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Trabalhos de betão: preço por m³ e m² em 2026 e como se faz

Os trabalhos de betão incluem a cofragem, a armadura e a betonagem de fundações, lajes e escadas, bem como betonilhas e o acabamento da superfície do betão. O preço final depende sobretudo do elemento a betonar, da espessura da camada, da complexidade da cofragem e da forma como o betão chega ao local.

Atualizado 09/2026·17 min read·24 price list items
Preço do trabalho padrão
47,40 €/ m³
Intervalo indicativo
37,90 € - 61,70 €
Preço apenas desta atividade específica - sem material e sem trabalhos preparatórios. Não é o preço da obra completa.
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Preços atualizados
Resposta curta

A betonagem de sapatas corridas numa vala já preparada custa, segundo a tabela de preços atual, 47,40 € por m³ de mão de obra. A cofragem, a armadura, a bombagem do betão e o acabamento da superfície pagam-se à parte, consoante o que a obra realmente exigir.

Tipos de trabalho e respetivos preços

47,40 €
per m³
Sapatas corridas

É normalmente a primeira betonagem da obra, com o betão colocado diretamente na vala já preparada e armada.

9,48 €
per m²
Betão de limpeza

Camada fina de regularização sob a laje de fundação ou o pavimento, cria uma base plana para a impermeabilização e facilita os trabalhos seguintes.

21,34 €
per m²
Cofragem de fundações e paredes

A cofragem define a forma e as dimensões do elemento e tem de ser suficientemente rígida para aguentar a pressão do betão fresco.

414,86 €
per t
Armadura

Os varões de aço são montados segundo o projeto de estruturas e dão ao elemento a resistência à tração necessária.

3,20 €
per m²
Malha eletrossoldada

Usa-se em lajes e betonilhas em vez da armadura atada, colocada com a sobreposição indicada.

8,90 €
per m²
Betonilha mecânica

A betonilha de cimento é bombeada e espalhada à máquina e regulariza a base para os revestimentos de piso.

Orçamente o trabalho pelo preçário

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Trabalhos em betão24 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Trabalhos de betão
Betonagem de sapatas contínuas em valam³47,40 €-
Assentar e nivelar camada de betão de regularizaçãom²9,48 €-
Betonagem de lajes de fundação, 100 mm de espessuram²-
Betonagem de lajes de fundação, 150 mm de espessuram²-
Betonagem de lajes de fundação, 200 mm de espessuram²-
Cofragem para fundações e paredesm²21,34 €-
Cofragem para laje de piso (sistema Doka/Peri)m²-
Descofragem de laje de pisom²6,87 €-
Montagem de armadurast414,86 €-
Aplicação e amarração de rede eletrossoldada 100×100m²3,20 €-
Aplicação e amarração de rede eletrossoldada 150×150m²3,56 €-
Betonagem de escadas de betão, incluindo cofragemm³-
Montagem de cofragem de escadasml-
Desmontagem de cofragem de escadasml9,48 €-
Aplicação manual de betonilha até 7 cmm²9,48 €-
Betonilhas aplicadas à máquina - cimentíciasm²8,90 €-
Betonilhas aplicadas à máquina - anidrite autonivelantem²12,80 €-
Instalação de laje cerâmica de vigotas e blocosm²22,52 €-
Camada de primário betuminosom²-
Aplicação de impermeabilização com tela asfálticam²-
Corte de juntas de dilataçãoml5,93 €-
Acabamento de piso de betão com máquina de talocharm²4,74 €-
Bombagem de betãom³-
Outros trabalhos
Outros trabalhos não especificados na áreah-
Total de mão de obra
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Quanto custa consoante a dimensão

Exemplo de betonagem de sapatas corridas (15 m³)
Apenas betonagem na vala
15 m³ de sapatas corridas betonadas diretamente na vala escavada, sem cofragem nem armadura
711,15 €
Betonagem com armadura
15 m³ de sapatas corridas e 0,3 t de armadura de aço atada
835,60 €
Betonagem com armadura, cofragem e bombagem
15 m³ de sapatas corridas, armadura, 20 m² de cofragem acima do terreno e bombagem do betão até ao local de aplicação
a partir de 1262,40 €
Soma indicativa da mão de obra para as quantidades indicadas. Não inclui o transporte nem o preço do próprio betão, que são faturados à parte pela central de betão.

