Preçário 2026 · Portugal

Colocação e atadura de malha eletrossoldada 150×150

A malha eletrossoldada (em obra também chamada malha sol ou rede de aço) é um painel de varões de aço soldados em quadrícula que se coloca dentro de um massame, laje ou parede de betão. Serve para o betão aguentar melhor os esforços de tração e fissurar menos.

Atualizado 09/2026·11 min read·23 price list items
Preço do trabalho padrão
3,75 €/ m²
Intervalo indicativo
3,00 € - 4,88 €
Apartamento de 60 m²
563,00 €
Preço apenas desta atividade específica - sem material e sem trabalhos preparatórios. Não é o preço da obra completa.
Orçamentar a minha remodelação
Preços atualizados

Orçamente o trabalho pelo preçário

Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.

Trabalhos em betão23 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Trabalhos de betão
Aplicação e amarração de rede eletrossoldada 150×150m²3,75 €-
Betonagem de sapatas contínuas em valam³50,00 €-
Assentar e nivelar camada de betão de regularizaçãom²10,00 €-
Betonagem de lajes de fundação, 100 mm de espessuram²-
Betonagem de lajes de fundação, 150 mm de espessuram²-
Betonagem de lajes de fundação, 200 mm de espessuram²-
Cofragem para fundações e paredesm²22,50 €-
Cofragem para laje de piso (sistema Doka/Peri)m²-
Descofragem de laje de pisom²7,25 €-
Montagem de armadurast437,50 €-
Aplicação e amarração de rede eletrossoldada 100×100m²3,40 €-
Betonagem de escadas de betão, incluindo cofragemm³-
Montagem de cofragem de escadasml-
Desmontagem de cofragem de escadasml15,00 €-
Aplicação manual de betonilha até 7 cmm²11,25 €-
Betonilhas aplicadas à máquina - cimentíciasm²13,15 €-
Betonilhas aplicadas à máquina - anidrite autonivelantem²14,75 €-
Instalação de laje cerâmica de vigotas e blocosm²25,00 €-
Camada de primário betuminosom²-
Aplicação de impermeabilização com tela asfálticam²-
Corte de juntas de dilataçãoml6,25 €-
Acabamento de piso de betão com máquina de talocharm²5,65 €-
Bombagem de betãom³-
Total de mão de obra
- introduzir quantidade
Criar orçamento pelo preçário →

Para que serve a malha dentro do betão

O betão resiste bem à compressão, mas é fraco à tração. Quando uma laje seca, retrai. Quando recebe o peso de um carro, de uma estante carregada ou sofre variações de temperatura, surgem tensões que a tentam abrir. Sem armadura, isso aparece como fissuras que vão alargando com o tempo. A malha distribui essas tensões por uma área maior, de modo que as fissuras ficam finas e a laje mantém-se coesa.

A malha 150×150 usa-se tipicamente em:

  • massames e pavimentos térreos de moradias,
  • pavimentos de garagens, oficinas, armazéns agrícolas e anexos,
  • lajes de terraços, passeios, rampas e zonas pavimentadas exteriores,
  • ensoleiramentos e lajes, quando o projeto de estruturas assim o define,
  • betonilhas com piso radiante, onde a malha também segura os tubos.

Há duas situações muito diferentes. Num massame ou terraço sobre o terreno, a malha serve sobretudo para controlar a fissuração. Numa laje de piso, num ensoleiramento ou numa parede resistente, a armadura faz parte da estrutura que segura a casa, e o diâmetro, a posição, as sobreposições e o recobrimento vêm do projeto de estruturas. Aí ninguém em obra deve alterar a armadura por iniciativa própria, nem acrescentar outra malha qualquer "por precaução".

Malha 150×150, malha 100×100 ou varões atados: as diferenças

Malha 150×150

Os varões ficam afastados 150 mm nas duas direções. Os diâmetros correntes andam aproximadamente entre 4 e 8 mm, e para pavimentos de casas e garagens o mais habitual é cerca de 6 mm. Vende-se em painéis de dimensões padronizadas, que convém confirmar com o fornecedor antes de planear a distribuição. É a opção versátil para massames, lajes térreas e pavimentos com cargas correntes. Coloca-se depressa, porque há menos painéis por metro quadrado e as sobreposições fazem-se com facilidade.

