitável mais cedo, em regra até dois dias, segundo o fabricante. Para a secagem há uma regra prática: a betonilha de cimento perde a humidade a cerca de um centímetro por semana nos primeiros quatro centímetros, e depois mais devagar. Uma betonilha de cinco centímetros não permite colocar o revestimento antes de várias semanas, e com frio, humidade alta ou sem ventilação ainda mais tarde. No inverno, sobretudo em casas junto ao litoral, a secagem pode arrastar-se bastante.
Depois da betonilha
Com piso radiante faz-se o primeiro aquecimento segundo um protocolo: a temperatura sobe por etapas, mantém-se e volta a descer. Na betonilha de cimento começa-se normalmente só ao fim de três semanas, na anidrite mais cedo, conforme o fabricante. Antes de colocar o revestimento mede-se a humidade residual, de forma fiável pelo método do carboneto (CM). Para betonilha de cimento debaixo de soalho e vinílico pede-se geralmente cerca de 2 % ou menos, para anidrite cerca de 0,5 %, e com piso radiante ainda menos. Os limites exatos são dados pelo fabricante do revestimento e da cola. Seguem-se, se necessário, o lixamento, o primário, a impermeabilização na casa de banho e só então o trabalho do ladrilhador ou de quem coloca o soalho.
Erros típicos e como aparecem mais tarde
- Falta de banda perimetral. A betonilha encosta à parede, fissura no perímetro e os passos ouvem-se no andar de baixo.
- Sem junta na porta. Com o tempo aparece uma fissura mesmo na soleira, que passa para o cerâmico.
- Água a mais na mistura. A superfície liberta pó e esfarela, a betonilha retrai mais e fissura.
- Secagem demasiado rápida. Janelas abertas no verão ou um desumidificador ligado logo após a betonagem provocam fissuras e levantamento dos cantos dos panos.
- Revestimento colocado cedo demais. O soalho empena, o vinílico descola e o cerâmico pode soar oco ou partir.
- Recobrimento fino sobre os tubos. Surgem fissuras ao longo dos tubos e o pavimento não aquece por igual.
- Base com pó numa betonilha aderente. A betonilha não adere, soa a oco quando batida e pode soltar-se com o uso.
- Malha no fundo. O reforço não trabalha e as fissuras aparecem na mesma.
Na prática, acontece muitas vezes que a betonilha está bem feita e o erro vem da pressa na colocação do revestimento. Medir a humidade custa bem menos do que trocar um soalho.
Guia faça você mesmo: betonilha numa divisão pequena
Uma betonilha numa arrecadação, cave ou divisão pequena está ao alcance de um amador com betoneira, régua comprida e ajudante. Em áreas maiores, com piso radiante ou numa betonilha flutuante num apartamento com vizinhos por baixo, convém chamar uma empresa. Numa primeira experiência é preferível usar argamassa pré-doseada em saco.
- Limpar a base, aspirar o pó e reparar os buracos maiores.
- Marcar nas paredes a cota da betonilha acabada a partir da linha de nível.
- Numa betonilha aderente, aplicar primário segundo as indicações do fabricante da argamassa; numa flutuante, colocar isolamento e película.
- Colar a banda perimetral em todo o perímetro e à volta das tubagens.
- Assentar perfis de guia ou fazer mestras de argamassa à cota marcada e deixá-las ganhar presa.
- Misturar a massa com a quantidade exata de água indicada no saco, sempre só a que se consegue aplicar a tempo.
- Colocar a massa do canto mais afastado em direção à porta, compactar e puxar com a régua pelos perfis.
- Retirar os perfis, encher os sulcos com massa e alisar a superfície à talocha.
- Cobrir a betonilha com película, fechar as janelas e não a carregar durante alguns dias.
- Antes do revestimento, mandar medir a humidade ou respeitar o tempo de secagem do fabricante.
Como verificar a betonilha na receção
A planeza verifica-se com uma régua de dois metros, colocada em vários sítios e direções. Para revestimentos colados, cerâmico de grande formato e vinílico pedem-se normalmente desvios de poucos milímetros sob a régua de dois metros, e a exigência exata vem do fabricante do revestimento. A superfície pode ser riscada com uma chave ou um prego: deve apenas ficar marcada, não esfarelar. Batendo com um martelo pequeno detetam-se zonas ocas.
- a betonilha está à cota combinada em relação à linha de nível em todas as divisões,
- a banda perimetral existe em todo o perímetro e a betonilha não toca em nenhuma parede nem tubagem,
- há juntas nas portas e nas áreas grandes, como combinado,
- não há folgas nem lombas significativas sob a régua,
- a superfície não esfarela, não liberta pó e não soa a oco,
- não há fissuras largas, e as fissuras finas são raras e superficiais,
- as pendentes da casa de banho escoam para o ralo e a água não fica parada,
- o tipo de betonilha, a data de execução e o tempo de secagem recomendado foram entregues por escrito,
- com piso radiante, a data e o procedimento do primeiro aquecimento estão combinados,
- antes do revestimento, a medição da humidade residual fica registada.
Perguntas frequentes
Depende do tipo, da espessura, da temperatura e da ventilação. Uma betonilha de cimento com cerca de 5 cm precisa normalmente de várias semanas, a anidrite costuma ser mais rápida. Só a medição da humidade pelo método CM dá certezas; o calendário não basta.
Em espaços húmidos, garagens e caves deve usar-se cimento. Com piso radiante em divisões secas de habitação, a anidrite é prática, fica muito plana e conduz bem o calor. Contam também as exigências do revestimento e a data em que se quer colocá-lo.
Nem sempre. Num apartamento comum bastam muitas vezes fibras de polipropileno. A malha junta-se para cargas maiores ou quando o projeto a prevê. Se for usada, deve ficar mais ou menos a meio da espessura.
Pode, se o cerâmico estiver bem colado. Faz-se uma betonilha aderente com ponte de aderência própria ou uma betonilha sobre película de separação. Os ladrilhos soltos ou ocos têm de ser retirados primeiro.
Na maioria dos casos é retração por secagem demasiado rápida ou por mistura com água a mais. Fissuras finas e isoladas à superfície podem ser seladas com resina antes do revestimento. Fissuras mais largas ou que continuam a aumentar devem ser avaliadas por um técnico.
Trabalhos relacionados
Como se executa uma betonilha de cimento à máquina, o que preparar antes da equipa chegar, que espessuras escolher, quanto tempo seca e como verificar.
Como se aplica a betonilha de anidrite bombeada, o que preparar antes, quanto tempo seca e quando ligar o piso radiante. Guia prático para quem constrói.
Como se faz o afagamento mecânico de um pavimento de betão, quando começar, quando usar endurecedor, como cortar juntas e o que verificar na receção.
Como se betona uma laje de fundação de 100, 150 ou 200 mm: preparação do terreno, armadura, betonagem, cura, erros comuns e verificação final.
Como se betonam sapatas corridas diretamente na vala: preparação, betão e armadura, trabalho em obra, cura, erros típicos e o que verificar no fim.
Como se faz a cofragem de fundações e paredes de betão, que sistemas existem, o que verificar antes da betonagem e quando se pode descofrar.
Blog
Orçamente o projeto completo, não apenas um trabalho
No preçário de trabalhos de construção escolhe artigos de todas as especialidades e o NUMIQ transforma-os num orçamento pronto para o cliente.