Preparação antes da betonagem

01
Verificar e limpar a vala

O fundo da vala tem de estar nivelado, sem terra solta nem sujidade. Caso contrário, o betão assenta de forma irregular.

02
Montar a cofragem

O empreiteiro monta a cofragem com as medidas do projeto e escora-a bem, para que o betão fresco não a empurre.

21,34 €/m²
03
Montar a armadura

Os varões assentam sobre espaçadores, para que depois da betonagem fiquem envolvidos em betão por todos os lados, tal como o projeto exige.

414,86 €/t
04
Entrega e bombagem do betão

Se a autobetoneira não consegue chegar ao local ou a distância é grande, o betão é levado até lá com uma bomba.

05
Colocação e vibração do betão

O betão é colocado por camadas e compactado com um vibrador de agulha. Assim saem as bolhas de ar e o betão envolve bem a armadura.

Processo de execução

  1. 01Antes da betonagem, verificar a base, a vala ou a cofragem.
  2. 02Montar a cofragem com as medidas do projeto.
  3. 03Atar a armadura de aço ou colocar a malha eletrossoldada.
  4. 04Encomendar o betão, garantir a entrega e, se necessário, bombeá-lo até ao local.
  5. 05Colocar o betão por camadas e compactá-lo com o vibrador de agulha.
  6. 06Regularizar a superfície com a régua e afagar à máquina as zonas pisáveis.
  7. 07Enquanto o betão ganha presa, mantê-lo húmido ou tapado.
  8. 08Retirar a cofragem só quando o elemento tiver a resistência necessária.

5 erros comuns

01
Betonar sem verificar a armadura

Sem espaçadores ou com recobrimento insuficiente, o aço oxida mais depressa e surgem fissuras na superfície.

02
Cofragem mal escorada

Uma cofragem fraca deforma-se durante a betonagem e o elemento perde as medidas e o alinhamento. Depois de o betão endurecer, a correção é muito difícil.

03
Betão não vibrado

Sem vibração ficam vazios de ar no betão. O betão fica menos resistente e a água entra no elemento.

04
Descofrar cedo demais

Retirar a cofragem antes de o betão ter a resistência necessária provoca deformações e fissuras nas arestas.

05
Não fazer a cura do betão

Se o betão seca ao sol ou ao vento sem ser humedecido, não atinge a resistência prevista no projeto e a superfície fica a largar pó.

Quando o betão é estrutural e precisa de projeto

O betão armado é a estrutura de quase todas as casas em Portugal: sapatas, vigas, pilares, lajes, escadas e muros de suporte. Nos elementos que suportam o edifício, a experiência do empreiteiro não chega. O que manda é o cálculo do engenheiro de estruturas. As dimensões das sapatas, a classe do betão, o diâmetro e a posição das armaduras vêm sempre definidos no projeto de estabilidade. Em obra, a equipa limita-se a executá-los. Trocar armadura por uma laje mais grossa ou dispensar uma viga de bordadura "porque sempre se fez assim" é mexer na segurança da estrutura. Uma alteração destas só deve ser feita depois de o engenheiro de estruturas a avaliar e a definir por escrito.

Num prédio em condomínio, lajes, pilares e paredes resistentes são partes comuns e sustentam também as frações dos vizinhos. Antes de qualquer intervenção nestes elementos, convém falar com a administração do condomínio e ter um engenheiro a acompanhar o trabalho desde o início.

Classe do betão, consistência e o que indicar na encomenda

O betão pronto encomenda-se segundo a norma NP EN 206. A designação diz muito mais do que a resistência. Uma referência como C25/30 XC2 S3 Dmax 16 tem quatro partes: classe de resistência, ambiente onde o elemento vai ficar, fluidez da mistura fresca e dimensão máxima do agregado.

  • Classe de resistência: o primeiro número é a resistência do provete cilíndrico, o segundo a do cubo, ambos em MPa. Para betão de regularização costuma bastar uma classe mais baixa. Nos elementos estruturais, a classe vem no projeto.
  • Classe de exposição: XC indica risco de carbonatação, ou seja, o ar e a humidade vão "gastando" aos poucos a proteção natural do aço. XS refere-se ao ambiente marítimo, muito relevante em boa parte do litoral português, onde o sal transportado pelo vento ataca as armaduras. XF é o gelo-degelo, que interessa sobretudo nas zonas frias do interior e de montanha. XD são cloretos de outra origem, por exemplo sais de degelo. Um pavimento junto ao mar precisa de um betão diferente de uma sapata em terreno seco no interior.
  • Consistência: as classes S1 a S5 indicam quão fluida é a mistura. Para bombagem pede-se normalmente S3 a S4, porque uma mistura mais seca passa mal na bomba.
  • Agregado: a dimensão máxima escolhe-se em função da espessura do elemento e da densidade da armadura. Peças finas e zonas muito armadas pedem agregado mais miúdo.