Malha 100×100

A quadrícula mais apertada escolhe-se em camadas mais finas e onde interessa controlar melhor as microfissuras: betonilhas de pouca espessura, piso radiante com tubos mais próximos ou superfícies decorativas e de betão à vista. O varão costuma ser mais fino. A colocação demora um pouco mais, o corte é mais trabalhoso e o betão com agregado grosso passa com mais dificuldade pela quadrícula. Por isso convém ajustar a granulometria do betão e vibrar ou compactar com cuidado.

Atadura de armadura de varões

Em sapatas, vigas de fundação, lintéis, pilares e lajes estruturais, em vez de malha usa-se muitas vezes armadura de varões soltos, montada segundo as plantas de armaduras. Os varões colocam-se nos afastamentos indicados e os cruzamentos são atados com arame, todos ou em parte, conforme o projeto. É mais trabalhoso do que estender malha: a equipa troca de diâmetros, faz estribos, dobras e amarrações. Em compensação, permite reforçar com precisão as zonas mais solicitadas. Na mesma obra é normal combinar as duas técnicas: a área da laje em malha e os bordos, aberturas e cantos completados com varões.

Na prática, acontece trocarem a malha 150×150 por uma 100×100 de varão mais fino, julgando que mais apertado é mais resistente. Não é necessariamente assim. O que conta é a área de aço por metro de largura, ou seja, a combinação entre diâmetro e afastamento. Se a armadura foi definida pelo engenheiro de estruturas, qualquer troca deve ser acordada com ele.

O que deve estar pronto antes de a equipa chegar

A malha só se coloca sobre a base terminada. Se a equipa chega e a base não está pronta, perde-se tempo e o resultado costuma ficar pior. Antes da colocação deve estar concluído:

  • a camada de tout-venant ou brita compactada, ou o betão de limpeza, à cota certa,
  • o isolamento térmico e a impermeabilização ou a película de separação, quando fazem parte da solução, com as juntas sobrepostas e coladas,
  • a cofragem no perímetro e nas juntas de betonagem e de dilatação,
  • as passagens de esgotos, água, eletricidade e, em zonas graníticas do Norte e Centro, a ventilação contra o radão, se prevista,
  • a cota da face superior do betão marcada, por exemplo na cofragem ou com nível laser.

O acesso também conta. Um painel de malha 150×150 com varão de 6 mm, com cerca de seis metros quadrados, pesa normalmente perto de vinte quilos, e as malhas mais grossas pesam mais. Se os painéis têm de ser carregados à mão por um quintal estreito ou por escadas, o trabalho alonga-se bastante. A malha deve ficar armazenada sobre barrotes, não pousada na lama, e protegida de óleos e lubrificantes.

Numa moradia, deve estar disponível o projeto com as plantas de armaduras e deve estar definido quem verifica a armadura antes da betonagem, normalmente o técnico responsável pela fiscalização da obra ou o engenheiro de estruturas.

Como decorre a colocação e a atadura em obra

Distribuição e corte dos painéis

A equipa começa por estudar a área para ter o mínimo de desperdício e sobreposições bem distribuídas. Os painéis colocam-se em fiadas, em regra com as juntas desencontradas, para que nunca se encontrem quatro cantos no mesmo ponto. Onde é preciso, a malha corta-se com tesoura corta-varão ou rebarbadora. Com a rebarbadora há que ter cuidado com as faíscas, que queimam o isolamento e a película por baixo.

Sobreposições

Os painéis vizinhos têm de se sobrepor. Em massames sobre o terreno faz-se normalmente uma sobreposição de pelo menos uma quadrícula, muitas vezes duas, o que na malha 150×150 dá aproximadamente 150 a 300 mm. Em elementos estruturais a sobreposição vem do projeto e costuma ser maior. A sobreposição deve apanhar os varões transversais dos dois painéis, não apenas as pontas soltas. Uma sobreposição curta é das causas mais frequentes de fissuras exatamente na linha de junta entre painéis.