Em obra é frequente ver alguém acrescentar água na autobetoneira para o betão "correr melhor". Cada litro a mais piora a relação água/cimento, e o resultado é um betão mais fraco e menos durável, mais sensível ao gelo e à corrosão das armaduras. Quando é preciso uma mistura mais fluida, deve pedir-se à central já com plastificante ou superplastificante. Convém guardar a guia de remessa de cada camião. Tem a classe do betão e a hora de fabrico, e é o único documento que prova o que ficou realmente dentro da estrutura.

Organizar a betonagem: volume, transporte e acessos

A betoneira de obra faz sentido para sapatas isoladas, pequenas áreas e remates. Para volumes maiores já não chega. Uma laje de fundação com 14 × 10 m e 20 cm de espessura tem 28 m³. São quatro autobetoneiras de cerca de 7,5 m³, ou centenas de amassaduras numa betoneira comum. À mão, seria impossível betonar essa laje de uma só vez e com qualidade uniforme.

Com betão pronto, convém pensar com antecedência nestes pontos:

  • acesso para um camião pesado, se o caminho aguenta o peso e se há espaço para manobrar,
  • alcance da calha, que é de poucos metros, por isso para zonas afastadas, lajes elevadas ou betonagens nas traseiras é preciso bomba,
  • entregas seguidas, para que a camada já colocada não comece a ganhar presa antes de chegar o camião seguinte,
  • gente e ferramenta suficientes para espalhar, vibrar e regularizar a superfície,
  • tempo de aplicação, já que a mistura deve ser colocada normalmente até cerca de 90 minutos após o fabrico, e no calor do verão ainda mais cedo.

O volume deve ser encomendado com uma pequena margem. A escavação nunca fica perfeitamente plana e a cofragem cede um pouco com a pressão do betão. Quando falta um metro cúbico ao fim do dia, aparece uma junta de betonagem onde ninguém a tinha previsto.

Fundações: o que tratar antes do primeiro metro cúbico

As fundações têm de assentar em terreno firme e a uma profundidade onde o solo não sofra com o gelo nem com variações de humidade. Na maior parte do território o gelo penetra pouco no terreno, mas no interior norte e nas zonas de montanha a profundidade de segurança é maior. Em terrenos argilosos, que incham com a chuva e retraem no verão, também convém descer mais. A profundidade e a largura exatas vêm no projeto, de acordo com a capacidade do terreno. O fundo da escavação deve ficar em solo natural, não remexido. Se encharcar ou virar lama depois de uma chuvada, essa camada amolecida deve ser retirada antes de betonar.

Há coisas que têm de ficar na escavação antes do betão, porque depois são difíceis ou impossíveis de acrescentar:

  • Elétrodo de terra de fundação: fita ou varão de aço da ligação à terra, colocado nas fundações conforme o projeto elétrico. Deve ser dimensionado e ligado por um eletricista qualificado, e a sua verificação faz parte da entrega da instalação elétrica.
  • Tubos de passagem e atravessamentos: para esgoto, água, eletricidade, telecomunicações e, se for o caso, gás. Uma carotagem feita depois na fundação acabada sai mais cara e enfraquece o elemento.
  • Proteção contra radão e humidade: nas zonas graníticas do norte e do centro, o radão é uma preocupação real. Numa laje térrea, a solução de impermeabilização e barreira ao radão define-se de acordo com esse risco e com o nível da água no terreno. O betão de limpeza por baixo cria uma base plana e resistente para estas camadas.

Cofragens, cofragem perdida e lajes

O betão fresco empurra a cofragem como um líquido espesso, com cerca de 2,4 toneladas por metro cúbico. Quanto mais alto e mais depressa se betona, maior é a pressão. Por isso as paredes altas betonam-se por camadas. A cofragem tradicional em tábuas e barrotes serve bem para formas irregulares, a cofragem metálica ou modular para paredes e elementos repetidos. As faces da cofragem devem levar descofrante. Sem ele, o betão agarra-se e a superfície estraga-se na descofragem.