Espaçadores e recobrimento

A malha não pode ficar pousada no terreno, na película ou no isolamento. No fundo do betão é praticamente inútil e, com humidade, enferruja. Levanta-se com espaçadores de plástico, as chamadas cadeirinhas ou rodelas, ou com pastilhas de betão. A altura do espaçador define o recobrimento, que em pavimentos interiores ronda em regra os 20 a 40 mm, e mais em exterior ou em ambiente agressivo, como junto ao mar. Os espaçadores colocam-se numa quadrícula regular, aproximadamente a cada 60 a 100 cm, para a malha não abaular entre eles. Pedras, tijolos e bocados de tábua não servem: escorregam e deixam pontos fracos dentro do betão.

Atadura

As sobreposições atam-se com arame recozido, à mão com torquês ou gancho, ou com atadeira elétrica em áreas grandes. Ata-se com afastamentos suficientes para a malha não se mexer quando se pisa ou betona, nas sobreposições normalmente a cada poucas dezenas de centímetros e sempre nas extremidades. As pontas do arame dobram-se para dentro, nunca para a superfície, para não aparecerem no betão e não enferrujarem. Soldar a malha em obra, em regra, não se faz, porque a soldadura pode enfraquecer o aço.

Malha dupla e armadura complementar

Em lajes mais espessas há malha inferior e superior. A superior apoia-se em cavaletes ou espaçadores metálicos, que têm de aguentar a passagem dos trabalhadores durante a betonagem. À volta de passagens, nos cantos das aberturas e nos cantos reentrantes da laje acrescentam-se varões curtos em diagonal, porque é ali que as fissuras mais aparecem. Nas juntas de dilatação a malha interrompe-se, senão a junta não funciona.

Quanto tempo demora

Num pavimento simples de garagem ou terraço, uma equipa de duas pessoas faz a colocação e a atadura normalmente em poucas horas. O rés-do-chão inteiro de uma moradia, com passagens e armadura complementar, ocupa habitualmente um dia, e com malha dupla ou laje de piso pode ser mais. A armadura não tem tempo de secagem, mas não deve esperar muito pela betonagem: suja-se, é pisada e os espaçadores mexem-se. O ideal é armar na véspera ou na manhã do próprio dia.

O que torna o trabalho mais simples ou mais exigente

O preço por metro quadrado varia com a complexidade da área. É mais simples e rápido quando há:

  • área retangular sem passagens, onde quase não se corta malha,
  • uma só camada de malha sobre base firme e plana,
  • acesso com camião com grua até junto da área,
  • base e cofragem prontas quando a equipa chega.

Pelo contrário, o trabalho fica mais exigente com:

  • planta recortada, curvas, paredes oblíquas e muitos cantos,
  • muitas passagens, ralos e caleiras, à volta dos quais é preciso cortar e reforçar,
  • malha dupla com apoios ou combinação de malha com varões,
  • malha 100×100 ou varão mais grosso, mais difícil de cortar e dobrar,
  • trabalho em laje de piso ou em local de difícil acesso, com transporte manual,
  • fixação dos tubos do piso radiante à malha, se for a mesma equipa a fazê-lo.

Convém confirmar se o valor inclui material, espaçadores e arame, ou só mão de obra. Na NUMIQ, os preços de mão de obra e de material aparecem separados acima deste texto.

Coordenação com as outras especialidades

A armadura fica entre duas fases que dependem uma da outra. Antes dela, o canalizador e o eletricista têm de deixar terminado tudo o que passa dentro ou por baixo da laje. Abrir furos depois numa laje acabada significa cortar armadura, e numa estrutura isso não se deve fazer sem acordo do engenheiro de estruturas.

Se houver piso radiante, convém decidir antes se os tubos são atados diretamente à malha ou se se usa placa de sistema com pinos. Com atadura à malha, esta tem de estar plana e bem apoiada, caso contrário os tubos ficam a alturas diferentes e a betonilha por cima fica fina em alguns pontos.

Depois da armadura vem a verificação e a betonagem. A equipa de betonagem deve saber onde o apoio é mais fraco e circular sobre pranchas ou por cima dos espaçadores. Não convém encomendar o betão antes de a armadura estar verificada: com a autobetoneira à espera, os erros já não se corrigem.