Cofragem perdida

A cofragem perdida não se retira, fica a fazer parte da construção. Incluem-se aqui os blocos de cofragem em betão ou em EPS, que se armam e enchem com betão, e também as pré-lajes. A pré-laje é uma peça pré-fabricada fina com armadura em treliça. Coloca-se sobre escoramentos e completa-se com betão em obra.

Laje aligeirada de vigotas e abobadilhas

Em muitas moradias usa-se a laje aligeirada: vigotas, normalmente pré-esforçadas, com abobadilhas cerâmicas ou de betão entre elas. As vigotas apoiam nas vigas ou paredes com o comprimento de apoio indicado pelo fabricante. Os escoramentos ficam por baixo das vigotas, nos espaçamentos que o fabricante define, e não a meio das abobadilhas. Sobre as abobadilhas coloca-se a malha eletrossoldada, arma-se a viga de bordadura e betona-se a camada de compressão. A espessura dessa camada e o tipo de malha seguem o projeto e as tabelas do fabricante.

Escadas

Numa escada betonada em obra, os espelhos dos degraus formam-se com tábuas verticais, que definem a altura de cada degrau. Todo o lanço assenta numa laje inclinada. Os degraus têm de ficar todos com a mesma altura, e é preciso contar com a espessura do pavimento final no patamar e no piso de baixo. Um erro de um centímetro no primeiro ou no último degrau é muito difícil de corrigir depois de betonado.

Armaduras e recobrimento

Porque é que o betão leva aço? O betão aguenta muito bem a compressão, mas resiste mal à tração. O aço trata da tração e o betão protege o aço da ferrugem. Isto só funciona se a armadura ficar coberta por uma camada de betão com espessura suficiente. Esse recobrimento anda, como referência, entre 20 e 50 mm conforme o ambiente e o tipo de elemento, e é bastante maior quando se betona diretamente contra o terreno. Junto ao mar, o projeto costuma pedir recobrimentos maiores. Para o garantir usam-se espaçadores e, nas malhas superiores das lajes, cavaletes em aço.

As malhas eletrossoldadas sobrepõem-se, normalmente uma a duas malhas, conforme o projeto. Vê-se muitas vezes a malha pousada diretamente no terreno e alguém a "puxá-la" para cima com um ancinho durante a betonagem. Quase sempre acaba no fundo da laje, onde praticamente não trabalha. Nos elementos estruturais, a armadura deve ser verificada pelo engenheiro responsável ou pela fiscalização da obra antes de betonar, e essa verificação deve ficar registada.

Vibração e acabamento da superfície

O vibrador de agulha introduz-se na vertical e com espaçamentos regulares. Entre pontos de vibração deixa-se, como referência, oito a dez vezes o diâmetro da agulha. Vibra-se até deixarem de sair bolhas à superfície e aparecer uma película fina de leitada. Quando se betona por camadas, a agulha deve entrar também na camada de baixo, para as duas ficarem ligadas. Cuidado com vibrar demasiado tempo no mesmo sítio: a mistura separa-se, o agregado pesado desce e sobe água com finos.

Lajes e pavimentos compactam-se e regularizam-se com régua vibratória, apoiada em mestras de nível. Pavimentos industriais e de circulação são depois afagados com talochas mecânicas, os chamados helicópteros. Quando se quer uma superfície mais resistente, polvilha-se um endurecedor de superfície. Este passo tem uma janela curta. Afagar cedo demais puxa a água do betão. Tarde demais, a superfície já não fecha.

Cura, tempo e juntas

O betão não ganha resistência por secar. Endurece por uma reação química do cimento com a água. Se a água da superfície evaporar cedo demais, a reação para e a superfície fica fraca, a largar pó e com fissuras em rede. Por isso o betão deve manter-se húmido durante alguns dias, normalmente pelo menos uma semana: com rega, plástico, geotêxtil molhado ou produto de cura.