Erros típicos e como aparecem mais tarde

  • malha pousada no fundo ou calcada durante a betonagem: a laje fissura como se não tivesse armadura e, com base húmida, o aço corrói,
  • malha demasiado próxima da superfície: recobrimento fino, manchas de ferrugem e destacamento do betão, sobretudo no exterior, com geada ou ar salino,
  • sobreposições curtas ou inexistentes: fissuras retas a intervalos regulares, exatamente nas juntas entre painéis,
  • falta de reforço nas passagens e cantos: fissuras diagonais a partir dos cantos das aberturas,
  • malha contínua através da junta de dilatação: a laje fissura ao lado da junta, onde ninguém quer,
  • malha com óleo, lama ou ferrugem em escamas: o betão adere mal, embora uma ferrugem superficial ligeira não prejudique,
  • pontas de arame viradas para cima: pontos de ferrugem na superfície do pavimento ou terraço acabado,
  • impermeabilização danificada pela rebarbadora ou pelas pontas da malha: o problema de humidade só aparece anos depois.

A maior parte destes erros vê-se numa inspeção antes da betonagem. Depois, só se detetam pelas fissuras, e a reparação é complicada.

Guia faça você mesmo: malha para a laje de um terraço ou garagem

A malha de um pavimento sobre o terreno, por exemplo para um abrigo de jardim, um terraço ou o chão de uma garagem, está ao alcance de um amador cuidadoso. Já a armadura de lajes de piso, ensoleiramentos da casa, escadas ou outros elementos estruturais não é trabalho para fazer por conta própria: aí manda o projeto e a verificação por um técnico. Convém trabalhar com luvas e óculos de proteção, porque as pontas dos varões cortam.

  1. Verificar se a base está compactada, plana e se a película ou o isolamento estão intactos.
  2. Planear a distribuição dos painéis com sobreposições de uma a duas quadrículas e juntas desencontradas entre fiadas.
  3. Cortar a malha com tesoura corta-varão ou rebarbadora fora da área, para as faíscas não danificarem a película.
  4. Colocar os espaçadores numa quadrícula de aproximadamente 60 a 100 cm, com a altura do recobrimento pretendido.
  5. Pousar a malha sobre os espaçadores, mantendo junto à cofragem pelo menos a distância do recobrimento.
  6. Atar as sobreposições com arame recozido a intervalos regulares e nas extremidades, dobrando as pontas para baixo.
  7. Acrescentar varões curtos em diagonal nos cantos e passagens.
  8. Interromper a malha no local da junta de dilatação prevista.
  9. Percorrer a área e confirmar que a malha não toca na base em lado nenhum e não abana.
  10. Durante a betonagem, pisar com cuidado e levantar com um gancho a malha que ceder.

Verificação e receção da armadura antes da betonagem

Antes de chegar a autobetoneira convém percorrer toda a área. Numa moradia, a armadura deve ser verificada pelo técnico da fiscalização ou pelo engenheiro de estruturas. Deve confirmar-se sobretudo:

  • tipo de malha, diâmetro do varão e quadrícula de acordo com o projeto ou o combinado,
  • malha assente em espaçadores, sem tocar na base em nenhum ponto,
  • recobrimento respeitado também junto à cofragem e no perímetro,
  • sobreposições com o comprimento pedido e atadas,
  • reforço colocado nas passagens e cantos,
  • malha interrompida nas juntas de dilatação,
  • malha superior bem apoiada e firme, no caso de armadura dupla,
  • aço limpo, sem lama, óleo nem ferrugem em escamas,
  • pontas de arame viradas para dentro e isolamento sem danos,
  • passagens e tubagens colocadas e fixas contra deslocamentos,
  • verificação registada por escrito, com fotografias da armadura antes de betonar.

Perguntas frequentes

Nem sempre, mas em massames, garagens e terraços compensa quase sempre, porque reduz muito a fissuração. Por vezes é substituída por betão com fibras. Em lajes estruturais quem decide é exclusivamente o projeto de estruturas.

Trabalhos relacionados

Blog

Orçamente o projeto completo, não apenas um trabalho

No preçário de trabalhos de construção escolhe artigos de todas as especialidades e o NUMIQ transforma-os num orçamento pronto para o cliente.