  • Verão: betonar de manhã cedo, molhar o terreno e a cofragem antes, e proteger o betão do sol e do vento logo após o acabamento. Com calor forte e vento, a fissuração de retração aparece em poucas horas.
  • Tempo frio: por volta de +5 °C ou menos, o betão ganha presa muito mais devagar. Se gelar antes de ter resistência inicial, fica danificado para sempre. Ajudam uma mistura mais quente fornecida pela central, um acelerador e a cobertura com isolamento térmico.
  • Descofragem: a cofragem lateral de paredes e sapatas retira-se normalmente ao fim de poucos dias. Os escoramentos das lajes ficam muito mais tempo, como referência 21 a 28 dias, ou o que o engenheiro de estruturas indicar. Retirar prumos de lajes ao fim de 7 a 14 dias sem essa avaliação é arriscado.
  • Juntas de retração: lajes grandes e pavimentos exteriores dividem-se em painéis. As juntas cortam-se normalmente nas primeiras 24 a 48 horas, com profundidade de cerca de um quarto a um terço da espessura. Sem esse corte, o betão abre as fissuras sozinho, onde lhe apetecer.

Betonilhas: de cimento e de anidrite

A betonilha não é estrutural. É a camada que reparte as cargas e deixa uma base plana para o revestimento do piso. Uma betonilha de cimento flutuante, sobre isolamento, tem normalmente cerca de 50 mm. Com piso radiante, a espessura acima dos tubos segue as indicações do fabricante do sistema. A betonilha de anidrite é fluida e autonivelante, por isso pode ser mais fina. Não serve para zonas permanentemente húmidas nem para exterior, e depois de endurecer deve ser lixada à superfície.

Muitas reclamações nascem de revestimentos aplicados sobre betonilha ainda húmida. A regra antiga diz que a betonilha de cimento seca, como referência, 1 cm por semana nos primeiros quatro centímetros. Camadas mais grossas secam bem mais devagar. A única forma fiável é medir a humidade residual pelo método do carboneto, com o resultado em % CM. Os limites são dados pelo fabricante do revestimento, e andam por cerca de 2 % CM na betonilha de cimento e 0,5 % CM na de anidrite. Com piso radiante, deve fazer-se o aquecimento inicial de acordo com o protocolo do fabricante antes de o ladrilhador ou o instalador do piso começar.

Guia de bricolage: betonar a sapata de um poste de vedação

As sapatas para uma vedação, uma pérgula ou um pequeno telheiro de jardim estão ao alcance de quem tem algum jeito. Ao escavar, deve ter-se atenção às redes enterradas. Se aparecer uma tubagem de gás ou se sentir cheiro a gás, o trabalho deve parar de imediato, todos devem afastar-se para uma distância segura e ligar para a linha de emergência do distribuidor de gás ou para o 112.

  1. Confirmar a localização das redes enterradas junto das entidades que as gerem e marcar o alinhamento da vedação com um fio.
  2. Escavar o buraco até terreno firme, normalmente entre 0,5 e 0,8 m conforme o solo e a região, com largura de cerca de três vezes o lado do poste.
  3. Deitar no fundo uma camada de brita e compactá-la, para afastar a água do pé do poste.
  4. Colocar o poste ou a base de ancoragem, acertar o prumo com o nível em duas direções e travar com ripas inclinadas.
  5. Amassar o betão em saco exatamente como indica a embalagem, sem água a mais, usando luvas e óculos, porque o cimento irrita a pele e os olhos.
  6. Colocar o betão por camadas, picar cada uma com um varão para sair o ar e ir verificando se o poste continua a prumo.
  7. Dar pendente à superfície da sapata para fora do poste, para a água não ficar junto à base, e manter o betão húmido durante alguns dias, protegido do sol forte e do gelo.
  8. Montar os painéis da vedação só depois de o betão ganhar resistência, como referência ao fim de uma semana, e portões pesados ainda mais tarde, conforme o fabricante.

Como receber os trabalhos de betão

  • as guias de remessa do betão correspondem à classe de resistência e de exposição que o projeto exige,
  • a armadura foi verificada antes da betonagem e essa verificação ficou registada,
  • dimensões, cotas e posição dos atravessamentos coincidem com o projeto,
  • a superfície não tem ninhos de brita, vazios nem armadura à vista, e as arestas estão direitas,
  • a planeza das lajes e das betonilhas foi verificada com uma régua comprida,
  • as juntas de retração e de dilatação estão cortadas ou executadas conforme o previsto,
  • sabe-se como e durante quanto tempo o betão foi curado, e há registo do tempo que fez durante a betonagem,
  • nas betonilhas, existe um registo da medição de humidade antes da aplicação do revestimento.

Perguntas frequentes

Segundo a tabela de preços atual, a betonagem de sapatas corridas numa vala preparada custa 47,40 € por m³ de mão de obra. A cofragem, a armadura e a bombagem do betão pagam-se à parte, consoante o volume real.

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